PF investiga emenda de Motta que ajudaria família de Vorcaro

BRASÍLIA, 12 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) investiga uma emenda apresentada pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, sobre o mercado de carbono. Os investigadores apuram suspeita de benefício a interesses da família do empresário Daniel Vorcaro. A apuração envolve duas minutas de projetos de lei. Segundo a revista Oeste, os textos foram elaborados pelo Banco Master, pela assessoria de Vorcaro. Eles foram entregues ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) em novembro de 2023. As pautas tratam de crédito de carbono, mercado de carbono e transição energética. Em dezembro de 2023, Motta apresentou uma emenda ao PL nº 2.148/2015. O texto obriga seguradoras, empresas de previdência privada, companhias de capitalização e resseguradoras a comprar ativos ambientais. Essas empresas também precisariam adquirir cotas de fundos de investimento em ativos ambientais. O percentual mínimo previsto é de 1% ao ano. A medida poderia injetar cerca de R$ 9 bilhões por ano no setor. A PF avalia se a medida beneficiaria o pai de Daniel Vorcaro. Ele teria investido no mercado de carbono e necessitaria de compradores para esses ativos. Após a aprovação da emenda, seguradoras e empresas de previdência recorreram à Justiça contra a medida. O caso está atualmente no Supremo Tribunal Federal. Hugo Motta aparece em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. As investigações indicam que o deputado se encontrou com o empresário em pelo menos cinco situações. A primeira reunião identificada ocorreu um mês depois de Motta assumir a Presidência da Câmara.
PF investiga compra de tríplex de luxo por Ciro Nogueira

BRASÍLIA, 11 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) apura a compra de um tríplex de luxo em São Paulo pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). A investigação ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero. As suspeitas envolvem fraude bilionária no sistema financeiro e possíveis vantagens indevidas ligadas ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O imóvel tem 514 metros quadrados, três suítes e três vagas de garagem. A negociação veio a público no último domingo (10). Na quinta fase da operação, agentes cumpriram mandados contra o parlamentar na última quinta (8). A PF investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte do senador. O apartamento entrou no radar durante a análise da atuação de Ciro em pautas favoráveis ao Banco Master no Congresso. Ciro Nogueira e sua defesa negam qualquer irregularidade no caso. Segundo a investigação, o senador fechou a compra diretamente com a incorporadora responsável pelo empreendimento. O valor total do imóvel é de R$ 22 milhões. Ciro declarou que entregou outro apartamento no mesmo prédio como parte do pagamento. Esse imóvel foi avaliado em R$ 8 milhões. Além disso, o parlamentar quitou o restante com parcelas em dinheiro. A compra ocorreu quase um mês antes de Ciro apresentar uma emenda à PEC 65 de 2023. A proposta original ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo a PF, a mudança poderia beneficiar instituições com dificuldades de liquidez, incluindo o Banco Master. Os investigadores também analisam mensagens atribuídas a Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.
PF identifica viagens de luxo pagas por Vorcaro a senador

BRASÍLIA, 09 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) identificou ao menos três viagens internacionais do senador Ciro Nogueira (PP-PI) custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os gastos incluíram hospedagens em hotéis de luxo, jantares e compras de roupas para férias na neve. A investigação aponta que o congressista também recebia repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil ligados ao empresário. As informações foram divulgadas pela TV Globo na sexta (8) a partir de documentos da operação Compliance Zero. Os investigadores analisaram celulares apreendidos na primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025. A partir desse material, a PF reuniu comprovantes bancários, registros de viagens e trocas de mensagens. Segundo a investigação, esses documentos indicam relação financeira entre Vorcaro e o senador. A polícia sustenta que a CNFL, empresa administrada por Raimundo Neto Nogueira (irmão de Ciro), era usada para operacionalizar os repasses. As filhas do senador, Maria Eduarda Nogueira (Duda Nogueira) e Eliane Nogueira, além da ex-mulher do congressista, também aparecem como sócias da companhia. Empresas ligadas ao banqueiro fizeram depósitos na CNFL. A PF aponta a empresa como estrutura criada para ocultar pagamentos destinados ao congressista. A investigação identificou 265 depósitos em espécie feitos por Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário ligado a Ciro Nogueira. Essas movimentações somaram R$ 3,5 milhões em menos de quatro anos, segundo a PF. Parte da origem do dinheiro ainda é apurada. Em abril de 2024, Ciro esteve em Paris. No mês seguinte, segundo a investigação, viajou com Vorcaro para Nova York. Lá, teria ficado hospedado em hotel de alto padrão e participado de jantares pagos pelo banqueiro. Já em janeiro de 2025, os dois teriam ido juntos a Courchevel, estação de esqui nos Alpes Franceses frequentada pela elite europeia. Segundo a PF, Vorcaro arcou inclusive com roupas de frio usadas pelo senador. Os investigadores afirmam que os benefícios recebidos tinham relação com a atuação política de Ciro Nogueira. A suspeita é de que o senador tenha usado o mandato no Congresso para defender interesses do banqueiro. As filhas do senador mantinham perfis públicos nas redes sociais, que foram fechados ou restringidos após a operação da PF.
PF, Receita Federal e MPF apuram fraudes fiscais no Maranhão

