Partidos PCO e UP lideram candidaturas a governador em 2026

Partidos esquerda

MARANHÃO, 24 de agosto de 2026 — As eleições de 2026 terão 199 candidatos aos governos estaduais e do Distrito Federal. O número é 10,8% menor que o de 2022, quando 223 nomes disputaram o cargo. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Partido da Causa Operária (PCO) lidera o ranking, com 18 candidaturas. A Unidade Popular (UP) vem em seguida, com 17 registros. O PSTU aparece na terceira posição, com 16 candidatos. PSD e PL têm 13 cada, e o PT registrou 12 nomes. Essa liderança de partidos pequenos reflete uma estratégia chamada de “agitprop”. Nesse caso, a candidatura serve como ferramenta de divulgação política. Os partidos buscam ampliar sua presença nacional e ganhar espaço no horário eleitoral e nos debates. A distribuição por estado é desigual. O Piauí concentra o maior número de candidatos a governador, com 12 registros. Minas Gerais e Distrito Federal aparecem com 11 cada. Alagoas tem a disputa menos fragmentada, com apenas quatro concorrentes. Dos 27 governadores atuais, nove tentam a reeleição. Entre eles estão Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jerônimo Rodrigues (PT-BA). A disputa ao Senado tem 317 candidatos neste ano. O número é 30,5% maior que o de 2022. O PL lidera, com 33 registros. A UP aparece em segundo, com 23, e o PSol tem 21. MDB e PT registraram 19 cada. O PCO, que lidera para governador, fica em décimo lugar no Senado, com 14 candidaturas. O Piauí também lidera no número de postulantes ao Senado, com 21 registros. Alagoas tem o menor número, com sete candidatos. O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro. O segundo turno, se necessário, está marcado para 25 de outubro.

Maranhão registra crescimento no fluxo aéreo em julho

Maranhão aeroporto

MARANHÃO, 24 de agosto de 2026 — O Maranhão movimentou 252.694 passageiros nos aeroportos em julho de 2026, período de férias escolares. O número representa alta de 6,53% sobre julho de 2025, quando foram registrados 237.201 passageiros, segundo dados divulgados pelo Observatório do Turismo do Maranhão. Os dados do Obstur-MA, ligado à Secretaria de Estado do Turismo, foram reunidos a partir de informações da Anac e da Esaero Airports. Em julho, o estado registrou 127.842 desembarques, alta de 6,21%. Além disso, ocorreram 124.852 embarques, crescimento de 6,86%. O Aeroporto Internacional de São Luís concentrou a maior movimentação. O terminal recebeu 217.589 passageiros entre embarques e desembarques, aumento de 9,66% em um ano. Foram 110.063 desembarques, alta de 8,99%, e 107.526 embarques, avanço de 10,36%. Barreirinhas teve o maior crescimento percentual entre os aeroportos citados. O terminal movimentou 5.515 passageiros em julho, alta de 21,82% sobre 2025. Foram 2.711 desembarques, crescimento de 23%, além de 2.804 embarques, aumento de 20,71%. Na Região Tocantina, o Aeroporto de Imperatriz movimentou 29.590 passageiros durante julho de 2026. Desse total, 15.068 chegaram pelo terminal e 14.522 embarcaram.

