Cinco países contrariam Brasil e mantêm casos da Lava Jato

Lava Jato

MUNDO, 20 de agosto de 2026 — Pelo menos cinco países mantêm ativas ações da Operação Lava Jato. Peru, Estados Unidos, Suíça, Reino Unido e Equador ignoraram decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que anularam ou enfraqueceram esses casos no Brasil. As informações são de um levantamento do site Poder360, publicado nesta quarta (19). No Brasil, o STF declarou a incompetência da Justiça Federal de Curitiba para julgar alguns processos. Além disso, reconheceu a suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Por isso, condenações de empresários, executivos e políticos foram anuladas. Provas e acordos de leniência também passaram a ser questionados. No exterior, porém, os tribunais entenderam de forma diferente. Eles consideraram que crimes cometidos em seus sistemas financeiros podem ser investigados localmente. A lógica é simples: movimentar dinheiro de propina em bancos estrangeiros ou praticar corrupção em outros países fere a legislação daquele país. No Peru, a Lava Jato atingiu a elite política. O ex-presidente Alejandro Toledo foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão. Ele recebeu US$ 35 milhões em propinas da Odebrecht. Em 2025, ele pegou outra pena de mais de 13 anos. Em abril de 2025, o ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, foram condenados a 15 anos por lavagem de dinheiro. Eles receberam US$ 3 milhões da empreiteira na campanha de 2011. Heredia pediu asilo no Brasil e deixou o Peru em um avião da FAB. Já em julho de 2026, a Justiça peruana anulou o processo contra Humala. Nos Estados Unidos, a lei anticorrupção permitiu que os processos seguissem. Em 2016, a Odebrecht admitiu ter violado a lei americana. A empresa confessou ter pago US$ 800 milhões em propinas em 12 países. O equatoriano Carlos Pólit foi condenado em Miami em 2024 por lavagem de dinheiro. O executivo brasileiro José Carlos Grubisich também foi condenado, em 2021, a 20 meses de prisão. Ele ainda perdeu US$ 2,2 milhões e pagou multa de US$ 1 milhão. As autoridades americanas fecharam acordos bilionários com Glencore, Trafigura e Vitol. A própria Petrobras pagou US$ 2,95 bilhões em 2018 para encerrar uma ação nos EUA.

Partido Republicanos expulsa prefeito tiktoker de Sorocaba

prefeito sorocaba

SOROCABA, 20 de agosto de 2026 — O Republicanos expulsou o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, nesta quinta (20). A decisão foi unânime no Conselho de Ética Nacional do partido. O motivo foi o apoio público de Manga à candidatura da esposa, Sirlange Maganhato. Ela concorria a deputada federal pelo União Brasil. O partido considerou isso infidelidade partidária. Manga já tinha sido suspenso antes. O processo ético-disciplinar seguiu todas as regras, com defesa e contraditório, segundo o Republicanos. O partido diz que aplica as normas a todos os filiados igualmente. Conhecido como prefeito “tiktoker”, Manga tem milhões de seguidores. Ele foi reeleito em 2024 com 73% dos votos. Porém, enfrenta problemas na Justiça. Em novembro de 2025, ele foi afastado do cargo por suspeita de atrapalhar investigações sobre desvios na saúde. Em março deste ano, o ministro Nunes Marques, do STF, o reconduziu ao cargo. O caso ainda não terminou. Além disso, a Procuradoria Regional da República o denunciou por crimes como organização criminosa, corrupção e fraude em licitações. Essas acusações têm base na Operação Copia e Cola, da Polícia Federal. O processo contra ele continua em aberto.

