Quase seis mil pessoas vivem em áreas de risco em São Luís

HAITI, 19 de junho de 2026 — Quase 6 mil pessoas vivem em áreas de risco em São Luís, segundo levantamento do Atual7 com dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação. O estudo identificou 87 áreas vulneráveis na capital, sendo 31 na região do Itaqui-Bacanga, onde moradores convivem com ameaças de deslizamentos, enchentes, alagamentos e erosão. No bairro Sá Viana, uma das áreas mapeadas, moradores relatam que a água invade casas e as encostas apresentam risco constante de desabamento durante períodos de chuva. Segundo eles, a falta de obras permanentes levou a própria comunidade a arrecadar recursos para construir contenções improvisadas e reduzir os danos. A líder comunitária Neyde Costa afirmou que já acionou a Defesa Civil em diversas ocasiões e que o atendimento emergencial ocorreu somente após insistência. Já a moradora Gorete Cutrim contou que precisou fazer empréstimos para construir um muro e instalar drenagem. Marcelo Carvalho também relatou participação em mutirões para retirar lama e conter os impactos dos deslizamentos. O geógrafo Luiz Eduardo Neves dos Santos, da Universidade Federal do Maranhão, afirmou que a ocupação dessas áreas resulta da desigualdade urbana e da falta de moradias adequadas. Segundo ele, o monitoramento é importante, mas não substitui investimentos em drenagem e contenção. Entre janeiro e maio de 2026, a Defesa Civil registrou 257 ocorrências e realizou 245 vistorias. Mais informações em ATUAL7.
Janja supera presidente Lula em dias fora do país

MUNDO, 19 de junho de 2026 — O presidente Lula passou 158 dias fora do Brasil desde o início do mandato, em janeiro de 2023. Esse número equivale a mais de cinco meses no exterior. O levantamento é do site Poder360, com base nas agendas oficiais da Presidência. No mesmo período, a primeira-dama Janja acumulou 182 dias fora do país. Ela ficou 24 dias a mais do que o presidente. Lula realizou 45 viagens internacionais nesse intervalo. Ele visitou Estados Unidos, China, Japão, França, Itália, Índia, Rússia, Emirados Árabes e vários países da América Latina e da África. O governo diz que essas viagens ajudam a reposicionar o Brasil no cenário global. A ideia é ampliar parcerias comerciais e fortalecer a presença diplomática. A política externa virou uma marca do terceiro mandato de Lula. Em várias ocasiões, ele passou mais de uma semana seguida fora do país. Só em 2026, Janja já participou de quatro viagens internacionais. Ela esteve na Itália, na França, no Japão e na Rússia. Neste ano, Lula ficou 20 dias fora do Brasil. Em algumas agendas, a primeira-dama integrou a comitiva presidencial. Em outras, ela representou o Brasil sem a presença de Lula. A atuação internacional de Janja gerou críticas da oposição. Parlamentares questionam os custos das viagens. Eles também apontam que ela não ocupa cargo formal no governo. O Palácio do Planalto, porém, sustenta que ela exerce funções de representação institucional em eventos nacionais e internacionais.
TCU vê falhas do governo Lula no combate a golpes digitais

BRASÍLIA, 19 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou falhas no combate a golpes digitais. A auditoria avaliou oito órgãos públicos. Sete deles não adotaram nem metade das práticas recomendadas para prevenir, detectar e investigar esse tipo de fraude. O plano nacional de cibersegurança ainda não foi aprovado. O TCU deu 180 dias para o Gabinete de Segurança Institucional concluir e aprovar o documento. Esse plano é essencial para transformar diretrizes em ações concretas. A Caixa Econômica Federal teve o melhor resultado: 73% das práticas implementadas. Os outros órgãos ficaram abaixo dos 50%. O Ministério da Saúde alcançou 45%. Os Correios tiveram 41%. O Ministério da Gestão ficou com 39%. A Receita Federal somou 26%. O INSS registrou 23,5%. O TRF-4 obteve 21,3%. Por fim, o Ministério do Empreendedorismo atingiu apenas 5,5%. Esses números mostram que órgãos muito usados pela população, como Receita e INSS, estão entre os piores. A auditoria apontou que a gestão de riscos foi o ponto mais fraco. Para os técnicos, o combate a golpes ainda não faz parte da agenda da maioria dos órgãos. O tribunal também identificou problemas em inteligência, investigação e remoção de conteúdos falsos. O ministro Jorge Oliveira afirmou que os golpes afetam a população e prejudicam a confiança nos serviços digitais do Estado. Ele disse ainda que isso impacta a economia, com dinheiro indo para atividades criminosas e custos indiretos para a sociedade. Entre janeiro e setembro de 2025, o Catálogo de Fraudes registrou 75 casos de golpes com personificação de órgãos públicos e bancos.
Quase um terço dos maranhenses já possui nova identidade

