PF intima Jaques Wagner a depor em inquérito do Banco Master

BRASÍLIA, 21 de julho de 2026 — A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) a prestar depoimento. A oitiva acontece no dia 7 de agosto, na sede da PF em Brasília. O caso faz parte da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master. As suspeitas envolvem vantagens econômicas que o senador teria recebido. A PF quer entender a relação dele com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e dono do Banco Pleno. Além disso, agentes já cumpriram mandados de busca em Salvador e em Brasília no dia 18 de junho. A investigação também analisa a compra de um apartamento de luxo em Salvador. Outro ponto são repasses de R$ 3,5 milhões que teriam ido para familiares de Jaques Wagner. Por isso, os investigadores suspeitam que ele tenha apoiado medidas no Congresso para beneficiar o Banco Master, como a chamada “Emenda Master”. Após a operação, o senador se encontrou com o presidente Lula. Então, ele anunciou que deixaria a liderança do governo no Senado. Na ocasião, Jaques Wagner disse que sua prioridade é provar sua inocência. Ele também afirmou que vai atuar na campanha pela reeleição de Lula, do governador da Bahia e na própria candidatura ao Senado. O senador nega qualquer irregularidade. Nesta terça (21), ele deve anunciar os nomes dos suplentes que vão compor sua chapa. O evento será na sede do PSD, na Bahia.
Fufuca critica saída de Pedro Lucas da disputa ao Senado

MARANHÃO, 21 de julho de 2026 — André Fufuca (PP) manifestou apoio a Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) após o deputado desistir da pré-candidatura ao Senado. O anúncio ocorreu depois de mudanças na chapa governista. Por isso, Pedro decidiu disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados. Fufuca afirmou que a retirada da candidatura foi um desrespeito. Segundo Fufuca, Pedro Lucas deixou de apresentar seu projeto político aos eleitores maranhenses em uma disputa que, segundo ele, deveria ser definida nas urnas. Além disso, o deputado afirmou que a mesma situação poderia ter atingido qualquer outro pré-candidato, inclusive ele próprio. Pedro Lucas explicou que recuou após a entrada da deputada federal Roseana Sarney (MDB) na disputa pelo Senado. De acordo com o presidente do União Brasil no Maranhão, a composição inicial previa apenas dois nomes na chapa governista para as vagas ao Senado. Então, ele avaliou que o acordo deixou de existir. Diante do novo cenário, Pedro Lucas decidiu voltar ao projeto de buscar um novo mandato como deputado federal. Além disso, Fufuca destacou a parceria e a amizade com o colega, que também lidera a bancada do União Brasil na Câmara. O parlamentar ainda prestou solidariedade ao prefeito de Arame, Pedro Fernandes, pai de Pedro Lucas, e aos familiares, aliados e integrantes de seu grupo político. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por André Fufuca (@andre_fufuca)
Pesquisa INOP indica disputa acirrada entre Braide e Orleans

MARANHÃO, 21 de julho de 2026 — Pesquisa do Instituto INOP, contratada pelo Jornal Pequeno, mostra Orleans Brandão na frente de Eduardo Braide na disputa pelo Governo do Maranhão. No entanto, os dois permanecem em empate técnico por causa da margem de erro de 3,02 pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.610 eleitores entre os dias 8 e 16 de julho. No cenário estimulado, Orleans tem 45,06% das intenções de voto, enquanto Braide aparece com 43,52%. Felipe Camarão registra 3,41%. André Luís soma 0,34%, Saulo Arcangeli 0,27% e Enilton Rodrigues 0,08%. Além disso, 2,61% disseram que não votariam em nenhum candidato e 4,71% não souberam responder. Na pesquisa espontânea, Orleans também lidera com 32,18%, seguido por Braide, com 30,61%. Felipe Camarão aparece com 1,80%. Outros nomes lembrados foram Carlos Brandão, André Luís, Saulo Arcangeli, Flávio Dino, Roberto Rocha, Josimar Maranhãozinho e Lahesio Bonfim. Quando perguntados sobre quem será o próximo governador, 44,79% citaram Orleans e 42,34% apontaram Braide. O levantamento também mostrou que 61% aprovam a gestão do governador Carlos Brandão, enquanto 2,68% desaprovam. Na disputa pelo Senado, Roseana Sarney lidera com 24,67%, seguida por Lahesio Bonfim, Weverton Rocha, Duarte Júnior, André Fufuca, Roberto Rocha e Eliziane Gama. Números para o SenadoRoseana Sarney: 24,67%;Lahesio Bonfim: 12,30%;Weverton Rocha: 10,84%;Duarte Júnior: 8,12%;André Fufuca: 5,98%;Roberto Rocha: 5,17%;Eliziane Gama: 5,13%;Pedro Lucas: 2,87%;Dr. Hilton Gonçalo: 1,46%;Simplício Araújo: 0,65%;Antônia Cariongo: 0,15%;César Pires: 0,11%;Franklin Douglas: 0,08%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número MA-01555/2026.
Edir Macedo injeta R$ 1,5 bi no Digimais para vender banco

