Erro com cidades do MA derruba pesquisa em Santa Catarina

SANTA CATARINA, 13 de junho de 2026 — O TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina) determinou, em decisão liminar nesta quinta (11), a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Veritá para os cargos de governador e senador no estado. O relatório original da pesquisa listava municípios do Maranhão na descrição da amostra. Posteriormente, ele foi substituído no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por um arquivo que continha apenas cidades catarinenses. A decisão atende a uma representação apresentada pelo PSD de Santa Catarina contra a pesquisa registrada sob o número SC-02747/2026. Segundo o relator, o desembargador eleitoral José Sérgio da Silva Cristóvam, além do erro no relatório inicial, o documento com a relação correta de municípios foi incluído no sistema no dia 7 de junho, após a divulgação pública da pesquisa nas redes sociais e cinco dias depois do prazo previsto pela legislação eleitoral. O Instituto Veritá afirmou que a decisão não é final e que vai recorrer. Segundo a equipe, “é normal que partidos peçam a suspensão de pesquisas”, o que não significaria que houve erro nos resultados. A liminar determina a suspensão imediata da divulgação do levantamento, a remoção das publicações já realizadas pelo instituto e proíbe nova divulgação até julgamento posterior, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por descumprimento. O documento reforça que a medida é reversível e, caso a regularidade da sondagem seja confirmada ao final do processo, sua divulgação poderá ser retomada. As cidades maranhenses que apareciam no primeiro relatório apresentado ao TSE são Barra do Corda, Barreirinhas, Bom Jardim, Chapadinha, Imperatriz, Pinheiro, Santa Inês, São Bento, São Domingos do Maranhão, São José de Ribamar e São Luís, além do município de São João Batista, que existe em ambos os estados.
TSE nega tentativa do PT de censurar filme de Bolsonaro

BRASÍLIA, 13 de junho de 2026 — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta (12) uma ação apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e por advogados do Grupo Prerrogativas que buscava impedir o lançamento e impor censura ao filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Os autores alegavam que a produção poderia beneficiar politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. A petição também questionava o financiamento do longa pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e levantava suspeitas sobre possíveis impactos eleitorais decorrentes da divulgação da obra. Segundo a ação, o lançamento está previsto para setembro de 2026, a menos de um mês do primeiro turno das eleições gerais. Ao analisar o caso, Nunes Marques não avaliou o mérito das acusações. A representação foi rejeitada por questões processuais, sob o entendimento de que os autores não possuem legitimidade para propor a ação. De acordo com o presidente do TSE, a jurisprudência exige que quem questiona propaganda eleitoral dispute eleição na mesma circunscrição do candidato representado. Como Flávio é pré-candidato à Presidência, cargo de abrangência nacional, Rogério Correia, deputado federal por MG e pré-candidato à reeleição, não atenderia ao requisito. “No presente caso, os representantes não disputam eleição na circunscrição nacional, tendo em vista que Rogério Correia de Moura Baptista é deputado federal e pré-candidato ao mesmo cargo apenas no estado de MG, ao passo que Marco Aurélio de Carvalho, advogado, sequer alegou pretensão de concorrer nas Eleições 2026”, disse Nunes Marques. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por CLIQUE POLÍTICA (@clique.politica)
BC informa falha com dados Pix em sistema da Polícia do MA

