PF combate fraudes previdenciárias em cidades do Maranhão

PF operação

MARANHÃO, 29 de abril de 2026 — A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã de quarta (29), a Operação Dolo Rural para combater fraudes no sistema do INSS. A ação ocorreu no Maranhão e no Ceará, com cumprimento de mandados judiciais. O objetivo foi reprimir concessões irregulares de benefícios previdenciários. A operação foi conduzida pela Polícia Federal (PF) no Maranhão, com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social e do INSS. Ao todo, 31 agentes da PF atuaram no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão. Os mandados foram executados em residências e escritórios dos investigados nas cidades de São Mateus do Maranhão, São Bernardo, Fortaleza, Eusébio e Baturité. A ação contou com acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil. Além disso, a Justiça Federal determinou medidas cautelares durante a Operação Dolo Rural. Entre elas estão a quebra de sigilo telemático, bancário e fiscal, além do arresto de bens dos investigados. A investigação teve início em 2023 e identificou um esquema envolvendo escritórios de advocacia. Segundo os órgãos responsáveis, os envolvidos produziam documentos falsos com uso de dados de propriedades rurais reais. De acordo com as apurações, os documentos eram utilizados para obtenção indevida de benefícios como aposentadoria por idade, salário-maternidade e pensão por morte. A prática teria resultado na liberação irregular de pagamentos pelo INSS. Segundo a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo estimado com 35 benefícios identificados chega a R$ 670 mil. Inclusive, a suspensão desses pagamentos pode gerar economia de até R$ 4,1 milhões. Se confirmadas as irregularidades, os investigados poderão responder por estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público. A apuração segue em andamento.

Operação da PF mira abuso sexual infantil em 27 estados

Operação PF

MARANHÃO, 28 de abril de 2026 — A Polícia Federal deflagrou a Operação Nacional Proteção Integral IV nesta terça (28). A ação ocorre em todos os estados do país. O objetivo é combater crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. A operação acontece de forma simultânea em outros 15 países. Trata-se de uma mobilização internacional contra crimes transnacionais desse tipo. No Brasil, as autoridades cumprem 159 mandados de busca e apreensão. Além disso, há 16 mandados de prisão preventiva em andamento. Participam da ação 503 policiais federais. Somam-se a eles 243 policiais civis de diversos estados. Entre os estados envolvidos estão Bahia, Distrito Federal e Espírito Santo. Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também integram a lista. Ademais, Pará, Paraná, Pernambuco e Piauí participam da operação. Por fim, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins completam os estados citados. A ação integra a Operação Internacional Aliados pela Infância VI. Essa operação reúne forças de segurança de vários países. Já houve cumprimento de mandados em nações como Argentina, Colômbia e Espanha. França, México, Paraguai, Peru e Uruguai também estão entre os países. Segundo a Polícia Federal, a operação foca crimes que violam a dignidade sexual. Crianças e adolescentes são as vítimas dessas práticas. Muitos desses crimes ocorrem no ambiente digital. Isso acontece dentro do contexto do Maio Laranja. De acordo com a PF, somente em 2026 já foram cumpridos pelo menos 450 mandados. Esses mandados são de prisão de foragidos por crimes sexuais. As capturas ocorrem por meio dos chamados Grupos de Capturas. A Polícia Federal orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet. Crianças e adolescentes devem ter supervisão dos adultos. A recomendação inclui diálogo aberto sobre segurança digital. Além disso, os menores devem comunicar situações suspeitas. A corporação destacou uma questão sobre terminologia. O termo “pornografia” ainda está previsto na legislação brasileira. No entanto, a comunidade internacional adota outras expressões. Os termos usados são abuso sexual de crianças e adolescentes.

