Centro de São Luís enfrenta calor muito mais intenso que litoral

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SÃO LUÍS, 30 de outubro de 2026 — Uma pesquisa da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) revelou que o Centro de São Luís enfrenta mais calor que a Avenida Litorânea. O estudo identificou que a região central registra, em média, quatro horas e meia a mais de calor intenso por dia, principalmente pela baixa circulação dos ventos. Os pesquisadores Maria Iranilde Almeida Costa Pinheiro, da Uema, e Juarez Mota Pinheiro, da UFMA, realizaram medições próximas à Biblioteca Pública Benedito Leite e ao Círculo Militar. O levantamento teve cinco etapas de monitoramento, com registros meteorológicos durante períodos de 24 horas, e foi publicado na Revista Brasileira de Geografia, do IBGE. Os resultados apontaram temperatura equivalente média de 30,7°C no Centro, contra 26°C na Avenida Litorânea. Além disso, a velocidade média dos ventos chegou a apenas 0,5 metro por segundo na região central, enquanto na orla atingiu 3,5 metros por segundo. Essa diferença ajuda a explicar o maior desconforto térmico no Centro. Para avaliar as condições, os pesquisadores utilizaram o índice PET, que considera fatores meteorológicos e a resposta do corpo humano ao calor. O estudo classificou os ambientes em quatro níveis: conforto, pouco calor, calor e muito calor. A pesquisa também destaca a importância da arborização, da preservação de áreas naturais e do planejamento urbano. Essas medidas podem melhorar o conforto térmico, a saúde pública e a qualidade de vida, além de favorecer atividades econômicas e turísticas diante das mudanças climáticas.

SBT demite influenciadora de direita após fala de apoio a Flávio

SBT Demissão

SÃO PAULO, 30 de outubro de 2026 — O SBT demitiu a apresentadora Thayse Teixeira após ela questionar o resultado da eleição presidencial durante o programa Fofocalizando, na terça (27). A emissora confirmou o desligamento nesta quarta (28), depois de uma discussão ao vivo sobre a ampliação do horário de votação no segundo turno. Thayse chegou à sede do SBT, em São Paulo, nesta quarta, mas voltou para casa após o encerramento do contrato. O Portal LeoDias havia divulgado sua suspensão. Depois, o Splash confirmou a demissão com a emissora, que anunciou oficialmente o fim do vínculo com a apresentadora. A discussão começou durante uma entrevista sobre a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Thayse questionou a extensão do horário de votação no segundo turno, realizado no domingo (25). Matheus Baldi explicou que os votos registrados após as 17h não mudariam o resultado da eleição presidencial. Eduardo Gayer afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado a ampliação do horário. Gabriel Cartolano acrescentou que os dois lados fizeram o pedido. Mesmo após as explicações dos colegas, Thayse manteve suas críticas e afirmou que houve situações injustas durante o processo eleitoral. Em comunicado, o SBT confirmou o encerramento do contrato e agradeceu pelos serviços prestados. A emissora destacou a participação de Thayse no Fofocalizando e no quadro Dez ou Mil, do Programa do Ratinho.

Zoneamento muda regras para construções e terrenos em SLZ

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SÃO LUÍS, 29 de outubro de 2026 — A Câmara Municipal de São Luís derrubou o veto da prefeita Esmênia Miranda (PSD) e manteve 133 emendas ao Projeto de Lei nº 0077/2026. A decisão preservou mudanças no novo zoneamento da capital, propostas pelos vereadores para atualizar as regras de construção, parcelamento e ocupação do solo. O projeto original foi apresentado pela Prefeitura e estabelece critérios para organizar o crescimento urbano. A legislação define como terrenos podem ser utilizados e quais construções são permitidas em cada região. As novas regras entram em vigor em seis meses, com revisão prevista para dez anos. O zoneamento estabelece tamanhos mínimos e máximos de lotes, alturas de prédios, afastamentos e limites para edificações. Além disso, divide São Luís em diferentes zonas, com condições específicas para atividades comerciais, residenciais e industriais, conforme os mapas e anexos da legislação. As 133 emendas também ajustam regras para garagens, ocupação de terrenos e utilização de imóveis. O projeto busca alinhar essas exigências ao Plano Diretor e às demais normas municipais. Dessa forma, reúne critérios relacionados ao planejamento urbano, à infraestrutura e à gestão das águas. Outra mudança envolve a mobilidade urbana. O novo zoneamento inclui diretrizes para melhorar a integração com o transporte coletivo, ampliar a acessibilidade e organizar calçadas e espaços públicos. A legislação também contempla deslocamentos a pé e por outros meios de transporte não motorizados. HABITAÇÃO E PROTEÇÃO AMBIENTAL Na área habitacional, as emendas tratam das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), regularização fundiária e investimentos em infraestrutura. Inclusive, estabelecem orientações para equipamentos públicos e utilização de terrenos destinados à população de áreas de interesse social. As regras ambientais também passaram por ajustes. O texto aborda a proteção de cursos d’água, permeabilidade do solo e ocupação de áreas protegidas. Segundo a avaliação ambiental, algumas medidas mais flexíveis precisam ser acompanhadas de critérios técnicos e exigências de licenciamento. O novo zoneamento ainda estabelece condições para atividades industriais, portuárias e obras de infraestrutura. As disposições procuram conciliar autorizações urbanísticas, licenciamento ambiental e investimentos. Algumas diretrizes territoriais têm caráter orientador e não impedem, isoladamente, empreendimentos licenciados. ENERGIA E PRAZOS DE REGULAMENTAÇÃO Outro ponto envolve a transição energética. Um parecer ambiental descreve propostas com prazo de até nove anos para substituir carvão e óleo na produção de energia. O documento também admite a utilização de gás natural após a substituição dessas fontes energéticas. Por fim, a legislação prevê regulamentações complementares para determinados assuntos. Um dos pareceres ambientais menciona prazo de até 180 dias para regulamentar algumas emendas.

