Justiça mantém Sérgio Frota no comando do Sampaio Corrêa

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão negou, nesta quarta (19), o pedido urgente de Klaus Lopes da Silva para devolver o comando do Sampaio Corrêa a junta governativa. Logo, Sérgio Frota e a diretoria eleita para o mandato de 2026 a 2029 seguem responsáveis pelo clube. O recurso também passou a incluir Josué de Sousa Barreto Neto e Vitor Melo Silva Santos. O grupo tentou derrubar decisão da 6ª Vara Cível de São Luís, que suspendeu os efeitos da assembleia de 28 de junho. A reunião havia afastado a diretoria, anulado a eleição e criado uma administração provisória. O desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim apontou dúvidas sobre a regularidade da assembleia. Entre elas estão possível participação de associados inadimplentes, problemas em procurações e assinaturas e ausência de protocolo prévio para convocação. Além disso, o registro da ata em cartório não elimina possíveis irregularidades. A decisão também considerou o risco de dois grupos administrarem o clube ao mesmo tempo. Segundo o magistrado, isso poderia criar problemas com bancos, pagamentos de funcionários e atletas, além de dificuldades com CBF e Federação Maranhense. A disputa envolvendo o CT José Carlos Macieira já corre em outro processo. Por isso, Klaus Lopes, Josué Barreto e Vitor Melo continuam impedidos de administrar ou representar o Sampaio. Também seguem suspensas todas as decisões tomadas na assembleia de 28 de junho, inclusive a que teria devolvido direitos associativos ao advogado e ex-vice-presidente Perez Silva da Paz.
Amiga de Lulinha enviou a Marcola minuta de contrato da Saúde

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — Roberta Luchsinger enviou a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, uma minuta para vender canabidiol ao Ministério da Saúde. O documento, revelado nesta quinta (20), previa 1,2 milhão de frascos por R$ 626 milhões, sem licitação, para formar estoque a pacientes com decisões judiciais. A Polícia Federal encontrou a minuta nos celulares de Luchsinger e de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A suspeita é que a empresária tenha sido contratada por Antunes para viabilizar o negócio com ajuda de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O STF investiga possíveis irregularidades. Uma testemunha da World Cannabis confirmou à PF o valor do negócio. Além disso, investigadores acharam versões de um termo de referência que poderia servir de base ao Ministério da Saúde. Um áudio mostra Luchsinger e Antunes discutindo a dispensa de licitação e a criação de uma justificativa para o procedimento. Mensagens também mostram Antunes buscando modelos usados pelo ministério e dizendo que teria reuniões com técnicos da pasta. A PF apurou ainda viagens dele aos Estados Unidos e à Colômbia para procurar fornecedores. O Ministério da Saúde afirmou que nunca discutiu nem contratou a compra de canabidiol para o SUS. As defesas de Antunes, Luchsinger e Marcola não se manifestaram. Segundo O Globo, Marcola disse a interlocutores que receber o arquivo foi inadequado, mas negou favorecimento. A defesa de Lulinha afirmou que se manifestará nos autos após ter acesso integral aos dados obtidos com as quebras de sigilo.
PF levou 7 meses para enviar ao STF quebra de sigilo de Lulinha

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — A Polícia Federal (PF) levou mais de sete meses para entregar ao ministro André Mendonça, do STF, dados das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A demora ocorreu em investigações ligadas aos casos do INSS e do Banco Master. Mendonça havia determinado, em dezembro, a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha. Diante da demora e de outros atritos, como a troca da coordenação da investigação do INSS, o ministro mandou a PF enviar ao gabinete a íntegra dos dados obtidos. A PF considerou a ordem uma interferência na autonomia da investigação e procurou a Advocacia-Geral da União para avaliar um recurso ao STF. A medida, porém, não avançou. Além disso, integrantes do governo, entre eles Jorge Messias, atuaram para reduzir o conflito entre Mendonça e a corporação. Em outra frente, a PF investiga possíveis relações de Lulinha com Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Uma das apurações envolve suspeita de tráfico de influência em um projeto de medicamentos à base de cannabis apresentado ao Ministério da Saúde. A investigação também analisa mensagens e relações financeiras entre pessoas citadas no caso. Lulinha é alvo de três inquéritos, enquanto sua defesa nega irregularidades e questiona vazamentos de informações sigilosas.
PF mira desvio de 20 toneladas de livros no Maranhão e Piauí

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — A Polícia Federal realizou nesta quinta (20) a Operação Libricida contra suspeitos de desviar livros didáticos do FNDE no Piauí e Maranhão. A investigação aponta que mais de 20 toneladas de material podem ter sido desviadas durante o transporte. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em Timon e Matões, no Maranhão. Além disso, um dos investigados foi preso. Segundo a PF, ele tinha um mandado de prisão em aberto por condenação definitiva pelo crime de tráfico de drogas. A PF afirma que os livros faziam parte do Programa Nacional do Livro Didático. As cargas saíam de um centro de distribuição em Teresina para escolas públicas do interior dos dois estados. Os suspeitos teriam mudado as rotas e deixado de entregar o material. Segundo a investigação, os envolvidos também teriam usado comprovantes com assinaturas falsificadas para simular as entregas. Por isso, a PF apura crimes de furto qualificado mediante fraude, concurso de pessoas e falsificação de documento particular. Os investigadores calculam que mais de 20 toneladas foram desviadas somente nas cargas com registros detalhados. A PF não descarta um volume maior. Inclusive, apura se parte dos livros foi vendida para reciclagem de papel.
PGR pede que STF envie caso Lulinha à Justiça Comum

