China impõe tarifa de 55% contra carne bovina brasileira

China carne Brasil

MUNDO, 1º de outubro de 2026 — A China começou a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil. A medida foi imposta após o país sul-americano esgotar a cota de vendas sem sobretaxa prevista para o ano de 2026. Segundo o Ministério do Comércio de Pequim, o Brasil atingiu 100% do volume autorizado em 29 de setembro. O percentual de 55% se soma à alíquota aduaneira de 12% já incidente sobre a carne bovina do Brasil. Essa ação faz parte de um pacote de medidas da China para proteger seu mercado interno. O país asiático é o maior comprador mundial de carne bovina brasileira. A cota de vendas para a China sem a aplicação de sobretaxa, prevista para 2026, foi de 1,106 milhão de toneladas. Esse volume, que o Brasil já ultrapassou, está programado para subir para 1,128 milhão de toneladas em 2027. A imposição da nova tarifa pode impactar significativamente as exportações brasileiras do setor, gerando preocupações para os produtores nacionais.

Venda de bebidas alcoólicas serão proibidas neste domingo no MA

Bebidas alcoólicas

MARANHÃO, 1º de outubro de 2026 — A venda, o fornecimento e o consumo de bebidas alcoólicas estarão proibidos neste domingo (4) no Maranhão, durante o primeiro turno das Eleições 2026. A medida vale das 0h às 22h em locais públicos ou de acesso público. O Governo do Estado afirma que a restrição busca preservar a ordem e a segurança durante a votação. A regra consta na Portaria nº 417/2026, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA). Quem descumprir a determinação poderá responder por crime de desobediência, além de sofrer outras penalidades administrativas. A proibição também alcança substâncias com efeitos semelhantes aos do álcool. Antes da publicação, Abrasel-MA, AMASP, Sindibebidas e ABIH-MA pediram que a restrição não fosse adotada. As entidades protocolaram documentos nos dias 10 e 11 de agosto. O TRE-MA informou que não cabia ao tribunal decidir sobre o assunto. Então, a SSP-MA rejeitou o pedido e o Governo manteve a decisão. A Abrasel-MA afirma que a medida pode afetar bares, restaurantes, hotéis, supermercados e outros negócios. Além disso, a entidade destaca que a proibição ocorre no primeiro fim de semana do mês, período considerado importante para o faturamento e pagamento das despesas das empresas. No Maranhão, a Lei Seca terá duração de 22 horas. No Amazonas, a restrição será das 2h às 17h. No Pará, valerá das 0h às 18h. Portanto, a regra maranhense alcançará praticamente todo o domingo, incluindo os períodos de almoço e jantar.

Aliado de Dino solta prefeito afastado por suspeita de corrupção

Prefeito Turilândia

TURILÂNDIA, 1º de outubro de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta (1º) Paulo Curió a retornar ao comando da Prefeitura de Turilândia. A decisão suspendeu a medida cautelar que afastava José Paulo Dantas Silva Neto do cargo havia mais de nove meses. Moraes analisou a Medida Cautelar no Habeas Corpus nº 277.753, apresentada contra decisão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro destacou que a denúncia foi apresentada em 19 de janeiro de 2026 e ainda não havia sido analisada. Por isso, suspendeu o afastamento. A decisão também derruba as medidas que impedem diretamente Paulo Curió de exercer o cargo. Moraes, no entanto, manteve as demais cautelares já impostas. Além disso, determinou o envio do processo à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá emitir parecer sobre o caso. “Diante do exposto, nos termos do art. 21 do Regimento Interno do STF, DEFIRO o pedido de liminar para SUSPENDER A MEDIDA CAUTELAR DE AFASTAMENTO DO EXERCÍCIO DO CARGO DE PREFEITO MUNICIPAL DE TURILÂNDIA/MA em relação a JOSÉ PAULO DANTAS SILVA NETO, bem como todas as medidas corolárias que inviabilizam diretamente o exercício da função, mantidas as demais cautelares impostas”, decidiu Moraes. Quando afastado, o relatório da intervenção apontou fatos que indicam ligação entre as supostas irregularidades investigadas e os cargos ocupados pelos agentes públicos. As investigações apuram a suposta atuação de uma organização criminosa na Prefeitura de Turilândia. Segundo o processo, há suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Rodrigo Pacheco toma posse como ministro do TCU