BRASIL, 21 de julho de 2026 — O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal e dono da Rede Record, investiu R$ 1,5 bilhão no Banco Digimais. O objetivo é cobrir os rombos do balanço e viabilizar a venda da instituição. As informações são do jornal O Globo. BTG Pactual e Banco Safra estão entre os possíveis compradores. A capitalização serve para limpar as contas do banco e destravar as negociações. Até agora, não há anúncio de venda concluída. Também não há detalhes sobre preço ou formato da operação. O aporte acontece em meio a uma crise no Digimais. Em junho, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem. A PF acusa o banco de inflar artificialmente seus ativos. O objetivo seria esconder uma situação de insolvência. A representação da PF indica que o Digimais seguiu o mesmo padrão de fraudes do extinto Banco Master. O documento mostra como a diretoria manipulou registros contábeis. A intenção era criar uma falsa aparência de liquidez. Assim, a real situação financeira ficava oculta. A PF afirma que o banco adotou práticas financeiras temerárias. O modelo consistia em captar dinheiro no mercado de forma massiva. O banco oferecia CDBs com taxas de retorno muito acima da média. A diretoria se aproveitava da confiança dos depositantes. Então, superavaliava ativos com a emissão de títulos de rentabilidade desproporcional. O objetivo central era ocultar a deterioração da carteira de crédito. A PF encontrou conexões diretas entre o Digimais e o Master. Em janeiro de 2025, um ex-executivo do Master tentou comprar o banco de Edir Macedo. A holding Bluebank fez a oferta, mas o Banco Central vetou o negócio. Os agentes descobriram que o Digimais alocou R$ 600 milhões em carteiras de direitos creditórios ligadas ao Master. Para a corporação, manter esses créditos de origem duvidosa indica gestão fraudulenta. Com base nessas descobertas, a Justiça bloqueou mais de R$ 670 milhões. Os valores pertencem a dez alvos ligados ao esquema. O líder religioso não recebeu mandados de busca e apreensão por morar no exterior. Mesmo assim, ele é alvo da investigação. A Justiça quebrou seu sigilo fiscal e congelou seus bens pessoais.
Roberto Rocha vai à Justiça pedir filiação especial ao PRTB

SÃO LUÍS, 21 de julho de 2026 — O ex-senador Roberto Rocha entrou com um pedido na Justiça Eleitoral para regularizar sua filiação ao PRTB. O requerimento foi protocolado na 3ª Zona Eleitoral de São Luís. A ação ocorreu após o político ficar fora dos planos do partido Novo para disputar uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. Segundo o pedido, Roberto Rocha busca incluir o nome em uma lista especial de filiados do PRTB. A medida tem como base o artigo 19, parágrafo 2º, da Lei dos Partidos Políticos. Esse dispositivo permite a regularização da filiação quando o eleitor é prejudicado por desídia, erro ou má-fé do partido. O processo foi registrado sob o número 600035-06.2026.6.10.0003 e será analisado pela juíza Sara Fernanda Gama, titular da 3ª Zona Eleitoral de São Luís. A decisão definirá se o ex-senador poderá ter a filiação reconhecida pela Justiça Eleitoral. Além de Roberto Rocha, também apresentaram pedidos de filiação especial ao PRTB José Mauro dos Santos Carvalho Filho, Mariana Noemia Silva Alves, Luana Leticia Gomes de Moraes Rocha, Ana Claudia Ayres Diniz e Sergio Martins de Araújo Filho.
Grupo extremista islâmico Hamas anuncia novo líder político

