Direita puxa maior bancada feminina no Senado Federal

Senado direita

BRASÍLIA, 05 de outubro de 2026 — No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) conquistaram as duas vagas disponíveis. Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) ficou com uma das cadeiras, enquanto Luizianne Lins (Rede) e Carol De Toni (PL) garantiram as vagas pelo Ceará e por Santa Catarina, respectivamente. Em Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil) ficou com uma das cadeiras. Samanda Alves (PT) conquistou uma vaga pelo Rio Grande do Norte, e Rayssa Furlan venceu no Amapá. Em Roraima, Teresa Surita (MDB) garantiu a vaga. No Acre, Mara Rocha (Republicanos) ficou com uma das cadeiras. Marília Campos (PT) conquistou uma vaga por Minas Gerais, enquanto Marina JHC (PSDB) venceu em Alagoas. As eleições deste ano renovaram 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa, com a escolha de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal. As 12 novas senadoras representam 14,8% das 81 cadeiras do Senado e passam a integrar a Bancada Feminina, grupo que representa institucionalmente as mulheres nas discussões e decisões da Casa. O número de candidatas ao Senado também cresceu em 2026. 69 mulheres se registraram para disputar uma vaga, um aumento de 30,2% em relação a 2022, quando 53 candidatas concorreram. O total deste ano é o maior já registrado em números absolutos e representa também o maior número de candidaturas femininas em uma eleição de renovação de dois terços da Casa. A presença feminina no Senado ainda é recente na história política brasileira. O Brasil elegeu sua primeira senadora, Eunice Michiles (Arena-AM), em 1979. Foram necessários 153 anos para que uma mulher chegasse ao Senado, desde a criação da Câmara dos Senadores, posteriormente Senado Imperial, em 1826, durante o Império de D. Pedro I.

Camarão tem pior resultado entre aliados de Lula no Nordeste

Camarão Nordeste

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — Felipe Camarão (PT) terminou em terceiro lugar na eleição para o Governo do Maranhão em 2026, com 374.039 votos, ou 9,60% dos válidos. Com apoio do presidente Lula, ele teve o pior desempenho entre os candidatos a governador apoiados pelo petista no Nordeste. Nos outros estados, Jerônimo Rodrigues venceu na Bahia com 55,80%, Elmano de Freitas foi eleito no Ceará com 53,19% e Rafael Fonteles ganhou no Piauí com 70,90%. No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula avançou ao segundo turno com 36,16%. O resultado também enfraqueceu o grupo político ligado a Flávio Dino no Maranhão. Esse campo ganhou força após a eleição de Dino em 2014, reuniu prefeitos e parlamentares e permaneceu no governo com Carlos Brandão, que havia sido vice de Dino antes de assumir o Palácio dos Leões. Em 2026, porém, parte importante desse núcleo ficou sem mandato. Othelino Neto, Carlos Lula, Rodrigo Lago, Bira do Pindaré, Felipe Camarão e Eliziane Gama não conquistaram cargos eletivos. Márcio Jerry foi reeleito deputado federal, enquanto Leandro Bello venceu para deputado estadual. Rubens Júnior, que também integrou o grupo de Dino, passou a enfrentar desconfiança de antigos aliados após declarar apoio a Eduardo Braide. Assim, a eleição de 2026 marcou uma forte redução da presença eleitoral do chamado “dinismo”, doze anos após a vitória de Flávio Dino em 2014.

Direita avança no Senado com 50 parlamentares, sendo 28 do PL

Senado Direita

BRASÍLIA, 05 de outubro de 2026 — Dezenove senadores do Partido Liberal (PL) – sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro – foram eleitos neste domingo (4). Isso equivale a 35% das 54 vagas em disputa para a Casa Alta nas eleições deste ano. Com isso, a bancada do PL no Senado continua a ser a maior, mas vai praticamente dobrar de tamanho, subindo de 15 para 28 senadores. Todos os representantes de Rondônia e Santa Catarina serão do PL na próxima legislatura. O número leva em conta os candidatos eleitos para o Senado e as mudanças decorrentes da saída de Sergio Moro (PL-PR) e Cleitinho (Republicanos-MG), que deixarão a Casa Alta após vencer o Executivo estadual em primeiro turno. Vale destacar que há senadores que seguem na disputa por governos estaduais, o que pode promover mudanças na composição da casa legislativa. O número também é influenciado por titulares que atualmente estão licenciados dos cargos. Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Lula (PT), conseguiu eleger 6 senadores nas eleições deste ano. O número de parlamentares na Casa, contudo, permanece em nove cadeiras. O aumento de cadeiras no Senado Federal era almejado pela direita brasileira como forma de avançar em pautas conservadoras e conter ações do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o impeachment de ministros da Suprema Corte é uma atribuição da Casa Alta. Em ato na avenida Paulista em junho do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu aos apoiadores que “me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil, nem preciso ser presidente”. “Se me derem isso, não interessa onde esteja, aqui ou no além, quem assumir a liderança vai mandar mais que o presidente. Com essa maioria, elegemos nosso presidente do Congresso Nacional. Maioria das comissões de peso no Senado e Câmara. Nas sabatinas, decidimos quem prosseguirá”, disse.

