
BRASÍLIA, 26 de junho de 2026 — O presidente Lula anunciou nesta quinta (25) a retomada das obras da UFN-III, em Três Lagoas (MS). A Petrobras vai investir mais de R$ 5 bilhões para concluir a fábrica de fertilizantes.
A construção começou em 2011, no governo Dilma Rousseff, mas foi paralisada em 2014. Na época, a estatal enfrentava crise financeira e investigações da Operação Lava Jato.
A obra já estava 80% concluída quando foi interrompida. Mesmo assim, a fábrica ficou abandonada por mais de uma década. O projeto prevê a produção de ureia e amônia, insumos essenciais para o agronegócio brasileiro.
A Petrobras decidiu retomar o projeto após uma reavaliação técnica e econômica. A estatal confirmou que a unidade agora faz parte do Novo PAC e do Plano de Negócios 2026-2030.
As empresas que construíam a fábrica eram a Sinopec, estatal chinesa, e a Galvão Engenharia. A Petrobras rescindiu o contrato com elas por falta de pagamento a fornecedores e trabalhadores.
A Galvão Engenharia foi alvo da Lava Jato. Em março de 2015, a Polícia Federal prendeu Dario de Queiroz Galvão Filho, presidente do grupo, suspeito de corrupção na Petrobras.
Durante o evento, Lula criticou a paralisação da obra. “Tenho orgulho de estar aqui hoje”, disse o presidente. “Logo que tomei posse, disse que precisávamos completar Três Lagoas. Sonhava com isso pronto. Imaginava que, lá por 2012, 2013 estaria pronto. Não ficou.”
Lula também afirmou que a retomada é necessária para reduzir a dependência do Brasil por fertilizantes importados. “Não é possível que um país com o tamanho do Brasil fique dependente da importação”, disse.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também participou do evento. Ela defendeu a produção de fertilizantes como estratégica para o país.
“Estamos reconstruindo capacidades que o Brasil não deveria ter perdido”, afirmou Magda durante a cerimônia.