Rodrigo Pacheco

BRASÍLIA, 1º de outubro de 2026 — Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta (30) como ministro do TCU, em cerimônia realizada na sede da Corte, em Brasília. O ex-presidente do Senado e do Congresso Nacional ocupa a vaga deixada pelo ministro emérito Bruno Dantas. Em seu primeiro pronunciamento no cargo, Rodrigo Pacheco destacou a responsabilidade constitucional do tribunal na proteção dos recursos públicos e na avaliação das políticas públicas. “O cidadão brasileiro espera do Estado probidade e respeito à lei. Espera também que as políticas públicas funcionem, que os serviços sejam prestados e que os recursos públicos produzam resultados aos cidadãos”, afirmou. O novo ministro também defendeu a combinação de independência e diálogo na atuação da Corte. “Acredito que o diálogo institucional não enfraquece as instituições, ele as fortalece”. Ao receber Pacheco, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, ressaltou que sua experiência parlamentar poderá contribuir para a fiscalização da administração pública. Segundo Vital, a trajetória no Legislativo permite compreender como são construídas as decisões públicas, as dificuldades na execução de políticas e as relações entre os Poderes. O ministro Antonio Anastasia, por sua vez, destacou a atuação de Pacheco na construção de consensos e no diálogo institucional. “Recebemos sobretudo uma pessoa que conhece por dentro o que é transformar decisões públicas em resultados”, declarou.

Dívida brasileira alcança R$ 11 trilhões e chega a 82,9% do PIB

Dívida Brasil

BRASÍLIA, 1º de outubro de 2026 — A dívida pública brasileira atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto, equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta (30). É o maior percentual desde outubro de 2020, quando a dívida chegou a 87,7% do PIB por causa de medidas tomadas pelo governo em relação à pandemia da Covid-19. O avanço de agosto foi influenciado principalmente pelos juros nominais, que acrescentaram 0,8 ponto percentual ao indicador, enquanto a desvalorização cambial teve impacto de 0,1 ponto e a variação do PIB nominal reduziu o índice em 0,5 ponto. Em julho, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que reúne União, Estados e municípios, estava em R$ 10,9 trilhões, ou 82,5% do PIB. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, resultado inferior aos R$ 17,3 bilhões negativos registrados no mesmo mês de 2025. O resultado considera as contas do Governo Central, dos governos regionais e das empresas estatais. Na comparação com os últimos três governos, o atual mandato de Lula (PT) fez a dívida pública aumentar 11,2% desde janeiro de 2023. Anteriormente, a gestão de Jair Bolsonaro (PL) havia conseguido reduzir a dívida pública gerada pela pandemia para 71,7% ao final do mandato. Dados do Banco Central e do IBGE apontam que a dívida pública por habitante no país disparou de R$ 7.157 em 2006 para R$ 51.608 em 2026. Cálculos da evolução da dívida apontam que o governo levou apenas 8 meses para a dívida passar de R$ 10 trilhões para R$ 11 trilhões. Em agosto, o Governo Central apresentou deficit de R$ 14,7 bilhões, enquanto Estados e municípios, somados, tiveram superavit de R$ 2,7 bilhões e as empresas estatais registraram resultado positivo de R$ 2 bilhões. No acumulado de 12 meses, o deficit primário do setor público ficou em R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB. A conta dos juros também pressionou as finanças públicas e alcançou R$ 105,9 bilhões somente em agosto, contra R$ 74,3 bilhões no mesmo mês do ano passado. Segundo os dados do Banco Central, um dos fatores para a diferença foi o resultado das operações de swap cambial, que passaram de um ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025 para uma perda de R$ 9,3 bilhões neste ano.

