Beto Castro é eleito para comandar Câmara Municipal de São Luís

Beto Castro

SÃO LUÍS, 1º de outubro de 2026 — A Câmara Municipal de São Luís elegeu nesta quinta (1º) Beto Castro (Avante) como novo presidente da Casa. A votação ocorreu em sessão extraordinária, com chapa única. Dos 31 vereadores, 21 compareceram e todos votaram na composição liderada por Castro. Dez parlamentares não participaram da votação. O grupo inclui Marquinhos Silva (União), que pretendia disputar a presidência, mas não registrou chapa. Segundo a publicação original, ele discordou das regras estabelecidas no edital. A eleição ocorreu de forma aberta, com cada vereador declarando seu voto. Além de Castro, foram eleitos Thyago Freitas, Octávio Soeiro e Daniel Oliveira para as três vice-presidências. Raimundo Penha, Coletivo Nós, Edson Gaguinho, Rosana da Saúde e Raimundo Júnior ocuparão as cinco secretarias. A nova Mesa Diretora assume em janeiro de 2027. Entre os ausentes estavam Marquinhos Silva, Douglas Pinto, Joel Nunes, Clara Gomes, Flávia Bertier, Mateus do Beiju, Magnólia, André Campos e Andrey Monteiro. Em seu discurso, Castro agradeceu os votos, falou sobre sua trajetória e afirmou que não aceita interferência externa na eleição da Câmara. Na véspera, Douglas Pinto criticou a possível eleição de Castro e destacou que o presidente da Câmara integra a linha sucessória da Prefeitura. Além disso, criticou a atual condução do Legislativo e a administração do orçamento da Casa. “Uma Câmara que está envolvida em escândalos e mais escândalos, está desmoralizada e Paulo Victor quer eleger um sucessor para administrar R$ 188 milhões que saem do seu bolso”, afirmou Pinto. Além do mais, a sessão da Câmara Municipal de São Luís desta quarta (30), véspera da eleição da Mesa Diretora, durou menos de um minuto.

Flávio Bolsonaro pede afastamento de Dino de casos sobre eleição

Flávio Bolsonaro

BRASÍLIA, 1º de outubro de 2026 — A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) pediu na quarta (30) que o presidente do STF, Edson Fachin, declare Flávio Dino suspeito para atuar em processos ligados a Lula, à eleição presidencial e ao próprio candidato. O pedido sustenta que a relação entre Dino e Lula comprometeria a imparcialidade do ministro. Os advogados também solicitaram a suspensão imediata dos processos sob relatoria de Dino que tratem desses temas. A medida valeria até o STF analisar o pedido de suspeição. Caso o pedido seja aceito, a defesa também quer que os processos sejam redistribuídos. A defesa afirma que busca preservar a imparcialidade e a regularidade da eleição de 2026. Como argumentos, cita a trajetória política de Dino, declarações anteriores em defesa de Lula e a relação entre os dois. Essas alegações fazem parte da argumentação apresentada pelos advogados de Flávio Bolsonaro. Além disso, a petição menciona um telefonema feito por Lula a Dino durante uma agenda no Pará. O episódio ocorreu na segunda (28) e foi transmitido ao vivo. Os advogados incluíram o contato entre os fatos usados para sustentar o pedido apresentado ao STF.

TSE confirma derrubada de fake news sobre Flávio Bolsonaro

TSE Flávio

BRASÍLIA, 1º de outubro de 2026 — O TSE decidiu nesta quarta (30), liberar uma publicação do humorista Antonio Tabet. A postagem fala sobre a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Além disso, a Corte manteve a retirada de outras publicações. Essas postagens diziam que o senador Flávio Bolsonaro queria tirar da santa o título de Padroeira do Brasil. O relator do caso, André Mendonça, mudou seu voto no meio do julgamento. No começo, ele queria remover todas as publicações. Depois, ele separou o conteúdo de Tabet das outras postagens. Para Mendonça, a publicação do humorista é ambígua. Por isso, a Justiça Eleitoral deve intervir o mínimo possível. Os ministros entenderam que a piada não foi ofensiva. Já a acusação contra Flávio Bolsonaro é fake news. O TSE liberou o post de Tabet, mas mandou apagar os conteúdos falsos. O placar ficou em 6 votos a 1. Apenas Floriano Marques divergiu do relator. A confusão começou com postagens que ligavam Flávio à suposta intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil. Mendonça considerou essa associação falsa. Por isso, ele havia determinado a remoção desses conteúdos. No fim, o tribunal separou o que era piada do que era acusação.

