Juiz manda construtora refazer esgoto de condomínio em SLZ

SÃO LUÍS, 23 de abril de 2026 — A Justiça do Maranhão determinou que a Dimensão Engenharia e Construção refaça o sistema de esgoto do Condomínio Ferrazzi, em São Luís. A decisão foi proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, que identificou falhas graves na estrutura sanitária. Segundo a sentença, a construtora deverá executar todas as etapas necessárias para regularizar o sistema de esgoto. Isso inclui a viabilização técnica, obtenção de licenças e realização integral das obras. Além disso, a decisão determina que a empresa arque com intervenções estruturais durante as obras no sistema de esgoto. Entre as medidas estão demolições e recomposição de calçadas, pisos e pavimentação afetados. A ação foi movida pelo condomínio, que apontou defeito oculto no sistema das 105 casas entregues em 2005. Durante anos, os moradores acreditaram que o sistema de esgoto seguia normas da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão. No entanto, verificou-se que parte do esgoto doméstico era lançada sem tratamento na rede pluvial, com destino final no Rio Cangan, contrariando exigências técnicas.
Juiz do Piauí anula investigação do PCC após decisão de Moraes

PIAUÍ, 23 de abril de 2026 — O juiz Valdemir Ferreira Santos, em Teresina, decidiu anular uma investigação ligada à Operação Carbono Oculto 86. A apuração tratava da possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A decisão ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, divulgar um novo despacho sobre o uso de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O ministro Alexandre de Moraes esclareceu que as novas regras para utilização de dados de inteligência financeira valem apenas para casos futuros. Essa informação consta do despacho do magistrado. Por isso, o debate sobre o uso desses relatórios em investigações criminais foi reaceso. A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada em agosto do ano passado. A Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo realizaram a operação. No Piauí, as investigações se concentraram em uma rede de postos de combustíveis. Empresários suspeitos de ligação com o PCC foram alvo das apurações. O magistrado Valdemir Ferreira Santos considerou que houve uso inadequado de informações do Coaf. Ele acatou os argumentos das defesas. Os relatórios financeiros teriam sido empregados fora dos parâmetros definidos pelo Supremo. A decisão corre sob sigilo. O portal UOL trouxe a informação à tona. A interpretação da liminar passou a embasar pedidos semelhantes em diferentes regiões do país. Defesas de investigados em casos de crimes financeiros recorrem a esse entendimento. O mesmo ocorre em apurações sobre atuação de grupos criminosos. O objetivo é invalidar provas e interromper as investigações. O próprio ministro Alexandre de Moraes esclareceu, no novo despacho, que a decisão não alcança investigações em andamento. Ainda assim, o caso do Piauí mostra como leituras distintas da mesma medida produzem efeitos imediatos
PF prende homem por exploração sexual infantil em Santa Luzia

SANTA LUZIA DO PARUÁ, 23 de abril de 2026 — A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta (23) um homem investigado por exploração sexual infantil no município de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão. A ação ocorreu durante a Operação Red Card, que cumpriu mandado de prisão preventiva e busca domiciliar. Os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos após identificarem indícios do crime. Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais federais recolheram mídias digitais e aparelhos eletrônicos na residência do suspeito. A equipe encontrou indícios recentes de armazenamento de arquivos ilícitos, o que levou à prisão em flagrante. O material será submetido à perícia técnica para aprofundar a investigação. Especialistas e organismos internacionais recomendam substituir o termo “pornografia” por expressões como abuso sexual de crianças e adolescentes. Segundo eles, essa mudança reforça a gravidade da exploração sexual infantil e amplia a compreensão sobre o impacto das violações.
Defesa de Filipe Martins vê mais de 130 erros em caso no STF

BRASÍLIA, 23 de abril de 2026 — A defesa de Filipe Martins apontou ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais de 130 erros no processo do ex-assessor internacional do governo Bolsonaro. Os advogados Ricardo Scheiffer e Jeffrey Chiquini apresentaram os embargos de declaração na noite da quarta (22). O recurso serve para apontar omissões, contradições ou falhas em decisões judiciais. Além disso, a defesa incluiu um pedido para que o STF reconheça possível violação à Constituição dentro do processo. Entre os exemplos citados está o voto do relator Alexandre de Moraes. O ministro usou dados invertidos de deslocamento por Uber sobre a reunião de 7 de dezembro de 2022 no Palácio da Alvorada. Testemunhas, inclusive réus, desmentiram a versão de que Martins compareceu ao encontro. Os advogados afirmam que documentos mostram o ex-assessor a 15 quilômetros do local no horário do evento. No voto de Cristiano Zanin, a defesa apontou que o ministro citou “testemunhas” e “robustos elementos de prova” de quebra de sigilo. Porém, segundo os advogados, Zanin não identificou essas pessoas nem indicou precisamente quais seriam as evidências. Já em relação a Flávio Dino, o magistrado mencionou o “conteúdo” encontrado em aparelhos eletrônicos de Martins. A defesa lembrou que a própria Polícia Federal informou que nenhum dispositivo do ex-assessor foi periciado. Acerca do voto de Cármen Lúcia, a ministra citou dados que comprovariam a presença de Martins na “trama golpista”. A defesa disse que documentos provam exatamente o contrário. Scheiffer e Chiquini também solicitaram ao STF que limite a competência de Moraes em processos derivados do Inquérito das Fake News. Eles sustentam que o ministro assumiu investigações sem relação direta com a ADPF 572.
Orleans Brandão amplia apoios de prefeitos no Maranhão

