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Defesa cita transtorno mental de patroa que agrediu grávida

Andre Reis
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patroa empregada
Patroa presa por suspeita de torturar empregada doméstica grávida em Paço do Lumiar teve autoria de áudios confirmada por perícia da Polícia Civil.

MARANHÃO, 12 de maio de 2026  A defesa da patroa Carolina Sthela Ferreira dos Anjos passou a sustentar a possibilidade de transtornos mentais após a perícia confirmar que os áudios anexados à investigação pertencem à acusada.

Carolina está presa suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica grávida Samara Regina, de 19 anos, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

Os laudos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Maranhão apontaram que a voz presente nas gravações é da própria empresária.

Nos áudios, Carolina relata agressões praticadas contra a jovem e menciona detalhes da violência investigada pela polícia. Antes da conclusão pericial, a patroa havia negado ser autora das gravações.

O advogado Otoniel D’Oliveira Chagas afirmou que Carolina pode apresentar distúrbios psicológicos. Segundo ele, a empresária provavelmente possui algum transtorno, como borderline ou dupla personalidade, situação que, conforme a defesa, deve ser considerada durante o processo.

A defesa anterior deixou o caso no domingo, alegando ter sofrido ameaças. Além disso, a Polícia Civil do Maranhão aguarda o resultado da perícia realizada em um equipamento DVR apreendido na residência da empresária. O aparelho armazena imagens das câmeras internas do imóvel.

Nesta segunda (11), os investigadores ouviram Yuri Silva do Nascimento, marido de Carolina. Após prestar depoimento, ele foi liberado. Segundo o delegado Walter Wanderley, Yuri afirmou que não participou das agressões e que realizava um serviço elétrico em um veículo no momento dos fatos.

O irmão da empresária também foi ouvido durante as investigações. Carolina Sthela permanece presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Já o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como participante das agressões, segue detido no Comando Geral da Polícia Militar.

Os dois são investigados por tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, injúria, calúnia e difamação. Segundo a polícia, as qualificadoras envolvem motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Em depoimento, Carolina afirmou que o anel citado no caso teria valor estimado em R$ 5 mil e declarou estar grávida de três meses.

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