Sem secretários Prefeitura de SLZ, Câmara adia audiência

SÃO LUÍS, 06 de julho de 2026 — A Comissão de Orçamento da Câmara Municipal de São Luís adiou, nesta segunda (6), a audiência pública para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O presidente do colegiado, vereador Raimundo Penha, tomou a decisão após os secretários municipais de Planejamento e Fazenda não comparecerem ao Legislativo. A prefeitura enviou apenas técnicos para representar as pastas. Segundo Raimundo Penha, a Comissão de Orçamento e a Mesa Diretora decidiram não abrir a sessão. Ele afirmou que a Câmara não recebeu justificativa oficial para a ausência dos secretários. Além disso, destacou que esta seria a primeira audiência da LDO da gestão da prefeita Esmênia e defendeu a participação dos titulares para garantir um debate mais produtivo. De acordo com Penha, não é a primeira vez que secretários municipais deixam de participar de audiências consideradas importantes. Em outras ocasiões, a administração também enviou técnicos para representar as secretarias. Por isso, a Câmara optou por adiar a discussão até que os responsáveis pelas pastas participem da audiência. A audiência pública é uma etapa obrigatória da tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Portanto, enquanto a reunião não for realizada, o projeto da LDO permanecerá sem avanço na Câmara Municipal de São Luís.
Oito em cada dez empregadores sofrem com falta de mão de obra

BRASIL, 06 de julho de 2026 — Oito em cada dez empregadores brasileiros enfrentam dificuldades para contratar profissionais. É o que mostra a Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026, do ManpowerGroup. O percentual é de 80%. Esse número se mantém estável em relação a 2025, quando foi de 81%. Além disso, o Brasil fica acima da média global, que é de 72%. A série histórica mostra altos e baixos. Em 2014, o índice era de 63%. Caiu para 34% em 2018, o ponto mais baixo. Porém, a partir de 2019, a dificuldade voltou a crescer.A pandemia de covid-19 intensificou o problema. O índice chegou a 71% em 2021 e a 81% em 2022. Desde então, o país se mantém em patamar elevado: 80% em 2023 e 2024, 81% em 2025 e 80% em 2026. Por região, São Paulo lidera as dificuldades. O estado tem 88% dos empregadores com problemas para encontrar profissionais. Em seguida, vêm Minas Gerais (85%) e Rio de Janeiro (80%). A cidade de São Paulo registra 79%. Outras regiões do país somam 77%, e o Paraná aparece com 74%. O porte da empresa também influencia. Entre as microempresas, com menos de dez funcionários, 72% relatam dificuldades. Já nas empresas de médio porte, com mil a 5 mil colaboradores, o índice sobe para 90%. Esse é o maior percentual entre todos os recortes. Nas empresas com mais de 5 mil funcionários, o número também é alto: 82%. Globalmente, o cenário é parecido: microempresas têm 64% de dificuldade, enquanto as de médio e grande porte chegam a 75%.
Allan Garcês debate ações para comunidades quilombolas

MARANHÃO, 06 de julho de 2026 — O deputado federal Allan Garcês recebeu a presidente do Instituto iQuilomba, Val, para discutir as principais demandas das comunidades quilombolas do Maranhão. O encontro abordou ações voltadas ao desenvolvimento, à inclusão social e à ampliação do acesso às políticas públicas. Na oportunidade, os participantes defenderam investimentos em diferentes áreas. Durante a reunião, Val apresentou propostas para fortalecer a produção agrícola e a agricultura familiar. Além disso, pediu mais investimentos em saúde, educação e infraestrutura. Allan Garcês afirmou que pretende apoiar iniciativas que ampliem as oportunidades para as comunidades, fortaleçam a produção local e contribuam para preservar a história e a cultura quilombola. “Nosso objetivo é trabalhar para que as comunidades quilombolas tenham mais oportunidades de desenvolvimento, acesso às políticas públicas e condições para fortalecer sua produção e preservar sua história. O Maranhão tem uma riqueza cultural imensa, e precisamos valorizar quem faz parte desse patrimônio”, declarou o deputado. Val agradeceu o espaço para o diálogo e destacou que as comunidades enfrentam desafios históricos. Segundo ela, a parceria com representantes públicos pode ajudar na construção de ações que gerem resultados para as famílias que vivem nesses territórios. Ereforçou a importância de manter o diálogo entre as lideranças e o poder público. “Agradeço ao deputado Allan Garcês por abrir esse espaço de diálogo. As comunidades quilombolas têm desafios históricos e precisam ser ouvidas. Esperamos construir ações que tragam resultados concretos para as famílias que vivem nesses territórios”, afirmou Val. Dados do IBGE mostram que o Maranhão possui 2.025 localidades quilombolas, o maior número do país, e mais de 269 mil pessoas autodeclaradas quilombolas. Além disso, o estado reúne cerca de 24% das comunidades quilombolas brasileiras. São Luís abriga o Quilombo da Liberdade, considerado o maior quilombo urbano da América Latina, enquanto Alcântara tem a maior proporção de população quilombola do Brasil. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Allan Garcês | Deputado Federal Conservador no Maranhão (@allan.garces)
Câmara Federal terá ao menos seis novas vagas no Maranhão

