Mais de 1 milhão de maranhenses faltam às urnas no 1º turno

maranhenses 2026

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — Mais de 1 milhão de eleitores maranhenses não votaram no primeiro turno de 2026, realizado no domingo, 4 de outubro. A totalização registrou 1.022.456 ausências, ou 19,7% do eleitorado apto. Os dados não informam os motivos das faltas. O estado tinha 5.180.851 eleitores habilitados e 4.158.395 compareceram, cerca de 80,3%. A abstenção caiu em relação a 2022, quando chegou a 22%. No Brasil, mais de 33,4 milhões faltaram às urnas, e a taxa nacional foi de 21,08%, a maior desde 1998. No Maranhão, houve 3.846.156 votos nominais, 93.669 em branco e 169.646 nulos. Outros 48.924 ficaram anulados sub judice. Os votos válidos representaram 93,67%. Quem faltou ao primeiro turno pode justificar até 3 de dezembro de 2026 pelo e-Título, Autoatendimento Eleitoral ou cartório. Quem também faltar ao segundo turno, em 25 de outubro, deverá fazer nova justificativa até 8 de janeiro de 2027. Sem justificativa, poderá haver multa.

Tarcísio de Freitas venceu em 639 das 645 cidades de São Paulo

Tarcísio Haddad

SÃO PAULO, 05 de outubro de 2026 — Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo. A vitória no primeiro turno foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após apuração das urnas eletrônicas neste domingo (4). Com 100% das urnas apuradas em São Paulo, Tarcísio de Freitas ganhou com 14.491.874 votos (62,65%), superando os 13.480.643 votos que havia recebido no segundo turno de 2022, até então a maior votação de um candidato a governador no estado. Ele ganhou com folga de Fernando Haddad (PT), que obteve 8.423.656 votos (36,42%). Nascido no Rio de Janeiro, Tarcísio transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo em 2022, quando concorreu ao governo paulista pela primeira vez. Naquele ano, ele obteve 55,27% dos votos no segundo turno e também venceu Haddad, escolhido por 44,73% dos eleitores. Como governador, Tarcísio teve um mandato marcado por privatizações, como a venda da Sabesp e a concessão de linhas de trem à iniciativa privada. Acidentes e falhas nos serviços geraram críticas às medidas. Outros destaques negativos foram o aumento da letalidade policial e o recorde de casos de feminicídios no estado. Por outro lado, o esvaziamento do principal fluxo da Cracolândia, no centro da capital, e a entrega de obras como a Linha 17-Ouro do Monotrilho, atrasada há mais de uma década, viraram ativos para o governador. Ao longo da campanha, ele adotou tom de continuidade e afirmou que deve manter as características da gestão no segundo mandato, que vai até dezembro de 2030. “Há quatro anos, com muita humildade, eu pedi esse voto de confiança para vocês. Fui muito bem acolhido. E, mais uma vez, humildemente eu peço: vamos de novo, eu sei que a gente pode andar mais. Eu sei que tem muita coisa ainda para fazer. Avançamos, mas a gente pode mais”, disse em agosto. Felício Ramuth (MDB) foi reeleito como vice. Ele ganhou com folga de Fernando Haddad (PT), que obteve 8.423.656 votos (36,42%). Tarcísio dominou a disputa com folga e venceu em 639 dos 645 municípios paulistas. O petista só ganhou nas cidades de Diadema e Francisco Morato, na Grande São Paulo, e Coronel Macedo, Sandovalina, Euclides da Cunha Paulista e Itapura, no interior.

André Fufuca vira senador mais jovem da história do Maranhão

Fufuca senado

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — Eleito no domingo (4), André Fufuca (PP) se tornou o senador mais jovem da história do Maranhão. Nascido em 1989, o deputado federal e ex-ministro do Esporte recebeu 1.519.322 votos e terminou a disputa como o candidato mais votado para o Senado no estado. Natural de Santa Inês e formado em medicina, Fufuca foi deputado estadual entre 2011 e 2015. Depois, chegou à Câmara dos Deputados, onde cumpre o terceiro mandato. Além disso, comandou o Ministério do Esporte entre setembro de 2023 e março de 2026. Na campanha, Fufuca defendeu pautas ligadas à saúde pública, ao municipalismo, à educação e ao combate ao bullying. Ele foi eleito ao lado de Lahesio Bonfim (Novo), na chapa encabeçada pelo governador eleito Eduardo Braide (PSD). Apesar da aliança no Maranhão, os dois senadores eleitos estarão em lados diferentes no segundo turno presidencial. Lahesio afirmou à Mirante News FM que fará campanha por Flávio Bolsonaro (PL) e disse que marchará com a direita na disputa. Fufuca, por outro lado, afirmou que apoiará a reeleição do presidente Lula (PT). Ex-ministro do atual governo, ele disse à Mirante News que sua posição é pública e que não mudará após a eleição, pois já havia declarado esse apoio no primeiro turno.