MARANHÃO, 13 de junho de 2026 — O Banco Central informou, nesta sexta (12), que um incidente de segurança em um sistema operado pela Polícia Civil do Maranhão permitiu o acesso indevido a dados cadastrais ligados a chaves Pix. O caso ocorreu no Maranhão. Segundo o BC, o problema envolveu apenas informações cadastrais e não dados protegidos por sigilo bancário. De acordo com o Banco Central, não houve exposição de senhas, saldos, extratos, histórico de transações ou qualquer outro dado sensível. Além disso, as informações acessadas não permitem movimentar dinheiro, realizar transferências ou entrar em contas bancárias. Portanto, o incidente não comprometeu o acesso aos recursos dos usuários. A Polícia Civil do Maranhão disponibilizará, em seu site oficial, um canal para que os cidadãos verifiquem se foram atingidos pelo incidente. Por isso, o BC orientou a população a buscar informações apenas pelos canais oficiais. A instituição também reforçou que não fará contato por telefone, SMS, mensagens ou e-mail. O Banco Central informou ainda que já adotou as medidas necessárias para apurar o caso. Inclusive, explicou que a divulgação do incidente ocorreu por decisão da própria instituição, em razão do compromisso com a transparência, embora a legislação não exija a publicação desse tipo de ocorrência.
Trabalhadores denunciam atraso em pagamentos de ação do SUS

SÃO LUÍS, 13 de junho de 2026 — Profissionais contratados para atuar em uma ação oftalmológica vinculada ao Programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, denunciam atraso no pagamento dos serviços prestados em São Luís. A iniciativa teve como objetivo reduzir a fila de consultas, exames e cirurgias oftalmológicas do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando pacientes cadastrados na fila da Central de Marcação de Consultas e Exames (CEMARC), disponibilizada pela Prefeitura de São Luís. A ação ocorreu entre 27 de abril e 3 de junho de 2026 e foi executada pela Oftalmo Care Serviços Oftalmológicos Ltda., empresa sediada em Belém (PA). Segundo os trabalhadores, cerca de 25 profissionais participaram do atendimento aos pacientes, incluindo consultas oftalmológicas, exames especializados e cirurgias de catarata. De acordo com os profissionais, os valores previstos em contrato ainda não foram pagos integralmente, apesar da conclusão das atividades. Um dos denunciantes afirma que permaneceu na ação até o encerramento das operações e que também realizou horas extras durante o período. “Até o exato momento, ainda não me pagaram nada. Esse foi o contrato que eles acordaram comigo. Eu trabalhei até o dia 4 de junho. O valor chega a pouco mais de R$ 4,2 mil, fora cerca de 40 horas extras que também não foram pagas”, relatou. Contrato obtido pela reportagem prevê remuneração mensal de R$ 3.325 para profissionais contratados como técnicos de enfermagem, além de pagamento proporcional pelos dias trabalhados em abril e junho. A memória de cálculo estabelece R$ 443,32 referentes ao período entre 27 e 30 de abril, R$ 3.325 relativos ao mês de maio e R$ 554,16 pelos cinco primeiros dias de junho, totalizando R$ 4.322,48. O documento também prevê pagamento de R$ 20 por hora extra realizada após a jornada regular. INFORMAÇÕES TERIAM MUDADO DURANTE A AÇÃO Segundo relatos dos trabalhadores, o recrutamento ocorreu por meio de um grupo de WhatsApp denominado “Ação Oftalmo Care 04/05 – 01/06”, administrado por uma pessoa identificada como Raquel. Nas mensagens compartilhadas com a equipe, eram repassadas orientações sobre carga horária, remuneração e condições de trabalho. Os profissionais afirmam que as informações fornecidas pela empresa mudaram diversas vezes ao longo da execução do projeto. Conforme os relatos, havia divergências sobre os valores, a forma de contratação e os prazos para pagamento. “A princípio, eles chamaram a gente para um contrato CLT temporário. Do meio para o fim mudaram. Desde o primeiro dia as informações eram muito conflitantes e vagas”, declarou o denunciante. Ainda segundo ele, parte dos trabalhadores teria recebido apenas pagamentos parciais. “Dos 25 profissionais, acho que pagaram seis ou oito pessoas. E mesmo assim de forma incompleta. Não pagaram os dias de abril, os dias de junho nem as horas extras. Estão empurrando com a barriga”, afirmou.
Número de presos políticos bate recorde em Cuba

