Estados Unidos aprovam venda de 100 mísseis ao Brasil

mísseis EUA

BRASIL, 13 de junho de 2026 — O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou a venda de 100 mísseis ao Brasil. O anúncio foi feito na quinta (11). O modelo é o Stinger FIM-92K. O negócio custa US$ 330 milhões. Esse valor equivale a R$ 1,6 bilhão. O governo brasileiro pediu a compra. Além dos mísseis, o pacote inclui outros equipamentos de defesa. O governo dos EUA diz que a venda ajuda o Brasil a proteger seu território. Também auxilia no combate ao narcoterrorismo dentro do país e na região. “Esta aquisição apoia os esforços de modernização da Defesa do Brasil, visando a fazer mais pela sua própria defesa ao proteger o espaço aéreo sul-americano de operações de tráfico ilícito”, informou o governo norte-americano.

Flávio Dino assume vaga de ministro substituto no TSE

Dino TSE

BRASÍLIA, 13 de junho de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, tomou posse como ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta (11) em Brasília. A cerimônia ocorreu antes do início da sessão plenária da Corte e não foi transmitida pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral. A posse acontece dois dias após o ministro Dias Toffoli assumir como membro efetivo do TSE. Durante a cerimônia realizada na terça, Toffoli afirmou que atuará para garantir a soberania do voto e o respeito ao processo eleitoral brasileiro. O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros titulares. Atualmente, três deles são oriundos do STF: Dias Toffoli, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Além disso, a Corte conta com dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva. O tribunal também possui dois representantes da advocacia entre seus membros titulares: Floriano Peixoto de Azevedo e Estela Aranha. Já entre os ministros substitutos indicados pelo STF estão Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, que passam a integrar a estrutura responsável pelo julgamento de questões eleitorais em todo o país.

TCE vê superfaturamento em contratos da gestão João Campos

tce pernambuco

RECIFE, 13 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) encontrou um possível prejuízo de R$ 16 milhões. Esse valor está em contratos feitos na gestão do prefeito João Campos (PSB), no Recife. Os contratos previam a instalação de usinas de energia solar em escolas municipais. Os auditores apontaram vários problemas. Entre eles estão pagamentos por serviços que não foram executados. Além disso, houve cobranças em duplicidade e antecipações de pagamento consideradas indevidas. O relatório também mostra diferenças entre o que as empresas mediram e o que os auditores viram na prática. Por isso, a área técnica do tribunal recomendou enviar o caso para órgãos que investigam possíveis crimes. O relatório ainda não foi julgado pelos conselheiros do TCE-PE. Logo, não há decisão definitiva. A Prefeitura do Recife contestou as acusações. Em nota, o governo disse que vai apresentar documentos e esclarecimentos técnicos. A administração municipal afirmou que os contratos seguem a lei. As conclusões da auditoria, segundo a prefeitura, não são uma decisão final do tribunal.

STF mantém decisão de Dino que beneficia ex-membro do PCdoB

DinoSTF

BRASIL, 14 de junho de 2026 — A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a decisão do ministro Flávio Dino que anulou uma regra criada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). A medida trata da eleição suplementar para governador e vice-governador do estado, marcada para 21 de junho. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam o voto de Dino. A controvérsia começou quando o TRE-RR aprovou uma resolução permitindo que candidatos escolhidos em convenções partidárias deixassem cargos públicos até 24 horas após a definição de seus nomes. A mudança buscava adaptar o calendário da eleição suplementar, convocada para completar o mandato até janeiro de 2027. Ao analisar uma reclamação apresentada pelo diretório estadual do Republicanos, Dino concluiu que a regra contrariava a legislação eleitoral. Segundo o ministro, os prazos de desincompatibilização previstos na Lei Complementar nº 64/1990 são obrigatórios e não podem ser alterados por resolução de um tribunal regional. Na decisão, Dino afirmou que as regras de elegibilidade e inelegibilidade previstas na Constituição devem ser respeitadas também em eleições suplementares. Por isso, determinou que o TRE-RR revise o calendário e adote um dos prazos já previstos em lei, de seis, quatro ou três meses, conforme cada caso. Enquanto isso, a resolução do TRE-RR também está sob análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, levou o caso ao plenário virtual. No entanto, o julgamento foi suspenso após pedido de vista da ministra Estela Aranha, mantendo o debate aberto entre as duas Cortes.

Vereador denuncia esquema de Julinho com cargos em Ribamar

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SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, 13 de junho de 2026 — O vereador João Carlos da Silva Sá denunciou ao Ministério Público supostas irregularidades na criação e alteração de cargos na Prefeitura de São José de Ribamar. Segundo o parlamentar, o prefeito Julinho Matos (PL) teria mantido, em 2025, práticas semelhantes às adotadas nos anos de 2021 e 2022. Na oportunidade, ele pediu a abertura de investigação sobre o caso. De acordo com a representação, a gestão municipal criou 57 cargos sem previsão legal em 2021. Além disso, o número teria aumentado para 183 cargos em 2022. Já em 2025, segundo a denúncia, a prefeitura alterou a nomenclatura desses cargos por meio de decreto. Na petição apresentada ao Ministério Público, o vereador argumenta que a criação, extinção ou transformação de cargos públicos depende de lei aprovada pelo Legislativo. Segundo ele, a administração municipal tinha conhecimento dessa exigência legal, pois já existia uma norma municipal disciplinando o quadro de pessoal. João Carlos Sá também sustenta que a mudança por decreto pode configurar improbidade administrativa.

