
FRANÇA, 07 de julho de 2026 — A Corte de Apelações de Paris liberou a participação da deputada Marine Le Pen na eleição presidencial de 2027. A decisão saiu nesta terça (7).
Os juízes aceitaram parte do recurso da defesa e reduziram o tempo de punição política da líder conservadora. Porém, eles impuseram uma condição inédita: o uso de tornozeleira eletrônica durante toda a campanha. Le Pen é a favorita nas pesquisas de intenção de voto.
O tribunal fixou a pena em três anos de prisão. Desse total, dois anos ficaram suspensos. O restante será cumprido com o aparelho de rastreamento. Os magistrados também reduziram a perda dos direitos políticos para 45 meses.
Além disso, eles suspenderam esse bloqueio por 30 meses. Isso significa que o nome de Le Pen pode aparecer nas urnas. Porém, a situação cria um cenário novo e complicado para a mobilização de apoiadores.
A parlamentar contesta as restrições de deslocamento. Ela já disse que um candidato ao Palácio do Eliseu precisa de liberdade total para fazer comícios e conversar com o povo.
Depender de autorização diária de juízes atrapalha a campanha. Por isso, a defesa estuda recorrer à Corte de Cassação, o tribunal superior francês. O objetivo é derrubar a exigência da tornozeleira.
O caso começou em 2025. Uma decisão de primeira instância acusou Le Pen de desviar verbas do Parlamento Europeu. Ela teria usado o dinheiro para pagar assessores do partido na França. Le Pen foi deputada europeia entre 2004 e 2017. Ela nega as acusações. Afirma que houve apenas erros administrativos na gestão do gabinete.
Se as restrições atrapalharem a campanha, o partido Reunião Nacional pode lançar Jordan Bardella, de 30 anos, como candidato. Ele é o presidente da sigla e tem alta aprovação popular. Bardella lidera o engajamento da oposição nas redes sociais. A eleição de 2027 vai encerrar o mandato de Emmanuel Macron, que não pode se reeleger.
O bloco conservador de Le Pen já tem 143 deputados, a maior bancada da Assembleia Nacional. O grupo quer crescer no interior para conquistar a maioria na próxima legislatura.







