PF investiga prefeito de Imperatriz por apropriação indébita

Rildo Amaral

IMPERATRIZ, 21 de julho de 2026 — A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, e o secretário municipal de Administração e Finanças por suspeita de apropriação indébita previdenciária. Segundo o site Direito e Ordem, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a investigação após pedido da Procuradoria Regional da República por causa do foro do prefeito. A investigação começou depois que a Receita Federal enviou uma representação fiscal com indícios de irregularidades no recolhimento de contribuições previdenciárias pelo município. O procedimento aponta crédito tributário superior a R$ 503,6 mil. Já a apuração criminal cita um débito de R$ 343.627,95 relacionado à suposta retenção dos valores. Segundo a portaria, a Receita Federal indicou Rildo Amaral como responsável pelas irregularidades na atual gestão. O documento informa que o crédito tributário foi constituído em julho de 2025 e, até a abertura do inquérito, não havia registro de pagamento, parcelamento ou medida que suspendesse a cobrança. A Polícia Federal também informou que o prefeito foi notificado para apresentar manifestação antes da investigação, mas não respondeu no prazo. Agora, a corporação determinou novas diligências, pediu mais 120 dias para concluir a apuração e intimou o prefeito e o secretário para prestar depoimento como investigados. A investigação busca confirmar ou descartar a prática do crime previsto no artigo 168-A do Código Penal.

Banco Master transferiu R$ 3,6 bilhões em créditos à Reag

Banco master

BRASÍLIA, 21 de julho de 2026 — O Banco Master transferiu R$ 3,6 bilhões em créditos de dívidas para 11 fundos da gestora Reag. As operações aconteceram entre 2021 e 2025. A Polícia Federal investiga a Reag por suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A documentação mostra que, em muitos casos, o contrato de empréstimo e a transferência do crédito para o fundo ocorreram no mesmo dia. Os investigadores veem nisso um possível padrão de funcionamento. A suspeita é que a Reag ajudou a estruturar fundos que movimentaram recursos de forma atípica. O objetivo seria inflar resultados financeiros. O fundador da Reag, João Carlos Mansur, é um dos investigados. A principal hipótese da PF é que as cessões de crédito ajudavam o Master a liberar espaço no balanço. Assim, o banco podia emitir mais Certificados de Depósito Bancário e captar novos recursos. O banco emprestava dinheiro a empresas. Essas empresas aplicavam os valores em fundos da Reag. Então, os fundos usavam parte do dinheiro para comprar os próprios créditos que o banco havia criado. Por fim, os empréstimos deixavam de ser cobrados. O prejuízo ficava para os fundos que compraram os direitos creditórios. Entre as operações, seis empréstimos somam R$ 130 milhões para empresas do Grupo Gafisa. Os contratos foram cedidos no mesmo dia ao fundo Yvrac. Esse veículo tem participação do próprio Banco Master. As transações ocorreram de 2022 a setembro de 2025. Outro fundo citado é o Astralo 95, que recebeu R$ 357 milhões do Master. Ele é alvo da Operação Carbono Oculto. Essa investigação apura fraudes e lavagem de dinheiro em um esquema ligado ao setor de combustíveis. O fundo faz parte da chamada “estrutura Frozen”. Os nomes dos fundos remetem a personagens da animação Frozen. O Astralo 95 também é alvo de ações do liquidante do Banco Master. Essas medidas buscam impedir o desaparecimento de ativos da instituição.

Polícia Civil avança em investigação no Hospital da Criança

Hospital da criança

SÃO LUÍS, 21 de julho de 2026 — A Polícia Civil do Maranhão ouviu, nesta segunda (20), novos depoimentos de pais de crianças que morreram após atendimento no Hospital da Criança, em São Luís. Os relatos fazem parte de cinco inquéritos que apuram as mortes, possíveis irregularidades nas UTIs pediátricas e eventual responsabilidade criminal. Também investigam os procedimentos adotados pela unidade. Entre os casos está o de Nicholas, de 7 anos. A mãe, Núbia Carneiro, afirmou que o filho morreu após supostas falhas no atendimento. Segundo ela, os médicos disseram que a criança não resistiria antes da conclusão dos exames. O pai, Arthur Zeeuw, afirmou que acompanhou tudo da Holanda e disse que a mãe foi impedida de fazer uma chamada de vídeo para a despedida. A polícia também investiga as mortes de Otto, de 1 ano, Kerliane, de 7 anos, e Bernardo, de 4 meses. Os prontuários já foram entregues e passarão por análise técnica. Além disso, médicas e a diretora do hospital já prestaram depoimento. A Defensoria Pública apontou problemas nas UTIs, como falta de profissionais especializados durante vistoria na unidade. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o hospital segue os protocolos do Ministério da Saúde e colabora com as investigações. A prefeitura negou aumento expressivo de mortes, falta generalizada de insumos e irregularidades na equipe. Enquanto isso, Ministério da Saúde, Ministério Público Federal, Conselho Regional de Medicina e outros órgãos também acompanham o caso.

