Federação PSOL/Rede não supera cláusula de barreira

BRASIL, 05 de outubro de 2026 — A federação Psol/Rede não superou a cláusula de barreira por 185 votos. Por isso, não terá direito a tempo de televisão e verba dos fundos partidário e eleitoral a partir do ano que vem. Ao menos por enquanto. Para passar a cláusula, a federação precisava de 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal. Além disso, precisava de pelo menos 1,5% em nove estados. Ou então eleger 13 deputados federais em nove estados. A federação garantiu os 2,5% nacionais com a votação em São Paulo, onde teve mais de 12%. Então, faltava atingir 1,5% em nove estados. Conseguiu em oito: Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O nono estado seria Espírito Santo, Bahia ou Santa Catarina. No Espírito Santo, a federação teve 31.839 votos, ou 1,49% dos válidos. Como o estado teve 2.134.985 votos válidos, precisava de 32.024. Portanto, faltaram 185 votos. Essa conta pode mudar se houver anulação de candidaturas. Isso costuma acontecer em casos de fraude na cota de gênero. Aí, o total de votos válidos diminuiria. Com isso, a proporção da federação aumentaria, e ela poderia atingir a cláusula. Em Santa Catarina, a federação ficou com 0,99%. Na Bahia, teve 1,08%. No Acre, antigo reduto de Marina Silva, a Rede não lançou candidato. Lá, a mais votada do Psol teve 104 votos.
Votação de Erika Hilton ajuda Sônia Guajajara a se reeleger

SÃO PAULO, 05 de outubro de 2026 — Sônia Guajajara (PSOL) foi reeleita deputada federal por São Paulo neste domingo (4), com 54.207 votos, equivalentes a 0,23% dos válidos. A eleição ocorreu com ajuda do desempenho do PSOL, impulsionado pela votação de Erika Hilton, que recebeu 1.596.472 votos, ou 6,73%. A diferença acontece por causa do sistema proporcional usado na eleição para a Câmara. Nesse modelo, os votos dos candidatos e da legenda ou federação ajudam a definir quantas cadeiras o grupo conquista. Portanto, uma votação elevada pode contribuir para a eleição de outros candidatos da mesma chapa. Erika teve quase 30 vezes a votação individual de Sônia e ajudou a ampliar o desempenho da legenda. Além disso, Sâmia Bomfim, também do PSOL, recebeu 583.107 votos, equivalentes a 2,46% dos válidos. Os números apresentados correspondem aos dados da apuração informados. Eleita pela primeira vez em 2022, Sônia garantiu um novo mandato na Câmara. Sua agenda política inclui proteção dos territórios indígenas, combate ao desmatamento, enfrentamento da crise climática, direitos das mulheres e redução da jornada de trabalho.
Flávio Bolsonaro elege 30 aliados ao Senado Federal

BRASIL, 05 de outubro de 2026 — Flávio Bolsonaro apoiou 49 candidatos ao Senado. Então, 30 deles venceram neste domingo (4). As vitórias ocorreram em 17 estados e no Distrito Federal. Além disso, 19 eleitos são do PL e 11 de outros partidos. Entre os eleitos estão Michelle Bolsonaro (PL-DF), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR), Deltan Dallagnol (Novo-PR), Carlos Jordy (PL-RJ) e Guilherme Derrite (PP-SP). No Acre, Alagoas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, os dois apoiados venceram. O mesmo ocorreu no DF. Por outro lado, em nove estados nenhum apoiado se elegeu. São eles: Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe. Ao todo, 19 candidatos da lista ficaram fora. O Senado tem duas vagas por estado em disputa. Não há segundo turno. Os dois mais votados assumem mandatos de oito anos. A eleição era prioridade do PL. O objetivo é ampliar a bancada para escolher o próximo presidente da Casa e influenciar decisões sobre o STF. Flávio afirmou que um Senado aliado pode equilibrar e fiscalizar o Judiciário. Ele também defendeu o impeachment de ministros do STF. A família Bolsonaro teve três parentes eleitos: Michelle e Carlos Bolsonaro.
Duarte Jr faz 140 mil votos e fica fora; Jerry entra com 54 mil