CUBA, 12 de junho de 2026 — Uma organização espanhola de direitos humanos, a Prisoners Defenders, divulgou um relatório que aponta que Cuba encerrou maio com 1.281 presos políticos. Esse é o maior número já registrado no país. Apenas em maio, 28 novos casos foram registrados. A entidade diz que muitas detenções estão ligadas a protestos. Os manifestantes reclamam de apagões, falta de água, escassez de alimentos e más condições de vida. O presidente da organização, Javier Larrondo, afirma que os números mostram só uma parte da realidade. Para ele, a crise econômica e social veio acompanhada de mais repressão estatal. Segundo Larrondo, Cuba enfrenta desde 2021 uma deterioração sem precedentes. Há interrupções constantes de luz, dificuldades de abastecimento e colapso de serviços básicos. A resposta do governo, diz ele, tem sido ampliar perseguições, prisões e ações contra opositores e manifestantes. O relatório menciona mulheres ativistas entre os novos presos. Também inclui cidadãos que criticaram o governo nas redes sociais e pessoas detidas após protestos pacíficos. A organização denuncia adolescentes presos em cadeias para adultos. Além disso, há relatos de tortura, maus-tratos e falta de assistência médica. A Prisoners Defenders também destacou a morte de Ernesto Brieva Sempé. Ele foi preso após os protestos de 11 de julho de 2021. Morreu em 13 de maio, após anos de prisão. Ele tinha doença renal crônica, desnutrição e não recebeu tratamento adequado. Desde 2023, já são seis presos políticos mortos sob custódia do Estado cubano, segundo a entidade. O relatório ainda aponta 449 presos políticos com problemas graves de saúde. Outros 52 têm transtornos mentais severos. Segundo a organização, nenhum deles recebe atendimento médico adequado nas prisões. O governo cubano anunciou a libertação de 2.010 detentos. A entidade, porém, contesta o número. Ao avaliar a lista, a Prisoners Defenders identificou apenas um preso político realmente solto. Outro nome da lista continuaria preso. Larrondo conclui que milhares de famílias sofrem com a prisão de pessoas que pedem melhores condições de vida, liberdade e direitos fundamentais. Para ele, Cuba vive hoje uma das ondas de repressão mais intensas das últimas décadas.
Advogado é condenado por desviar dinheiro de clientes

ARAME, 12 de junho de 2026 — A Justiça condenou o advogado Wender Lima de Lima a sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado. A decisão foi proferida em 4 de junho pela Vara da Comarca de Arame, após ação apresentada pelo Ministério Público do Maranhão. O juiz Calleb Mariano Ribeiro assinou a sentença, que ainda cabe recurso. Além da pena principal, o advogado recebeu mais 11 meses de detenção pelos crimes de falsidade ideológica e fraude processual qualificada. A decisão também determina o pagamento de R$ 207.866,50 como reparação mínima dos danos materiais causados às vítimas. Segundo o Ministério Público, o profissional se apropriou de recursos que pertenciam a clientes em situação de vulnerabilidade. De acordo com a denúncia, o advogado levantou valores de 25 alvarás judiciais e acordos homologados pertencentes a idosos, pessoas analfabetas e indígenas da etnia Guajajara. As investigações apontaram saques em dinheiro e transferências para contas pessoais. Por isso, as vítimas teriam ficado sem acesso aos recursos obtidos em processos judiciais. O Ministério Público também afirmou que o advogado tentou dificultar as investigações. Segundo a acusação, ele apresentou oito termos considerados ideologicamente falsos para comprovar uma suposta quitação dos valores. As apurações indicaram ainda que testemunhas assinaram folhas em branco, posteriormente preenchidas com declarações falsas de recebimento dos recursos. O MP informou que atuou para proteger as vítimas e evitar a revitimização durante o processo.
Elon Musk se torna o primeiro trilionário do planeta Terra

