Lula pagou 6x mais, sem licitação, com WhatsApp em ano eleitoral

Lula whatsapp

BRASÍLIA, 23 de outubro de 2026 — O governo do presidente Lula (PT) já repassou R$ 237,8 milhões para um projeto que utiliza mensagens de celular para divulgar ações da administração federal e informações sobre programas sociais, como o Bolsa Família, o Gás do Povo e o Luz do Povo. Os recursos são destinados a uma organização privada sem fins lucrativos de Pernambuco, responsável por contratar empresas para executar os serviços de comunicação digital, incluindo disparos automatizados e atendimento por WhatsApp e por SMS. A estrutura começou a ser montada em dezembro de 2023, quando o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), comandado por Wellington Dias, firmou uma parceria de R$ 34,5 milhões com o Iaupe (Instituto de Apoio à Fundação Universidade de Pernambuco). O instituto ficou responsável pela execução do projeto Conexão Cidadã, criado para facilitar a comunicação do governo com beneficiários de políticas públicas. O acordo foi celebrado por um termo de fomento, modalidade que não exige licitação tradicional, mas está sujeita a regras próprias de seleção e execução. Para colocar o projeto em funcionamento, o instituto contratou fornecedores privados de tecnologia, atendimento e envio de mensagens. Entre eles, a Microtarget Marketing e Publicidade, empresa especializada em comunicação digital, que passou a prestar serviços de mensageria ao projeto. A atuação da companhia é reconhecida pelo próprio governo em documento de dezembro de 2023, que a identifica expressamente como responsável pela operação de seu canal de mensagens RCS. Na prática, o dinheiro público é transferido pelo ministério ao Iaupe, que remunera a Microtarget e os demais fornecedores. A Microtarget recebeu R$ 110,8 milhões até abril de 2026, o equivalente a cerca de metade dos R$ 215,4 milhões pagos pelo instituto a empresas e profissionais naquele período. Desde a assinatura, o valor total da parceria foi ampliado em quase 8 vezes, passando dos R$ 34,5 milhões iniciais para R$ 273,2 milhões. A maior expansão foi em 2025, às vésperas do ano eleitoral, quando o montante acumulado saltou de R$ 143,7 milhões para R$ 273,2 milhões. O prazo de execução também foi prorrogado até 29 de dezembro de 2026, depois do 2º turno da eleição. Os aumentos foram sucessivos e acumulados: cada novo valor já incluía os recursos anteriormente autorizados. Dos R$ 273,2 milhões esperados, R$ 237.762.939,82 já foram efetivamente transferidos pelo governo federal ao instituto, o equivalente a 87% do total. Os dados constam no Portal da Transparência. O montante financia não só o envio de mensagens, mas também atendimento, estudos, tecnologia e outras atividades determinadas no projeto. Em resposta a perguntas do Poder360, o Ministério do Desenvolvimento Social disse que o contrato com o Iaupe visou também a contratar “soluções tecnológicas, incluindo inteligência artificial, chatbots, interação com o beneficiário, pesquisas, análise de dados, monitoramento de resultados e integração de plataformas”. Não explica, no entanto, os preços acima da média do mercado. Continue lendo…

STF aceita Famem em ação sobre torres de telecomunicações

Famem

BRASÍLIA, 23 de outubro de 2026 — O STF aceitou a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) como amicus curiae em uma ação sobre o compartilhamento de torres de telecomunicações. O ministro Flávio Dino, relator do processo, tomou a decisão, publicada nesta quinta (22). Dino considerou que a Famem atende aos requisitos para participar do processo e pode fornecer informações relevantes ao julgamento. Segundo o ministro, existe relação entre as finalidades institucionais da federação e o tema discutido. Além disso, ele apontou repercussão jurídica e social na ação. A ADI 7708 foi apresentada pela Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel). A entidade questiona um dispositivo da Lei nº 14.173/2021, que revogou uma regra estabelecida anteriormente pela Lei nº 11.934/2009. A regra antiga obrigava empresas de telecomunicações a compartilhar torres transmissoras instaladas a menos de 500 metros umas das outras. A exigência poderia ser afastada quando houvesse justificativa técnica para manter estruturas separadas. Agora, o STF discute a constitucionalidade dessa revogação e seus efeitos sobre as redes de telecomunicações, o planejamento urbano e o uso da infraestrutura existente. Como amicus curiae, a Famem poderá apresentar argumentos e informações técnicas para auxiliar os ministros durante a análise do caso.