KN vai relatar novo pedido para anular condenação de Bolsonaro

Bolsonaro KN

BRASÍLIA, 1º de outubro de 2026 — O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi designado relator do novo pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca suspender sua condenação. O pedido foi distribuído a Nunes Marques porque ele é o relator da primeira revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro, no início deste ano. Nessa nova petição, a defesa pede, em caráter liminar, a suspensão da prisão de Bolsonaro até o julgamento da revisão criminal. No mérito, os advogados pedem a anulação das decisões que deram origem às investigações, realizadas no inquérito das fake news, com a consequente invalidação das provas obtidas a partir delas e dos depoimentos colhidos no processo desde maio de 2025. A defesa também pede a reabertura da fase de instrução, com prazo adequado para a análise dos dados brutos e sem a utilização das provas que considera ilícitas. O pedido se baseia no que os advogados do presidente consideram novos entendimentos da Corte e da PGR (Procuradoria-Geral da República) no Caso Master, apresentados especialmente na polêmica sessão do dia 15 de setembro, que começou a tratar de um pedido de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro. A defesa afirma que Bolsonaro foi incluído no inquérito das fake news quando ainda era presidente, sem que a investigação fosse submetida ao plenário do STF, em violação, segundo os advogados, ao regimento do STF. Os advogados relacionam esse argumento às discussões recentes envolvendo Moraes e Vorcaro. No caso, após o ministro André Mendonça tornar públicas mensagens trocadas entre Moraes e o empresário, a PGR pediu a nulidade do procedimento sob o argumento de que um pedido de investigação deveria ter sido aprovado em plenário, o que não ocorreu, violando o regimento interno. Os advogados também afirmam que houve cerceamento de defesa na ação contra Bolsonaro. Segundo eles, os advogados não tiveram acesso a todas as provas dos autos e, nos casos em que conseguiram, receberam um volume tão grande de arquivos que não tiveram tempo hábil para analisá-los. A defesa contrasta essa situação com o julgamento envolvendo a relação de Moraes com Vorcaro. Na ocasião, o ministro e seus aliados defenderam o levantamento irrestrito do sigilo do Caso Master sob o argumento de que não caberia ao relator, André Mendonça, decidir a quais provas os investigados teriam acesso para exercer seu direito de defesa. A defesa também anexou um parecer técnico inédito que aponta, segundo os advogados, falhas nos procedimentos de coleta e preservação de dados digitais. Entre os problemas citados está a forma como mensagens do aplicativo Signal, extraídas dos celulares de Mauro Cid, teriam sido registradas. Segundo o parecer, o conteúdo foi gravado por meio de filmagem da tela, em vez de passar por uma extração pericial considerada adequada pela defesa. Os advogados também apontam a ausência dos arquivos originais da extração realizada no celular de Bolsonaro, o que, segundo eles, teria impedido a auditoria da prova pela defesa. A petição sustenta que, para que uma prova digital seja considerada válida, é necessário demonstrar que o conteúdo não foi alterado, truncado ou manipulado desde sua apreensão.

Larissa DP participa de arrastão em Codó na reta final

Larissa DP

CODÓ, 1º de outubro de 2026 — A candidata a deputada federal Larissa DP participou, na noite de quarta (30), de um arrastão pelas ruas de Codó. O ato reuniu apoiadores, moradores e lideranças políticas durante a reta final da campanha eleitoral. Durante o percurso, Larissa DP caminhou pelas ruas, cumprimentou eleitores e pediu votos para sua candidatura à Câmara dos Deputados. Ela participou da mobilização ao lado do candidato a deputado estadual Rui Jorge, da prefeita Maura Jorge e do também candidato a deputado estadual Cláudio Paz. O arrastão integrou a agenda de campanha de Larissa DP no município. Nesta última semana antes da votação, a candidata também tem participado de atividades em diferentes cidades do Maranhão. “Hoje foi um dia muito especial em Codó. Estar nas ruas, caminhar ao lado das pessoas e sentir esse carinho de perto renova ainda mais a nossa vontade de seguir em frente. Quero agradecer a cada pessoa que esteve conosco, que abriu as portas, nos recebeu e caminhou ao nosso lado. Seguimos juntos nessa reta final, com muita disposição e confiança”, afirmou Larissa DP.

FAMEM destaca prevenção e cuidados com a saúde da mulher

FAMEM

BRASÍLIA, 1º de outubro de 2026 — A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) realiza, em 2026, uma campanha de Outubro Rosa voltada à informação, prevenção e aos cuidados com a saúde da mulher. A mobilização também destaca que o acompanhamento da saúde deve ocorrer durante todo o ano. Um dos principais temas do Outubro Rosa é a prevenção e a detecção precoce do câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028. O câncer de mama feminino é o tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres brasileiras, quando desconsiderados os tumores de pele não melanoma. PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO O INCA orienta as mulheres a ficarem atentas a alterações suspeitas e procurarem um profissional de saúde para avaliação. A identificação de sinais e sintomas pode contribuir para a detecção precoce da doença. Entre as medidas associadas à redução do risco estão manter o peso corporal adequado, praticar atividades físicas regularmente e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Quando possível, a amamentação também é apontada pelo INCA como fator de proteção. O acompanhamento deve seguir as orientações dos profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o rastreamento do câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS) obedece a critérios nacionais de idade e periodicidade. Mulheres com maior risco podem precisar de acompanhamento específico. ATUAÇÃO NOS MUNICÍPIOS A campanha também destaca a atuação dos municípios na divulgação de informações e no acesso às políticas públicas de saúde. A FAMEM pretende usar o Outubro Rosa para ampliar a divulgação de orientações sobre prevenção e saúde da mulher entre os municípios maranhenses. A campanha de 2026 adota o conceito “Onde a vida acontece, o cuidado também”.

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