
BRASÍLIA, 14 de julho de 2026 — O Senado pode votar a Medida Provisória do frete nesta terça (14). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, se reúne com o governo Lula para tentar destravar a votação.
A proposta muda o piso do frete rodoviário. Ela já passou pela Câmara e por uma comissão especial. O prazo para aprovação termina na quinta (16). Depois disso, a MP perde a validade.
A demora no Senado irritou os caminhoneiros. Por isso, a categoria começou uma paralisação nesta semana. O movimento aumentou a pressão sobre Alcolumbre. Na segunda (13), o líder do governo, Randolfe Rodrigues, conversou com a oposição. Eles tentam um acordo para votar antes do prazo.
Um dos principais pontos do acordo é o piso salarial dos motoristas. Parlamentares querem manter a criação de um piso nacional. Esse valor seria para caminhoneiros que fazem transporte de carga de longa distância. Mas o texto tira o valor de R$ 5 mil aprovado pela Câmara. Esse montante será definido depois, por regulamentação.
A paralisação foi anunciada por Wallace Landim, da Abrava. Ele é presidente da associação dos motoristas. “Quem está chamando essa paralisação se chama Davi Alcolumbre”, disse ele. Manifestações ocorreram em São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Pernambuco. Em Santos, uma via de acesso foi bloqueada, mas o porto operou normalmente.
Além disso, o governo deve vetar alguns pontos da MP. Um deles é a anistia de multas para caminhoneiros que participaram de atos após as eleições de 2022. Esse trecho foi incluído pela oposição. O relator Zé Trovão também quis reduzir penalidades para transportadores que descumprem os limites de frete.
Outro dispositivo que pode cair é o que permite usar tacógrafos para multar por excesso de velocidade.