Tribunal reprova contas de prefeito e pune ex-presidentes

Tribunal contas

MARANHÃO, 1º de outubro de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) recomendou a desaprovação das contas de Raimundo Silva Rodrigues da Silveira, prefeito de Parnarama, referentes a 2025. A decisão ocorreu durante julgamento que também analisou contas de prefeituras e câmaras municipais. No mesmo julgamento, o TCE-MA recomendou a aprovação com ressalvas das contas de 2024 de Aldene Nogueira Passinho, de Porto Rico do Maranhão; Salomão Barbosa de Sousa, de Santa Filomena; e Vanessa dos Prazeres Santos, de Pedreiras. As contas de Germano Martins Coelho, de Loreto, foram aprovadas. Entre as câmaras municipais, oito prestações de contas foram consideradas regulares com ressalvas. Além disso, o tribunal aplicou multas que variam de R$ 1 mil a R$ 5 mil. Gestores de outros 11 municípios tiveram as contas julgadas regulares. O TCE-MA também julgou irregulares as contas de dois ex-presidentes de câmaras. Francisco Erisvaldo da Silva Rodrigues, de Tasso Fragoso, teve débito de R$ 48.069 e multa de R$ 15.613 pelas contas de 2021. José de Deus da Rocha, de Duque Bacelar, teve as contas de 2024 consideradas irregulares.

Lobista bancou viagem milionária para Lulinha ver aurora boreal

Lulinha aurora

ESCANDINÁVIA, 1º de outubro de 2026 — A lobista Roberta Luchsinger organizou uma viagem para a família de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, à Escandinávia para acompanhar a aurora boreal em janeiro de 2025. Segundo relatório da PF (Polícia Federal), o custo total da excursão foi de R$ 1.868.179,66. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo. A viagem passou pela Suécia, Finlândia e Suíça e contou com mordomo e chef. O custo estimado foi de R$ 266,8 mil por pessoa, segundo a PF. Roberta Luchsinger preparou os roteiros juntamente à agência de viagem TTW, que pertence à Marina Mantega, filha de Guido Mantega, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff. A lobista pagou R$ 339 mil de sinal para à agência que se diz especializada em “destinos turísticos de alto luxo”. O orçamento incluía passeios de ski por seis dias consecutivos e hospedagem no hotel de luxo HUUS Gstaad. Roberta também pediu à agência para que fretasse um jatinho para levar Lulinha, a mulher e os filhos da Suíça para Estocolmo, na Suécia, ao custo de R$ 220,8 mil. A lobista também estava acompanhada de sua filha na excursão. A CNN entrou em contato com as defesas de Roberta Luchsinger e Lulinha, mas ainda não obteve retorno. A agência TTW disse à CNN que não irá se manifestar especificamente sobre o caso, e que todas as suas atuações estão corretas. A TTW afirmou ainda que cabe a defesa de Roberta Luchsinger, se os advogados dela considerarem cabível, oferecer mais detalhes. A PF investiga Lulinha em três inquéritos. As apurações miram o suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal. As investigações foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do fim de julho. O ministro André Mendonça é o relator de duas delas e o ministro Flávio Dino, da terceira. Lulinha entrou na mira das investigações depois de revelada a sua proximidade com Roberta Luchsinger, que foi, em dezembro do ano passado, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A empresária teve o celular apreendido pela PF. Segundo relatórios da PF, a empresária teria trabalhado para o “Careca do INSS”, sendo uma possível operadora financeira e política do esquema de fraudes. Roberta foi interrogada pela PF em maio deste ano em uma tentativa de esclarecer sua conexão com Antunes e Lulinha. Ela admitiu ter apresentado o filho do presidente ao lobista e, através de sua defesa, repetiu a tese de que a viagem a Portugal se tratava de uma busca por negócios.

Ministério Público se manifesta contra embargos de Roberto Rocha

Roberto Rocha

MARANHÃO, 1º de outubro de 2026 — O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contra os embargos de Roberto Rocha e do PRTB e pediu que o TRE-MA mantenha o indeferimento da candidatura ao Governo do Maranhão. O parecer foi assinado pelo procurador regional eleitoral auxiliar Thiago Ferreira de Oliveira. A discussão envolve a filiação de Roberto Rocha ao PRTB. A 3ª Zona Eleitoral de São Luís havia reconhecido a filiação retroativa a abril de 2026. Porém, ao julgar o registro da candidatura, o TRE-MA considerou que houve simulação na filiação partidária. O tribunal levou em conta provas de que Rocha ainda se apresentava publicamente como pré-candidato do NOVO ao Senado até julho. Nos embargos, a defesa tentou mudar a decisão. O MPE, no entanto, afirmou que os argumentos apresentados não justificam uma revisão do resultado. Além disso, o MPE reconheceu um erro material na data do julgamento, mas afirmou que a correção não altera a decisão. O órgão também afastou a aplicação da Súmula 52, com base em entendimento recente do TSE sobre apuração de fraude. O caso agora volta para análise do TRE-MA, que deverá examinar os embargos apresentados por Roberto Rocha e pelo PRTB.

