CAOS INFANTIL

Mortes em UTIs no Hospital da Criança entram na mira do MPMA

Andre Reis
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hospital da criança
Ministério Público, Defensoria e órgãos federais apuram contrato das UTIs pediátricas após aumento de 159% nas mortes de crianças no Hospital da Criança.

SÃO LUÍS, 14 de julho de 2026  A atuação da Prefeitura de São Luís na gestão das UTIs pediátricas do Hospital da Criança é alvo de investigações do Ministério Público, da Defensoria Pública e de órgãos federais.

As apurações começaram após denúncias sobre a terceirização do serviço, feita em 2025, e o aumento de 39 para 101 mortes nas UTIs em um ano, alta de 159%. Ao todo, o Hospital da Criança registrou 113 óbitos infantis no período.

Segundo o MPMA, a licitação que entregou a gestão das UTIs ao Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), de Teresina (PI), apresenta diversas irregularidades. Além disso, a Defensoria recomendou a anulação do contrato.

Entre os problemas apontados estão a redução de equipes, a falta de médicos especialistas em pediatria e a contratação de profissionais sem experiência em UTIs infantis.

Pais também relataram falta de medicamentos, demora para exames e dificuldades no atendimento. O casal Samila dos Santos Lobato e Ismael perdeu os filhos gêmeos, Bento e Bernardo, de quatro meses, após internação na unidade. O pai registrou boletim de ocorrência por suspeita de negligência.

“É uma sensação horrível saber que levei meus filhos vivos… Enterrar dois filhos em menos de 24 horas é inadmissível. Faltou atenção, faltou profissionalismo”, afirmou.

O Conselho Regional de Medicina do Maranhão informou que acompanha a situação do hospital. Além disso, o Ministério da Saúde confirmou a apuração das denúncias recebidas pela Ouvidoria do SUS.

O Ministério Público Federal também recebeu o caso e encaminhou as informações para análise de um procurador da República.

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