Duarte Jr se manifesta após perder legenda para o Senado

Duarte Júnior

BRASÍLIA, 17 de julho de 2026 — O deputado federal Duarte Júnior informou que recorrerá à Justiça para tentar garantir a candidatura ao Senado nas eleições de outubro. A decisão ocorreu após o Avante informar que não concederá a legenda para a disputa. Além disso, o parlamentar afirmou que cumprirá agenda em Brasília nesta sexta (17) para buscar alternativas políticas. Na oportunidade, Duarte afirmou que sofre perseguição política e criticou a decisão do partido. “Mais uma vez, me perseguem e tentam me deixar fora da disputa eleitoral deste ano. Mesmo em 1º lugar em todas as pesquisas para o Senado. Um absurdo! Um crime sem precedentes. Mas, não sou de desistir. Vou judicializar e também vou fazer algumas reuniões em Brasília amanhã”, declarou. Sem citar nomes, o deputado voltou a atribuir a decisão à atuação de adversários políticos. “Tenho fé! Nada acontece por acaso. ‘Os humilhados serão exaltados’, e cada injusto ataque feito por aqueles que passaram anos roubando aposentados e se associando a banqueiros vai me fortalecer e me permitir continuar tendo a força e as mãos limpas para lutar e garantir justiça”, afirmou.

Banco Master repassou R$ 57 mi a firma com R$ 40 de capital

banco master

SÃO CAETANO DO SUL, 17 de julho de 2026 — O Banco Master transferiu R$ 57,9 milhões para a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. entre 2024 e 2025. As informações são da Receita Federal. A empresa está entre as dez que mais receberam recursos da instituição nesse período. Os pagamentos seriam por serviços prestados, mas o contrato não foi detalhado. A Copenhagen foi aberta em novembro de 2024. Ela fica em um prédio comercial em São Caetano do Sul, no interior de São Paulo. O capital social da empresa é de apenas R$ 40. Segundo o cadastro, ela atua com consultoria em gestão empresarial. A dona da Copenhagen é o Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia. Quem administra esse fundo é a Trustee DTVM. A Polícia Federal investiga a Trustee. A suspeita é que a empresa ajudou na aquisição e na ocultação de bens para o grupo criminoso do empresário Daniel Vorcaro, que é CEO do Banco Master. O Ministério Público Federal arquivou essa apuração. O motivo foi a adesão da principal empresa investigada a um parcelamento de dívida tributária. Mesmo assim, a PF seguiu com outras frentes. Atualmente, Rogério Lourenço Novo é conselheiro fiscal da Ambipar. Antes, quem comandava a Copenhagen era Artur Martins de Figueiredo. Ele também faz parte da Trustee DTVM. Segundo reportagem do UOL, a PF investiga Figueiredo. A suspeita é que ele usou fundos de investimento e manobras contábeis para movimentar e esconder dinheiro do Banco Master.

Assembleia define comissão para atuar no recesso parlamentar

Assembleia Maranhão

MARANHÃO, 17 de julho de 2026 — A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) definiu a comissão que atuará durante o recesso parlamentar, entre 18 e 31 de julho de 2026. O grupo foi formado conforme o Regimento Interno da Casa e a Constituição do Estado. A medida garante a continuidade das atividades legislativas durante a suspensão das sessões ordinárias. A comissão foi criada pela Resolução Administrativa nº 429/2026. Integram o colegiado os deputados Wellington do Curso (PSD), Dra. Helena Duailibe (Republicanos), Ana do Gás (Republicanos), Florêncio Neto (MDB), Edna Silva (PRD) e Leandro Bello (PSB). Os nomes foram aprovados por unanimidade pelos demais parlamentares. Durante o recesso, os deputados poderão realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. Além disso, o grupo ficará responsável por receber petições, reclamações, representações e queixas apresentadas por qualquer cidadão contra atos de autoridades públicas. A Comissão de Recesso também dará andamento a demandas urgentes e manterá as atividades de fiscalização e funcionamento institucional da Assembleia. Portanto, o colegiado assegurará a continuidade dos serviços considerados essenciais enquanto o plenário permanecer sem sessões ordinárias.