Morte após ataque a tiros provoca protesto no São Raimundo

São Raimundo

SÃO RAIMUNDO, 23 de outubro de 2026 — Moradores do São Raimundo bloquearam a Avenida Metropolitana, na noite de quinta (22), para cobrar mais segurança após a morte de Brenda Rainara de Oliveira. Ela foi atingida por um tiro na cabeça durante um ataque ocorrido no domingo, quando passava de carro pelo local com outra pessoa. Brenda recebeu socorro após o ataque e foi levada ao Hospital Carlos Macieira. No entanto, ela não resistiu aos ferimentos e morreu na quinta-feira. Segundo as informações disponíveis sobre o caso, o casal atingido pelos disparos não seria o alvo dos criminosos. Após a confirmação da morte, moradores realizaram o protesto e bloquearam a Avenida Metropolitana. O grupo cobrou reforço na segurança do bairro São Raimundo. A manifestação interrompeu a circulação de veículos pela via. A polícia foi acionada durante o protesto e realizou a desobstrução da avenida.

Cinco empresas entram na mira de sindicâncias no Socorrão I

Socorrão I

SÃO LUÍS, 23 de outubro de 2026 — A direção do Socorrão I, em São Luís, abriu cinco sindicâncias para investigar despesas feitas sem contratos formais e pagamentos por indenização. A diretora-geral Ilmara Arruda Pinho determinou as apurações, publicadas na edição nº 248 do Diário Oficial do Município. Os procedimentos envolvem cinco empresas que forneceram insumos ou serviços ao hospital: MSI Comércio de Materiais e Equipamentos Hospitalares, Brasil Hosp Produtos Médicos e Hospitalar, Lavare Gestão de Têxteis, Madrid Comércio e Serviço e Cirúrgica Fontelles Comércio e Representações. As apurações correspondem às portarias nº 119, 120, 121, 122 e 123 de 2026. Além disso, todas as sindicâncias seguem o artigo 244 da Lei Municipal nº 4.615/2006, que trata do Estatuto do Servidor Público de São Luís. A mesma comissão ficará responsável pelos cinco procedimentos. Maria Cristina Lima Marques preside o grupo, que também conta com Germano Silva Moura como membro e Alane de Fátima Feres Moraes Rego Araújo Serra como secretária. A comissão deverá analisar comprovantes de entrega, notas fiscais e os procedimentos administrativos internos. O objetivo é identificar a origem e verificar a regularidade das despesas que foram liquidadas fora do trâmite de licitação ou sem contrato formalizado.

Câmara vai decidir sobre veto de Esmênia à Lei de Zoneamento

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SÃO LUÍS, 23 de outubro de 2026 — A Câmara Municipal de São Luís realizará, na terça (27), às 9h, uma sessão extraordinária para analisar três vetos da prefeita Esmênia Miranda (PSD). Entre eles está o veto integral à nova Lei de Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo. O presidente da Casa, Paulo Victor, convocou a sessão. Esmênia anunciou o veto à Lei de Zoneamento em 16 de outubro. Segundo a prefeita, as 133 emendas apresentadas pelos vereadores, incluindo mudanças nos mapas, descaracterizaram os estudos técnicos usados na elaboração do projeto original encaminhado pelo Executivo. A gestora afirmou que a proposta surgiu após quase três anos de discussões com a sociedade, com audiências públicas e reuniões técnicas. A Câmara aprovou a atualização das regras de uso e ocupação do solo em setembro. Agora, os vereadores decidirão se mantêm o veto ou restabelecem o texto aprovado. Além disso, o plenário analisará o veto ao projeto do Coletivo Nós que reconhece o rio Jeniparana como ente vivo, com direitos próprios. A proposta também prevê medidas de proteção e conservação, além da criação de guardiões legais para o curso d’água. Outro veto envolve projeto do vereador André Campos. O texto cria incentivos fiscais para contribuintes do ISSQN que financiarem projetos culturais em São Luís. A sessão ocorrerá no Plenário Simão Estácio da Silveira.

