
BRASÍLIA, 20 de julho de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) pediu ao Congresso um reajuste de até 40% nas gratificações de servidores. O projeto foi enviado na semana passada. Isso aconteceu logo depois que a própria Corte liberou o pagamento desses extras acima do teto constitucional. Hoje, o limite é de R$ 46.366,19 por mês.
O aumento vale para 913 cargos de confiança. Esses valores são divididos em oito níveis. Quem está no nível mais baixo (F-1) recebe R$ 1.554,42 de gratificação. Com o reajuste, passaria a ganhar R$ 2.176,19. Já no nível mais alto (F-8), o extra subiria de R$ 8.987,39 para R$ 12.132,98. No total, o impacto anual seria de R$ 27,7 milhões.
Segundo o tribunal, as funções de confiança exigem mais responsabilidade e especialização. Os ocupantes desses cargos lideram equipes técnicas e gerenciam riscos. Além disso, eles entregam resultados que afetam diretamente o controle público. Por isso, a Corte defende que a valorização é necessária para manter a qualidade do trabalho.
A decisão de liberar os penduricalhos acima do teto foi tomada no dia 15 de julho. Ela vale para servidores do TCU e também do Congresso. Com isso, quem tem funções comissionadas pode receber os extras por inteiro, sem cortes.
Esse entendimento pode alcançar 25,7 mil servidores. Na prática, os adicionais de chefia e assessoramento não entram mais no cálculo do limite salarial.







