Keiko eleita no Peru e direita vira o jogo na América do Sul

keiko peru

PERU, 24 de junho de 2026 — A apuração do segundo turno da eleição presidencial no Peru, realizado no último dia 7, indicou na madrugada desta quarta (24) que a candidata conservadora Keiko Fujimori já é matematicamente a vencedora da disputa. Com 99,8% das atas eleitorais contabilizadas, Fujimori detém 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% do esquerdista Roberto Sánchez. A diferença entre eles é de cerca de 43 mil votos, uma margem que, segundo a agência EFE, não pode mais ser revertida, visto que restam apenas cerca de 26 mil votos a serem contabilizados. A vitória de Fujimori ocorreu em uma eleição tumultuada, em que os resultados oficiais do primeiro turno demoraram mais de um mês para serem anunciados, devido a problemas que resultaram na renúncia e prisão de membros do órgão eleitoral do país, na recontagem de atas eleitorais e em uma ordem da Justiça Eleitoral para que fossem auditados os sistemas digitais usados na eleição. A apuração do segundo turno também foi turbulenta, já que mais de 1,6 mil atas foram enviadas à Justiça Eleitoral do Peru para revisão por terem apresentado inconsistências, como erros de assinatura e discrepâncias aritméticas, e a esquerda tentou sem sucesso invalidar os votos no exterior, onde Fujimori teve vantagem. O grupo de Sánchez já havia adiantado antes da vitória matemática da conservadora que não reconheceria sua vitória. Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990–2000) e venceu na sua quarta tentativa de chegar à presidência, após ser derrotada nas eleições de 2011, 2016 e 2021, sempre no segundo turno. As vitórias da conservadora e de Abelardo de la Espriella na Colômbia, no último domingo (21), levam a direita a virar o jogo político na América do Sul. No início de 2023, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu seu terceiro mandato no Brasil, o subcontinente tinha oito mandatários de esquerda (na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guiana, Suriname e Venezuela) e apenas quatro de direita (Equador, Paraguai, Peru e Uruguai). Três anos e meio depois, o jogo político foi revertido. Contando já os triunfos de Espriella e Fujimori, a América do Sul ficará dividida entre sete governos de direita (Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru) e cinco de esquerda (Brasil, Venezuela, Guiana, Suriname e Uruguai).

Justiça manda hospital regularizar alvará e segurança em SLZ

risco iminente

MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — A Justiça do Maranhão determinou que o Hospital Real, em São Luís, regularize suas condições sanitárias e de segurança contra incêndio. A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos. O hospital está fechado há anos, mas precisa se adequar para poder voltar a funcionar. O hospital deve conseguir o Alvará Sanitário com a Vigilância Sanitária Estadual. Além disso, precisa cumprir todas as exigências do Corpo de Bombeiros Militar. A Justiça exige que a unidade apresente o Projeto de Combate a Incêndio e Pânico aprovado pelos bombeiros e o certificado de aprovação. A ação foi movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). As investigações começaram em 2021 após denúncias da empresa Amazônia Educação e Cultura. Segundo o MP, havia contaminação da água por fezes de pombos e os geradores de energia não funcionavam . Os bombeiros fizeram vistorias em 2021 e 2022 e encontraram falhas graves. Os sistemas de segurança contra incêndio estavam inoperantes ou insuficientes. A Vigilância Sanitária também constatou que o hospital não tinha o alvará sanitário em agosto de 2021. O juiz destacou que a falta de saídas de emergência e de extintores, além de problemas na central de gás, trazem riscos ao prédio e a vizinhos. Porém, ele negou o pedido de interdição total do imóvel. Como o hospital está fechado há vários anos, não há perigo imediato a pacientes ou profissionais. A interdição total só ocorrerá se o hospital descumprir a decisão ou tentar reabrir sem as devidas correções.

Câmara aprova divulgação de receita de multas em São Luís

Câmara SLZ

SÃO LUÍS, 24 de junho de 2026 — A Câmara Municipal de São Luís aprovou o Projeto de Lei nº 0280/2025, de autoria do vereador Andrey Monteiro. A proposta obriga a Prefeitura a divulgar informações sobre a arrecadação e a aplicação dos recursos obtidos com multas de trânsito. Os dados deverão ficar disponíveis no site oficial do município. O texto determina a publicação do valor arrecadado a cada mês e do total acumulado no ano. Além disso, a Prefeitura deverá informar como os recursos foram utilizados, quais ações receberam os investimentos e quais órgãos executaram as despesas. A proposta também prevê a divulgação de eventuais saldos financeiros. Os relatórios poderão ser atualizados mensalmente e deverão permanecer disponíveis para consulta pública permanente. A divulgação deverá ocorrer até o 15º dia útil do mês seguinte ao da arrecadação. Segundo o autor, a medida busca ampliar a transparência da gestão pública e fortalecer o controle social sobre esses recursos. O projeto destaca que o Código de Trânsito Brasileiro determina a aplicação do dinheiro das multas em áreas como sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização, policiamento e educação para o trânsito. Durante a tramitação, pareceres técnicos da Câmara indicaram que a proposta não apresenta impedimentos jurídicos. Se for sancionada, a norma passará a exigir a divulgação regular dessas informações pela Prefeitura de São Luís.

