Rosário desmente Prefeitura de São Luís sobre morte de bebês

Rosário Prefeitura

SÃO LUÍS, 15 de julho de 2026 — A Prefeitura de Rosário divulgou, na terça (14), uma nota para contestar informações da Prefeitura de São Luís sobre a morte dos gêmeos Bento e Bernardo, de quatro meses. O município afirmou que as crianças não saíram do Hospital de Rosário em ambulância. Por isso, negou a versão divulgada pela gestão da capital. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Rosário, os bebês não foram transportados por ambulância do hospital do município. Além disso, a pasta classificou como um equívoco a informação divulgada pela Prefeitura de São Luís sobre a origem da internação. A nota também reforça a versão apresentada pela mãe das crianças. Em entrevista ao Imirante, Carla Samila dos Santos afirmou que a família saiu de carro próprio para São Luís e não passou pelo Hospital de Rosário. Ela também declarou que os filhos não chegaram em estado grave ao Hospital da Criança e que o quadro piorou durante a internação. A mãe classificou como “totalmente mentirosa” a nota divulgada pela Prefeitura de São Luís. Os gêmeos deram entrada no Hospital da Criança em 27 de junho com sintomas gripais e receberam diagnóstico de bronquiolite. Eles morreram dias depois. Antes, a Prefeitura de São Luís informou que Bento havia sido transferido por ambulância de Rosário, em estado gravíssimo e com bronquiolite avançada. Essa informação foi contestada pela família e pela Prefeitura de Rosário.

Banco Master pagou parecer a escritório da família de Moraes

Master moraes

BRASÍLIA, 15 de julho de 2026 — O Banco Master contratou o escritório Barci de Moraes para fazer um parecer sobre captação de recursos de previdência. Esse escritório tem ligação com a família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A consulta partiu do superintendente de compliance da época, Fabio de Souza Castanheira. O banco enfrentava questionamentos no mercado naquele momento. O documento foi feito em julho de 2024, segundo o portal Metrópoles. Ele dizia que o Master podia receber investimentos dos fundos previdenciários. Porém, o relatório também alertava para riscos de corrupção e conflitos de interesses. Três advogados do escritório assinaram o parecer. Entre eles estavam uma filha e uma cunhada do ministro do STF. Na época, o Master já tinha credenciamento para captar recursos do Rioprevidência. Também estava autorizado a receber verbas dos fundos de Cajamar (SP) e Maceió (AL). A instituição ainda negociava com as cidades de Campo Grande (MS), Paulista (SP) e Osasco (SP). Meses antes, a Caixa Econômica Federal tinha recusado comprar R$ 500 milhões em letras financeiras do Master. O banco público identificou papéis atípicos e de alto risco. Depois disso, a Polícia Federal abriu pelo menos quatro investigações sobre aplicações de recursos da previdência em fundos ligados ao Master. A principal apuração envolve R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência. Nesse caso, agentes fizeram buscas em endereços do ex-governador Cláudio Castro (PL). O Ministério Público Federal afirma que os recursos captados ajudaram a sustentar o Master depois da negativa da Caixa. O escritório Barci de Moraes também fez outros serviços para o banco. O contrato de fevereiro de 2024 previa R$ 129 milhões. Desse total, o Master pagou R$ 80,2 milhões. Foram 22 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões. Os pagamentos ocorreram de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, antes da intervenção do Banco Central.

Dino intima partidos para explicar destinação de emendas

Dino emenda

BRASÍLIA, 15 de julho de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que os 21 partidos com representação no Congresso Nacional expliquem como ocorre a destinação de emendas parlamentares. A decisão foi publicada nesta quarta (15) e solicita informações sobre a existência de cotas, critérios de distribuição, responsáveis pelas autorizações e normas que regulamentam o procedimento. O STF também pediu que os partidos informem como esses mecanismos são formalizados e qual processo utilizam para definir o destino dos recursos. A medida busca esclarecer se presidentes de partidos controlam ou influenciam a distribuição de emendas parlamentares e de que forma isso ocorre. Na decisão, Dino citou uma entrevista concedida pelo presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, à GloboNews em 14 de julho. Ao responder sobre a atuação dos dirigentes partidários na destinação das emendas, Valdemar afirmou que eles interferem no processo. Segundo o ministro, a declaração merece atenção por partir do presidente de uma das maiores siglas do país. O despacho também lembra que, em 10 de julho, Dino suspendeu emendas sob suspeita de terem sido indicadas de forma irregular por Valdemar Costa Neto, que não exerce mandato parlamentar. O presidente do PL nega irregularidades. Além disso, o ministro determinou, em 6 de julho, o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha em investigação sobre o direcionamento de emendas parlamentares.

