Prefeitura de Amarante do MA é condenada a devolver meio milhão

MARANHÃO, 23 de setembro de 2026 — A Justiça Federal condenou Amarante do Maranhão a devolver R$ 511.450,20 ao Fundo Nacional de Saúde. A decisão trata de recursos federais recebidos em 2022 por supostos atendimentos de reabilitação pós-covid-19 que, segundo o processo, não foram comprovados. Entre janeiro e maio de 2022, a prefeitura informou ao SIA/SUS a realização de 23.580 procedimentos. Como os registros indicavam que os serviços tinham sido feitos, o Fundo de Ações Estratégicas e Compensação repassou os recursos ao município. O caso começou após o Ministério da Saúde encontrar divergências nos dados. Uma nota técnica apontou que o volume informado era alto para a realidade local, considerando população, dados epidemiológicos e quantidade de profissionais disponíveis. Em 2023, o MPF abriu investigação. O próprio município informou que não houve atendimento ou internação ligados à reabilitação pós-covid e disse não ter documentos que comprovassem os serviços. Além disso, uma auditoria do SUS recomendou a devolução do dinheiro. Então, o MPF entrou com ação civil pública para recuperar os valores. A Justiça considerou a falta de documentos e a informação dada pelo próprio município. Por isso, determinou o ressarcimento, com juros e correção monetária. A sentença ainda passará por reexame necessário no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por envolver patrimônio público. Inclusive, o município poderá recorrer da decisão e contestar a condenação pelos meios previstos no processo.
Simulado ferroviário alerta para acidentes em cruzamentos

MARANHÃO, 23 de setembro de 2026 — A VLI e a Brado Logística realizaram, nesta quarta (23), um simulado de acidente ferroviário no acesso a Davinópolis, na divisa com Imperatriz. A ação reproduziu uma colisão entre trem e carro para demonstrar procedimentos de emergência. Durante o exercício, uma locomotiva se aproximou em velocidade controlada e atingiu de forma programada um veículo. Participaram da atividade o Detran-MA, a Guarda Municipal, a Polícia Militar e as prefeituras de Imperatriz e Davinópolis. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, o Brasil registrou 2.685 acidentes de trânsito envolvendo operações ferroviárias entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025. Falta de atenção e desrespeito à sinalização aparecem entre as principais causas. “A segurança é um valor inegociável para a VLI, que promove ações constantes com o objetivo de conscientizar a população para um comportamento seguro em relação à atividade ferroviária, mostrando que atitudes simples no dia a dia podem evitar ocorrências. Além disso, o simulado possibilita o treinamento de equipes para o atendimento a eventuais emergências. Somando esforços com os parceiros envolvidos, conseguimos potencializar os resultados dessas iniciativas”, afirma o gerente-geral de Operações do Corredor Norte, Alexandre Cruz. A coordenadora da Brado em Davinópolis, Carlinete Costa, também reforçou os cuidados nos cruzamentos. “Com ações como essa, buscamos mostrar que a circulação próxima à ferrovia exige alguns cuidados específicos. O trem tem características diferentes de outros veículos que fazem parte do trânsito e, por isso, é importante que motoristas e pedestres estejam atentos à sinalização e às orientações nas passagens em nível. São cuidados que precisam fazer parte da rotina de quem circula por esses locais e que ganham ainda mais espaço de discussão durante a Semana Nacional de Trânsito”, afirma.
Amiga de Lulinha pagou a funcionários de ministério de Lula

BRASÍLIA, 23 de setembro de 2026 — Investigação da Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger ordenou ao seu motorista pagamentos a integrantes da cúpula do Ministério do Desenvolvimento Social do governo Lula (PT) e que ela guardava dinheiro vivo em malas na sua residência. Roberta é investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República, em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. Mensagens trocadas pela lobista com Ulisses Barbosa, seu auxiliar pessoal e motorista, apontam pagamentos em espécie para as contas de Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto do ministério comandado por Wellington Dias, e para José Martinho Ferreira de Araújo, atual coordenador do cerimonial da pasta. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pela Folha, que teve acesso ao material. Procurado, o advogado de Roberta, Roberto Podval, disse em nota que “a defesa não se manifestará sobre notícias sem comprovação que teriam sido vazadas ilegalmente de inquérito sigiloso, com nítido interesse político as vésperas da eleição”. O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, disse que não é possível confirmar a autenticidade das conversas e que seu cliente não tem relação com os pagamentos. “O Fábio reitera que não tem relação com qualquer tipo de irregularidade nem qualquer desvio ou suspeita relacionada a dinheiro público. Ele fala apenas por si”, afirmou. Também procurado por email às 11h, o Ministério do Desenvolvimento Social não se manifestou. A defesa de Ulisses não foi localizada. Nas mensagens, Roberta pediu ao motorista que, com R$ 60 mil que tinha em dinheiro em espécie, fizesse pagamentos para três contas diferentes: à de Ranniêr, à de José Martinho e a uma parente de Martinho. O ministério fechou um contrato com um empresário de tecnologia representado por Roberta, de cerca de R$ 30 milhões, seis meses após os pagamentos. Não é a primeira vez que Martinho aparece no noticiário. Em 2014, ele foi detido no interior da Bahia com R$ 180 mil em notas de cem. À época, ele disse à polícia ser o dono do dinheiro e negou qualquer ligação da quantia com o senador.
Cidônio fica como único nome de Bolsonaro ao Senado no MA