TCE cobra meio milhão de reais de ex-prefeitos no Maranhão

EX-PREFEITOS

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — O Tribunal de Contas do Maranhão determinou, nesta quarta (20), que ex-prefeitos de Apicum-Açu, Nova Iorque e Arari devolvam R$ 516 mil aos cofres públicos. As decisões envolvem recursos estaduais de convênios e transferências que, segundo o TCE-MA, não tiveram a prestação de contas apresentada. Em Apicum-Açu, Claudio Luiz Lima Cunha terá de devolver cerca de R$ 200 mil e pagar multa de R$ 40 mil. O dinheiro foi repassado pela Secretaria de Estado da Saúde para ampliar serviços hospitalares e ambulatoriais do Hospital Sebastiana Fonseca Costa. O processo apontou falta de prestação de contas. Já em Nova Iorque, Airton Aquino Mota foi responsabilizado por R$ 120 mil e recebeu multa de R$ 24 mil. Os recursos vieram de convênio com a antiga Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano. O dinheiro deveria financiar obras de calçamento em vias urbanas do município. Em Arari, Djalma de Melo Machado e Rui Fernandes Ribeiro Filho foram responsabilizados juntos por R$ 196 mil. Além disso, receberam multa de R$ 39,2 mil. O caso envolve convênio com a Secretaria de Infraestrutura para pavimentação asfáltica, construção de meio-fio e sarjeta em ruas da cidade. Segundo o TCE-MA, as condenações ocorreram por omissão no dever de prestar contas dos recursos públicos recebidos. Somadas, as multas chegam a R$ 103,2 mil. Portanto, além da devolução dos valores, os ex-gestores terão de arcar com as penalidades, caso as decisões sejam mantidas. Ainda cabe recurso.

Tribunal reprova Fernando Falcão e arquiva caso de Bom Lugar

Tribunal prefeitas

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — O Tribunal de Contas do Maranhão analisou, no dia 20, processos ligados às prefeituras de Fernando Falcão e Bom Lugar. O TCE informa que as contas de governo de 2024 de Raimunda da Silva Almeida, de Fernando Falcão, receberam parecer pela desaprovação. O processo ainda pode ter recurso. Como se trata de parecer prévio sobre contas de governo, a decisão sobre Fernando Falcão ainda será enviada à Câmara Municipal. Os vereadores são responsáveis pelo julgamento político das contas. Além disso, a gestora ainda pode questionar a decisão do TCE-MA pelos meios previstos no processo. Já o processo apresentado sobre Marlene Silva Miranda, prefeita de Bom Lugar, trata de outro assunto. A Decisão PL-TCE/MA nº 381/2026 analisou a gestão fiscal de 2023, especialmente o envio do Relatório de Gestão Fiscal e dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária. Os técnicos apontaram atraso no envio do RGF do terceiro quadrimestre de 2023 e descumprimento do limite de alerta com despesa de pessoal. Porém, o relatório acabou sendo entregue. Por isso, o TCE entendeu que não houve omissão definitiva e afastou a aplicação de sanção pecuniária. Por unanimidade, o plenário recomendou que Marlene cumpra rigorosamente os prazos da Instrução Normativa TCE-MA nº 60/2020. Depois disso, determinou o arquivamento do processo.

Larissa DP estuda propor incentivo federal para mães solo

Larissa DP

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — A candidata a deputada federal Larissa DP (MDB) trabalha na elaboração do projeto Mãe Empreendedora, voltado a mães solo com pequenos negócios. A proposta considera criar incentivos fiscais, crédito e capacitação para reduzir custos e ajudar na geração de renda. Segundo a FGV, o país tem 12,3 milhões de mães solteiras chefes de família. O material prevê isenção de 100% dos tributos federais no primeiro ano e redução de 50% no segundo. A União também pagaria a contribuição previdenciária nessas proporções. Segundo o Ipea, apenas 28,3% das mães solo contribuem para a Previdência. O programa criaria microcrédito de até R$ 50 mil, com carência de até 24 meses, para equipamentos, estoque ou reformas. Além disso, deve oferecer capacitação gratuita em gestão, marketing digital e finanças. O benefício seria concedido uma única vez por CPF. A regra permite faturamento anual de até R$ 360 mil, com margem de 20%. Se a empresa passar desse limite, não haverá cobrança retroativa dos benefícios. Estados e municípios também poderiam aderir, e a inscrição será digital e integrada a bases oficiais. Natural de Teresina, no Piauí, Larissa DP é mãe de dois filhos e uma das dez estreantes da chapa do MDB no Maranhão, cujo nome é uma das apostas do partido para ampliar a presença feminina na nominata federal.