PF indicia ex-chefe do INSS por suposto esquema de propina

PF INSS

BRASÍLIA, 15 de julho de 2026 — A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, e outras 47 pessoas por suspeita de participação em um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos em benefícios de aposentados e pensionistas. O relatório final da Operação Sem Desconto foi enviado ao Supremo Tribunal Federal e aponta que Stefanutto teria recebido até R$ 250 mil por mês em propina. Segundo a PF, Stefanutto era identificado como “Italiano” nas conversas entre os investigados. As mensagens analisadas indicariam pagamentos frequentes e confirmações de recebimento de valores. A investigação afirma que ele recebeu cerca de R$ 900 mil por meio do escritório Stelo Advogados, além de repasses feitos por empresas citadas no relatório, como Delícia Italiana Pizzas e Moinhos Imobiliária. Os investigadores também citaram mensagens de 2022 e 2025 que, segundo a PF, tratam da entrega de dinheiro ao ex-presidente do INSS. De acordo com a investigação, os recursos saíam de valores descontados irregularmente dos benefícios, passavam por entidades e empresas de fachada e, depois, eram usados para pagar propina a agentes públicos e políticos. A defesa informou que pedirá ao STF a revogação da prisão preventiva. Os advogados afirmam que a investigação não comprovou o recebimento de dinheiro ilícito e sustentam que o relatório ignorou elementos que poderiam favorecer Stefanutto. Também destacam que o indiciamento não representa condenação. Até o momento, a Conafer não comentou o caso.

Timon é condenada a garantir acessibilidade em rodoviária

Timon condenação

TIMON, 15 de julho de 2026 — A Justiça determinou que a Prefeitura de Timon faça obras de acessibilidade no Terminal Rodoviário Governador Nunes Freire. A decisão foi assinada pelo juiz Weliton Sousa Carvalho em 7 de julho, após ação do Ministério Público do Maranhão. A prefeitura terá prazos para cumprir as medidas e poderá pagar multas caso descumpra a sentença. A ação foi apresentada pela 6ª Promotoria de Justiça Especializada de Timon. Segundo o MP, a Prefeitura cumpriu apenas parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2019. Então, a Justiça determinou a limpeza e a desocupação dos banheiros adaptados em até cinco dias, já que os espaços eram usados como depósitos de materiais. Além disso, o Município terá 60 dias para concluir as obras apontadas em laudo pericial. As medidas incluem instalar barras de apoio nos sanitários, nivelar o piso da área de embarque e desembarque e sinalizar vagas reservadas para idosos e pessoas com deficiência. A multa diária será de R$ 5 mil, limitada a R$ 200 mil, caso o prazo não seja cumprido. A decisão também reconheceu as multas pelo atraso no cumprimento do TAC desde 6 de dezembro de 2023. O valor será calculado na liquidação da sentença e destinado ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos do Maranhão. Um laudo produzido no início de 2025 confirmou as irregularidades e reforçou a necessidade das adequações.

Justiça aceita denúncia contra pré-candidato do PRTB

PRTB Justiça

SÃO PAULO, 15 de julho de 2026 — A Justiça Eleitoral de São Paulo tornou réu o presidente do PRTB, Leonardo Avalanche. Ele é pré-candidato à Presidência da República. O Ministério Público o acusa de violência política e associação criminosa. A denúncia foi feita em janeiro deste ano. A Justiça aceitou o caso três meses depois. Avalanche nega todas as acusações. Ele afirma que vai contestar os fatos judicialmente. O promotor Renato Kim Barbosa diz que Avalanche fraudou a eleição interna do partido. O evento aconteceu em janeiro de 2024. Segundo a acusação, ele usou pessoas com documentos falsos. Elas se passaram por fundadoras da legenda. O objetivo era garantir a eleição dele como presidente do PRTB. Além da fraude, o Ministério Público acusa Avalanche de perseguir uma colega de partido. O nome dela é Rachel de Carvalho. Depois que ele assumiu o comando, ela sofreu assédio, ameaças e humilhação. As ofensas tinham conteúdo misógino. O objetivo era atrapalhar o trabalho dela como política. O processo corre em segredo. As ameaças de morte também são investigadas pela Justiça comum. Rachel de Carvalho deu depoimento. Ela contou que Avalanche a intimidou em um restaurante na Mooca, zona leste de São Paulo. Ele teria dito que ela deveria “se despedir dos familiares” ao receber uma mensagem. Em nota, Avalanche disse que vai rebater as acusações. Ele lembra que a denúncia não significa condenação. O pré-candidato afirma que vai usar o direito de defesa. Ele diz que os fatos não são verdadeiros. Sobre as ameaças, ele afirma que são brigas internas do partido. Avalanche também é investigado no Distrito Federal. A suspeita é outra fraude na eleição interna. Ele teria recrutado falsos fundadores da legenda no DF. Também afirmou ter influência com ministros do TSE. Durante buscas, a polícia encontrou diálogos sobre controle de senhas do sistema Filia. O objetivo seria excluir adversários. Em maio, a Justiça uniu as provas dos dois processos. Avalanche ficou conhecido ao coordenar a campanha de Pablo Marçal em 2024. Na época, surgiram suspeitas de ligação com o PCC. Ele negou. Disse que os áudios poderiam ser falsos. Marçal deixou o PRTB em março e foi para o União Brasil.

