Propaganda política vai custar R$ 1 bilhão em 2026

propaganda eleitoral

BRASIL, 25 de junho de 2026 — As emissoras de rádio e TV no Brasil receberam R$ 5,2 bilhões na forma de isenção fiscal de 2014 a 2025 por terem cedido horários em suas programações para veicular comerciais eleitorais e partidários. Esse dinheiro foi bancado pelos pagadores de impostos e a cifra consta do DGT (Demonstrativo dos Gastos Tributários) da Receita Federal. O Fisco estima que a renúncia fiscal agora em 2026 seja de R$ 996 milhões em 2026. O valor é o maior em termos nominais desde 2014, quando o montante foi de R$ 852 milhões. Partidos e candidatos são proibidos de comprar espaços publicitários em emissoras de rádio e TV. De acordo com a Lei 9.504 de 1997 (Lei das Eleições) e a Lei 9.096 de 1995 (Lei dos Partidos Políticos), as emissoras são obrigadas a transmitir os conteúdos eleitorais e partidários. A cada 6 meses, cada partido político brasileiro recebe um tempo em todas as emissoras de rádio e TV do país para veicular suas mensagens –essa é a propaganda partidária. Em anos eleitorais, no 2º semestre, não há propaganda partidária, mas propaganda eleitoral. Diferentemente do que se costuma dizer, não existe “horário eleitoral gratuito”. É tudo bancado com o dinheiro dos pagadores de impostos. Já houve várias mudanças nas normas que regulam propagada política. Atualmente, a propaganda eleitoral, voltada à promoção de candidatos, é permitida a partir de 16 de agosto do ano da eleição. O tempo é distribuído de forma mista: 10% são divididos igualmente entre todas as legendas e 90% proporcionalmente ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados. A Justiça Eleitoral faz o cálculo do tempo que cabe a cada agremiação. O Decreto 7.791 de 2012 definiu como se dá a compensação fiscal às emissoras. A fórmula em vigor determina que o cálculo deve ser feito com base no valor de fato faturado com publicidade comercial regular nos mesmos horários cedidos. As emissoras então informam quanto deixaram de ganhar por causa da veiculação das propagandas políticas. O dinheiro que as rádios e TVs deixam de ganhar com publicidade é então informado à Receita Federal. O valor é deduzido do lucro líquido para efeito de determinação do lucro real no recolhimento do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica). Ou seja, é um dinheiro que deixa de ser arrecadado e que poderia ter sido usado para outras demandas públicas. Na prática, o governo sempre tentará ter mais dinheiro dos pagadores de impostos para compensar o que foi entregue para os partidos terem propaganda política. Se o valor que o rádio ou a TV tem direito a deduzir for maior do que o imposto devido no período, a diferença resulta no chamado Saldo Negativo de IRPJ, um crédito que a empresa pode usar para abater outros tributos federais ou pedir restituição à Receita Federal. O mecanismo que banca a propaganda política reduz a arrecadação do IRPJ e a capacidade de investimento do governo em políticas públicas. Já para as emissoras, a compensação tributária funciona como uma garantia de receita para cobrir o tempo de programação cedido às legendas. Continue lendo…

Justiça mantém embargo de loteamento nos Lençóis Maranhenses

Justiça Federal

SANTO AMARO, 25 de junho de 2026 — A Justiça Regional Federal da 1ª Região manteve a suspensão de um loteamento previsto para as proximidades do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em Santo Amaro do Maranhão. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal e ainda pode ser contestada por meio de recurso. A medida interrompe a implantação do empreendimento. O projeto previa a construção de 232 lotes e infraestrutura urbana em uma área superior a 100 mil metros quadrados, localizada a pouco mais de 200 metros do campo de dunas do parque. Além disso, a região recebeu, em 2024, o reconhecimento da Unesco como Patrimônio Natural Mundial. IRREGULARIDADES APONTADAS Segundo o Ministério Público Federal, as obras do loteamento e de uma estrada de acesso começaram sem a autorização obrigatória do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Por isso, o órgão questionou a validade do licenciamento ambiental concedido ao empreendimento. As investigações também indicam que o município alterou a classificação da área de forma irregular. Conforme o MPF, o local deveria permanecer como zona rural, mas foi convertido em perímetro urbano, contrariando a legislação ambiental vigente.