MUNDO, 12 de junho de 2026 — Em uma publicação na rede social de sua propriedade, Elon Musk lamentou recentemente: “Quem disse que dinheiro não compra felicidade realmente sabia do que estava falando.” Agora, a pessoa mais rica do mundo pode testar essa máxima em outro patamar, ao ganhar um novo título: o de primeiro trilionário do planeta. As ações da SpaceX abriram a US$ 150 cada, 11% acima do preço da oferta, depois de começarem a ser negociadas em Nova York nesta sexta-feira (12) avaliando a empresa de foguetes e inteligência artificial fundada por Elon Musk em cerca de US$ 2 trilhões. Com isso, sua fortuna chegou ao número antes inimaginável de quase US$ 1,05 trilhão, segundo o Bloomberg Billionaires Index. É mais de três vezes o patrimônio da segunda pessoa mais rica do mundo, Larry Page, cofundador do Google. Foi há menos de 10 anos que o índice de riqueza da Bloomberg registrou pela primeira vez uma fortuna superior a US$ 100 bilhões — uma marca que Musk deixou para trás em 2020. Desde então, ele passou a dominar o ranking dos mais ricos do planeta, primeiro com a Tesla Inc. se transformando em uma das ações de melhor desempenho da história e, depois, com investidores correndo para ter participação na Space Exploration Technologies Corp., nome formal da SpaceX, hoje entre as empresas mais valiosas do mundo. Uma fortuna de US$ 1 trilhão — algo próximo ao Produto Interno Bruto da Suíça — é quase impossível de dimensionar. Steve Cohen, que ganhou US$ 3,4 bilhões no ano passado como o gestor de hedge fund mais bem pago do mundo, precisaria repetir esse resultado por quase 300 anos para chegar a US$ 1 trilhão. Se os 14 filhos de Musk herdassem partes iguais de seu patrimônio, cada um deles ocuparia a 29ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo. “Não estamos falando de riqueza geracional”, disse Dan Walter, consultor independente de remuneração. “Estamos falando de algo infinito.” É um marco na trajetória de Musk, de 54 anos, cuja riqueza já o transformou em uma das figuras mais poderosas e divisivas do planeta. E ele não hesitou em usar sua fortuna para bancar sua visão de mundo: comprou o Twitter em 2022 para combater o que chamou de “vírus da mente woke”, financiou um chatbot de IA alinhado à sua visão e ajudou a impulsionar Donald Trump a um segundo mandato na Casa Branca por meio de doações. Os mais de US$ 291 milhões que ele gastou na eleição federal de 2024 representam menos de 0,03% de seu patrimônio atual — o equivalente a uma doação de US$ 291 para um milionário.
MP investiga possíveis desvios em São Domingos do Maranhão

SÃO DOMINGOS DO MARANHÃO, 12 de junho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para apurar suspeitas de irregularidades na Prefeitura de São Domingos do Maranhão. A investigação tem como base relatórios de inteligência financeira do COAF e envolve a gestão do prefeito Kleber Alves de Andrade, conhecido como Tratorzão. O procedimento busca esclarecer a movimentação de recursos públicos e possíveis repasses indevidos. Segundo o Ministério Público, análises do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro do GAECO identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas entre o município e a empresa Nascimento Barros e Vieira Empreendimentos Ltda. Os investigadores apuram a origem, a legalidade e a destinação dos valores movimentados. Além disso, verificam se houve favorecimento indevido a pessoas ligadas à administração municipal. Como parte das diligências, o MP solicitou à prefeitura cópias dos contratos firmados com a empresa investigada, incluindo os contratos nº 99/2025, 100/2025, 101/2025 e 102/2025. Também requisitou documentos sobre pagamentos, empenhos, liquidações, ordens bancárias e comprovantes da execução dos serviços contratados. O objetivo é conferir a regularidade das despesas realizadas. A investigação também analisa possíveis pagamentos feitos com recursos do Fundeb. Por isso, o Ministério Público solicitou ao Banco do Brasil extratos da conta utilizada pelo fundo para identificar beneficiários de transferências realizadas entre dezembro de 2025 e 2026.