Luciano Genésio tem candidatura deferida pelo TRE-MA

Luciano Genésio

MARANHÃO, 11 de setembro de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) deferiu por unanimidade a candidatura de Luciano Genésio, do União Brasil, a deputado federal em 2026. A Corte rejeitou a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral e manteve o ex-prefeito de Pinheiro na disputa. O processo, de número 0600536-66.2026.6.10.0000, teve como relator o juiz Neian Milhomem Cruz. O julgamento foi presidido pela desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza. Os demais integrantes do TRE-MA acompanharam o voto e decidiram pela improcedência da ação. Com o deferimento, Luciano Genésio segue oficialmente na eleição de 2026 e pode continuar a campanha por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Festa de Vorcaro teve 120 mulheres, Alcolumbre, Pacheco e Toffoli

Vorcaro festa

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, organizou uma festa de Halloween em 31 de outubro de 2023 com proporção de seis mulheres para cada homem, celulares vetados e preferência por “novinhas” agenciadas por grandes empresas de modelagem. O ex-ministro Fábio Faria ficou responsável por convidar os homens, e o promoter Tiago Polo, por recrutar as mulheres. Vale ressaltar que não é possível confirmar se todas as autoridades convidadas, de fato, compareceram à festa de Vorcaro. O evento ocorreu na boate Madame Underground Club, conhecida como Madame Satã, em São Paulo, reunindo 120 mulheres e apenas 20 homens, segundo dados de relatório da Polícia Federal. O empresário estipulou critérios rígidos para o público feminino que ocuparia a pista de dança. Em mensagens trocadas com o promoter Tiago Polo, Vorcaro foi direto: “Só menina nova.” Em outra conversa, ele repetiu: “Só menina nova. Metade de fora e as daqui conhecemos.” O objetivo era atrair “novinhas” integrantes do casting de três grandes agências de modelos: Mega, Ford e Joy. Polo relatou o esforço de articulação ao banqueiro: “Irmão, costurei várias agências pra gente conversar. Mega, Ford, Joy, enfim quando quiser retomar esse assunto, me fala.” Para garantir a discrição, o uso de aparelhos celulares foi proibido, com os dispositivos sendo retidos na entrada da boate. O temor de exposição mobilizou os organizadores. Em uma das mensagens, Vorcaro afirmou: “Se vazar, eu tô morto. Peguei equipe só de controle disso. Não vai vazar nada. Não será primeira nem última.” Fábio Faria demonstrou preocupação semelhante: “Pq tem publicidade um vazamento desses.” Vorcaro tentou tranquilizá-lo: “Relaxa que vai ser zero stress.” O volume de convidadas foi tão elevado que gerou problemas de superlotação, com o registro: “Cara, tem 120 mulheres e 20 homens. Tô tendo que tirar mulher porque não tá cabendo.”

Jovem morre durante transferência após espera por ferryboat

Ferryboat

MARANHÃO, 11 de setembro de 2026 — Jemerson Felipe Rodrigues Pereira, de 28 anos, morreu na madrugada desta sexta (11), em Pinheiro, durante uma tentativa de transferência para São Luís. Natural de Bequimão, ele estava internado no Hospital Municipal Lídia Martins e precisava de atendimento na capital. Segundo a família, a ambulância que levava Jemerson ficou cerca de três horas no Porto do Cujupe à espera de um ferribote. Como a travessia não ocorreu, o veículo teria retornado para Bequimão. Depois, o jovem foi encaminhado para Pinheiro, onde morreu durante a madrugada. O caso ganhou repercussão nas redes sociais. Então, o governador Carlos Brandão informou que o governo apura as circunstâncias e convocou reunião para domingo (13) com prefeitos da Baixada Maranhense, empresas e secretarias que atuam no serviço de ferryboat. Brandão também anunciou medidas para melhorar a comunicação entre terminais e hospitais e cobrar o cumprimento dos horários das viagens. Além disso, informou que o ferry São Miguel será incorporado nos próximos dias e que o São Rafael também deverá entrar no serviço em breve.