MARANHÃO, 19 de junho de 2026 — O Maranhão emitiu 1,9 milhão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) até 12 de junho de 2026. O total representa 28,2% da população do estado. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o novo documento avança em todo o país e já soma mais de 55,8 milhões de emissões. Em todo o Brasil, são emitidas cerca de 39,6 mil carteiras por dia, média de 1,13 milhão por mês. Apenas nos primeiros dias de junho, 782,6 mil pessoas receberam a nova identidade. A primeira via é gratuita e pode ser solicitada em qualquer estado com a apresentação da certidão de nascimento ou casamento. A CIN substitui o antigo RG e adota o CPF como número único de identificação. Por isso, evita que uma mesma pessoa tenha diferentes registros em estados distintos. Além disso, o documento possui QR Code para verificação de autenticidade e integração com sistemas biométricos. Outra novidade é a integração com a plataforma GOV.BR. O cidadão pode obter uma conta de nível Ouro e recuperar o acesso em casos de perda, troca ou roubo do celular. A versão digital também permite reunir documentos como CNH, Título de Eleitor, Carteira de Trabalho, identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT. A validade da CIN varia conforme a idade. Crianças de até 12 anos incompletos devem renovar o documento a cada cinco anos. Pessoas entre 12 e 60 anos incompletos têm validade de dez anos. Já quem possui mais de 60 anos conta com validade indeterminada. A carteira também segue padrões internacionais e pode ser usada em viagens para países do Mercosul, mas não substitui o passaporte quando ele é exigido.
Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais

BRASIL, 19 de junho de 2026 — O Brasil tem agora 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais. Esse número equivale a 4,9% da população. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados nesta sexta (19). Esse é o menor índice já registrado desde 2016, quando a pesquisa começou. Em comparação com o ano anterior, 592 mil pessoas a mais aprenderam a ler e escrever. O IBGE considera alfabetizado quem consegue ler e escrever um bilhete simples. Em 2016, a taxa era de 6,7%. Em 2023, caiu para 5,3%. Agora, chegou a 4,9%. Os idosos foram os que mais contribuíram para essa queda. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, o analfabetismo caiu de 20,5% para 13,8%. Mesmo assim, esse grupo ainda concentra a maior parte dos analfabetos: são 4,8 milhões, ou 58% do total. Nas faixas mais jovens, os índices são bem menores. Entre os que têm 40 anos ou mais, a taxa é de 8,3%. Já entre os maiores de 25 anos, cai para 5,8%. Por fim, na população geral acima de 15 anos, fica em 4,9%. Além disso, os brasileiros estão estudando por mais tempo. A média de anos de estudo entre pessoas com mais de 25 anos subiu para 10,2 anos. As mulheres lideram, com 10,4 anos, enquanto os homens têm 10 anos exatos. Porém, existem diferenças por cor. Brasileiros brancos estudam, em média, 11,1 anos. Já os pretos ou pardos param em 9,5 anos. Por outro lado, o número de pessoas que concluíram o ensino médio ou superior bateu recorde: 42,6% da população.
Promotoria processa presidente da Câmara de Buriticupu

BURITICUPU, 19 de junho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão ajuizou uma Ação Civil Pública contra a presidente da Câmara de Buriticupu, Vanusa Ibiapino Sousa Fernandes, a ex-secretária de Educação Salma Sousa Torres e a servidora Kelly Ibiapino Sousa. A ação aponta supostos atos de improbidade administrativa após investigação iniciada por denúncia recebida pela Ouvidoria. Segundo a Promotoria, Vanusa recebeu salário como professora de 40 horas semanais entre janeiro e outubro de 2025, mas não apresentou comprovação do exercício da função. Ao mesmo tempo, ela exercia os cargos de vereadora e presidente da Câmara. Inclusive, a direção da escola informou que ela não comparecia à unidade, e não havia diários de classe ou outros registros pedagógicos. As investigações também apontam que Kelly Ibiapino, irmã da vereadora, participava da validação dos registros de frequência. Já Salma Torres teria mantido a situação ao designar Vanusa para a Busca Ativa Escolar. No entanto, a coordenação do programa informou que a vereadora não exerceu as atividades, e a plataforma da Unicef registrou que ela nunca alimentou o sistema. O Ministério Público calcula prejuízo de R$ 238.969,91 aos cofres públicos. Uma sindicância reconheceu a falta de comprovação do trabalho e apontou ressarcimento parcial de R$ 63.761,70. Por isso, a Promotoria pede o bloqueio de bens das envolvidas até o valor do dano e a condenação por improbidade, com penas previstas em lei. Além disso, apresentou denúncia criminal pelos crimes de peculato-desvio, falsidade ideológica e, no caso de Vanusa e Salma, uso de documento ideologicamente falso.
Denúncia aponta invasões e avanço sobre área em Bom Lugar