Justiça mantém Sérgio Frota no comando do Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão negou, nesta quarta (19), o pedido urgente de Klaus Lopes da Silva para devolver o comando do Sampaio Corrêa a junta governativa. Logo, Sérgio Frota e a diretoria eleita para o mandato de 2026 a 2029 seguem responsáveis pelo clube. O recurso também passou a incluir Josué de Sousa Barreto Neto e Vitor Melo Silva Santos. O grupo tentou derrubar decisão da 6ª Vara Cível de São Luís, que suspendeu os efeitos da assembleia de 28 de junho. A reunião havia afastado a diretoria, anulado a eleição e criado uma administração provisória. O desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim apontou dúvidas sobre a regularidade da assembleia. Entre elas estão possível participação de associados inadimplentes, problemas em procurações e assinaturas e ausência de protocolo prévio para convocação. Além disso, o registro da ata em cartório não elimina possíveis irregularidades. A decisão também considerou o risco de dois grupos administrarem o clube ao mesmo tempo. Segundo o magistrado, isso poderia criar problemas com bancos, pagamentos de funcionários e atletas, além de dificuldades com CBF e Federação Maranhense. A disputa envolvendo o CT José Carlos Macieira já corre em outro processo. Por isso, Klaus Lopes, Josué Barreto e Vitor Melo continuam impedidos de administrar ou representar o Sampaio. Também seguem suspensas todas as decisões tomadas na assembleia de 28 de junho, inclusive a que teria devolvido direitos associativos ao advogado e ex-vice-presidente Perez Silva da Paz.

Amiga de Lulinha enviou a Marcola minuta de contrato da Saúde

Lulinha PF

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — Roberta Luchsinger enviou a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, uma minuta para vender canabidiol ao Ministério da Saúde. O documento, revelado nesta quinta (20), previa 1,2 milhão de frascos por R$ 626 milhões, sem licitação, para formar estoque a pacientes com decisões judiciais. A Polícia Federal encontrou a minuta nos celulares de Luchsinger e de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A suspeita é que a empresária tenha sido contratada por Antunes para viabilizar o negócio com ajuda de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O STF investiga possíveis irregularidades. Uma testemunha da World Cannabis confirmou à PF o valor do negócio. Além disso, investigadores acharam versões de um termo de referência que poderia servir de base ao Ministério da Saúde. Um áudio mostra Luchsinger e Antunes discutindo a dispensa de licitação e a criação de uma justificativa para o procedimento. Mensagens também mostram Antunes buscando modelos usados pelo ministério e dizendo que teria reuniões com técnicos da pasta. A PF apurou ainda viagens dele aos Estados Unidos e à Colômbia para procurar fornecedores. O Ministério da Saúde afirmou que nunca discutiu nem contratou a compra de canabidiol para o SUS. As defesas de Antunes, Luchsinger e Marcola não se manifestaram. Segundo O Globo, Marcola disse a interlocutores que receber o arquivo foi inadequado, mas negou favorecimento. A defesa de Lulinha afirmou que se manifestará nos autos após ter acesso integral aos dados obtidos com as quebras de sigilo.

PF levou 7 meses para enviar ao STF quebra de sigilo de Lulinha

Lulinha STF

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — A Polícia Federal (PF) levou mais de sete meses para entregar ao ministro André Mendonça, do STF, dados das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A demora ocorreu em investigações ligadas aos casos do INSS e do Banco Master. Mendonça havia determinado, em dezembro, a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha. Diante da demora e de outros atritos, como a troca da coordenação da investigação do INSS, o ministro mandou a PF enviar ao gabinete a íntegra dos dados obtidos. A PF considerou a ordem uma interferência na autonomia da investigação e procurou a Advocacia-Geral da União para avaliar um recurso ao STF. A medida, porém, não avançou. Além disso, integrantes do governo, entre eles Jorge Messias, atuaram para reduzir o conflito entre Mendonça e a corporação. Em outra frente, a PF investiga possíveis relações de Lulinha com Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Uma das apurações envolve suspeita de tráfico de influência em um projeto de medicamentos à base de cannabis apresentado ao Ministério da Saúde. A investigação também analisa mensagens e relações financeiras entre pessoas citadas no caso. Lulinha é alvo de três inquéritos, enquanto sua defesa nega irregularidades e questiona vazamentos de informações sigilosas.

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