Zé Dirceu e Eduardo Cunha perdem e ficam fora do Congresso

Dirceu Cunha

BRASÍLIA, 05 de outubro de 2026 — Dois nomes que marcaram a política brasileira nas últimas décadas não conseguiram retornar à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. José Dirceu (PT-SP) e Eduardo Cunha (Republicanos-MG) disputaram uma vaga no Legislativo, mas terminaram fora do Congresso. José Dirceu recebeu 78.450 votos na disputa por uma cadeira de deputado federal em São Paulo. Foi a primeira vez desde 1999 que o ex-ministro da Casa Civil voltou a concorrer a um cargo eletivo. A federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 11 das 70 vagas destinadas a São Paulo, mas Dirceu não ficou entre os eleitos. Ex-presidente nacional do PT e ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula, Dirceu foi um dos réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal no processo do Mensalão. Posteriormente, também foi alvo de processos da Operação Lava Jato. As condenações relacionadas à Lava Jato foram anuladas pelo STF em 2024. A tentativa de retorno ocorreu mais de duas décadas depois de sua última eleição para a Câmara. Dirceu havia deixado o Congresso após a cassação de seu mandato de deputado federal em 2005, em meio às investigações do Mensalão. Em Minas Gerais, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos) recebeu 32.075 votos na tentativa de voltar ao Legislativo federal. Ele, porém, não foi eleito e teve o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral. O registro aparece no sistema do Tribunal Superior Eleitoral como “anulado sub judice”. Cunha teve o mandato de deputado federal cassado pela Câmara em 2016, por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi aprovada por 450 votos a 10. Nas eleições deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais entendeu que Cunha permanecia inelegível até fevereiro de 2027. A defesa recorreu da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral. Com os resultados de 2026, tanto Dirceu quanto Cunha ficam, portanto, sem mandato no Congresso Nacional a partir da próxima legislatura.

Eleição muda composição da Câmara de São Luís em 2027

Câmara SLZ

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — As eleições de 2026 vão mudar a Câmara de São Luís em 2027. Aldir Júnior (PL) foi eleito deputado federal, enquanto André Campos (Republicanos) e Douglas Pinto (PSD) foram eleitos deputados estaduais. Por isso, os três deixarão o Legislativo municipal para assumir os novos mandatos. Com as saídas, os suplentes das legendas ocuparão as cadeiras. Matheus do Beiju (PL) assumirá no lugar de Aldir Júnior. Anderson Borges (PP) ficará com a vaga de André Campos. Já Severino Sales (PSD) substituirá Douglas Pinto. Os três suplentes passarão a ser titulares e ficarão na Câmara até o fim da atual legislatura, em 2028. A mudança será definitiva, pois os vereadores eleitos deixarão os mandatos municipais para tomar posse nos novos cargos. Douglas Pinto chega à Assembleia após ter sido o vereador mais votado de São Luís em 2024, com 16.036 votos. Além disso, Aldir Júnior e André Campos também construíram suas bases políticas na capital antes de conquistar vagas nos Legislativos federal e estadual. A disputa de 2026 reuniu 11 vereadores de São Luís. Também concorreram Rosana da Saúde, Flávia Berthier, Dr. Joel, Raimundo Penha, Marcelo Poeta, Andrey Monteiro, Mekl Oliveira e Anderson Martins. A Câmara tem 31 vereadores e terá mudanças nas bancadas durante o restante da legislatura.