Justiça Eleitoral mantém Pablo Marçal inelegível

pablo marçal

SÃO PAULO, 24 de agosto de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve Pablo Marçal inelegível. A decisão também preservou a multa de R$ 420 mil aplicada ao empresário. O presidente do tribunal, desembargador José Antonio Encinas Manfré, rejeitou os recursos da defesa e do Ministério Público Eleitoral (MPE). A condenação aconteceu em abril de 2025. O motivo foi o uso indevido dos meios de comunicação na campanha à Prefeitura de São Paulo. O PSB acusou Marçal de impulsionamento irregular nas redes sociais. O caso envolvia um concurso que pedia participantes para publicar cortes de vídeos do candidato, com promessa de pagamento. A defesa alegou falta de provas. Os advogados disseram que não ficou comprovado que o concurso gerou propaganda eleitoral nem que houve pagamentos. Eles afirmaram que Marçal não poderia responder por atos de terceiros. Porém, o desembargador rejeitou os argumentos. Ele disse que a defesa não mostrou qual prejuízo sofreu com a negativa de provas e não contestou os fundamentos da condenação. O MPE também recorreu. O órgão queria que Marçal respondesse por abuso de poder econômico e gastos ilícitos. Porém, o desembargador manteve o entendimento anterior. Para ele, não havia provas suficientes dos pagamentos. Além disso, acolher o recurso exigiria reanalisar provas, o que as regras do TSE não permitem nessa fase. Mesmo inelegível, Marçal registrou candidatura à Presidência em 2026. Porém, o TSE impediu o candidato de receber recursos do fundo eleitoral e de participar de campanhas em rádio, TV e debates. A medida busca evitar o uso de dinheiro público e propaganda em uma candidatura considerada inviável juridicamente.

Pesquisas apontam dificuldade na reeleição de Eliziane Gama

Eliziane Gama

MARANHÃO, 24 de agosto de 2026 — A senadora Eliziane Gama (PT) enfrenta dificuldades para buscar a reeleição ao Senado pelo Maranhão em 2026. A menos de dois meses da votação, pesquisas mostram a parlamentar fora das duas primeiras posições, em uma disputa por duas vagas. Na IPSensus, Roseana Sarney (MDB) lidera a soma dos dois votos, com 24,82%. André Fufuca (PP) tem 19,17%, Lahesio Bonfim (Novo), 19,10%, e Weverton, 16,24%. Eliziane aparece depois, com 11,76%, distante dos primeiros colocados. O IPPI também coloca Roseana na frente. Weverton tem 23,5% e está em empate técnico com André Fufuca e Lahesio Bonfim. Eliziane registra 17,3%. O instituto ouviu 1.500 eleitores de 6 a 10 de agosto, com margem de erro de 2,5 pontos. No Véritas, Roseana marca 21,1%, seguida por Weverton, com 15,2%. Lahesio tem 9,7%, Fufuca, 7,2%, e Eliziane, 5,3%. O levantamento ouviu 1.000 pessoas entre 8 e 11 de agosto, tem margem de erro de 2,09 pontos e 95% de confiança. Eliziane, eleita em 2018 com mais de 1,5 milhão de votos, deixou o PSD e entrou no PT neste ano.

Maranhão soma dezenas de denúncias de propaganda irregular

Maranhão propaganda

MARANHÃO, 24 de agosto de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 72 denúncias de propaganda eleitoral irregular no Maranhão entre o início da campanha e sábado, 23 de agosto. Os registros foram feitos pelo aplicativo Pardal, canal oficial usado por eleitores para encaminhar ocorrências à Justiça Eleitoral. A maior parte das denúncias envolve propaganda irregular em vias públicas. Depois aparecem casos relacionados à internet e a adesivos em veículos. Entre os cargos citados, candidatos a deputado estadual lideram as ocorrências, seguidos por Senado, governo do Estado e Câmara dos Deputados. Nenhum candidato à Presidência da República apareceu nas denúncias registradas no período. Além disso, o sistema contabilizou dois casos relacionados a partido, coligação ou federação. Na eleição de 2022, o Pardal recebeu 1.345 denúncias em 90 dos 217 municípios maranhenses. O Pardal é gratuito e permite o envio de fotos, áudios e outros materiais sobre possíveis irregularidades. Depois do registro, o sistema classifica inicialmente a denúncia e gera um número de protocolo. Então, a Justiça Eleitoral analisa o caso e pode abrir procedimento para investigação. Quando a ocorrência não pertence ao campo de atuação do Pardal, o sistema indica outros canais. Casos de desinformação podem seguir para o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral recebe, inclusive, denúncias sobre crimes eleitorais e outros ilícitos ligados à disputa.