ISRAEL, 21 de julho de 2026 — O Hamas anunciou Khalil al-Hayya como seu novo líder político. A informação foi divulgada em comunicado nesta segunda (20). Ele substitui Yahya Sinwar, antigo chefe do grupo morto por Israel em 2024, na Faixa de Gaza. A organização informou que al-Hayya foi escolhido após eleições internas. As discussões para a escolha vinham acontecendo desde o início do ano. Com a morte de outras lideranças, al-Hayya já assumia um papel central nas negociações desde o último ano. Ele participou das conversas que culminaram em um acordo de paz com Israel. As negociações foram mediadas pelos Estados Unidos. Khalil al-Hayya vive exilado no Catar há alguns anos. Em setembro de 2025, ele fazia parte da delegação do Hamas que sofreu um ataque em Doha. As Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram a operação na capital do país. A troca de liderança ocorre em meio à tentativa de implementar totalmente o acordo com Israel. Até agora, apenas a fase 1 do pacto foi cumprida. Essa etapa previu o cessar-fogo, a libertação de reféns, a entrada de ajuda humanitária em Gaza e a soltura de prisioneiros palestinos. As discussões para a segunda fase do acordo avançam lentamente. Essa etapa prevê a retirada das tropas israelenses de Gaza. Também inclui o fim do governo do Hamas no enclave e o desarmamento do grupo. No início deste mês, o Hamas entregou o governo de Gaza a um comitê provisório. Enquanto isso, os ataques de Israel continuam na região. Assentamentos israelenses ilegais também seguem sendo feitos no enclave palestino.
PF investiga prefeito de Imperatriz por apropriação indébita

IMPERATRIZ, 21 de julho de 2026 — A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, e o secretário municipal de Administração e Finanças por suspeita de apropriação indébita previdenciária. Segundo o site Direito e Ordem, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a investigação após pedido da Procuradoria Regional da República por causa do foro do prefeito. A investigação começou depois que a Receita Federal enviou uma representação fiscal com indícios de irregularidades no recolhimento de contribuições previdenciárias pelo município. O procedimento aponta crédito tributário superior a R$ 503,6 mil. Já a apuração criminal cita um débito de R$ 343.627,95 relacionado à suposta retenção dos valores. Segundo a portaria, a Receita Federal indicou Rildo Amaral como responsável pelas irregularidades na atual gestão. O documento informa que o crédito tributário foi constituído em julho de 2025 e, até a abertura do inquérito, não havia registro de pagamento, parcelamento ou medida que suspendesse a cobrança. A Polícia Federal também informou que o prefeito foi notificado para apresentar manifestação antes da investigação, mas não respondeu no prazo. Agora, a corporação determinou novas diligências, pediu mais 120 dias para concluir a apuração e intimou o prefeito e o secretário para prestar depoimento como investigados. A investigação busca confirmar ou descartar a prática do crime previsto no artigo 168-A do Código Penal.
Banco Master transferiu R$ 3,6 bilhões em créditos à Reag

BRASÍLIA, 21 de julho de 2026 — O Banco Master transferiu R$ 3,6 bilhões em créditos de dívidas para 11 fundos da gestora Reag. As operações aconteceram entre 2021 e 2025. A Polícia Federal investiga a Reag por suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A documentação mostra que, em muitos casos, o contrato de empréstimo e a transferência do crédito para o fundo ocorreram no mesmo dia. Os investigadores veem nisso um possível padrão de funcionamento. A suspeita é que a Reag ajudou a estruturar fundos que movimentaram recursos de forma atípica. O objetivo seria inflar resultados financeiros. O fundador da Reag, João Carlos Mansur, é um dos investigados. A principal hipótese da PF é que as cessões de crédito ajudavam o Master a liberar espaço no balanço. Assim, o banco podia emitir mais Certificados de Depósito Bancário e captar novos recursos. O banco emprestava dinheiro a empresas. Essas empresas aplicavam os valores em fundos da Reag. Então, os fundos usavam parte do dinheiro para comprar os próprios créditos que o banco havia criado. Por fim, os empréstimos deixavam de ser cobrados. O prejuízo ficava para os fundos que compraram os direitos creditórios. Entre as operações, seis empréstimos somam R$ 130 milhões para empresas do Grupo Gafisa. Os contratos foram cedidos no mesmo dia ao fundo Yvrac. Esse veículo tem participação do próprio Banco Master. As transações ocorreram de 2022 a setembro de 2025. Outro fundo citado é o Astralo 95, que recebeu R$ 357 milhões do Master. Ele é alvo da Operação Carbono Oculto. Essa investigação apura fraudes e lavagem de dinheiro em um esquema ligado ao setor de combustíveis. O fundo faz parte da chamada “estrutura Frozen”. Os nomes dos fundos remetem a personagens da animação Frozen. O Astralo 95 também é alvo de ações do liquidante do Banco Master. Essas medidas buscam impedir o desaparecimento de ativos da instituição.