
BRASIL, 16 de julho de 2026 — O Primeiro Comando da Capital (PCC) é a facção criminosa mais poderosa das Américas. É o que mostra um estudo do Instituto Igarapé, divulgado nesta quarta (15) no site da CNN Brasil.
A pesquisa comparou o nível de ameaça de vários grupos. O PCC ficou em primeiro lugar. Ele superou o Comando Vermelho (CV), do Rio, e os cartéis mexicanos de Sinaloa e Jalisco.
Os pesquisadores estimam que o PCC tenha entre 30 mil e 40 mil integrantes. O grupo começou nos presídios de São Paulo nos anos 1990. Hoje, ele atua em todo o Brasil e tem conexões na América do Sul, Europa e África.
Além disso, o PCC não depende só do tráfico de drogas. Ele também ganha dinheiro com mineração ilegal, extorsão e lavagem de dinheiro.
O coordenador do estudo, Robert Muggah, explica que o PCC tem uma estrutura descentralizada. Por isso, ele não depende de um único líder. Isso torna o grupo mais difícil de desmontar. “O PCC se destaca por sua escala e capacidade de operar em vários setores da economia criminosa”, disse Muggah à CNN.
O ranking não é uma lista absoluta dos maiores grupos. É uma comparação de ameaças. Os pesquisadores avaliaram tamanho, alcance, fontes de renda e resistência a prisões. O CV ficou em segundo lugar, com 20 a 30 mil membros. Também estão na lista a MS-13, o Tren de Aragua e o Clan del Golfo.
O estudo ainda mostra que o crime organizado na América Latina mudou. Muitas facções ampliaram suas atividades e não vivem só do tráfico. Elas também usam portos europeus, como Roterdã e Hamburgo, para enviar cocaína. No mês passado, os Estados Unidos declararam o PCC e o CV como grupos terroristas.
O Tesouro americano chamou o PCC de “maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental”.