MARANHÃO, 23 de setembro de 2026 — O deputado federal Carlos Bolsonaro divulgou uma lista de candidatos ao Senado apoiados pela família em vários estados. No Maranhão, o material cita apenas Cidônio Gonçalves, do PL, número 222. Lahesio Bonfim, do Novo, não aparece na nova relação. A ausência chama atenção porque Flávio Bolsonaro havia citado anteriormente Cidônio e Lahesio entre seus apoios no Maranhão. A publicação mais recente de Carlos, porém, apresenta somente o candidato do PL como nome do estado na lista divulgada nas redes sociais. A relação surgiu após a passagem de Flávio Bolsonaro por São Luís, na terça (22). O candidato do PL à Presidência participou de agenda política na capital maranhense, com carreata e compromissos ao lado de aliados. Cidônio acompanhou a mobilização. Lahesio não participou da programação. Ele manteve sua agenda ao lado de Eduardo Braide, candidato ao Governo do Maranhão. Lahesio integra a chapa de Braide na disputa pelo Senado, enquanto Cidônio está ligado politicamente ao grupo de Roberto Rocha. Até agora, não há declaração pública de Flávio Bolsonaro anunciando a retirada do apoio a Lahesio. Portanto, o fato confirmado no material citado é a ausência do candidato do Novo na nova lista, enquanto Cidônio aparece como único nome do Maranhão.
Fachin aguarda Dino para avançar casos de Moraes e Mendonça

BRASÍLIA, 23 de setembro de 2026 — O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, aguarda a devolução do pedido de vista do ministro Flávio Dino para retomar os julgamentos dos procedimentos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça, relacionados às investigações sobre o Banco Master. A manifestação de Mendonça foi apresentada na segunda (21), após Fachin ter determinado que ele respondesse às acusações de Moraes sobre sua atuação nas investigações do Master e das fraudes no INSS. Era a última resposta prevista no rito que Fachin havia estabelecido em 4 de setembro, determinando primeiro a manifestação da PGR e, na sequência, cinco dias úteis para que o ministro apresentasse seus esclarecimentos. Com essa etapa concluída, o procedimento volta à presidência da Corte para análise. A decisão sobre a tramitação dos casos que envolvem os dois ministros, no entanto, segue suspensa até que o plenário resolva a questão levantada pelo pedido de vista de Dino. Na resposta, Mendonça pediu o arquivamento da representação apresentada por Moraes. Segundo ele, o colega distorceu relatórios de inteligência da Polícia Federal para atribuir a ele condutas irregulares. Mendonça pediu ainda que se avalie eventual abuso de autoridade e denunciação caluniosa por parte de Moraes. O procedimento foi aberto depois que Moraes encaminhou à Presidência documentos da PF com indícios de interferência e direcionamento político na condução das investigações. Fachin determinou primeiro a manifestação da PGR e, na sequência, concedeu cinco dias úteis para que Mendonça se pronunciasse. O outro processo trata do relatório da PF produzido a partir de dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com mensagens atribuídas a ele e referências a Moraes. Nesse caso, a PGR pediu a anulação da ordem que originou o relatório e a extinção do procedimento. IMPASSE NO PLENÁRIO A discussão sobre os dois casos chegou ao plenário em 15 de setembro, mas o julgamento terminou sem definição. Uma questão de ordem levantada por Gilmar Mendes, a partir de provocação de Dino, propôs a reunião dos procedimentos e uma nova distribuição da relatoria. A proposta dividiu os ministros. Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela manutenção dos processos separados. Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes defenderam a análise conjunta. Dino chegou a se manifestar favoravelmente à reunião dos casos, mas pediu vista antes da conclusão do julgamento, suspendendo a votação. O placar parcial ficou em 4 a 3 pela separação, sem decisão definitiva, e o mérito do procedimento envolvendo Moraes não chegou a ser analisado. O pedido de vista também levou Fachin a retirar da pauta o julgamento sobre a atuação de Mendonça, inicialmente marcado para esta quarta (23). No despacho, o presidente afirmou que a questão de ordem tem relação direta com o procedimento e envolve questionamentos sobre a regularidade da própria relatoria. Dino tem até 90 dias para devolver o processo. Até que o plenário resolva a questão de ordem, permanece indefinido se os casos serão examinados conjuntamente.
Prefeitura alega que investiga suspeitas em concurso de Ribamar