MARANHÃO, 06 de julho de 2026 — A disputa pelas 18 cadeiras do Maranhão na Câmara dos Deputados já começa com renovação mínima garantida. Pelo menos seis integrantes da atual bancada não devem disputar a reeleição. Com isso, novos nomes devem ocupar parte da representação maranhense em Brasília. Entre os deputados que não devem buscar novo mandato estão Detinha (PL), que pretende retornar à Assembleia Legislativa do Maranhão, André Fufuca (PP) e Duarte Júnior (Avante), pré-candidatos ao Senado. Já Josimar Maranhãozinho (PL) e Pastor Gil estão inelegíveis. Roseana Sarney (MDB) ainda não definiu se disputará o Senado ou ficará fora da eleição. O número de vagas abertas pode aumentar. Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e Aluísio Mendes (Republicanos) também aparecem nos bastidores como possíveis candidatos ao Senado. Caso confirmem a mudança de disputa, a renovação da bancada poderá superar um terço das 18 vagas. Os deputados Juscelino Filho, Marreca Filho, Amanda Gentil, Márcio Jerry, Fábio Macedo, Júnior Lourenço, Rubens Pereira Júnior, Josivaldo JP, Cleber Verde e Márcio Honaiser devem buscar a renovação de seus mandatos. Para as vagas que devem se abrir, nomes como Erlanio Xavier, Fernando Braide, Othelino Neto, Iracema Vale, Fabiana Vilar e Larissa DP aparecem como possíveis candidatos com força nos bastidores políticos.
CNJ libera pagamento retroativo de penduricalho extinto

BRASÍLIA, 06 de julho de 2026 — O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, autorizou o pagamento retroativo do Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Esse benefício é conhecido como penduricalho. Ele foi extinto em 2006. Porém, alguns magistrados mantiveram o direito por meio da Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). O provimento foi assinado em 26 de junho. A medida regulamenta os critérios para apuração, atualização e pagamento dos valores. Além disso, prevê correção monetária e juros de mora. O ATS dava um acréscimo de 5% na remuneração a cada cinco anos de serviço. O limite era de 35%. Como a adoção da VPNI ocorreu em períodos diferentes nos tribunais, o passivo varia de alguns meses a cerca de 20 anos. O provimento determina que os valores sejam calculados com base no teto remuneratório de cada época. Também incluem reflexos sobre o décimo terceiro salário e o adicional de férias. Segundo Campbell, a medida busca garantir segurança jurídica e previsibilidade orçamentária aos tribunais. O STF concluiu o julgamento sobre os penduricalhos na última segunda-feira (30). A Corte autorizou os pagamentos retroativos. Porém, determinou que a Corregedoria do CNJ apresente, em 30 dias, a relação das verbas reconhecidas antes de março. Isso serve para verificar quais casos se enquadram nas novas regras. Como o provimento de Campbell foi publicado antes do fim desse julgamento, a medida acabou antecipando a regulamentação do tema. O texto do CNJ não apresenta estimativa de impacto financeiro. Em 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) fez uma auditoria. O órgão estimou que só o pagamento na Justiça Federal custaria mais de R$ 870 milhões. Considerando todos os ramos do Judiciário, o montante pode superar R$ 1 bilhão. Pelas regras do corregedor, os pagamentos devem respeitar a ordem cronológica das dívidas. Fica vedada a quitação isolada de juros ou de correção monetária.
Suplente assume vaga da professora Magnólia na Câmara de SLZ