Instagram é a rede preferida de candidatos a deputado federal

instagram rede

BRASIL, 24 de agosto de 2026 — O Instagram é a rede social mais usada por candidatos a deputado federal nesta eleição. A plataforma visual superou Facebook e TikTok entre os postulantes. Os dados constam dos registros enviados ao Tribunal Superior Eleitoral. A campanha começou em meados de agosto. Logo atrás vêm Facebook e TikTok. YouTube, X e aplicativos de mensagem também aparecem. Entre os partidos, o PL tem a maior soma de seguidores no país. PSD, MDB e Podemos vêm na sequência. As siglas tradicionais da esquerda ficam em posições intermediárias. O engajamento muda conforme a região. O Sudeste concentra os maiores números de seguidores. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram. No Nordeste, Ceará e Pernambuco se destacam pelo volume de audiência. A Justiça Eleitoral lembra que a propaganda na internet é livre. Porém, impulsionamentos irregulares são proibidos. Todo conteúdo gerado ou manipulado por inteligência artificial precisa ter identificação clara e destacada.

STF mantém caso de desembargadora do MA investigada no STJ

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BRASÍLIA, 24 de agosto de 2026 — A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou no dia 14 o habeas corpus apresentado pela defesa da desembargadora licenciada Nelma Sarney. O pedido tentava levar ao STF a investigação sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão. A defesa apresentou o pedido no dia 4 e solicitou uma medida liminar. Nelma queria afastar o caso da responsabilidade do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão de Cármen Lúcia foi publicada neste domingo (23), segundo informações divulgadas pelo blog de Isaías Rocha. Nelma citou uma decisão que suspendeu investigações relacionadas ao ex-deputado Edilázio Júnior e enviou o caso dele ao STF para análise de competência. A desembargadora alegou existir conexão entre os processos que envolvem ela e o genro. Por isso, pediu que seu processo também fosse adiado. Cármen Lúcia, no entanto, entendeu que Nelma possui foro por prerrogativa de função no STJ por ser desembargadora licenciada. Segundo a ministra, cabe ao tribunal processar e julgar a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Daí, ela negou seguimento ao habeas corpus e considerou prejudicado o pedido de liminar. A decisão também atinge uma discussão que envolve o governador Carlos Brandão. Ele apresentou uma ADPF para tentar suspender investigações supervisionadas pelo ministro Flávio Dino. Dias Toffoli negou seguimento à ação. A decisão sobre Nelma acaba reforçando a tese de que autoridades com foro devem responder no tribunal competente.

Mais da metade dos brasileiros votaria mesmo sem obrigação

brasileiros eleitores

BRASIL, 24 de agosto de 2026 — A maioria dos brasileiros votaria mesmo se não fosse obrigado. É o que mostra pesquisa Datafolha divulgada no domingo (23). Dos entrevistados, 56% disseram que iriam às urnas nas eleições deste ano mesmo com voto facultativo. Por outro lado, 43% afirmaram que não votariam. Apenas 1% não soube responder. A disposição para votar muda conforme o perfil do eleitor. Entre os homens, 59% votariam sem obrigação. Entre as mulheres, o índice é de 53%. A idade também faz diferença: 61% dos eleitores com 60 anos ou mais iriam votar. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, esse número cai para 48%. Além disso, escolaridade e renda influenciam a resposta. Entre os mais instruídos, 69% votariam mesmo sem ser obrigados. Entre os menos instruídos, o percentual é de 49%. A renda mostra a maior diferença: 75% dos que ganham mais de cinco salários mínimos votariam. Entre os que recebem até dois salários mínimos, o índice é de 49%. A pesquisa também analisou eleitores de candidatos. Entre os apoiadores de Lula (PT), 65% votariam sem obrigatoriedade. Entre os de Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 62%. O Datafolha ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. Em 2015, apenas 41% diziam que votariam sem obrigação. Em agosto de 2014, o percentual era de 49%.

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