Maioridade penal expõe desgaste de Lula na segurança

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BRASIL, 13 de junho de 2026 — Com apoio popular e forte apelo entre eleitores conservadores, a redução da maioridade penal voltou ao centro do debate político e se transformou em mais uma frente de pressão da oposição sobre o governo Lula (PT). O tema tem sido incorporado à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto o Palácio do Planalto tenta evitar que a discussão aprofunde o desgaste do governo na área da segurança pública. O debate ganhou força após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a idade de responsabilização penal no Brasil. O texto recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários, todos de parlamentares da esquerda, e agora seguirá para uma comissão especial antes de ser analisado pelo plenário da Casa. Embora a proposta ainda tenha um longo caminho pela frente no Congresso, a votação na CCJ foi recebida pela oposição como uma oportunidade para recolocar no centro do debate uma pauta historicamente associada ao discurso de endurecimento penal. O tema passou a ser tratado por aliados de Flávio Bolsonaro como uma das principais bandeiras da disputa presidencial deste ano, ao lado de outras medidas voltadas ao combate ao crime e ao fortalecimento da atuação policial. Na véspera da votação, o senador do PL voltou a defender publicamente a redução da maioridade penal e afirmou que, caso seja eleito presidente, trabalhará pela aprovação da castração química para estupradores e pelo endurecimento das leis penais. A estratégia faz parte de uma ofensiva mais ampla da oposição para explorar a pauta da segurança pública, área apontada pela última pesquisa da Real Time Big Data como uma das principais preocupações dos brasileiros e um dos pontos de maior desgaste do governo Lula. Do outro lado, o Palácio do Planalto tem evitado assumir protagonismo no embate e pretende deixar a linha de frente da discussão para a bancada do PT e os partidos de esquerda no Congresso. A preocupação do governo é ampliada pelo apoio popular à redução da maioridade penal. Pesquisa Real Time Big Data, divulgada em maio, mostrou que 90% dos brasileiros são favoráveis à redução da idade de responsabilização penal para 16 anos, enquanto apenas 8% se declaram contrários à medida e 2% não souberam responder. O apoio à proposta se estende inclusive a parcelas do eleitorado de esquerda.

IBAMA fecha oficina que usava madeira ilegal no Maranhão

IBAMA MARANHÃO

MARANHÃO, 13 de junho de 2026 — O IBAMA fechou uma movelaria clandestina em Centro Novo do Maranhão durante uma operação contra a exploração ilegal de madeira. A ação ocorreu com apoio da Funai e da Polícia Ambiental. Segundo os agentes, o local utilizava madeira retirada ilegalmente de áreas protegidas para fabricar coronhas e outras peças destinadas a armas de fogo. Durante a fiscalização, os agentes encontraram madeira sem origem comprovada. Além disso, o proprietário foi autuado pelas irregularidades identificadas. O IBAMA informou que há suspeita de que o material estivesse ligado a atividades criminosas, incluindo crimes ambientais praticados dentro de terras indígenas e outras áreas protegidas. De acordo com o órgão, as espécies mais usadas eram cedro, roxinho e andiroba. Essas madeiras são encontradas principalmente em terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia maranhense. Por isso, o IBAMAreforçou que tem identificado diversos empreendimentos utilizando madeira extraída ilegalmente dessas regiões. Além da movelaria em Centro Novo do Maranhão, a operação resultou no fechamento de outros oito estabelecimentos. Ao todo, os agentes apreenderam mais de 50 mil metros cúbicos de madeira e aplicaram multas superiores a R$ 500 mil. As ações começaram no dia 8 e seguem nas terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Turiaçu.

Espécie de peixe vive há 100 mil anos sem machos

PEIXE CIO

MUNDO, 13 de junho de 2026 — Um pequeno peixe desafia a biologia. Não existem machos da espécie, embora ocorra o acasalamento. Trata-se da molinésia-amazona. A espécie passa apenas o DNA das fêmeas para os filhotes. O comum no mundo animal é um indivíduo herdar características genéticas tanto do macho quanto da fêmea — metade de cada —, como acontece com os seres humanos. Daí surgem indivíduos de todos os tipos: loiros de olhos castanhos, morenos de olhos azuis, ruivos de cabelo encaracolado e até gente sem cabelo algum. Com a molinésia-amazona não é assim. A reprodução acontece por meio do processo chamado ginogênese e envolve machos, mas de outras espécies. Os parceiros servem apenas para dar início ao ciclo. Depois disso, o organismo da fêmea despreza a genética do esperma e as ovas ficam apenas com o DNA dela. O nome do bicho, inclusive, vem exatamente dessa característica. Amazona, nesse caso, refere-se às guerreiras que, segundo a mitologia grega, cultuavam a deusa Ártemis e viviam na ilha na cidade-estado de Temiscira, no Mar Negro. A Mulher-Maravilha, personagem dos quadrinhos, é inspirada justamente nesse mito. O rio que corta o Brasil, o maior do mundo, também deve seu nome à Grécia. Aconteceu em meados do século 16. Francisco Orellana, explorador espanhol, navegava pela região e foi atacado por uma feroz tribo de mulheres guerreiras. O europeu prontamente decidiu: é o Rio das Amazonas — ou de algo parecido com elas. Contudo, é quase certo que, durante essa viagem, ele não cruzou com nenhum peixe que só tem fêmeas, embora a espécie tenha surgido há cerca de 100 mil anos. Os cardumes da molinésia-amazona vivem nos rios do sul do Texas e do México, e isso fica do outro lado do mundo. A travessia é épica para animais de todos os tamanhos. No caso dessa espécie, seria ainda mais complicada. Seu tamanho na fase adulta é de cerca de 7 cm. Além disso, trata-se de um peixe de água doce, tipo que não sobrevive na água salgada dos oceanos. Se isso acontecesse, seria outro desafio à biologia.

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