SÃO LUÍS, 06 de julho de 2026 — Joabson Júnior (União Brasil) assumiu, nesta segunda (6), uma cadeira na Câmara Municipal de São Luís. Ele entrou no lugar da vereadora Magnólia, que se licenciou do mandato para se dedicar ao projeto de pré-candidatura a deputada estadual. A posse marcou o retorno do parlamentar ao Legislativo da capital. Esta é a segunda vez que Joabson exerce o mandato de vereador. Em 2024, ele também ocupou uma vaga durante a licença do então vereador Álvaro Pires. Na ocasião, afirmou que buscaria honrar a confiança da população de São Luís e destacou sua atuação comunitária no bairro da Forquilha, onde nasceu. Advogado formado pela Universidade Ceuma, Joabson Júnior já comandou o Comitê Gestor de Limpeza Urbana (CGLU) de São Luís. Além disso, atuou como secretário adjunto de Meio Ambiente do Maranhão, acumulando experiência em cargos da administração pública. Durante a sessão, o vereador Astro de Ogum deu boas-vindas ao novo integrante da Casa. Ele destacou a importância da renovação no Legislativo e elogiou a atuação de Magnólia. Também colocou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual é presidente, à disposição de Joabson e defendeu o diálogo e a cooperação entre os parlamentares.
PT reduz verba do fundão para Lula e aumenta para senadores

BRASIL, 06 de julho de 2026 — O PT decidiu mudar a distribuição do Fundo Eleitoral. A reunião da Executiva Nacional aconteceu nesta sexta (3). O partido reduziu a fatia do presidente Lula. Além disso, aumentou em quase cinco vezes os recursos para candidatos ao Senado. Em 2026, Lula recebeu 20,64% do total de R$ 615 milhões. Isso equivale a cerca de R$ 126 milhões para sua campanha de reeleição em outubro. Em 2022, o percentual era maior: 26,03% de R$ 503 milhões. Naquela época, o valor foi de R$ 130,9 milhões. Portanto, o montante para o presidente caiu em comparação com o pleito anterior. Os candidatos ao Senado foram os grandes beneficiados. Em 2022, eles ficaram com apenas 2,48% do fundo. Isso deu R$ 12,4 milhões. Agora, a fatia saltou para 10,08%. O valor subiu para R$ 61,9 milhões. Ou seja, o recurso aumentou quase cinco vezes. A distribuição completa de 2022 foi a seguinte: presidente (26,03%), Senado (2,48%), governadores (8,34%), deputados federais (29,41%) e deputados estaduais (2,42%). Já em 2026, os percentuais aprovados foram: presidente (20,64%), Senado (10,08%), governadores (11,70%), deputados federais (43,06%), deputados estaduais (8,13%) e fundo de reserva (6,40%).
Dino fecha acordo em ação contra servidor da Assembleia do RJ

RIO DE JANEIRO, 06 de julho de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, firmou um acordo judicial em uma ação por danos morais contra Luiz Coelho de Souza, servidor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O entendimento prevê o pagamento de R$ 25 mil ao ministro. O processo tramita na 6ª Vara Cível de Niterói, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A ação foi apresentada em maio de 2025 e teve como base mensagens publicadas em um grupo de WhatsApp em 2023. Na época, Flávio Dino ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente Lula. Na ação, ele afirmou que foi chamado de “vagabundo”, “petralha” e associado ao crime organizado. O pedido inicial de indenização era de R$ 30 mil. Segundo os autos, o caso não terminou com uma sentença judicial. As partes chegaram a um acordo, por isso o pagamento de R$ 25 mil encerrou a disputa. O processo foi finalizado de forma consensual, sem decisão sobre o mérito da ação. A defesa de Flávio Dino alegou que as mensagens ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram sua honra. Além disso, sustentou que Luiz Coelho de Souza associou o então ministro ao crime organizado sem apresentar provas. Esse argumento fundamentou o pedido de reparação por danos morais.