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — Duarte Júnior (Avante) recebeu 140.898 votos para deputado federal, mas não conseguiu a reeleição pelo Maranhão. Já Márcio Jerry (PCdoB) garantiu uma vaga mesmo com 54.895 votos. Os números eram registrados às 22h17 deste domingo (4), quando 99,72% das urnas estavam apuradas. A diferença ocorre porque a eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Portanto, a quantidade de votos recebida individualmente não determina sozinha quem conquista uma cadeira. O desempenho dos partidos e das federações também interfere na distribuição das vagas. O Avante somava cerca de 170 mil votos. Duarte concentrou a maior parte desse resultado. O segundo candidato mais votado da legenda, TK, tinha apenas 6.028 votos. Por isso, mesmo com quase 141 mil votos, Duarte não conseguiu garantir a reeleição. Márcio Jerry disputou pelo PCdoB, partido que integra uma federação com PT e PV. Juntas, as siglas alcançaram 302.258 votos. Esse desempenho permitiu à federação conquistar vagas e beneficiou Jerry na distribuição pelo sistema proporcional. Assim, Duarte terminou a disputa com mais que o dobro dos votos de Jerry, mas ficou fora da Câmara. Jerry, por outro lado, conseguiu a eleição com pouco mais de 54 mil votos.
PGR arquiva pedido para apurar interferência dos EUA na eleição

BRASÍLIA, 05 de outubro de 2026 — A Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou em julho que não havia provas nem elementos mínimos para justificar a abertura de um inquérito sobre interferência dos Estados Unidos na eleição presidencial brasileira. Com esse entendimento, o gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou naquela época uma representação para abrir investigação sobre o assunto. Nesta semana, o gabinete recebeu um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para abertura de inquérito do mesmo tema, em termos semelhantes, mas ainda não houve uma resposta.Esse mesmo pedido da AGU foi enviado à Polícia Federal, que já mandou abrir inquérito. O diretor-geral, Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo, 4, que a corporação havia aberto uma investigação e delegou à Diretoria de Inteligência Policial a instauração de inquérito. Ele não deu detalhes sobre o procedimento, que ainda está em fase inicial. Na manifestação de julho, a PGR apontou que o pedido não tinha elemento de corroboração e se baseava apenas em notícia na imprensa. “A despeito da relevante preocupação manifestada pela representação, não há elementos mínimos que suportem uma atuação preventiva do Ministério Público Federal, o que não afasta, em momento oportuno, uma vez configurada efetiva atuação ilícita em território nacional, a instauração de investigação específica”, disse a PGR. Com isso, o pedido foi arquivado. O ofício enviado nesta semana pela AGU, que ainda não teve resposta, também se limita a reproduzir uma matéria do jornal britânico The Guardian que aponta suspeitas de financiamento dos Estados Unidos a movimentos no Brasil para descredibilizar o STF. Ao final, o órgão afirmou: “Nesse contexto, a informação é especialmente grave diante do processo eleitoral brasileiro em curso e dos episódios recentes de pressão externa sobre as instituições instituições brasileiras, conforme amplamente noticiado, o que inclui a aplicação de sanções a autoridades nacionais. Os fatos narrados são de extrema gravidade e meritórios de imediata apuração. Caso comprovado, o recebimento de capital estrangeiro para a promoção de ataques ordenados e sistemáticos à soberania nacional e ao funcionamento das instituições do Sistema de Justiça brasileiro, mediante a instrumentalização de fundos internacionais desviados de sua finalidade original de proteção aos direitos humanos, poderá revelar uma estrutura de ingerência externa em assuntos internos do Estado brasileiro, impondo a identificação dos responsáveis, notadamente, dos eventuais destinatários dos recursos em território nacional, para avaliação de eventual responsabilidade penal, na medida das condutas individualmente apuradas”. O documento foi assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e outros três integrantes da equipe.
Conheça os 10 deputados estaduais mais votados do Maranhão

