
BRASIL, 25 de junho de 2026 — O Brasil tem 6,2 milhões de jovens que não estudam e não trabalham. Eles fazem parte da chamada geração “nem-nem”. Esse número corresponde a 18,7% das pessoas entre 14 e 24 anos. No total, o país tem 32,9 milhões de jovens nessa faixa etária. O Ministério do Trabalho e Emprego classifica o cenário como um alerta social grave.
Os dados estão no diagnóstico “Os jovens no Brasil”, feito pela Secretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho. A pesquisa usou informações da Pnad Contínua, do eSocial e da Rais. O levantamento mostra que a ociosidade involuntária atinge mais as mulheres do que os homens.
O número de jovens ociosos varia conforme a época do ano. No início de 2026, o total chegou a 6,2 milhões. Porém, no quarto trimestre de 2025, esse índice era de 5,5 milhões.
Esse aumento acontece sempre no começo do ano. Isso ocorre por dois motivos: o fim dos contratos temporários de trabalho e o início do calendário escolar. Mesmo assim, a tendência geral é de queda.
A maioria dos jovens aposta nos estudos. Cerca de 12,8 milhões só estudam – isso representa 39% do total. Outros 4,3 milhões conciliam escola e emprego. Portanto, 17 milhões de jovens estão matriculados no sistema de ensino. Por outro lado, 9,6 milhões só trabalham e não frequentam a sala de aula.
O país tem 13,9 milhões de jovens ocupados. Desses, 12,5 milhões têm entre 18 e 24 anos, e 1,4 milhão têm de 14 a 17 anos. O desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos chega a 13,8%. Esse índice é mais que o dobro da média nacional, que fica em 5,8%.
A informalidade também é um problema. Entre os adolescentes ocupados, 72,8% não têm carteira assinada. Já entre os trabalhadores mais velhos, o índice é de 39,4%. Além disso, a maioria dos jovens consegue apenas vagas em funções generalistas.
Somente 2,15 milhões atuam em áreas que exigem formação técnica ou superior.