Firma condenada por excesso de líderes homens tem CEO mulher

mulher CEO

PARANÁ, 25 de junho de 2026 — Uma decisão da 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a fabricante de colchões paranaense Ortobom a pagar R$ 300 mil a título de danos morais coletivos por discriminação contra mulheres em cargos de chefia. Mantida por unanimidade nesta terça-feira (23), após recurso da empresa, a condenação foi baseada no conceito de “discriminação indireta”. O relator do caso, ministro Alberto Balazeiro, sustentou que a Ortobom não apresentou justificativa objetiva para o fato de todas as 22 gerências e duas subgerências da unidade de Arapongas (PR) serem ocupadas apenas por homens, considerando a maioria da população feminina da cidade. Em nota oficial, a empresa – que tem uma mulher, Carolina Pires, como CEO (diretora geral) – informou que o tema refere-se a um caso específico envolvendo apenas uma de suas 13 unidades fabris, localizada em Arapongas (PR), não representando a realidade da companhia como um todo. Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo classificam a decisão da justiça trabalhista como uma invasão do Judiciário sobre a autonomia das empresas e os critérios adotados para a ocupação de cargos de liderança. DECISÃO BEIRA O ABSURDO, DIZ PROFESSOR DA FGV Para Paulo Renato Fernandes da Silva, advogado trabalhista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), a principal crítica diz respeito ao impacto da decisão sobre a liberdade empresarial. “Ninguém melhor do que o empregador, que assume os riscos do negócio, para estabelecer de que forma vai desenvolver sua atividade econômica”, afirma Fernandes. “Empresas não podem ser obrigadas a justificar a composição de seus quadros de liderança com base em critérios subjetivos.” Por isso, segundo ele, a sentença “beira o absurdo”. “Se a empresa entende que um determinado perfil ocupa melhor uma função, isso é plenamente lícito”, afirma. Para Kayque Lazzarini, líder do movimento Livres, a decisão também ignora fatores normalmente considerados na ocupação de cargos de liderança, como qualificação profissional, experiência, desempenho e tempo de casa. “A decisão do TST foi equivocada porque acabou deduzindo a situação de uma forma errada e colocando a empresa como uma empresa misógina”, afirma. “Isso não é misoginia, mas uma decisão técnica da empresa”, diz.

Radialista Robson Neri, o Garoto do Bigode, morre aos 75 anos

radialista garoto

SÃO LUÍS, 25 de junho de 2026 — O radialista e narrador esportivo Robson Neri, conhecido como “Garoto do Bigode”, morreu aos 75 anos nesta quinta-feira (25), em São Luís. A informação foi confirmada por familiares. O comunicador estava internado após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), depois de enfrentar problemas de saúde nos últimos anos. Robson Neri permaneceu hospitalizado por um longo período entre 2019 e 2020. Além disso, voltou a ser internado há cerca de um mês por causa do AVC. No entanto, ele não resistiu às complicações e morreu na capital maranhense. CARREIRA NO RÁDIO Robson Neri construiu uma trajetória de décadas na comunicação esportiva do Maranhão. Ele iniciou a carreira na Rádio Gurupi e, posteriormente, passou pelas rádios Educadora e Timbira, onde começou a atuar em 1973. Por isso, tornou-se uma das vozes mais conhecidas do rádio esportivo maranhense. Além da atuação no estado, o narrador trabalhou em emissoras de Natal e Recife. Também participou de transmissões ligadas ao programa Globo Rural. Depois, retornou ao Maranhão a convite do radialista Herberth Fontenele para integrar a equipe da Rádio Ribamar. Sua última narração esportiva ocorreu na Rádio Educadora. LEGADO Além da carreira no rádio, Robson Neri era conhecido entre comerciantes e frequentadores dos mercados de São Luís. Ele mantinha presença constante na Ceasa e na Praça Deodoro, onde conquistou reconhecimento e amizade ao longo dos anos.

Vorcaro para a Papudinha após rejeição de delação pela PF e PGR

VORCARO PAPUDINHA

BRASÍLIA, 25 de junho de 2026 — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mandou transferir o banqueiro Daniel Vorcaro para a Papudinha. Esse é um presídio no Distrito Federal para quem ainda não foi julgado. A decisão aconteceu depois que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram a proposta de delação do empresário. Vorcaro é o fundador do Banco Master. A defesa do banqueiro pediu que ele ficasse em prisão domiciliar, mas o ministro negou esse pedido. Vorcaro estava na carceragem da Polícia Federal em Brasília desde março. Ele ficou lá enquanto negociava um possível acordo para contar seus crimes em troca de benefícios. Porém, a PF não aceitou a segunda proposta feita pelos advogados. Depois, a PGR também disse que a delação não trazia fatos novos nem provas suficientes. Então, com a rejeição, os investigadores acharam que Vorcaro não deveria mais ficar na estrutura da PF. A decisão de transferência atendeu a um pedido da própria Polícia Federal. O ministro determinou que a mudança aconteça em até 24 horas e que sejam tomados cuidados para garantir a segurança de todos. Além disso, o STF entende que as conversas para um acordo de delação estão encerradas por enquanto. A Papudinha é o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF. Ela fica perto do Complexo da Papuda e tem estrutura melhor que outros presídios. Esse local já abrigou outros presos famosos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Anderson Torres. Antes da decisão, houve uma preocupação porque o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que também é investigado na mesma operação, já estava lá. Mesmo assim, a Justiça entendeu que Vorcaro não podia mais ficar na carceragem da PF.