Moraes cobra garantias que tantas vezes atropelou no STF

Moraes STF

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta sexta (11) um ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, reclamando do sigilo que ainda existe em documentos do caso Banco Master. Segundo Moraes, André Mendonça fez uma “escolha seletiva” do que seria divulgado e, por isso, pediu o “imediato levantamento de todo e qualquer sigilo” da investigação. Moraes diz que a falta dos documentos atrapalha a análise das provas. No ofício, afirma que a situação “obstaculiza gravemente a análise probatória”. Com isso, seu direito de defesa estaria prejudicado. A reclamação ocorre justamente às vésperas da sessão extraordinária do STF que vai analisar o material que envolve o próprio Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A preocupação do ministro com sigilo e acesso completo aos autos chama atenção quando se olha para o histórico de sua atuação no STF ao longo dos últimos anos. Isso porque, em 2020, a OAB denunciou que advogados de investigados no Inquérito das Fake News tiveram acesso aos autos negado por Moraes em pelo menos três ocasiões. O problema só foi resolvido depois que o Conselho Federal da entidade entrou em cena. Depois, em 2022, a OAB voltou a cobrar acesso de advogados a dois inquéritos: de Fake News e dos Atos Antidemocráticos. Moraes disse na época que os pedidos estavam em análise. O próprio STF, porém, reconheceu posteriormente que nem todos os pedidos haviam sido atendidos pelo ministro. Em 2024, Moraes determinou que investigados em uma operação relacionada ao 8 de janeiro não mantivessem contato entre si, “inclusive através de advogados”. A OAB classificou a medida como violação das prerrogativas da advocacia e diversos juristas reagiram negativamente. Agora, às vésperas de um julgamento que pode atingir a sua própria atuação na Corte, Moraes passou a exigir aquilo que tantas defesas já cobraram em processos sob sua relatoria: acesso completo aos elementos da investigação.

Justiça cobra Prefeitura de SLZ por food trucks em áreas públicas

Prefeitura SLZ

SÃO LUÍS, 11 de setembro de 2026 — A Justiça deu 72 horas para a Prefeitura de São Luís se manifestar sobre um pedido do Ministério Público do Maranhão. O MPMA quer suspender novas autorizações para food trucks, trailers e estruturas parecidas em praças, calçadas e outros espaços públicos da capital. A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Ilha de São Luís. A medida foi tomada em uma Ação Civil Pública contra o Município, na qual o MPMA aponta falta de regras claras e fiscalização adequada da atividade. Segundo o Ministério Público, a ocupação desordenada pode causar poluição visual e sonora, acúmulo de lixo, dificuldades para pedestres e riscos à segurança. Além disso, o órgão afirma que Semurh e Blitz Urbana não definiram critérios técnicos objetivos para organizar essas estruturas. Por isso, o MPMA pediu a suspensão imediata de novas permissões e quer impedir a renovação das atuais sem estudo técnico e fiscalização sanitária. O órgão também solicita ações mais rígidas para retirar estruturas instaladas de forma irregular em passeios públicos. No pedido principal, o MPMA quer que a Justiça reconheça a inconstitucionalidade e a nulidade da Lei Municipal nº 6.459/2019. Também pede recadastramento dos comerciantes, retirada de ocupações irregulares e um plano de manejo para organizar o uso das praças públicas.