Maranhão registra 972 incêndios em casas e comércios em 2026

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MARANHÃO, 29 de outubro de 2026 — O Maranhão registrou 972 incêndios em residências e estabelecimentos comerciais entre janeiro e outubro de 2026, segundo o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMA). O número já supera os 732 casos contabilizados entre janeiro e novembro de 2025, embora os períodos sejam diferentes. Segundo levantamento da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT), grande parte das ocorrências está relacionada a problemas elétricos. Entre os fatores de risco estão instalações inadequadas, falta de manutenção, sobrecarga de tomadas e uso de equipamentos acima da capacidade da rede. Os bombeiros alertam para sinais como tomadas aquecidas, disjuntores que desarmam repetidamente e curtos-circuitos. Nesses casos, a orientação é interromper o uso da instalação afetada e procurar um eletricista qualificado. Além disso, fios e equipamentos devem atender às normas de segurança. Outro problema envolve a venda de materiais elétricos irregulares. Em 2026, o Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão (INMEQ-MA) identificou irregularidades em fios de 14 marcas fiscalizadas em lojas e condomínios de São Luís. Em março, produtos fora dos padrões foram encontrados em um condomínio no Turu. O instituto realiza fiscalizações para retirar materiais perigosos do mercado. Por isso, recomenda verificar a certificação de fios e cabos antes da compra. A contratação de profissionais qualificados para instalações e reparos também ajuda a reduzir os riscos de incêndio.

Advogados e sindicatos ficavam com até 75% do seguro-defeso

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MARANHÃO, 29 de outubro de 2026 — Advogados e dirigentes de entidades do Maranhão são suspeitos de ficar com 50% a 75% do seguro-defeso pago irregularmente a pessoas que não exerciam a pesca. A informação consta em investigação da Polícia Federal divulgada pelo UOL nesta quinta (29), após a Operação Indefeso. Segundo a investigação, entidades recrutavam pessoas, apresentavam declarações falsas sobre a atividade pesqueira e cobravam parte dos pagamentos. A Justiça autorizou a quebra de sigilo de dois escritórios de advocacia de São Luís, mas não incluiu os sócios nas medidas, pois as transferências poderiam representar honorários. Entre os investigados estão o vereador de Pindaré-Mirim, Sidney Costa Silva (Solidariedade), a dirigente de associação de pescadores de Santa Rita, Mylla Carollynne Mendes Carvalho, e o policial militar Daniel Alves Seabra Tavares, companheiro dela. O PM confirmou ter sido alvo da operação, mas negou irregularidades. A Operação Indefeso ocorreu na quarta (28), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Cerca de 160 policiais cumpriram 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios do Maranhão. A Justiça também determinou o afastamento cautelar de dois agentes públicos. Além disso, foram impostas 17 medidas cautelares diferentes da prisão e o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões. Segundo a PF, o esquema utilizava documentos falsos e informações fraudulentas para liberar benefícios destinados a pescadores artesanais durante a suspensão legal da pesca.