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — O Maranhão definiu neste domingo (4) os 42 deputados estaduais que ocuparão a Assembleia Legislativa a partir de 2027. Com 100% das urnas apuradas, Maedja Campos (PDT) liderou a votação, com 102.694 votos, equivalentes a 2,62% do total. Gleydson (MDB) ficou em segundo lugar, com 95.645 votos. Paulo Casé Fernandes (União) veio logo depois, com 95.608. Cricielle (PT) conquistou a quarta posição, com 85.630 votos. Detinha (PL) completou os cinco primeiros, com 83.546. Na sequência aparecem Josimar (PL), com 83.112 votos, e Douglas Pinto (PSD), com 82.338. Vanessa Marreca (MDB) ficou em oitavo, com 81.322. Além disso, Aluízio Santos (PL) recebeu 77.591 votos e alcançou a nona colocação. Marcos Miranda Junior (PSB) fecha a lista dos dez mais votados, com 76.687 votos. Entre os dez primeiros, o PL colocou três candidatos, enquanto o MDB teve dois. PDT, União, PT, PSD e PSB aparecem com um representante cada. No resultado geral, o MDB conquistou a maior bancada da Assembleia, com 17 dos 42 deputados. O PL elegeu sete. PSD e Republicanos garantiram quatro cadeiras cada. O PDT ficou com três, enquanto União, PT e PSB elegeram dois cada. O PRD conquistou uma vaga. Veja a lista completa, por ordem de votação:
Veja os 5 deputados federais mais votados do Maranhão

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — O Maranhão definiu neste domingo (4) os 18 deputados federais que representarão o estado na Câmara a partir de 1º de fevereiro de 2027. Com 100% das urnas apuradas, Pedro Lucas Fernandes (União) liderou a votação, com 188.853 votos, equivalentes a 4,75% dos válidos. Iracema Vale (MDB) ficou na segunda posição, com 179.351 votos, ou 4,52%. Logo depois aparece Vinicius Ferro (MDB), que recebeu 166.880 votos, equivalentes a 4,20%. Os dois ajudaram o MDB a conquistar a maior bancada maranhense na Câmara, com cinco deputados. Fabiana Vilar (PL) aparece na quarta colocação, com 160.361 votos, ou 4,04% dos válidos. Aldir Junior (PL) completa o grupo dos cinco mais votados, com 141.764 votos e 3,57%. Logo, MDB e PL colocaram dois nomes cada entre os cinco primeiros. Ao todo, o MDB elegeu cinco deputados federais e o PL conquistou quatro cadeiras. O União garantiu duas. PP, PDT, PSDB, PRD, PT, Republicanos e PCdoB elegeram um representante cada. Dos 18 deputados eleitos pelo Maranhão, nove foram reeleitos e cinco são mulheres. A eleição também registrou 19,74% de abstenção entre os eleitores aptos. Além disso, os votos brancos representaram 3,10% do total, enquanto os nulos somaram 1,38%.
Fufuca e Lahesio conquistam vagas no Senado pelo Maranhão

MARANHÃO, 04 de outubro de 2026 — André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) foram eleitos senadores pelo Maranhão neste domingo (4), nas eleições de 2026. Os dois conquistaram as duas vagas do estado em uma disputa realizada em turno único. Portanto, ambos assumirão os mandatos no Senado a partir de 2027. Na apuração, Fufuca ficou em primeiro lugar, com pouco mais de 21% dos votos válidos. Lahesio também alcançou 21%. Cada um recebeu mais de 1,2 milhão de votos. Roseana Sarney (MDB), que também buscava uma das cadeiras, terminou em terceiro lugar, com 15,99%. Lahesio é médico e ganhou projeção política após vencer a eleição para prefeito de São Pedro dos Crentes em 2016. Ele conquistou a reeleição em 2020. Além disso, disputou o Governo do Maranhão em 2022 e terminou aquela eleição na segunda colocação. Fufuca também é médico. Ele iniciou a trajetória política como deputado estadual e chegou à Câmara dos Deputados em 2015. Depois, tornou-se líder do PP e comandou o Ministério do Esporte no governo Lula entre 2023 e 2026. Neste ano, deixou a disputa pela reeleição à Câmara para concorrer ao Senado. Como a eleição para senador ocorre em turno único, não haverá segundo turno para o cargo. Fufuca e Lahesio tomarão posse como senadores em 1º de fevereiro de 2027.