Número de indígenas e quilombolas aptos a votar cresce no BR

Indígenas quilombolas

BRASIL, 21 de julho de 2026 — O número de indígenas e quilombolas aptos a votar aumentou bastante no Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os dados do cadastro para as Eleições 2026. Os eleitores indígenas saltaram de 155.661, em 2024, para 287.157 neste ano. O crescimento foi de 84%. Já o eleitorado quilombola quase dobrou no mesmo período. Ele passou de 95.409 para 188.371 pessoas, o que representa alta de 97%. Esse avanço está ligado à atualização do cadastro eleitoral. Desde novembro de 2022, a Justiça Eleitoral começou a coletar informações autodeclaratórias. Os eleitores podem informar sua identidade étnica e pertencimento a comunidades quilombolas ou tradicionais. Como esses dados dependem da atualização feita pelos próprios cidadãos, a base de dados tende a crescer gradualmente. A Região Norte concentra o maior contingente de eleitores indígenas. Cerca de 47% desse grupo está lá. O número na região foi de 74.506 para 136.978 em apenas dois anos. O Nordeste também teve avanço significativo. A região mais que dobrou o total de indígenas autodeclarados, de 35.440 para 71.346. Além disso, Centro-Oeste, Sudeste e Sul também registraram crescimentos. O Amazonas liderou o aumento absoluto de indígenas cadastrados. O estado somou mais de 36 mil novos registros. Em seguida, aparecem Pernambuco, Roraima, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará. Os dados também mostram as principais etnias no cadastro. São elas: Tikúna, Makuxí, Kokama, Xucuru, Kaingang, Xavante, Tenetehara, Mundurukú, Guarani Kaiowá e Terena. Elas estão distribuídas principalmente nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. No Maranhão, a etnia Tenetehara está entre as mais representativas. No caso dos quilombolas, o Nordeste continua com o maior número de votantes. A região foi responsável pela maior parcela do crescimento nacional. O total passou de 51.633 para 95.901 eleitores entre 2024 e 2026. O Sudeste registrou a maior expansão proporcional. Norte, Centro-Oeste e Sul também apresentaram aumento. Entre os estados, Minas Gerais liderou o crescimento absoluto. O estado passou de 12.712 para 31.487 pessoas aptas a votar.

MP investiga pagamento irregular a servidores de Paraibano

Paraibano investigado

PARAIBANO, 21 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para investigar possíveis pagamentos irregulares a servidores da Secretaria Municipal de Educação de Paraibano. A apuração envolve salários pagos entre janeiro e junho de 2026. Além disso, o órgão quer saber se houve falhas no controle de frequência e no registro de ponto. A investigação começou após a promotora de Justiça Ana Virgínia Pinheiro Holanda de Alencar transformar uma Notícia de Fato em Inquérito Civil. Segundo a portaria, alguns servidores podem ter sido substituídos por terceiros, sem vínculo oficial com a administração, enquanto continuavam recebendo os salários. Por isso, o MP apura possível improbidade administrativa e prejuízo aos cofres públicos. O Ministério Público também investiga a Prefeitura de Paraibano e dez servidores citados na portaria. O objetivo é comparar os pagamentos com os registros de frequência, lotação e exercício das funções. Além disso, a Prefeitura recebeu prazo de 15 dias úteis para apresentar documentos, espelhos de ponto, licenças, afastamentos e informações sobre os responsáveis pelo controle da frequência. O MP ainda pediu detalhes sobre o sistema usado para registrar a jornada dos profissionais da educação e elaborar a folha de pagamento. Também quer saber quais procedimentos eram adotados quando os registros estavam ausentes, incompletos ou em branco.