AÇAILÂNDIA, 07 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF), a Receita Federal do Brasil e o Ministério Público Federal deflagraram, nesta quinta (7), as operações Títulos Podres e Consulesa II para desarticular uma organização criminosa investigada pelo uso de créditos fiscais fraudulentos na compensação indevida de tributos federais. As investigações identificaram atuação do grupo em vários estados, entre eles o Maranhão. Segundo os órgãos responsáveis, o esquema envolvia empresas, prefeituras, escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada. O grupo oferecia supostas soluções para redução ou quitação de débitos fiscais. Além disso, as investigações apontaram participação de servidores públicos em práticas de estelionato, causando prejuízos aos cofres públicos e a empresas. As investigações apontaram divisão de tarefas, captação de clientes e mecanismos para ocultação de valores por meio de empresas interpostas, contas de terceiros e movimentações pulverizadas. Os órgãos também identificaram indícios de lavagem de dinheiro. Mais de 200 policiais federais e 43 auditores e analistas tributários participaram das ações. A Operação Consulesa II cumpre 29 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo as investigações, os desvios relacionados à operação são estimados em cerca de R$ 670 milhões. Já a Operação Títulos Podres cumpre 40 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e no município de Açailândia, no Maranhão. Entre os investigados estão lideranças do esquema, operadores financeiros e ao menos dez advogados. De acordo com os investigadores, o prejuízo estimado da Operação Títulos Podres é de R$ 100 milhões. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores em aproximadamente R$ 32 milhões para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Busca da PF contra Ciro reforça alerta feito por Duarte Jr

BRASÍLIA, 07 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta (7), mandado de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira durante a quinta fase da Operação Compliance Zero. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, a decisão determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões e a suspensão de empresas ligadas à família do parlamentar. Em março, o deputado federal Duarte Júnior afirmou, em entrevista à Band News, que pretendia buscar esclarecimentos sobre a relação entre Daniel Vorcaro e ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o parlamentar, a CPMI do INSS deveria aprofundar a investigação sobre possíveis vínculos entre o empresário e integrantes da Corte. As declarações ocorreram após o vazamento de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e à então namorada dele, Martha Graeff. Nas conversas, o banqueiro mencionava proximidade com os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Também surgiram registros de mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes no dia da primeira prisão do empresário, em 2025. De acordo com Duarte Júnior, o conteúdo reforçava a necessidade de investigação pela CPMI do INSS. O deputado afirmou que as mensagens indicavam relação próxima entre Daniel Vorcaro e integrantes do Supremo. Inclusive, declarou que buscaria mais informações sobre os contatos mencionados nas conversas divulgadas durante a investigação. Ainda durante a entrevista, Duarte afirmou que os fatos apresentados ultrapassavam o campo das suspeitas. Segundo o parlamentar, as mensagens apontavam proximidade entre Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O deputado também mencionou a possibilidade de interesses em comum entre os envolvidos citados nas conversas. Na mesma entrevista, Duarte Júnior criticou a atuação de Ciro Nogueira em relação ao Banco Master. O deputado afirmou que mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro apontavam proximidade entre o senador e o banqueiro. O parlamentar declarou que Ciro apresentou uma emenda a uma proposta de emenda constitucional que poderia beneficiar a instituição financeira. Segundo Duarte, a proposta permitiria ampliar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito para aplicações financeiras. Atualmente, o teto é de R$ 250 mil. Com a emenda mencionada pelo deputado, o valor poderia ultrapassar R$ 1 milhão. As mensagens analisadas pela investigação mostraram Daniel Vorcaro comemorando a aprovação da emenda em grupos de conversa. Para Duarte, o material tinha a necessidade de aprofundar as apurações sobre parlamentares mencionados nos diálogos. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Imirante Política (@imirantepolitica)
Operação da PF atinge senador Ciro Nogueira em Brasília