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, 23 de setembro de 2026 — A Prefeitura de São José de Ribamar adotou medidas para apurar suspeitas no concurso público da Educação municipal. Após denúncias de possíveis irregularidades, a gestão cobrou explicações da banca organizadora e encaminhou o caso ao Ministério Público. Na quinta (17), a Prefeitura convocou a Comissão de Acompanhamento do Concurso por meio do Diário Oficial do Município. O grupo deveria analisar as denúncias e definir quais providências seriam tomadas diante dos questionamentos sobre o processo seletivo. A comissão se reuniu na sexta (18) e decidiu, por unanimidade, pedir informações ao Instituto Social da Cidadania Juscelino Kubitschek, responsável pelo concurso. Além disso, solicitou uma reunião com o Ministério Público para prestar esclarecimentos e colaborar com a apuração. Segundo a Prefeitura, a banca já respondeu ao pedido e entregou a documentação solicitada. Então, o material também foi encaminhado ao Ministério Público. A administração municipal informou que agora aguarda uma reunião com o órgão para apresentar os esclarecimentos considerados necessários. A gestão afirmou ainda que continuará acompanhando o caso e que pretende colaborar com eventuais investigações. Caso sejam comprovadas irregularidades, a Prefeitura diz que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos e assegurar igualdade, impessoalidade e moralidade no concurso.
Cantor Alexandre Pires é alvo de operação da Polícia Federal

BRASIL, 23 de setembro de 2026 — O cantor Alexandre Pires é um dos alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quarta (23). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de atuar em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros crimes de caráter transnacional. Segundo a PF, o grupo também estaria ligado ao financiamento e à logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Nesta quarta, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal. As investigações apontam para a movimentação e ocultação de mais de US$ 48 milhões por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, operações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira. A estrutura também teria utilizado pessoas físicas e jurídicas para pulverizar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. A apuração desta quarta é um desdobramento da primeira fase da Operação Disco de Ouro, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, Alexandre Pires foi alvo de busca e apreensão durante um cruzeiro onde realizava shows no litoral de Santos, em São Paulo. Nesta segunda fase, a PF apura ilícitos relacionados à cadeia de comercialização e exportação de minério e ao uso de documentação ideologicamente falsa para conferir aparência de regularidade às operações. Os investigados poderão responder, de acordo com a participação atribuída a cada um, por lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica, operação irregular de instituição financeira e outros crimes que possam ser identificados durante a investigação. As medidas desta quarta têm como objetivos reunir novas provas, interromper as atividades investigadas e recuperar ativos que possam estar relacionados aos crimes apurados. Continue lendo…
Justiça afasta prefeito de Buriticupu por 3 meses sem cortar salário

BURITICUPU, 23 de setembro de 2026 — A Justiça afastou por 90 dias o prefeito de Buriticupu, João Carlos Teixeira da Silva, após pedido do Ministério Público do Maranhão. A decisão cautelar da 1ª Vara foi comunicada na terça (22). Como o caso corre em segredo, os motivos não foram detalhados. O vice-prefeito recebeu a ordem para assumir imediatamente a gestão municipal. João Carlos continuará recebendo a remuneração do cargo, mas não poderá entrar nos prédios da prefeitura nem acessar os sistemas administrativos e financeiros durante o afastamento. A ação tramita como tutela cautelar antecedente apresentada pelo MPMA. Por isso, a notificação entregue à vice-prefeitura não informa os fatos nem os fundamentos jurídicos que levaram à nova decisão de afastamento. A Justiça também determinou que secretarias, órgãos e setores municipais sejam avisados rapidamente sobre a mudança no comando. A medida busca garantir a transição administrativa e manter os serviços públicos funcionando sem interrupção. Este é o segundo afastamento cautelar de João Carlos em 2026. Em maio, ele já havia deixado o cargo por 90 dias durante apurações do Ministério Público. O vice assumiu interinamente até o retorno do prefeito em julho. Agora, volta ao comando pelos novos 90 dias.