Deputado quer ouvir Gilbson em CPI que já investiga Camarão

deputado camarão

MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — O deputado Dr. Yglésio anunciou, durante sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão nesta quarta (24), que pretende solicitar à CPI que investiga possíveis irregularidades na área da educação a convocação de Gilbson e de sua esposa. Segundo o parlamentar, o pedido está relacionado a informações que surgiram após a divulgação de um suposto depoimento envolvendo o caso Tech Office e fatos ligados à aplicação de recursos públicos. O parlamentar afirmou que o depoimento divulgado menciona uma suposta oferta de dinheiro envolvendo o ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim, advogados e o desembargador Flávio Costa. Além disso, Dr. Yglésio declarou que pretende requerer medidas para apurar a origem de recursos financeiros utilizados pela família de Gilbson durante o período em que permaneceu em Brasília. “Agora ele aparece do nada dizendo que o Raimundo Cutrim, com os advogados, com o agora Desembargador Flávio Costa, teria oferecido dinheiro para ele. Eu queria de fato e eu vou fazer questão de, na próxima reunião da CPI, já sabendo que vai ser protocolado pedido de vistas pelo PL e pela Oposição dentro da Casa”, afirmou. CONVOCAÇÃO NA CPI De acordo com o deputado, a CPI deve analisar informações relacionadas à manutenção financeira da família e verificar eventuais movimentações bancárias. Ele afirmou que a investigação poderá buscar esclarecimentos sobre como o grupo familiar conseguiu se sustentar fora do Maranhão, apesar da alegada ausência de recursos compatíveis com o padrão de vida apresentado. Inclusive, Dr. Yglésio declarou ter tomado conhecimento de relatos que apontariam a participação de agentes políticos no custeio de despesas da família. Segundo ele, essas informações ainda precisam ser verificadas pela comissão. O parlamentar também mencionou suspeitas envolvendo recursos que teriam sido destinados a um município da região de Timbiras. O deputado sustentou que a CPI deve aprofundar as apurações sobre possíveis desvios de recursos da educação que, segundo ele, teriam relação com fatos investigados no caso Tech Office. Por isso, defendeu que os envolvidos sejam chamados para prestar esclarecimentos aos integrantes da comissão. “Como tem relação ali com a Secretaria de Educação, com as verbas da Secretaria de Educação da época que o Secretário era o Vice-Governador do Estado do Maranhão, nós vamos pedir a convocação da esposa e do próprio acusado. Pedir a quebra de sigilo bancário para que ele explique e ela explique como a família tem conseguido se manter em Brasília, às vezes com sete pessoas, lá em Brasília, uma família que não tem recursos praticamente.”

Felipe Camarão recorre ao TJMA para evitar quebra de sigilos

felipe camarão

MARANHÃO, 24 de junho de 2026 — O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, pediu ao Tribunal de Justiça do Maranhão uma medida urgente para impedir a divulgação de informações sigilosas e evitar uma possível quebra de seus sigilos bancário, fiscal e de dados pela CPI instalada na Assembleia Legislativa. O pedido foi protocolado no Mandado de Segurança que já questiona a criação e o funcionamento da comissão. Segundo a defesa, a solicitação se tornou necessária após uma reunião da CPI realizada em 2 de junho. Os advogados afirmam que a maioria dos integrantes da comissão se manifestou favoravelmente à quebra dos sigilos de Felipe Camarão e de outros investigados. No entanto, a votação não foi concluída após um pedido de vista apresentado pelo deputado Rodrigo Lago. A petição também sustenta que o relator da CPI, deputado Dr. Yglésio, apresentou em sessão pública informações extraídas de uma investigação conduzida pelo Ministério Público. De acordo com a defesa, o material exibido estaria vinculado a um Procedimento Investigatório Criminal e a uma representação cautelar que tramitam sob sigilo e tiveram parte de seus efeitos suspensos por decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça. Os advogados argumentam que o objetivo da medida não é interromper os trabalhos da CPI. Segundo o pedido, a intenção é impedir a divulgação de informações pessoais, bancárias, fiscais, telemáticas e investigativas protegidas por segredo de justiça. Além disso, a defesa solicita que a comissão não delibere sobre novas quebras de sigilo baseadas em elementos oriundos desses procedimentos sigilosos. O pedido já foi anexado ao processo e aguarda decisão do TJMA.