Nova decisão judicial acirra batalha pelo comando da FMF

FMF afastados

MARANHÃO, 29 de outubro de 2026 — Dirigentes afastados da Federação Maranhense de Futebol (FMF) apresentaram, nesta quarta (28), um recurso ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Eles contestam decisão do juiz Douglas de Melo Martins, em São Luís, que marcou audiência para 13 de novembro e abriu nova etapa para definição de provas. Segundo a defesa, o prazo para apresentar provas já havia terminado. Os dirigentes afirmam que cumpriram a determinação judicial, mas o Ministério Público não teria se manifestado. Por isso, pedem o reconhecimento da perda do prazo, conforme o artigo 223 do Código de Processo Civil (CPC). Os advogados também alegam que o juiz não analisou o pedido anterior sobre a perda do prazo. Para eles, a omissão contraria o artigo 489 do CPC. Além disso, sustentam que permitir novas provas ao MP poderia criar vantagem indevida, contrariando a igualdade processual prevista no artigo 7º. A defesa também questiona a nova audiência de conciliação. Segundo os dirigentes, o próprio juiz já havia comunicado ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), o fracasso definitivo das tentativas de acordo. Para os recorrentes, a nova audiência contradiz essa informação. Diante disso, os dirigentes pedem a suspensão da nova etapa de produção de provas. Também querem que o TJMA reconheça a perda do prazo pelo Ministério Público e impeça a apresentação tardia de provas. O recurso ainda depende de análise judicial.

Divisas de Ribamar e Raposa podem sofrer reviravolta judicial

Raposa limites

MARANHÃO, 29 de outubro de 2026 — O Ministério Público do Maranhão defendeu a inconstitucionalidade de duas leis estaduais que alteraram, em 2017, as divisas de Paço do Lumiar com São José de Ribamar e Raposa. O órgão afirma que as mudanças ocorreram sem plebiscito. O Tribunal de Justiça do Maranhão deve julgar o caso em 4 de novembro. O parecer, assinado em 16 de junho pelo subprocurador Francisco das Chagas Barros de Sousa, integra uma ação apresentada pelo prefeito Fred Campos. O processo questiona as leis nº 10.648/2017 e nº 10.650/2017 e tem como relator o desembargador Cleones Carvalho Cunha. Segundo a Prefeitura, as mudanças transferiram áreas com cerca de 40 mil habitantes para municípios vizinhos. Entre elas estão Olho de Porco/Uricutiua, Vassoural/Parque Jair e Pátio Norte/Saramanta. Paço alega que seu coeficiente do FPM caiu de 4,0 para 3,8, provocando perdas anuais estimadas em R$ 37 milhões. O município também aponta prejuízos aos serviços públicos, à arrecadação e à regularização de imóveis. O governo estadual e a Assembleia defendem as leis. O Estado afirma que houve apenas ajustes cartográficos, baseados em acordo judicial. O Imesc cita participação dos municípios. São José de Ribamar questiona a competência do TJMA e pede a rejeição da ação. Raposa apoia a inconstitucionalidade da alteração de sua divisa. O MP recomenda anular as normas por falta de consulta popular, mas o parecer não representa decisão judicial.

Irmã de Eliziane alega que denunciou suspeitas sobre alvo da PF

eliziane gama

MARANHÃO, 29 de outubro de 2026 — A ex-superintendente da Pesca no Maranhão, Elisvane Gama, irmã da senadora Eliziane Gama (PSD), relatou suspeitas sobre Marco Aurélio Macedo Dutra, investigado pela Polícia Federal na Operação Indefeso. A informação consta no depoimento de uma coordenadora do Ministério da Pesca, divulgado pelo UOL nesta quinta (29). Dutra é suspeito de aprovar registros irregulares para liberar o seguro-defeso. Segundo a investigação, dois servidores autorizaram 295,6 mil cadastros, mais de 80% do total maranhense, com intervalos inferiores a 40 segundos. Dutra teria movimentado R$ 389 mil em 50 dias, apesar do salário de R$ 5.138. Um depoimento também aponta que o servidor cobraria R$ 70 por aprovação em um bar. Elisvane, que comandou a Superintendência entre 2023 e março de 2026, foi mencionada por suspeita de compartilhamento de senha. Entretanto, a Justiça considerou frágeis os indícios e não autorizou medidas cautelares. A própria PF esclareceu que Elisvane não é alvo da operação. Segundo o depoimento divulgado, ela comunicou as suspeitas contra Dutra, posteriormente afastado por ordem judicial. A ação policial cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios do Maranhão. A PF também investiga dirigentes de entidades pesqueiras e advogados suspeitos de reter entre 50% e 75% dos benefícios irregulares. Verificações da CGU apontaram que 81,5% a 96% dos entrevistados não exerciam a pesca. As investigações continuam.

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