Justiça do MA libera mais de 700 bandidos no Dia das Crianças

Dia das crianças

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — A 3ª Vara das Execuções Penais de São Luís autorizou a saída temporária de 736 presos para o período do Dia das Crianças com familiares. A liberação começa às 9h desta quarta (7), em São Luís, e os beneficiados devem retornar às unidades prisionais até as 18h de 13 de outubro. A lista foi publicada no Diário da Justiça nesta segunda (5), por meio da Portaria-TJ nº 3635/2026. A juíza Joelma Santos, titular da 3ª Vara das Execuções Penais, assinou a decisão. Além disso, o secretário de Administração Penitenciária, Murilo Andrade de Oliveira, foi comunicado. Segundo a portaria, os beneficiados cumprem pena no regime semiaberto, apresentam boa conduta carcerária e atingiram o tempo mínimo exigido. Réus primários precisam ter cumprido um sexto da pena, enquanto reincidentes devem ter cumprido um quarto. A decisão cita os artigos 122 e 123 da Lei de Execução Penal. A juíza também autorizou a liberação de quem já usufruía do benefício, mas não aparece nas portarias nominais da 3ª VEP, desde que não haja impedimento jurídico. Depois do prazo, a Polícia Penal deverá informar à Vara quem retornou e quem não voltou, para acompanhamento dos processos de execução penal.

Senado Federal terá a maior bancada feminina na história

Senado Federal

BRASÍLIA, 05 de outubro de 2026 — As eleições de 2026 formaram a maior bancada feminina na história do Senado Federal. Para a próxima legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro de 2027, serão 17 mulheres senadoras. A conta não inclui a senadora Jussara Lima (PSD-PI), que exerce o cargo atualmente, mas é suplente do ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias (PT-PI), que pode voltar ao mandato na próxima legislatura. Os dados foram apurados e divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite deste domingo (4), após as eleições federais em todo o país. Além de formar a maior bancada feminina, a população brasileira ainda elegeu a maior quantidade de senadoras em um único pleito – foram 12, ao todo. Em 2018 o Senado iniciou a legislatura com 11 mulheres eleitas – este número caiu para 10 em 2022. PL E PT Apesar de o Partido Liberal (PL) ter eleito uma maioria esmagadora de novos senadores, o partido foi responsável por apenas três das novas vagas ocupadas com as candidatas: Bia Kicis e Michelle Bolsonaro pelo Distrito Federal e Carol de Toni por Santa Catarina. O Partido dos Trabalhadores (PT), também aparece com três parlamentares, tendo eleito duas novas neste domingo: Marília Campos (PT-MG) e Samanda de Lula (PT-RN). Ainda integra a bancada do partido a senadora Teresa Leitão (PT-PE), atualmente é a líder do governo no Senado Federal. Atualmente, estão no Senado Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS) e Professora Dorinha (União-TO) – que pode deixar o cargo caso vença a eleição para o governo de Tocantins no segundo turno. Sua suplente, se isso acontecer, é a Professora Lu (União-TO). A elas se juntam a recém-eleita senadora pelo Ceará, Luizianne (Rede). Já dentre as eleitas neste domingo, sete das mulheres têm alguma conexão familiar na política brasileira. Além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, também foram eleitas: DERROTAS Por outro lado, nenhuma das seis senadoras que disputaram as eleições neste domingo conseguiu se reeleger. Dentre elas, apenas Leila Barros (PDT-DF) e Zenaide Maia (PSD-RN) perderam para outras mulheres. Soraya ThroNicke (PSB-MS), Daniella Ribeiro (PP-PB) e Eliziane Gama (PT-MA) foram derrotadas por candidatos. Já a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) foi candidata a deputada estadual, mas não foi eleita.