PF alcança Josimar após investigação sobre Eduardo DP

Josimar DP

MARANHÃO, 25 de junho de 2026 — A operação Afluente, realizada pela Polícia Federal nesta quinta (25), contra o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), teve origem em uma investigação iniciada em 2022. Naquele ano, a PF prendeu o empresário Eduardo Barros, conhecido como Eduardo DP, durante uma ação relacionada a suspeitas de desvio de recursos públicos. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Odoacro, que apura supostos desvios de recursos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Na ocasião, os agentes apreenderam mais de R$ 1 milhão em espécie com o empresário. Além disso, a polícia recolheu o celular de Eduardo DP para análise. Segundo as informações da investigação, os policiais encontraram no aparelho mensagens trocadas entre Eduardo DP e Josimar de Maranhãozinho. As conversas estariam relacionadas à liberação de emendas parlamentares. Por isso, a PF passou a investigar a atuação do deputado federal. Inclusive, as apurações iniciadas a partir da operação de 2022 também alcançaram outro parlamentar maranhense. O deputado federal Juscelino Filho (PSDB) passou a ser investigado no mesmo contexto e, posteriormente, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.

Dino é acusado de chantagear Josimar por apoio a Braide

Dino Josimar

MARANHÃO, 25 de junho de 2026 — O deputado estadual Dr. Yglésio Moyses afirmou, durante sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão, que o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino estaria conduzindo uma perseguição contra o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. O parlamentar fez as declarações ao criticar a atuação de Dino em processos que envolvem políticos maranhenses, mencionando Juscelino Filho e Roberto Rocha, e defendeu que o ministro se declare impedido de atuar nesses casos. “O Código de Processo Civil no 144 e 145, ele configura impedimento de suspeição do magistrado, amizade íntima com qualquer das partes ou interesse indireto no julgamento. O artigo 21 do Regimento do STF também diz a mesma coisa. Compartilhamento de advogado é pior do que beijo na boca no trisal. Ele não está literalmente no rol de impedimento, mas ele está no coração da doutrina chamada Imparcialidade”, declarou Yglesio. Segundo Yglésio, a relação política e institucional mantida ao longo dos anos entre Flávio Dino e Josimar comprometeria a imparcialidade necessária para o julgamento de ações envolvendo o parlamentar federal. Além disso, ele exibiu fotografias e registros de encontros públicos entre os dois durante o período em que Dino ocupou cargos políticos no Maranhão e no Governo Federal. Durante o pronunciamento, Yglésio afirmou ter identificado elementos que, em sua avaliação, caracterizariam impedimento ou suspeição. Entre os pontos citados, ele mencionou reuniões institucionais, aparições públicas conjuntas e a atuação de um advogado que teria representado interesses ligados aos dois em momentos distintos. O deputado também citou dispositivos do Código de Processo Civil e do Regimento Interno do STF para sustentar seu entendimento. Segundo ele, a legislação prevê situações em que magistrados devem se afastar de processos para preservar a imparcialidade do julgamento. Yglésio argumentou ainda que o princípio da imparcialidade objetiva exige não apenas neutralidade efetiva, mas também a ausência de circunstâncias que possam gerar dúvidas sobre a independência do julgador. Por isso, defendeu que os fatos apresentados deveriam ser analisados pelas instituições competentes.

6,2 milhões de jovens não estudam nem trabalham no BR em 2026

jovens nem-nem

BRASIL, 25 de junho de 2026 — O Brasil tem 6,2 milhões de jovens que não estudam e não trabalham. Eles fazem parte da chamada geração “nem-nem”. Esse número corresponde a 18,7% das pessoas entre 14 e 24 anos. No total, o país tem 32,9 milhões de jovens nessa faixa etária. O Ministério do Trabalho e Emprego classifica o cenário como um alerta social grave. Os dados estão no diagnóstico “Os jovens no Brasil”, feito pela Secretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho. A pesquisa usou informações da Pnad Contínua, do eSocial e da Rais. O levantamento mostra que a ociosidade involuntária atinge mais as mulheres do que os homens. O número de jovens ociosos varia conforme a época do ano. No início de 2026, o total chegou a 6,2 milhões. Porém, no quarto trimestre de 2025, esse índice era de 5,5 milhões. Esse aumento acontece sempre no começo do ano. Isso ocorre por dois motivos: o fim dos contratos temporários de trabalho e o início do calendário escolar. Mesmo assim, a tendência geral é de queda. A maioria dos jovens aposta nos estudos. Cerca de 12,8 milhões só estudam – isso representa 39% do total. Outros 4,3 milhões conciliam escola e emprego. Portanto, 17 milhões de jovens estão matriculados no sistema de ensino. Por outro lado, 9,6 milhões só trabalham e não frequentam a sala de aula. O país tem 13,9 milhões de jovens ocupados. Desses, 12,5 milhões têm entre 18 e 24 anos, e 1,4 milhão têm de 14 a 17 anos. O desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos chega a 13,8%. Esse índice é mais que o dobro da média nacional, que fica em 5,8%. A informalidade também é um problema. Entre os adolescentes ocupados, 72,8% não têm carteira assinada. Já entre os trabalhadores mais velhos, o índice é de 39,4%. Além disso, a maioria dos jovens consegue apenas vagas em funções generalistas. Somente 2,15 milhões atuam em áreas que exigem formação técnica ou superior.

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