BOM LUGAR, 19 de junho de 2026 — Uma propriedade localizada às margens do rio Ipixuna-Açu, em Bom Lugar, estaria sendo alvo de invasões, ocupações irregulares e intervenções com potencial impacto ambiental. As denúncias são feitas pela família Reis, proprietária da área rural, que afirma possuir registro fundiário emitido pelo Estado do Maranhão. Conforme os herdeiros, o imóvel possui 65,5 hectares, dos quais 5,53 hectares, correspondentes à Área de Preservação Permanente (APP), já foram inventariados e registrados em cartório. Conforme a família, justamente essa área protegida vem sendo loteada de forma irregular por terceiros. De acordo com dados do Portal da Transparência, a Prefeitura de Bom Lugar recebeu recursos federais do Ministério do Turismo para pavimentar ruas abertas às margens do rio, em área que a família afirma integrar sua propriedade e que leva o nome do pai do atual prefeito, referente à gestão de 2008 a 2016. Inclusive, verbas do Ministério da Educação financiaram a construção de uma creche. Os herdeiros alegam que ambas as obras foram executadas dentro da propriedade particular, sem qualquer comunicação ou autorização da família. Além das invasões e ocupações irregulares da propriedade, a família afirma que a situação compromete projetos ambientais e sociais desenvolvidos no local. A área abriga babaçuais e sedia o Instituto Pedro e Luzia Reis, reconhecido como Sala Verde pelo Ministério do Meio Ambiente e responsável por ações de educação ambiental, recuperação de áreas degradadas e atividades em parceria com instituições de ensino superior. Os herdeiros também denunciam a ocupação de um galpão da antiga usina pertencente à família. Segundo eles, Manoel Serafim de Sousa permanece no imóvel de forma clandestina, impedindo a implantação de cursos de extensão e de um jardim sensorial vinculado ao projeto da Sala Verde. O advogado da família, Artur Bugarin, afirma que diversas ações judiciais foram propostas para garantir os direitos de propriedade e sucessão. Segundo ele, há suspeitas de favorecimento à grilagem no Judiciário local, por meio de decisões que reconheceriam direitos a terceiros sem documentação considerada idônea. O advogado informou que denúncias foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Polícia Federal para apurar possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de venda de decisões judiciais. A família afirma ainda sofrer ameaças de morte e sucessivas violações de direitos. Diante da situação, pretende levar o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos, enquanto aguarda a conclusão dos processos judiciais e administrativos relacionados à propriedade.
Pesquisa descobre peixes inéditos exclusivos do Maranhão

MARANHÃO, 19 de junho de 2026 — Uma pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) identificou duas novas espécies de peixes exclusivas dos rios maranhenses. O estudo foi desenvolvido pela pesquisadora Ananda Carolina Serejo Saraiva durante o doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com apoio da fundação. As espécies pertencem ao gênero Loricaria, conhecido como cascudos. Elas receberam os nomes Loricaria catirina e Loricaria teteae em homenagem à personagem Mãe Catirina, do Bumba Meu Boi, e à mestra do Cacuriá, Dona Teté. Segundo a pesquisadora, a escolha uniu a biodiversidade do estado à cultura popular maranhense. A descoberta começou no mestrado, quando Ananda identificou diferenças entre peixes coletados no Maranhão e a espécie conhecida até então. Depois, durante o doutorado, análises morfológicas e genéticas confirmaram que os exemplares pertenciam a duas linhagens evolutivas independentes. O estudo descreveu características próprias de cada espécie. As duas espécies são endêmicas do Maranhão. A Loricaria catirina foi registrada na bacia do Rio Munim e na região do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Já a Loricaria teteae ocorre na bacia do Rio Itapecuru. Segundo a pesquisadora, essa distribuição reforça a importância dos rios maranhenses para a conservação da biodiversidade. A pesquisadora informou que ainda não existem dados suficientes para avaliar o risco de extinção das espécies. Por isso, ambas foram classificadas como Dados Insuficientes (DD).