
UCRÂNIA, 07 de julho de 2026 — Um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), de Washington, revelou que mais de 2 milhões de soldados morreram ou ficaram feridos na guerra entre Rússia e Ucrânia. Os dados são desta quarta (1º) e cobrem os quatro anos de conflito.
A Rússia teve o maior número de baixas: 1,4 milhão de militares mortos ou feridos desde fevereiro de 2022. Desse total, 450 mil morreram. Esse número é quatro vezes maior que o total de americanos mortos em todas as guerras desde a Segunda Guerra Mundial.
A Ucrânia registrou entre 525 mil e 625 mil baixas. Os mortos ficam entre 125 mil e 150 mil. Autoridades dizem que os números são incertos. Isso acontece porque a Rússia costuma diminuir suas perdas. Já a Ucrânia não divulga dados oficiais.
O estudo usou informações dos governos dos EUA e do Reino Unido, entre outras fontes. Os pesquisadores afirmam que as tropas russas avançam devagar. Em alguns pontos, elas andam menos de 50 metros por dia.
Em fevereiro, a Ucrânia recuperou mais terra do que perdeu pela primeira vez desde 2023. Isso ocorreu depois de uma ofensiva no sul. O estudo mostra que, em abril e maio, a Rússia perdeu mais território do que conquistou. O saldo negativo foi de cerca de 400 quilômetros quadrados.
Para repor as perdas, a Rússia fez o primeiro recrutamento obrigatório desde a Segunda Guerra. O país também passou a alistar condenados e pessoas endividadas. O presidente Putin ofereceu dinheiro aos novos recrutas. Além disso, pressionou acusados de crimes a se alistarem em troca do arquivamento dos processos.
A Coreia do Norte enviou mais de 10 mil soldados para ajudar a Rússia em Kursk, em 2024 e 2025. Porém, o estudo alerta que as baixas russas em 2026 estão entre 30 mil e 34 mil por mês.
Esse número supera o ritmo de recrutamento, que é de cerca de 27 mil soldados por mês. Portanto, o exército russo não consegue repor todas as perdas.