Flávio Bolsonaro vence em seis cidades do Maranhão

flávio bolsonaro

MARANHÃO, 05 de outubro de 2026 — Flávio Bolsonaro (PL) venceu a disputa presidencial em seis dos 217 municípios do Maranhão no primeiro turno deste domingo (4). O candidato ficou à frente nessas cidades por receber a maior parcela dos votos válidos, em um resultado concentrado no sul, sudoeste e na região tocantina do estado. São Pedro dos Crentes deu a maior vantagem a Flávio, com 65,15% dos votos válidos. Depois aparecem Açailândia, com 55,95%; Balsas, com 55,53%; Imperatriz, com 53,19%; Itinga do Maranhão, com 51,16%; e Estreito, com 47,67%. O desempenho representa avanço em relação a 2022. Balsas, Itinga do Maranhão e Estreito haviam dado vitória a Lula (PT) no primeiro turno da eleição passada. Já São Pedro dos Crentes, Açailândia e Imperatriz mantiveram o campo que havia dado maioria a Jair Bolsonaro. No restante do Maranhão, Lula venceu na ampla maioria dos municípios.

Candidatura fracassa e Aécio fica em 7º para o Senado em MG

Aécio MG

MINAS GERAIS, 05 de outubro de 2026 — O deputado federal e candidato ao Senado por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) foi derrotado na diputa e ficou em sétimo lugar no estado. Os escolhidos para as duas vagas foram Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT). Tendo anunciado sua candidatura no fim de agosto deste ano, pouco antes das eleições, Aécio somou 836.595 votos, enquanto os vencedores Sávio e Campos registraram 4.968.829 e 3.990.864 respectivamente. É a primeira vez em 40 anos de vida pública que o candidato não terá cargo eletivo. Aécio havia anunciado anteriormente que não iria concorrer a nenhum cargo durante o pleito deste ano. Cotado inclusive para concorrer à Presidência da República, o tucano afirmou à época que o foco seria focar na liderança do PSDB. Na disputa, Aécio compôs o palanque do candidato ao governo do estado Alexandre Kalil (PDT), que também foi derrotado, ficando em quinto lugar na corrida vencida por Cleitinho Azevedo (Republicanos). QUEM É AÉCIO NEVES? Aécio Neves da Cunha, 66 anos, é um economista e político natural de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Filho do ex-deputado Aécio Cunha e neto do ex-presidente Tancredo Neves, o político iniciou a carreira na vida pública como deputado federal da Constituinte, em 1987. O tucano foi presidente da Câmara entre 2001 e 2002, quando renunciou ao cargo para assumir o cargo de governador de Minas Gerais, chefiando o estado de 2003 a 2010. Neste ano, foi eleito como senador, com mandato até o final de 2018. Em 2019 o político foi eleito deputado federal por Minas Geais, sendo reeleito em 2022. Em 2014, Aécio concorreu à Presidência da República, quando perdeu para Dilma Rousseff (PT).

Renan Calheiros perde eleição e deixará o Senado após 32 anos

Renan Calheiros

BRASÍLIA, 05 de outubro de 2026 — Renan Calheiros (MDB) perdeu no domingo (4) a disputa pela reeleição ao Senado por Alagoas. Com 100% das urnas apuradas, ficou em 3º lugar, atrás de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB). O emedebista deixará o Congresso em 2027, ao fim do mandato, depois de 32 anos consecutivos no Senado. Renan iniciou a trajetória política como deputado estadual em 1979. Depois, foi deputado federal e chegou ao Senado em 1995. Presidiu a Casa, foi líder do Governo no Senado e ministro da Justiça durante o governo Fernando Henrique Cardoso. As duas vagas ficaram com Arthur Lira, que recebeu 948.703 votos (28,87% dos válidos), e Marina JHC, com 926.860 (28,20%). Renan teve 731.045 votos (22,24%), ficando 195.815 atrás de Marina. Lira presidiu a Câmara dos Deputados de 2021 a 2025. Marina exercerá seu 1º mandato eletivo. Ela é mulher do ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB), eleito governador de Alagoas no domingo. JHC derrotou Renan Filho (MDB), filho do senador.

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