Entenda por que Duarte não foi eleito mesmo com 140 mil votos

Duarte Júnior

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — O parlamentar Duarte Júnior (Avante) recebeu 140.898 votos para deputado federal, mas não conseguiu a reeleição pelo Maranhão. Seu partido não atingiu o quociente eleitoral necessário para garantir diretamente uma cadeira na Câmara dos Deputados. O resultado chama atenção porque ele foi o sexto candidato mais votado do estado. Isso acontece porque, para deputado federal, a vitória não depende apenas da quantidade de votos. A eleição no Brasil segue o sistema proporcional: antes de definir quem fica com as vagas, é preciso calcular quantos votos serão necessários ser alcançados para eleger. Esse número é chamado quociente eleitoral. O número é alcançado dividindo o número de votos válidos pela quantidade de vagas. Maranhão, foram cerca de 3,97 milhões de votos válidos disputando 18 cadeiras na Câmara. Dividindo um número pelo outro, chega-se a aproximadamente 220,6 mil votos. Esse é o quociente eleitoral, o número que define a distribuição das vagas entre partidos e federações. Depois entra o quociente partidário. Os votos de todos os candidatos e da legenda são somados para definir quantas cadeiras cada partido ou federação pode conquistar. O Avante somou cerca de 169 mil votos nominais, abaixo do necessário para garantir uma vaga diretamente. Duarte sozinho concentrou mais de 80% dos votos da chapa. As vagas restantes seguem para a distribuição das chamadas sobras, calculadas pelas médias e pelas regras de desempenho previstas na legislação. Por isso, ter mais votos individualmente que candidatos eleitos não garante uma cadeira. O desempenho coletivo da chapa também pesa. O contraste é grande. Duarte recebeu mais votos que vários candidatos eleitos e ainda aumentou sua votação em relação a 2022, quando chegou à Câmara com 111.019 votos. Desta vez, porém, os 140.961 votos não bastaram para renovar o mandato. Em São Luís, entretanto, Duarte deixou um sinal político importante. Ele foi o candidato a deputado federal mais votado da capital, com 75.600 votos, ou 12,56% dos válidos. O desempenho mantém seu nome entre as lideranças da cidade e pode colocá-lo novamente no foco da disputa municipal de 2028.

Assembleia renova 59% e Câmara troca 44% da bancada do MA

assembleia câmara

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — As eleições deste domingo (4) mudaram parte expressiva da representação política do Maranhão. Dos 42 deputados estaduais eleitos, 25 não integram a atual composição da Assembleia Legislativa e 17 parlamentares permanecem. A renovação chega a 59,5%. Na Câmara dos Deputados, oito das 18 vagas trocarão de ocupantes, uma renovação de 44%. Maedja Campos (PDT) liderou a votação, com 102,6 mil votos. Gleydson Rezende (MDB), Paulo Casé Fernandes (União), Cricielle (PT) e Detinha (PL) aparecem na sequência. Além disso, o MDB terá a maior bancada, com 17 deputados, seguido pelo PL, com sete. A renovação também deixou nomes conhecidos sem mandato. Carlos Lula, Rodrigo Lago, Osmar Filho e Wellington do Curso tentaram a reeleição estadual, mas ficaram fora. Iracema Vale e Fabiana Vilar deixaram a disputa pela Assembleia e conseguiram vagas na Câmara Federal. Já Fernando Braide, Mical Damasceno, Othelino Neto e Yglésio Moyses concorreram a deputado federal, mas não conseguiram mandato. Na Câmara, os oito novos eleitos são Iracema Vale, Vinicius Ferro, Fabiana Vilar, Aldir Júnior, Larissa DP, Erlânio Xavier, Mariana Carvalho e Dr. Orlando. Outros dez deputados federais conquistaram a reeleição. Pedro Lucas Fernandes liderou a votação no estado, com mais de 188 mil votos. As novas composições da Assembleia Legislativa e da bancada maranhense na Câmara tomarão posse em fevereiro de 2027.

Famílias conquistam vagas juntos nas eleições do Maranhão

Família Maranhão

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — Três famílias conseguiram eleger parentes nas eleições deste domingo (4) no Maranhão. Os irmãos Juscelino Filho e Luanna Rezende, Pedro Lucas Fernandes e Paulo Casé, além de Detinha e seu filho, Josimar Júnior, conquistaram vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Juscelino Filho (PSDB) garantiu a reeleição para deputado federal, com mais de 123 mil votos. Sua irmã, Luanna (PT), ex-prefeita de Vitorino Freire, recebeu mais de 49 mil votos e conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Assim, os irmãos terão mandatos simultâneos a partir de 2027. Pedro Lucas Fernandes (União) recebeu 186.512 votos e terminou como o deputado federal mais votado do Maranhão. Seu irmão, Paulo Casé (União), conquistou 94.633 votos para deputado estadual e ficou na terceira colocação entre os candidatos à Assembleia. Outra dobradinha ocorreu dentro do PL. Detinha recebeu 82.957 votos e foi eleita deputada estadual. Seu filho, Josimar Júnior, também conquistou uma cadeira na Assembleia, com 82.917 votos. Portanto, mãe e filho atuarão juntos no Legislativo estadual.

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