
SÃO LUÍS, 21 de julho de 2026 — A Polícia Civil do Maranhão ouviu, nesta segunda (20), novos depoimentos de pais de crianças que morreram após atendimento no Hospital da Criança, em São Luís.
Os relatos fazem parte de cinco inquéritos que apuram as mortes, possíveis irregularidades nas UTIs pediátricas e eventual responsabilidade criminal. Também investigam os procedimentos adotados pela unidade.
Entre os casos está o de Nicholas, de 7 anos. A mãe, Núbia Carneiro, afirmou que o filho morreu após supostas falhas no atendimento. Segundo ela, os médicos disseram que a criança não resistiria antes da conclusão dos exames.
O pai, Arthur Zeeuw, afirmou que acompanhou tudo da Holanda e disse que a mãe foi impedida de fazer uma chamada de vídeo para a despedida.
A polícia também investiga as mortes de Otto, de 1 ano, Kerliane, de 7 anos, e Bernardo, de 4 meses. Os prontuários já foram entregues e passarão por análise técnica. Além disso, médicas e a diretora do hospital já prestaram depoimento.
A Defensoria Pública apontou problemas nas UTIs, como falta de profissionais especializados durante vistoria na unidade.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o hospital segue os protocolos do Ministério da Saúde e colabora com as investigações. A prefeitura negou aumento expressivo de mortes, falta generalizada de insumos e irregularidades na equipe.
Enquanto isso, Ministério da Saúde, Ministério Público Federal, Conselho Regional de Medicina e outros órgãos também acompanham o caso.