Dino suspende cobrança de R$ 7 milhões da Camargo Corrêa

Dino STF

BRASÍLIA, 24 de junho de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a cobrança de quase R$ 7 milhões que o Tribunal de Contas da União (TCU) aplicou à construtora Camargo Corrêa. O valor seria uma devolução aos cofres públicos por suposto superfaturamento em uma obra de 2007. Na época, a empresa adaptou o antigo Círculo Militar de Deodoro, no Rio de Janeiro, para os Jogos Pan-Americanos. O local hoje se chama Complexo Esportivo de Deodoro. A liminar foi assinada nesta segunda (22) e ainda será analisada pela Primeira Turma do STF. A decisão de Dino foi baseada na tese de prescrição. Pela lei, a administração tem um prazo para cobrar irregularidades. Além disso, existe a prescrição intercorrente, que ocorre quando o processo fica parado por mais de três anos. A defesa da Camargo Corrêa argumentou que o TCU ultrapassou ambos os prazos. Segundo os advogados, o tribunal levou cinco anos e 11 meses entre o início do processo e a citação da empresa. Eles também apontaram paralisação entre setembro de 2013 e setembro de 2016, período em que o processo não teve avanço efetivo. O TCU rebateu as alegações. O tribunal afirmou que a fiscalização começou em 2007, o que interrompeu a contagem do prazo. Inclusive, citou atos como um despacho de 2009 e um acórdão de 2011 que impediriam a prescrição. Sobre a paralisação, o TCU lembrou de uma audiência em outubro de 2013 e de um relatório de setembro de 2016. Porém, Dino acolheu os argumentos da defesa. Para ele, o prazo deve ser contado entre outubro de 2007 (ciência da irregularidade) e setembro de 2013 (citação efetiva da empresa). O ministro também viu indícios de prescrição intercorrente. Ele considerou que uma comunicação de 2011 não descrevia claramente a conduta da empresa. Por isso, apenas a citação de 2013 valeria, o que suspendeu a cobrança do TCU.

CNJ mantém bloqueio de R$ 3,1 milhões em Barra do Corda

CNJ Barra

BARRA DO CORDA, 24 de junho de 2026 — O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve o bloqueio de R$ 3.109.623,44 das contas da Prefeitura de Barra do Corda. A decisão negou um pedido apresentado pelo município para suspender medida do Tribunal de Justiça do Maranhão. O valor bloqueado está relacionado ao pagamento de precatórios vencidos. A prefeitura argumentou que está submetida ao Regime Comum de pagamento de precatórios e informou ter protocolado uma proposta de parcelamento da dívida. No entanto, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, entendeu que a proposta foi apresentada após a decisão que determinou o sequestro dos recursos. Segundo o CNJ, o município não demonstrou os requisitos necessários para a concessão da medida cautelar. O órgão avaliou que não havia elementos suficientes para comprovar a existência de um direito evidente nem risco de prejuízo irreparável que justificasse a suspensão imediata da decisão. O bloqueio foi fundamentado no artigo 100 da Constituição Federal, que estabelece regras para o pagamento de precatórios. O caso envolve a aplicação das normas previstas na Emenda Constitucional nº 136/2025.

Ex-presidente do BRB recorre ao STF e pede soltura

ex-presidente

BRASÍLIA, 24 de junho de 2026 — O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que revogue sua prisão preventiva. Os advogados dele afirmam que não há motivos reais nem provas concretas para mantê-lo detido. O executivo está preso desde o dia 16 de abril. A defesa sugeriu substituir o cárcere por medidas mais brandas, como entregar o passaporte, afastar-se de cargos públicos e comparecer periodicamente ao fórum. Os defensores reclamam também que a Polícia Federal (PF) ainda não ouviu o depoimento do banqueiro. Segundo eles, a PF ignorou pedidos formais enviados desde novembro de 2025, quando o caso começou. Além disso, a petição nega que o ex-presidente tenha contas no exterior, empresas de fachada ou participação em manobras contábeis ilegais. A defesa tenta ainda abrir negociação com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para fechar um acordo de delação premiada. Eles aguardam resposta dos procuradores sobre um termo de sigilo, que é o primeiro passo para esse tipo de acordo. A PF prendeu Paulo Henrique Costa durante a Operação Compliance Zero. Os investigadores suspeitam que o BRB firmou contratos prejudiciais para favorecer o Banco Master. Em troca, o ex-presidente do BRB teria recebido seis imóveis de luxo do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master. O valor total desses bens chega a R$ 146 milhões.

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