Mariana Carvalho critica abusos de Moraes sobre Bolsonaro

Mariana Moraes

MARANHÃO, 15 de julho de 2026 — A pré-candidata a deputada federal Mariana Carvalho criticou uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre Jair Bolsonaro. Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente e deu 48 horas para que Bolsonaro explique se sabia da divulgação de uma carta. A declaração foi publicada nas redes sociais. “Moraes suspende visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias e dá 48 horas para ex-presidente explicar se sabia de divulgação de carta. Por esse absurdo de impedir que um filho tenha acesso a um pai” Mariana afirmou que Flávio Bolsonaro atua como advogado do pai e está habilitado no processo. Por isso, ela disse que a medida desrespeita as prerrogativas da advocacia e o direito do cliente. Além disso, classificou a decisão como abuso de autoridade e alegou que a restrição ocorreu após a leitura de uma carta escrita por Bolsonaro. “Flávio é advogado de Bolsonaro, tá devidamente habilitado no processo. Ou seja, Alexandre de Moraes passa por cima de todas as prerrogativas do advogado e do direito do cliente, cometendo um grave e claro abuso de autoridade. E tudo isso porque ele diz que Flávio Bolsonaro infringiu algumas medidas e leu uma carta que o próprio pai fez, e isso teoricamente não podia.” Na publicação, a pré-candidata comparou o caso com o período em que o presidente Lula esteve preso. Ela afirmou que Lula participou de centenas de reuniões, trocou cartas e teve documentos divulgados por seu advogado sem sofrer punições semelhantes. “Vamos lembrar na época que o Lula tava preso. Será que foi diferente? Lula fez mais de 500 reuniões pra tratar sobre diversos assuntos, inclusive definir candidaturas. Ah, Lula se comunicava também por cartas. É isso? E o advogado de Lula também leu uma carta que ele fez pra toda a imprensa e nada aconteceu? Você viu aí, né? No Brasil são dois pesos e duas medidas.” Mariana também fez críticas ao governo do PT e afirmou que há perseguição política no país. Por fim, pediu que apoiadores se mobilizem por meio de posicionamento, oração e participação política. “E para combater essa tirania, essa ditadura, não tem união. As eleições desse ano nunca foram sobre interesses individuais. É o futuro e o que será das próximas gerações. Ninguém aguenta mais o PT, ninguém aguenta mais tanta injustiça e tanta perseguição.” Segundo ela, as eleições terão impacto no futuro das próximas gerações. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Mariana ✨ (@marianacarvalho.ma)

Estagiários denunciam atrasos em bolsas da Semed em São Luís

SEMED SLZ

SÃO LUÍS, 15 de julho de 2026 — Estagiários da Secretaria Municipal de Educação (Semed) denunciaram atrasos no pagamento da bolsa-auxílio em São Luís. A reclamação foi encaminhada ao Portal São Luís Notícia e envolve estudantes aprovados em processo seletivo público, com contratos intermediados pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Segundo os denunciantes, os atrasos têm ocorrido de forma recorrente. De acordo com os estudantes, a informação recebida era de que a bolsa seria paga até o décimo dia útil de cada mês. No entanto, os depósitos estariam sendo realizados em datas diferentes, sem um calendário definido. Por isso, os estagiários afirmam que enfrentam insegurança financeira devido à falta de regularidade nos pagamentos. Os denunciantes também informaram que os Termos de Compromisso de Estágio não estabelecem prazo máximo para o pagamento da bolsa-auxílio. Segundo o grupo, essa ausência de previsão contratual dificulta a cobrança formal dos valores e deixa os estudantes sem uma garantia expressa sobre a data dos depósitos. Além disso, os estagiários relataram que procuraram o Instituto Euvaldo Lodi, que informou depender da liberação dos recursos pela Prefeitura de São Luís, por meio da Semed. Eles afirmam que os atrasos correspondem ao período em que estavam em atividade e comprometem despesas como alimentação, transporte e outros gastos. O grupo informou que encaminhou a denúncia a órgãos competentes e veículos de comunicação em busca de providências.

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