PF cita maranhense em relatório sobre elo de Toffoli e Vorcaro

Maranhense Toffoli

LONDRES, 30 de setembro de 2026 — O empresário maranhense Alberto Leite aparece em um relatório da Polícia Federal sobre as relações entre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e o banqueiro Daniel Vorcaro. As informações foram divulgadas pela revista Piauí, que teve acesso ao documento. Segundo a reportagem, a PF suspeita que Toffoli possa ter sido o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo Arleen. O fundo recebeu ao menos R$ 35 milhões de Vorcaro e tinha participação no resort Tayayá, ligado ao ministro e à família dele. A Piauí afirma que Leite, dono da FS Security e amigo de Toffoli, comprou o fundo em fevereiro de 2025. No mês seguinte, registrou a holding Egide I nas Ilhas Virgens Britânicas e alterou as regras do Arleen para permitir investimentos no exterior. Em dezembro daquele ano, cerca de R$ 34 milhões foram transferidos para a holding. Além disso, o relatório cita Leite em negócios ligados à Skylink, empresa criada para representar a Starlink no Brasil, ao lado de Vorcaro e do ex-ministro Fábio Faria. A PF também registrou que a FS Security patrocinou um fórum jurídico bancado pelo Banco Master em Londres. Em outro episódio, Leite recebeu Toffoli em um camarote na final da Liga dos Campeões de 2024. A partir desses registros, a PF apontou um “vínculo relacional” entre os dois.

Lulinha só deve ser chamado para depor na PF após 2º turno

Lulinha PF

BRASÍLIA, 30 de setembro de 2026 — Quase dez meses desde que a Polícia Federal apreendeu o celular da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), a perícia do aparelho está longe de esgotada. A reportagem apurou que o material recuperado “tem muito a revelar” sobre a rede de acesso e influência que ela teria construído com integrantes do governo federal. A expectativa de investigadores é que uma eventual convocação de Lulinha para depor só deva ocorrer depois das eleições. O argumento para a demora é que ainda há muitos dados para serem analisados e o filho do presidente terá que se deslocar da Espanha, onde mora, para o Brasil. Mas a reportagem apurou que o calendário de investigações também sofre influência política, pois o depoimento pode criar um possível fato político e tirar votos de Lula nas eleições. A manobra ocorre em um momento de desgaste interno na PF, onde parte dos policiais quer acelerar as investigações enquanto outra ala tenta blindar o governo de desgaste. Em paralelo, o governo vem tentando tirar o foco de Lulinha na reta final do primeiro turno, segundo analistas. Lula primeiro criou polêmica com a proibição das Bets, as casas de aposta on-line, que ele mesmo havia regulamentado. Depois reforçou a notícia falsa lançada por ativistas pró-Lula e por uma jornalista da GloboNews de que Flávio Bolsonaro (PL) retiraria o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A Rede Globo se retratou após a divulgação das fake news. Quanto ao caso Lulinha e Roberta, fontes a par das apurações dizem que os inquéritos podem ganhar ritmo mais acelerado somente após o fim do mês, após o segundo turno. A quebra de sigilo do celular produziu um volume de mensagens capazes de reconstituir parte de uma suposta rede de acesso ao governo, mas o material extraído e documentos apreendidos ainda dependem de muitos cruzamentos e checagens. Mas a PF teria capacidade técnica para acelerar o ritmo das apurações, se o caso fosse prioridade. A lobista e Lulinha negam que tenham agido para promover tráfico de influência. Dizem ter apenas uma relação de amizade. O QUE A QUEBRA DE SIGILO JÁ REVELOU O material recuperado do celular de Roberta descreve o que para investigadores seria um balcão de negociação de acesso ao Estado. Documentos apontam movimentações que somariam milhões em negociações e articulações envolvendo a lobista. Entre os episódios estaria a coordenação de repasses em dinheiro vivo. Roberta teria orientado um operador financeiro a fazer depósitos fracionados na tentativa de driblar alertas bancários, chegando a determinar que valores em espécie fossem “diluídos” entre diferentes contas para não levantar suspeita das instituições financeiras. As mensagens também indicariam pagamentos a nomes específicos do entorno palaciano. O ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, teria recebido quase R$ 250 mil de Roberta. Ele afirma que se tratava de empréstimo pessoal já devolvido. Servidores do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social também teriam recebido depósitos poucos meses antes de uma empresa de tecnologia, representada por ela, fechar contratos com a pasta, que somam mais de R$ 50 milhões. Outro nome é o de Swedenberger Barbosa, o Berger, hoje chefe de gabinete adjunto da Presidência, a quem a lobista teria presenteado com uma pintura e um relógio. Ele nega ter recebido vantagem indevida e também afirma nunca ter atuado para favorecer negócios ligados à Roberta ou seus interlocutores.

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