Decisão de Moraes contra redes sociais de Bolsonaro faz 1 ano

Moraes bolsonaro

BRASÍLIA, 21 de julho de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu Jair Bolsonaro de usar redes sociais. A decisão completou um ano nesta semana. Ela aconteceu em 21 de julho de 2025. O objetivo era evitar que o ex-presidente atrapalhasse as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado. A medida impede Bolsonaro de ter perfis próprios. Ele também não pode publicar nada em contas de outras pessoas. O STF entendeu que as plataformas digitais serviam para espalhar desinformação. Além disso, elas eram usadas para incentivar apoiadores e atrapalhar a apuração dos fatos. A restrição foi aplicada dois meses antes da condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão. Ele fez sua última postagem no Instagram em 17 de julho de 2025. No vídeo, ele respondia a uma carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Bolsonaro tinha cerca de 27 milhões de seguidores só nessa rede social. A defesa do ex-presidente contesta a proibição desde o início. Os advogados afirmam que a medida fere a liberdade de expressão. Porém, o Supremo manteve a decisão de Moraes. Ao longo do último ano, o caso gerou debates entre juristas e políticos. Eles discutiram os limites das medidas cautelares em investigações. A decisão atingiu uma das principais ferramentas de comunicação de Bolsonaro. Ele construiu uma enorme base de seguidores entre políticos brasileiros. Antes da restrição, ele usava as redes para dar opiniões, participar de debates e falar com apoiadores. Agora, ele está proibido de publicar qualquer conteúdo em perfis próprios ou de terceiros.

Pedro Lucas recua após Roseana entrar na disputa ao Senado

Senado federal

MARANHÃO, 21 de julho de 2026 — O deputado federal Pedro Lucas Fernandes desistiu de disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. O anúncio foi feito pelo prefeito de Arame, Pedro Fernandes, pai do parlamentar. Segundo ele, o deputado tentará a reeleição para a Câmara dos Deputados. A decisão ocorreu após mudanças no cenário político. Na mesma declaração, Pedro Fernandes informou que Paulo Casé será candidato a deputado estadual. Além disso, afirmou que o União Brasil continuará apoiando a pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão. Assim, o partido mantém o plano para a disputa estadual. De acordo com Pedro Fernandes, a mudança aconteceu depois que a deputada federal Roseana Sarney decidiu concorrer ao Senado. Ao explicar o recuo, ele disse que um político pode enfrentar muitos desafios, mas não deve cometer “suicídio político”. Por isso, considerou mais prudente Pedro Lucas disputar novamente uma vaga na Câmara. Roseana Sarney comunicou a aliados e familiares que disputará uma das duas vagas ao Senado nas eleições de outubro de 2026. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Pedro Fernandes (@pedro.fernaandes_)

Moraes encerra inquérito da Abin Paralela contra Bolsonaro

Moraes Bolsonaro

BRASÍLIA, 20 de julho de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda (20), o arquivamento das investigações, no caso “Abin Paralela”, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão também vale para Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O magistrado concluiu que ambos já responderam “pelos mesmos fatos” nas ações penais sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. A investigação da “Abin Paralela” apurava o suposto uso irregular do sistema First Mile para monitorar autoridades, jornalistas e adversários políticos. O caso teria ocorrido de 2019 a 2022. Além de Bolsonaro e Ramagem, Moraes extinguiu a apuração contra Marcelo Araújo Bormevet, Giancarlo Gomes Rodrigues e integrantes da cúpula da Abin, entre eles o ex-diretor-adjunto Alessandro Moretti, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, Luiz Carlos Nóbrega Nelson, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Vaz Parente. O ministro do STF revogou os indiciamentos desses investigados por entender que as acusações se baseavam em “conclusões genéricas” e não apresentavam elementos mínimos de dolo ou de conduta criminosa específica. Para Moraes, não havia justa causa para dar continuidade ao processo. CARLOS BOLSONARO Ao analisar a situação dos demais investigados, Moraes concluiu que o STF não tem competência para julgar aqueles que não possuem foro por prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado. Por isso, determinou o envio do caso à Justiça Federal. Entre os investigados que passarão a responder na primeira instância está o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro, que hoje é pré-candidato ao Senado Federal pelo PL de Santa Catarina. A Polícia Federal (PF) apontou Carlos como integrante do chamado “núcleo político” da suposta organização investigada e o identificou como coordenador do denominado “Gabinete do Ódio”. O ex-vereador carioca foi indiciado pelo crime de organização criminosa. Ele nega as acusações. Também responderão na Justiça Federal assessores e integrantes do grupo descrito pela PF como “núcleo de vetores de produção e propagação de fake news“. Entre eles estão Daniel Ribeiro Lemos e Mateus de Carvalho Sposito. No relatório final, a PF afirmou que o grupo produzia desinformação e utilizava a estrutura do Estado para fins ilícitos e antidemocráticos. Moraes também autorizou o compartilhamento integral das provas reunidas no caso com o Inquérito das Fake News. O ministro considerou que há conexão entre a atuação do suposto “Gabinete do Ódio” com o que ele chama de “ataques ao sistema eleitoral e ao Poder Judiciário”.

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