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — A Procuradoria-Geral da República pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que os processos contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) sejam enviados à primeira instância. O filho do presidente Lula é investigado por suspeita de tráfico de influência. O caso envolve a lobista Roberta Luchsinger e a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo. A PGR entende que, nos inquéritos sobre a Dataprev e a oferta do medicamento, não há sinais de participação de pessoas com foro privilegiado. Por isso, sugeriu a transferência dos casos para a Justiça comum. O órgão também destacou que essas apurações não têm ligação com a operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Esse outro processo fica no STF porque envolve parlamentares. Lulinha é suspeito de facilitar o acesso de Roberta Luchsinger ao governo federal. A lobista já atuou com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso sob suspeita de desviar recursos do instituto. Segundo as investigações, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Careca, em cinco pagamentos de R$ 300 mil cada. O dinheiro seria para intermediar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde e incluir o produto no SUS. Além disso, Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, recebeu de Roberta um rascunho de contrato para comercializar o medicamento com a pasta.
Braide decide ir à Band após faltar a debate da emissora

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — Eduardo Braide (PSD) decidiu participar nesta quinta (20) de uma entrevista na Band Maranhão, em São Luís. A ida ocorre 11 dias após o candidato faltar ao debate da emissora. Na época, ele afirmou que pretendia participar apenas do debate da Globo por causa da audiência. A declaração provocou repercussão no Maranhão e também fora do estado. A direção nacional da Band criticou a justificativa e afirmou que debates eleitorais devem servir para informar o eleitor e colocar candidatos diante do contraditório. Agora, Braide volta à emissora em formato de entrevista individual. A ida à emissora ocorre em uma momento de série de decisões do ministro Flávio Dino, do STF, que envolve retirada eo sigilo de investigações sobre suspeitas de corrupção, desvio de emendas, obstrução da Justiça e homicídio no Maranhão. Dino também afastou por 180 dias o conselheiro do TCE-MA Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão. As investigações também mencionam o ex-secretário Raimundo Cutrim e o governador Carlos Brandão, mas Felipe Camarão não foi incluído no inquérito, mesmo após nomear João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, morto em 2022. Bosco ocupou cargo comissionado na Secretaria de Educação e participou de atos da campanha de Dino naquele ano.
Ex-assessor de Lula se reunia em mansão com Lulinha

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — O ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana (Marcola), participou de reuniões privadas em uma mansão em Brasília. O local era usado para fechar negócios do governo. Ele estava acompanhado do empresário Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula, e da lobista Roberta Luchsinger. Uma ex-empregada da casa revelou esses encontros em uma entrevista ao canal SBT. Ela trabalhou no imóvel, no condomínio do Lago Sul, entre novembro de 2024 e maio de 2025. Lulinha mandou demitir a funcionária quando suspeitou que ela vazava informações sobre a rotina do local. Políticos e empresários de vários estados visitavam a mansão. Eles buscavam acesso mais fácil a verbas do governo federal. As conversas tratavam de programas sociais, projetos de educação e ações do Ministério da Saúde. A Polícia Federal (PF) investiga a atuação de Marcola e Lulinha na liberação de contratos públicos. Os agentes descobriram que Roberta transferiu R$ 249 mil para Marcola. A testemunha viu as reuniões do grupo no fim de 2024. Naquela época, Marcola trabalhava no Palácio do Planalto. Ele também participou de almoços de negócios e bate-papos com parlamentares. A defesa de Marcola disse que vai se explicar apenas no processo judicial. Os advogados de Lulinha negaram que ele tenha feito algo ilegal na residência. Roberta Luchsinger não respondeu às tentativas de contato.
Dino flerta com ideia da ditadura após ação contra jornalista

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — O ministro do STF Flávio Dino defendeu nesta quinta (20) a discussão sobre a exigência de diploma para jornalistas. A manifestação ocorreu nas redes sociais, em meio à repercussão de uma decisão judicial que envolveu busca e apreensão ligada a uma fonte de jornalista no Maranhão. Dino afirmou que considera difícil conciliar as garantias constitucionais da profissão com a ideia de que qualquer pessoa possa atuar como jornalista e ter as mesmas prerrogativas profissionais. Segundo ele, a regulamentação também pode fortalecer a proteção jurídica dos trabalhadores da categoria. O tema voltou ao debate no STF após manifestações de Dino e Alexandre de Moraes durante o julgamento de uma ação envolvendo a Rede Globo e uma clínica médica. A obrigatoriedade do diploma para jornalistas deixou de valer em 2009, após decisão do próprio Supremo. A discussão ganhou força após críticas à atuação do STF em um caso envolvendo um jornalista maranhense. Críticos dos ministros afirmam que a retomada da exigência poderia limitar a liberdade de imprensa. Já Dino defende que o debate sobre regras profissionais é legítimo diante das mudanças provocadas pela internet e pelas redes sociais. A obrigatoriedade do diploma foi criada durante a ditadura militar, após o AI-5, e seus críticos afirmam que a medida ajudou a restringir o acesso às redações e a controlar a imprensa.