BRASÍLIA, 07 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão no endereço do senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do Progressistas, na manhã desta quinta (7). A ação ocorre em Brasília. Trata-se da quinta fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que esta fase da operação busca aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção. O caso envolve ainda lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão. Além disso, há um mandado de prisão temporária. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu as ordens judiciais. As medidas incluem o bloqueio de bens, direitos e valores. O montante bloqueado chega a R$ 18,85 milhões. Os mandados são cumpridos nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. O mandado de prisão temporária tem como alvo Felipe Cançado Vorcaro. Ele é primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A prisão ocorreu na manhã desta quinta em Minas Gerais. A informação foi confirmada por emissora de televisão.
PF prepara novo pedido para prorrogar inquérito do Master

BRASÍLIA, 04 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) trabalha na elaboração de um novo pedido de prorrogação para o inquérito do Caso Master. Os investigadores avaliam que o prazo atual, que vigora até o meio deste mês, é insuficiente para concluir a apuração. O volume de documentos e celulares apreendidos motivou a solicitação. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator do caso. A expectativa dos investigadores é que o novo pedido seja acolhido pelo magistrado. A PF já havia obtido uma prorrogação inicial em janeiro deste ano. Naquela ocasião, o antigo relator, ministro Dias Toffoli, ainda estava à frente do processo. Nos últimos dias, as equipes avançaram na análise de nove aparelhos celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Parte desses telefones contém arquivos digitais, e não aplicativos de mensagens. As investigações são conduzidas por equipes da PF em Brasília e em São Paulo.
Dono da Choquei admite à PF renda mensal de R$ 300 mil

BRASÍLIA, 29 de abril de 2026 — Raphael Sousa Oliveira, dono da página de fofocas Choquei, revelou à Polícia Federal que possui renda mensal de aproximadamente R$ 300 mil. Ele deu as declarações depois de ser preso em 15 de abril. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Narcofluxo. O empresário admitiu também que omitiu valores recebidos em sua conta pessoal. Esses valores não foram declarados em versões passadas do Imposto de Renda. A ação da PF resultou na detenção de ao menos 34 pessoas. Entre os presos estão MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. A PF sustenta que Raphael atuou como o “operador de mídia” de uma organização criminosa. O grupo é suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão. Além disso, o esquema possui ramificações com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). O papel do dono da Choquei seria a gestão de imagem e a promoção digital da estrutura criminosa. A página possui mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e 9 milhões no X. Segundo a PF, a Choquei divulgou conteúdos favoráveis aos investigados. Raphael também teria atuado na contenção de crises. Ele também promoveu plataformas de apostas ilícitas, de acordo com as investigações. NEGAÇÃO DE ENVOLVIMENTO No depoimento, o empresário negou o envolvimento com o caso. Raphael justificou que atua há 12 anos no ramo de publicidade e marketing. Ele vende espaços publicitários em páginas para contratantes diversos. O investigado afirmou que “não é assalariado”. Ele disse que o faturamento da empresa é transferido diretamente para suas contas de pessoa física. A PF questionou Raphael sobre sua proximidade com outros alvos da operação, como os funkeiros presos. O empresário afirmou que sua relação com MC Ryan SP é estritamente profissional. Ela se limita à contratação de publicidade. Sobre MC Poze do Rodo, Raphael declarou conhecê-lo apenas pelas redes sociais.