Defesa de lulinha insiste em arquivamento de investigação

Lulinha PF

BRASÍLIA, 17 de julho de 2026 — A defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, está cobrando o arquivamento do inquérito que o investiga por suposta ligação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. O pedido acontece enquanto a Polícia Federal conclui a primeira fase da apuração sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. A PF já indiciou 48 pessoas nesse caso. O advogado Marco Aurélio Carvalho representa Lulinha. Ele afirma que não há provas que justifiquem a continuidade da investigação. O defensor nega qualquer vínculo do cliente com as irregularidades. “Ele não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum malfeito do INSS”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo. Carvalho também criticou a demora da PF e disse que Lulinha se colocou à disposição para depor, mas não foi chamado. No início deste mês, a defesa pediu uma reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O objetivo era sustentar a falta de justa causa no inquérito e repetir o pedido de arquivamento. O encontro, porém, ainda não ocorreu. A agenda do diretor foi o motivo, já que ele estava em viagem internacional. A Polícia Federal enviou uma manifestação ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O órgão é o relator do caso. No documento, a corporação explicou que só poderá analisar todos os dados de Lulinha no próximo ano. Isso inclui a quebra de sigilos e os materiais apreendidos na Operação Sem Desconto. A PF justificou a demora com um critério de prioridade. As investigações que envolvem presos ou pessoas com medidas cautelares têm preferência. Como Lulinha responde ao processo em liberdade e sem restrições, o caso dele ficou no fim da fila de análise. Essa lentidão preocupa aliados do presidente Lula. Entre eles, a avaliação é que o inquérito em ritmo lento durante o período eleitoral prolonga os questionamentos sobre o filho do presidente.

Juiz manda fechar e demolir posto de combustíveis no Bequimão

posto combustíveis

SÃO LUÍS, 17 de julho de 2026 — A Justiça do Maranhão determinou o fechamento do Posto de Gasolina Século Futuro, no bairro Bequimão, em São Luís. A decisão também anulou todas as autorizações do empreendimento e ordenou a demolição das estruturas irregulares. O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, atendeu a uma ação do Ministério Público do Maranhão (MPMA). A sentença declarou inválidos o alvará de construção, as licenças de instalação e operação, além de qualquer outra autorização concedida ao posto. Além disso, a empresa terá 90 dias para remover a cobertura metálica, as ilhas de abastecimento, os tanques subterrâneos e os três pavimentos construídos com contêineres em desacordo com a legislação. A empresa também deverá retirar os entulhos, reconstruir a calçada e restaurar o piso tátil que garante o acesso à Escola de Cegos do Maranhão. A Prefeitura de São Luís terá que interditar imediatamente o estabelecimento e não poderá emitir novos alvarás, licenças ambientais ou autorizações para um posto de combustíveis no imóvel. Segundo o MPMA, o empreendimento foi instalado em área inadequada pela Lei de Zoneamento de São Luís. Inclusive, descumpriu a distância mínima exigida entre postos e ficou próximo da Escola de Cegos do Maranhão e do Hospital São Domingos. A empresa alegou que possuía as licenças necessárias, mas o magistrado entendeu que esses documentos não afastam a ilegalidade quando há violação das normas urbanísticas e de segurança.