Famosos declaram apoio a Lula e Flávio Bolsonaro, mas não votam

Famosos Lula

MARANHÃO, 23 de outubro de 2026 — Como é comum nas campanhas presidenciais, famosos como atores, cantores e apresentadores vêm declarando seu apoio ao presidente Lula (PT) ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seja nas redes sociais, seja em eventos públicos. Alguns deles, porém, não compareceram às urnas no 1º turno das eleições, realizado em 4 de outubro. Em consulta ao site do Tribunal Superior Eleitoral, o Poder360 identificou celebridades que tiveram pedidos de justificativa de ausência deferidos pela Justiça Eleitoral e outras que aparecem com o título de eleitor cancelado. O cancelamento pode acontecer quando o eleitor deixa de votar, justificar a ausência e quitar as multas correspondentes em 3 eleições consecutivas. A cantora Anitta teve sua justificativa de ausência às urnas aceita pela Justiça Eleitoral. Apoiadora de Lula desde a eleição de 2022, ela divulgou um vídeo após o 1º turno em que afirmou ter subestimado a força do bolsonarismo. “Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, eu tava convencida de que o Lula ia ganhar no 1º turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dá credibilidade ao bolsonarismo, mas eu estava errada, né?”, declarou. Assim como a cantora, Fábio Porchat também teve seu pedido de justificativa de ausência deferido pela Justiça Eleitoral. Ele foi um dos apresentadores da série de reportagens “Revelando”, projeto do podcast Calma Urgente em parceria com o ICL Notícias, a Mídia Ninja e a 342 Artes. O episódio narrado por Porchat, que chegou a ser derrubado pela Meta, abordou as relações entre Flávio e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Outra celebridade que teve o pedido de justificativa de ausência no 1º turno deferido pela Justiça Eleitoral foi o ator Bruno Gagliasso. Durante a campanha do 2º turno, ele publicou, assim como outros artistas, uma foto fazendo o “L” com as mãos, em referência ao apoio a Lula, e vestindo uma camiseta verde e amarela. A imagem fez parte de uma mobilização coordenada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) por meio do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Entre os artistas com o título de eleitor cancelado está Luana Piovani. Ativa nas redes sociais, a atriz, que se declara de esquerda, também foi uma das apresentadoras da série Revelando, em um episódio sobre a PEC das Praias, relatada por Flávio Bolsonaro. Também aparecem com os títulos cancelados o rapper Matuê e o youtuber Cellbit, ambos apoiadores de Lula. O apoio público de artistas a Flávio foi mais tímido do que o recebido por Lula. Na quarta (21), o senador participou de um encontro com mais de 30 representantes da música sertaneja em apoio à sua candidatura. Entre os presentes, estava Marrone, da dupla Bruno e Marrone. Segundo a consulta à Justiça Eleitoral, o cantor também não foi votar no 1º turno e aparece com o título de eleitor cancelado.

Nordeste lidera pobreza e analfabetismo após 5 mandatos do PT

Nordeste PT

MARANHÃO, 23 de outubro de 2026 — O Nordeste continua apresentando as maiores taxas de analfabetismo e pobreza do Brasil, mesmo após cinco mandatos presidenciais do Partido dos Trabalhadores (PT), considerando os governos de Lula e Dilma Rousseff. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a região permanece com os piores indicadores entre as cinco regiões do país. Em 2025, a taxa de analfabetismo no Nordeste foi de 10,6% entre pessoas com 15 anos ou mais, mais que o dobro da média nacional de 4,9%. Dos 8,4 milhões de brasileiros que não sabiam ler nem escrever, aproximadamente 4,8 milhões viviam nos nove estados nordestinos. A diferença também aparece na comparação com outras regiões. Enquanto o Nordeste registrou 10,6% de analfabetismo, o Norte apresentou 5,7%, o Centro-Oeste 3,3%, o Sul 2,4% e o Sudeste 2,3%, segundo a PNAD Contínua. Na pobreza, o Nordeste apresentou a maior proporção de habitantes nessa condição. Em 2024, 39,4% da população regional vivia abaixo da linha de pobreza utilizada pelo IBGE, enquanto o Sul registrava 11,2%, o menor percentual do país. Apesar da permanência das desigualdades, os indicadores apresentaram melhora nos últimos anos. A taxa de analfabetismo nordestina caiu de 13,9% em 2016 para 10,6% em 2025. Já a proporção de pessoas em situação de pobreza recuou de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024. Em 2024, Alagoas registrou taxa de analfabetismo de 14,2%, seguida pelo Piauí, com 13,8%, e Pernambuco, com 12,7%, os três maiores percentuais estaduais daquele ano.

Recurso que pede cassação de chapa em Turiaçu chega ao TSE

Turiaçu TSE

TURIAÇU, 23 de outubro de 2026 — Um recurso que pede a cassação do prefeito de Turiaçu, Edésio Cavalcanti (Republicanos), e do vice, Adonilson Alves Rabelo (Republicanos), chegou ao TSE na terça (20). A ação tenta reverter a decisão do TRE-MA que afastou a cassação. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva será o relator do caso. Os dois foram condenados em primeira instância por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024. A sentença também declarou Edésio e Adonilson inelegíveis por oito anos e determinou medidas para novas eleições. Porém, eles recorreram, e o TRE-MA reformou uma das sentenças por 4 votos a 3. A ação foi apresentada pela coligação Pela Liberdade de Turiaçu, formada por PSB, PL, União Brasil e Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV. Os autores afirmam que a estrutura da prefeitura foi usada para favorecer politicamente integrantes do grupo que disputou a eleição. A Justiça apontou que a distribuição de pescado na Semana Santa de 2024 ocorreu sem previsão em programa social criado por lei específica. Segundo a decisão, a iniciativa ultrapassou o caráter assistencial e ficou associada à imagem dos políticos envolvidos. Além disso, os gastos com pescado aumentaram. O município desembolsou R$ 17,1 mil em 2021 e R$ 194,2 mil em 2023. Em 2024, ano eleitoral, foram R$ 546,6 mil. Para o juiz, o aumento reforçou os indícios de uso da máquina pública em benefício de candidaturas do grupo político.

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