Ex-secretário associa sobrecarga neonatal a plano de Braide

SÃO LUÍS, 25 de junho de 2026 — O ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, questionou decisões adotadas durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide na área da saúde. As declarações ocorreram durante debate promovido pelo UQ! Podcast, em São Luís. Segundo ele, algumas medidas administrativas teriam sido influenciadas pelo projeto político de Braide de disputar o Governo do Maranhão. Durante a discussão, Tiago afirmou que Braide já se preparava para a eleição estadual enquanto administrava a capital, apontando mudanças realizadas no Hospital da Criança após a reinauguração da unidade. Para o ex-secretário, a interrupção do atendimento destinado a recém-nascidos de até oito dias de vida gerou impactos na rede pública de saúde. Segundo Tiago, a retirada de um serviço de uma unidade faz com que a demanda seja absorvida por outros hospitais e maternidades. Por isso, ele questionou os motivos que levaram ao encerramento de um atendimento que, de acordo com seu relato, era oferecido há anos. “Quando um serviço é interrompido, alguém deixa de ser atendido. Quando uma porta se fecha, a pressão aparece em outro lugar da rede. Por que um atendimento que foi mantido por anos deixou de existir de forma tão abrupta? As disputas políticas passam. Mas os impactos das decisões ficam pra quem mais precisa”, afirmou. No debate com o ex-secretário municipal de Saúde, Dr. Joel Nunes, Tiago também defendeu o princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destacou que São Luís recebe pacientes de outros municípios porque concentra serviços de média e alta complexidade e recebe recursos para esse atendimento. Ao concluir, o ex-secretário afirmou que mudanças na assistência à saúde produzem efeitos diretos na população. Segundo ele, os impactos dessas decisões devem ser discutidos, principalmente quando envolvem serviços voltados ao público infantil e a pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Saúde e educação colocam gestão Lago Verde sob investigação

LAGO VERDE, 25 de junho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu, em junho de 2026, dois procedimentos para apurar situações nas áreas de saúde e educação em Lago Verde. As medidas foram publicadas no Diário Eletrônico do órgão entre os dias 19 e 22 de junho. As investigações buscam verificar possíveis falhas administrativas que podem impactar moradores do município. Na área da saúde, a 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal instaurou Procedimento Administrativo para investigar denúncia sobre a Casa de Apoio de Lago Verde, mantida em São Luís. A apuração surgiu após relato de Juliana Morais Lira Conceição de Oliveira, que apontou supostas irregularidades na atuação da diretora da unidade durante o atendimento à paciente oncológica Elisangela Morais Lira. Por isso, o MP solicitou novos esclarecimentos e documentos à Secretaria Municipal de Saúde. Além disso, o órgão investiga se houve descumprimento de dever funcional ou outras irregularidades relacionadas à assistência prestada aos pacientes encaminhados pelo município. A promotora Karina Freitas Chaves determinou a continuidade das diligências e a comunicação formal da denunciante sobre o andamento do caso. Já na educação, o promotor Henrique Helder de Lima Pinho converteu uma Notícia de Fato em Procedimento Administrativo para acompanhar a adequação das políticas de Educação Infantil às diretrizes da Resolução CNE/CEB nº 01/2024. O objetivo é verificar se Lago Verde está atualizando normas e práticas administrativas conforme a legislação nacional.
Corte Militar nega pedido de Bolsonaro para trocar relator

BRASÍLIA, 24 de junho de 2026 — O Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou, nesta quarta (24), o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para afastar o relator do processo. Os advogados questionaram a atuação do ministro Francisco Joseli Parente Camelo. Eles alegaram que ele não teria imparcialidade para conduzir o caso. A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, negou a solicitação primeiro. Ela considerou o pedido “manifestamente improcedente”. A defesa recorreu e levou a questão ao plenário da corte. Então, os ministros mantiveram o entendimento da presidente e rejeitaram o recurso. A sessão de hoje não discutiu se Bolsonaro pode perder a patente de capitão reformado do Exército. O julgamento analisou apenas a suspeição contra o relator. Portanto, o mérito da ação ainda será decidido em outro momento. Esse processo avalia se o ex-presidente continua apto a permanecer nas Forças Armadas. O STM analisa aspectos éticos, morais e profissionais do militar. A corte não reexamina a condenação criminal imposta por outra instância. O foco é verificar se a conduta dele fere a honra e o decoro da classe militar. O caso começou após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. Atualmente, ele cumpre pena em regime domiciliar humanitário. A medida foi autorizada pelo STF por causa do estado de saúde do ex-presidente. Na mesma sessão, o STM analisou o recurso do almirante Almir Garnier Santos. Ele foi comandante da Marinha no governo Bolsonaro. Os ministros aceitaram parcialmente o pedido da defesa. Assim, autorizaram depoimentos de testemunhas e o envio de registros funcionais do militar pelo Comando da Marinha.
Keiko eleita no Peru e direita vira o jogo na América do Sul