Família de ministro TCU vence licitação bilionária no Porto

TCU Ministro

BRASÍLIA, 17 de julho de 2026 — Um consórcio formado por empresas da mulher, do cunhado e do sogro do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), venceu uma licitação bilionária no Porto de Santos. A disputa aconteceu para operar um pátio de caminhões com 242 mil metros quadrados, o tamanho de 34 campos de futebol. O contrato, porém, está suspenso por decisão da Justiça desde o dia 16 de junho. A Autoridade Portuária de Santos (APS) organizou a concorrência. Ela se baseou em um acórdão do TCU que o próprio ministro Dantas redigiu. Esse documento serviu de justificativa para as regras do edital. O consórcio vencedor se chama Portolog. Ele é administrado por João Pedro Camargo, cunhado de Dantas. Outros sócios são a mulher do ministro, Camila Funaro, e o sogro dele, João Carlos Camargo. A licitação teve apenas um concorrente habilitado. Um segundo consórcio foi desclassificado por problemas na documentação antes mesmo da fase de disputa. Por isso, o Portolog ficou sozinho na disputa. A Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) contestou o processo na Justiça. A entidade afirma que o prazo de 16 dias úteis para entregar as propostas foi muito curto. Além disso, ela diz que as regras do edital dificultaram a participação de grandes empresas do setor. O Ministério Público Federal (MPF) também pediu a anulação da licitação. O órgão argumenta que as cláusulas do edital criam barreiras fortes contra os maiores operadores. Segundo o MPF, a APS violou princípios como isonomia e eficiência. A defesa da APS, porém, diz que seguiu as orientações do TCU. O tribunal, no entanto, foi dividido na época. O relator original defendia uma disputa mais aberta. Já Dantas propôs restrições para evitar concentração de mercado. A visão dele venceu por 6 votos a 3. O valor da proposta vencedora também gera dúvidas. O consórcio Portolog ofereceu R$ 289 mil por mês a partir do 36º mês. Para a Abratec, esse valor é baixo para um contrato avaliado em cerca de R$ 1 bilhão. A Justiça já suspendeu e liberou a licitação em outras ocasiões. Em maio, o certame foi autorizado a seguir. Dias depois, o consórcio foi registrado. Em 16 de junho, uma nova decisão paralisou tudo novamente. O contrato segue suspenso até hoje.

Mais de 2 milhões de pessoas estão inadimplentes no Maranhão

Maranhão inadimplência

MARANHÃO, 17 de julho de 2026 — O Maranhão reduziu em 0,17% o número de consumidores com o nome negativado em junho, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. Ao todo, 3.964 pessoas deixaram a lista de inadimplentes no estado. O Maranhão ficou entre as poucas unidades da federação que registraram queda no período. Apesar do recuo, 2.364.051 maranhenses ainda têm restrições de crédito. Juntos, eles acumulam 7.069.424 dívidas, que somam mais de R$ 11,49 bilhões. As maiores pendências estão em bancos e cartões de crédito. Além disso, aparecem débitos com instituições financeiras e empresas do setor de serviços. Enquanto o Maranhão apresentou redução, o cenário nacional foi diferente. Em junho, o número de brasileiros inadimplentes voltou a crescer, mesmo em ritmo moderado. Atualmente, mais da metade da população adulta do país possui alguma restrição no CPF. O estoque de dívidas já ultrapassa R$ 579 bilhões.

Rildo Amaral se alia a Braide após articulação de Fufuca

Rildo Braide

IMPERATRIZ, 17 de julho de 2026 — O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), anunciou apoio à pré-candidatura de Eduardo Braide (PSD) ao Governo do Maranhão para as eleições de 2026. A articulação foi conduzida pelo pré-candidato ao Senado André Fufuca (PP). O acordo amplia a base política de Braide no estado e fortalece sua presença na segunda maior cidade maranhense. A aliança marca uma mudança no cenário político. Nas eleições municipais de 2024, Rildo disputou a Prefeitura de Imperatriz contra Mariana Carvalho, que recebeu apoio de Eduardo Braide. Então, menos de dois anos depois, os antigos adversários passam a integrar o mesmo grupo político na disputa estadual. O novo alinhamento também afasta Rildo Amaral do grupo do governador Carlos Brandão (PSB). Durante a campanha municipal de 2024, Brandão apoiou a candidatura do prefeito em Imperatriz. Agora, Rildo passa a integrar o grupo que pretende disputar o governo contra o candidato apoiado pelo atual governador. Imperatriz é o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão. Por isso, o apoio de Rildo é considerado importante para ampliar a articulação política de Eduardo Braide na Região Tocantina. Além disso, o movimento reforça a estratégia de André Fufuca de reunir novos aliados antes das convenções partidárias para as eleições de 2026.

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