PF aponta elo de Toffoli com fundo de R$ 35 milhões de Vorcaro

Toffoli Vorcaro

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — Um relatório da Polícia Federal aponta o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), como possível “beneficiário final ou proprietário de fato” do fundo Arleen, ligado a negócios de sua família e abastecido com R$ 35 milhões relacionados a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A apuração identificou movimentações envolvendo o Arleen e a Maridt, empresa familiar da qual Toffoli já confirmou ser sócio. A companhia teve participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que também passou pelo fundo e entrou no radar das investigações sobre as relações de Vorcaro com o ministro. Segundo a PF, o conjunto de documentos, mensagens e movimentações financeiras analisados levanta a hipótese de que Toffoli poderia ser o verdadeiro beneficiário dos ativos ligados ao Arleen. A conclusão aparece como linha investigativa e não significa que a suspeita tenha sido comprovada. As movimentações de R$ 35 milhões também chamaram a atenção dos investigadores. Parte das informações analisadas envolve conversas de Vorcaro com Fabiano Zettel, seu cunhado, sobre pagamentos relacionados ao Tayayá e à estrutura financeira ligada ao empreendimento. Outro ponto observado pela PF foi a mudança no controle do Arleen. Em fevereiro de 2025, o fundo passou para o empresário Alberto Leite, apontado como amigo de Toffoli. No mês seguinte, o regulamento foi alterado para permitir investimentos no exterior. Posteriormente, ativos foram transferidos para uma holding registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. Toffoli nega qualquer irregularidade. O ministro afirma que jamais recebeu valores de Vorcaro ou de Zettel e sustenta que nunca manteve, direta ou indiretamente, recursos nas Ilhas Virgens Britânicas. Também afirma que as operações relacionadas à empresa familiar foram declaradas e tiveram origem lícita.

TRE barra Henrique Júnior e cobra devolução de R$ 1,51 milhão

Henrique Júnior

TIMON, 11 de setembro de 2026 — O TRE-MA indeferiu por unanimidade na quinta (10) a candidatura de Henrique Júnior (PL) a deputado federal em 2026. O tribunal apontou a falta de uma certidão criminal da Justiça Estadual de primeiro grau para fins eleitorais. O juiz Marcelo Elias Matos e Oka relatou o caso. O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação após identificar problemas nas certidões. Os primeiros documentos tinham o CPF de outra pessoa. Henrique Júnior corrigiu a certidão de segundo grau, mas, segundo o TRE-MA, não apresentou a de primeiro grau exigida para a eleição. Em um momento, a defesa entregou uma certidão de distribuição das Varas Cíveis de Timon, que registrava uma ação de improbidade administrativa. Depois, apresentou certidões criminais de primeiro e segundo graus para fins gerais. O tribunal entendeu que esses documentos não atendiam à exigência eleitoral. A defesa disse que o erro inicial era material, sem má-fé, e afirmou que não havia causa de inelegibilidade. O TRE-MA rejeitou o argumento. A Justiça Eleitoral deu prazo para corrigir a documentação, mas, segundo o acórdão, a certidão eleitoral de primeiro grau não foi apresentada. Ainda cabe recurso. Henrique Júnior recebeu R$ 1,51 milhão para a campanha: R$ 1,5 milhão da Direção Nacional do PL e R$ 10 mil de pessoa física. Até a publicação, havia R$ 15.593 em despesas e nenhuma devolução registrada. Suplente de deputado federal, ele ocupou o mandato de dezembro de 2023 a abril de 2024, no lugar de Pastor Gil, e disputou a Prefeitura de Timon em 2024.

PGR nega acordos pedidos por Josimar e Pastor Gil

PGR JOsimar

BRASÍLIA, 11 de setembro de 2026 — A PGR se manifestou nesta quinta (10), no STF, contra pedidos das defesas de Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL. Os deputados tentam obter um Acordo de Não Persecução Penal após serem condenados por corrupção passiva a penas em regime semiaberto. O ANPP permite, em certas situações, que o Ministério Público faça acordo com o investigado em crimes sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a quatro anos. Em regra, ocorre antes do julgamento e pode exigir confissão e outras condições para reduzir ou extinguir a punição. A defesa de Josimar pediu nova análise do acordo após o STF afastar a acusação de organização criminosa. A PGR respondeu que o mérito já foi julgado, as penas foram fixadas e o ANPP já havia sido analisado. Pastor Gil pediu que o Supremo discutisse a aplicação da regra e levasse o tema ao Plenário. A PGR também rejeitou esse pedido. Para o órgão, a defesa questiona a aplicação da regra ao caso, não sua constitucionalidade. O vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho pediu o indeferimento das duas solicitações. Agora, o relator Cristiano Zanin analisará a manifestação. O processo apura a cobrança de R$ 1,6 milhão em troca da destinação de cerca de R$ 6,67 milhões em emendas para São José de Ribamar. Em março, o STF condenou Josimar a 6 anos e 5 meses e Pastor Gil a 5 anos e 6 meses, ambos no semiaberto. Eles estão inelegíveis, mas ainda não cumprem pena.

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