MARANHÃO, 23 de abril de 2026 — Orleans Brandão dialogou com prefeitos e lideranças de Paraibano, Gonçalves Dias e São José dos Basílios nesta quarta (22). Ele conversou com a prefeita de Paraibano, Vanessa Furtado, sobre parcerias e projetos para a cidade e para o Sertão Maranhense. Além disso, reuniu-se com Valdison Dias, de Gonçalves Dias, e Farinha Paé, de São José dos Basílios. A pré-campanha tem priorizado o diálogo direto com lideranças locais. Como resultado, o número de apoios cresce de forma consistente e diferentes correntes políticas têm aderido ao projeto.
Maranhão recebe R$ 307,6 mil em royalties da mineração

MARANHÃO, 23 de abril de 2026 — A Agência Nacional de Mineração (ANM) distribuiu mais de R$ 473 milhões em royalties da mineração a estados, municípios e ao Distrito Federal. Os valores referem-se à arrecadação de março da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Nesse cenário, o Maranhão recebeu R$ 307.612,62, conforme os dados oficiais divulgados. Além disso, os municípios concentraram a maior parte dos recursos, com mais de R$ 378 milhões. Canaã dos Carajás (PA) liderou os repasses, com R$ 78,1 milhões. Em seguida, aparecem Parauapebas (PA), com R$ 33,9 milhões, e Marabá (PA), com R$ 24,1 milhões. Em Minas Gerais, Conceição do Mato Dentro recebeu R$ 21,1 milhões, enquanto Congonhas foi contemplada com R$ 15,5 milhões. Estados e o Distrito Federal dividiram cerca de R$ 94 milhões. Minas Gerais liderou entre os entes estaduais, com R$ 39,3 milhões. Logo depois, o Pará recebeu R$ 38,9 milhões, seguido por Bahia, Goiás e Mato Grosso, com valores menores. Nesse contexto, o Maranhão aparece em faixa intermediária, com R$ 307,6 mil em royalties da mineração. O valor mantém o estado distante dos principais polos mineradores, mas ainda inserido na distribuição nacional dos recursos. DISTRIBUIÇÃO ENTRE ESTADOS Entre os estados, São Paulo recebeu R$ 1,46 milhão, enquanto Tocantins registrou R$ 1,08 milhão. Santa Catarina ficou com R$ 655,4 mil e Rondônia com R$ 633 mil. Já Alagoas recebeu R$ 622,8 mil, seguido por Paraná, com R$ 558 mil, e Rio Grande do Sul, com R$ 537,8 mil. Além disso, Rio Grande do Norte registrou R$ 438,4 mil, enquanto o Maranhão somou R$ 307,6 mil em royalties da mineração. Ceará recebeu R$ 297,1 mil, Amazonas R$ 281,6 mil e Rio de Janeiro R$ 240,9 mil, conforme a lista divulgada pela ANM. Por fim, Sergipe recebeu R$ 238,2 mil, Mato Grosso do Sul R$ 229,8 mil e Espírito Santo R$ 193,1 mil. Pernambuco somou R$ 139 mil, Paraíba R$ 133,4 mil, Amapá R$ 77,9 mil e o Distrito Federal R$ 43,9 mil, seguido por outros estados com valores menores. A CFEM é uma compensação paga por empresas que exploram recursos minerais. Os royalties da mineração são redistribuídos entre os entes federativos para apoiar investimentos e reduzir impactos da atividade extrativa.
Ministro afastado por assédio mantém salário de R$ 100 mil

BRASÍLIA, 23 de abril de 2026 — O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segue recebendo cerca de R$ 100 mil líquidos por mês. Ele está afastado do cargo há dois meses. O afastamento ocorreu após a abertura de sindicância por denúncias de assédio sexual. O Ministério Público pediu a suspensão do salário. O pagamento contraria decisão de 2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão vedou o repasse de verbas indenizatórias a magistrados afastados em processos disciplinares. Buzzi deixou as funções em 10 de fevereiro. O STJ instaurou um Processo Administrativo Disciplinar. O ministro Nunes Marques, do STF, determinou a abertura de inquérito. Os contracheques indicam manutenção dos valores. Em valores brutos, o ministro recebeu R$ 132 mil em fevereiro. Em março, recebeu quase R$ 127 mil. Após descontos, os valores líquidos foram de R$ 106 mil e R$ 100 mil. A remuneração inclui subsídio de R$ 44 mil. Além disso, soma verbas classificadas como “indenizações” e “vantagens pessoais”. Só em março, foram R$ 66 mil em indenizações. O CNJ afirmou que não há justificativa para indenizar despesas de magistrados afastados. O órgão sustenta que apenas o subsídio integral deve ser mantido. O STJ informou que vai suspender os valores excedentes nos próximos contracheques. O tribunal afirmou que o ministro receberá apenas a parcela remuneratória dos vencimentos. Ele já está impedido de usar o local de trabalho e veículo oficial. O STJ, porém, não detalhou quais verbas foram pagas. Os contracheques também não especificam a natureza das quantias.
Justiça suspende mineração em área quilombola no Maranhão

BREJO, 23 de abril de 2026 — A Justiça Federal suspendeu a mineração de calcário em área reivindicada pela Comunidade Quilombola Alto Bonito, em Brejo (MA), após ação do Ministério Público Federal (MPF). A decisão anulou a licença ambiental concedida pela Secretaria de Meio Ambiente do estado, devido à ausência de consulta prévia, livre e informada à população afetada. A sentença confirmou a liminar que já havia interrompido a atividade anteriormente. A medida considerou o risco de danos ambientais e sociais decorrentes da exploração, mantendo a paralisação da mineração na área. Os responsáveis pela mineração foram condenados a recuperar a área degradada. Além disso, a decisão determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos, valor que será destinado prioritariamente à comunidade atingida.