PERU, 24 de junho de 2026 — A apuração do segundo turno da eleição presidencial no Peru, realizado no último dia 7, indicou na madrugada desta quarta (24) que a candidata conservadora Keiko Fujimori já é matematicamente a vencedora da disputa. Com 99,8% das atas eleitorais contabilizadas, Fujimori detém 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% do esquerdista Roberto Sánchez. A diferença entre eles é de cerca de 43 mil votos, uma margem que, segundo a agência EFE, não pode mais ser revertida, visto que restam apenas cerca de 26 mil votos a serem contabilizados. A vitória de Fujimori ocorreu em uma eleição tumultuada, em que os resultados oficiais do primeiro turno demoraram mais de um mês para serem anunciados, devido a problemas que resultaram na renúncia e prisão de membros do órgão eleitoral do país, na recontagem de atas eleitorais e em uma ordem da Justiça Eleitoral para que fossem auditados os sistemas digitais usados na eleição. A apuração do segundo turno também foi turbulenta, já que mais de 1,6 mil atas foram enviadas à Justiça Eleitoral do Peru para revisão por terem apresentado inconsistências, como erros de assinatura e discrepâncias aritméticas, e a esquerda tentou sem sucesso invalidar os votos no exterior, onde Fujimori teve vantagem. O grupo de Sánchez já havia adiantado antes da vitória matemática da conservadora que não reconheceria sua vitória. Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990–2000) e venceu na sua quarta tentativa de chegar à presidência, após ser derrotada nas eleições de 2011, 2016 e 2021, sempre no segundo turno. As vitórias da conservadora e de Abelardo de la Espriella na Colômbia, no último domingo (21), levam a direita a virar o jogo político na América do Sul. No início de 2023, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu seu terceiro mandato no Brasil, o subcontinente tinha oito mandatários de esquerda (na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guiana, Suriname e Venezuela) e apenas quatro de direita (Equador, Paraguai, Peru e Uruguai). Três anos e meio depois, o jogo político foi revertido. Contando já os triunfos de Espriella e Fujimori, a América do Sul ficará dividida entre sete governos de direita (Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru) e cinco de esquerda (Brasil, Venezuela, Guiana, Suriname e Uruguai).
Justiça manda hospital regularizar alvará e segurança em SLZ

MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — A Justiça do Maranhão determinou que o Hospital Real, em São Luís, regularize suas condições sanitárias e de segurança contra incêndio. A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos. O hospital está fechado há anos, mas precisa se adequar para poder voltar a funcionar. O hospital deve conseguir o Alvará Sanitário com a Vigilância Sanitária Estadual. Além disso, precisa cumprir todas as exigências do Corpo de Bombeiros Militar. A Justiça exige que a unidade apresente o Projeto de Combate a Incêndio e Pânico aprovado pelos bombeiros e o certificado de aprovação. A ação foi movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). As investigações começaram em 2021 após denúncias da empresa Amazônia Educação e Cultura. Segundo o MP, havia contaminação da água por fezes de pombos e os geradores de energia não funcionavam . Os bombeiros fizeram vistorias em 2021 e 2022 e encontraram falhas graves. Os sistemas de segurança contra incêndio estavam inoperantes ou insuficientes. A Vigilância Sanitária também constatou que o hospital não tinha o alvará sanitário em agosto de 2021. O juiz destacou que a falta de saídas de emergência e de extintores, além de problemas na central de gás, trazem riscos ao prédio e a vizinhos. Porém, ele negou o pedido de interdição total do imóvel. Como o hospital está fechado há vários anos, não há perigo imediato a pacientes ou profissionais. A interdição total só ocorrerá se o hospital descumprir a decisão ou tentar reabrir sem as devidas correções.
Câmara aprova divulgação de receita de multas em São Luís

SÃO LUÍS, 24 de junho de 2026 — A Câmara Municipal de São Luís aprovou o Projeto de Lei nº 0280/2025, de autoria do vereador Andrey Monteiro. A proposta obriga a Prefeitura a divulgar informações sobre a arrecadação e a aplicação dos recursos obtidos com multas de trânsito. Os dados deverão ficar disponíveis no site oficial do município. O texto determina a publicação do valor arrecadado a cada mês e do total acumulado no ano. Além disso, a Prefeitura deverá informar como os recursos foram utilizados, quais ações receberam os investimentos e quais órgãos executaram as despesas. A proposta também prevê a divulgação de eventuais saldos financeiros. Os relatórios poderão ser atualizados mensalmente e deverão permanecer disponíveis para consulta pública permanente. A divulgação deverá ocorrer até o 15º dia útil do mês seguinte ao da arrecadação. Segundo o autor, a medida busca ampliar a transparência da gestão pública e fortalecer o controle social sobre esses recursos. O projeto destaca que o Código de Trânsito Brasileiro determina a aplicação do dinheiro das multas em áreas como sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização, policiamento e educação para o trânsito. Durante a tramitação, pareceres técnicos da Câmara indicaram que a proposta não apresenta impedimentos jurídicos. Se for sancionada, a norma passará a exigir a divulgação regular dessas informações pela Prefeitura de São Luís.
Deputado quer ouvir Gilbson em CPI que já investiga Camarão

MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — O deputado Dr. Yglésio anunciou, durante sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão nesta quarta (24), que pretende solicitar à CPI que investiga possíveis irregularidades na área da educação a convocação de Gilbson e de sua esposa. Segundo o parlamentar, o pedido está relacionado a informações que surgiram após a divulgação de um suposto depoimento envolvendo o caso Tech Office e fatos ligados à aplicação de recursos públicos. O parlamentar afirmou que o depoimento divulgado menciona uma suposta oferta de dinheiro envolvendo o ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim, advogados e o desembargador Flávio Costa. Além disso, Dr. Yglésio declarou que pretende requerer medidas para apurar a origem de recursos financeiros utilizados pela família de Gilbson durante o período em que permaneceu em Brasília. “Agora ele aparece do nada dizendo que o Raimundo Cutrim, com os advogados, com o agora Desembargador Flávio Costa, teria oferecido dinheiro para ele. Eu queria de fato e eu vou fazer questão de, na próxima reunião da CPI, já sabendo que vai ser protocolado pedido de vistas pelo PL e pela Oposição dentro da Casa”, afirmou. CONVOCAÇÃO NA CPI De acordo com o deputado, a CPI deve analisar informações relacionadas à manutenção financeira da família e verificar eventuais movimentações bancárias. Ele afirmou que a investigação poderá buscar esclarecimentos sobre como o grupo familiar conseguiu se sustentar fora do Maranhão, apesar da alegada ausência de recursos compatíveis com o padrão de vida apresentado. Inclusive, Dr. Yglésio declarou ter tomado conhecimento de relatos que apontariam a participação de agentes políticos no custeio de despesas da família. Segundo ele, essas informações ainda precisam ser verificadas pela comissão. O parlamentar também mencionou suspeitas envolvendo recursos que teriam sido destinados a um município da região de Timbiras. O deputado sustentou que a CPI deve aprofundar as apurações sobre possíveis desvios de recursos da educação que, segundo ele, teriam relação com fatos investigados no caso Tech Office. Por isso, defendeu que os envolvidos sejam chamados para prestar esclarecimentos aos integrantes da comissão. “Como tem relação ali com a Secretaria de Educação, com as verbas da Secretaria de Educação da época que o Secretário era o Vice-Governador do Estado do Maranhão, nós vamos pedir a convocação da esposa e do próprio acusado. Pedir a quebra de sigilo bancário para que ele explique e ela explique como a família tem conseguido se manter em Brasília, às vezes com sete pessoas, lá em Brasília, uma família que não tem recursos praticamente.”
Felipe Camarão recorre ao TJMA para evitar quebra de sigilos

MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, pediu ao Tribunal de Justiça do Maranhão uma medida urgente para impedir a divulgação de informações sigilosas e evitar uma possível quebra de seus sigilos bancário, fiscal e de dados pela CPI instalada na Assembleia Legislativa. O pedido foi protocolado no Mandado de Segurança que já questiona a criação e o funcionamento da comissão. Segundo a defesa, a solicitação se tornou necessária após uma reunião da CPI realizada em 2 de junho. Os advogados afirmam que a maioria dos integrantes da comissão se manifestou favoravelmente à quebra dos sigilos de Felipe Camarão e de outros investigados. No entanto, a votação não foi concluída após um pedido de vista apresentado pelo deputado Rodrigo Lago. A petição também sustenta que o relator da CPI, deputado Dr. Yglésio, apresentou em sessão pública informações extraídas de uma investigação conduzida pelo Ministério Público. De acordo com a defesa, o material exibido estaria vinculado a um Procedimento Investigatório Criminal e a uma representação cautelar que tramitam sob sigilo e tiveram parte de seus efeitos suspensos por decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça. Os advogados argumentam que o objetivo da medida não é interromper os trabalhos da CPI. Segundo o pedido, a intenção é impedir a divulgação de informações pessoais, bancárias, fiscais, telemáticas e investigativas protegidas por segredo de justiça. Além disso, a defesa solicita que a comissão não delibere sobre novas quebras de sigilo baseadas em elementos oriundos desses procedimentos sigilosos. O pedido já foi anexado ao processo e aguarda decisão do TJMA.