PF faz operação em igreja ligada a pastor preso por abusos

PF operação

PAÇO DO LUMIAR, 27 de abril de 2026 — A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho realizaram, na manhã desta segunda (27), uma operação em uma igreja em Paço do Lumiar. A ação ocorreu na sede da Shekinah House Church e integra investigações contra o pastor David Gonçalves Silva, preso por suspeitas de abusos e outras irregularidades. Segundo o Ministério Público do Trabalho, a operação foi motivada por denúncias de possível trabalho análogo à escravidão no local. Após as buscas iniciais, não foram identificadas situações que caracterizem essa prática. Ainda assim, equipes recolheram materiais e seguem com a apuração. Nos últimos dias, mais de dez pessoas procuraram a polícia para denunciar o pastor. Ele é investigado por crimes como estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa, conforme informações repassadas pelos órgãos responsáveis. Equipes coletaram depoimentos e documentos durante a operação em igreja em Paço do Lumiar. O material será analisado e anexado ao processo. Caso surjam indícios de trabalho análogo à escravidão ao longo da investigação, novas medidas poderão ser adotadas. Na sexta (24), um vídeo anexado ao inquérito mostrou um adolescente em estado de exaustão após punições. De acordo com a polícia, ele permaneceu horas em pé, sem dormir, e escreveu repetidamente uma frase durante toda a noite. O pastor foi preso no dia 17 de abril. Natural do Ceará, ele é suspeito de aplicar punições físicas e psicológicas a fiéis que descumpriam regras. Entre as vítimas, há pessoas oriundas do Pará e do Ceará, segundo apontam as investigações. Conforme a polícia, o sistema de punições teria sido usado para manter controle sobre cerca de 100 a 150 fiéis por anos. Parte das vítimas relatou que buscou a igreja em situação de vulnerabilidade, incluindo casos de pessoas em situação de rua. Entre os relatos, há descrição de agressões frequentes com castigos específicos. Um deles consistia em chicotadas com um reio, com vítimas recebendo dezenas de golpes. Em outra gravação, o pastor determina restrição de alimentação até solução de um problema interno.

Funcionário da Caixa é afastado por fraude via PIX em Caxias

Caixa Caxias

CAXIAS, 25 de abril de 2026 — A Polícia Federal afastou um funcionário da Caixa Econômica Federal, nesta sexta (24), em Caxias, durante a operação Logchain, que apura fraude via PIX. O servidor é suspeito de usar acesso interno para alterar dados de clientes e realizar transferências sem autorização. As investigações apontam prejuízo inicial de R$ 91.835,36. Além disso, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão e contou com apoio da própria instituição financeira. Segundo a PF, o suspeito manipulava informações nos sistemas internos do banco sem a presença dos titulares das contas, o que foi confirmado por imagens de monitoramento analisadas durante a apuração. De acordo com a investigação, o funcionário utilizava dados alterados para realizar transferências via PIX para destinatários frequentes. A prática indicava um padrão de repetição nas operações, o que levantou suspeitas e levou ao início das apurações. A atuação ocorria diretamente nos sistemas internos da agência. A PF destacou, inclusive, que o esquema pode ter causado prejuízo ainda maior. O valor inicial identificado foi de R$ 91.835,36, mas a quantia pode aumentar conforme o avanço das análises dos materiais apreendidos durante a operação. Durante as diligências, os policiais recolheram celulares, computadores, mídias digitais e documentos. Esse material será examinado para esclarecer como as fraudes via PIX eram executadas e para identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Por fim, o funcionário afastado poderá responder por crimes como associação criminosa, estelionato majorado e furto qualificado.

Deputado investigado pela PF prorroga afastamento na ALEMA

Deputado Edson

A Assembleia Legislativa do Maranhão prorrogou nesta quinta (23) por mais 120 dias a licença médica do deputado Edson Araújo. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora durante sessão plenária. O parlamentar está afastado desde fevereiro, e o mandato segue sendo exercido pelo suplente Adelmo Soares. O afastamento ocorre enquanto Edson Araújo é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. A apuração envolve suspeitas de irregularidades relacionadas à inserção de dados em sistemas oficiais e à liberação de benefícios previdenciários, com apoio da Controladoria-Geral da União. Durante o andamento do inquérito, a Justiça determinou medidas cautelares contra o deputado. Entre elas estão buscas e apreensões, bloqueio de valores e uso de tornozeleira eletrônica. Até o momento, o caso segue sem decisão final nas instâncias judiciais.

PF prende homem por exploração sexual infantil em Santa Luzia

PF Operação

SANTA LUZIA DO PARUÁ, 23 de abril de 2026 — A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta (23) um homem investigado por exploração sexual infantil no município de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão. A ação ocorreu durante a Operação Red Card, que cumpriu mandado de prisão preventiva e busca domiciliar. Os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos após identificarem indícios do crime. Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais federais recolheram mídias digitais e aparelhos eletrônicos na residência do suspeito. A equipe encontrou indícios recentes de armazenamento de arquivos ilícitos, o que levou à prisão em flagrante. O material será submetido à perícia técnica para aprofundar a investigação. Especialistas e organismos internacionais recomendam substituir o termo “pornografia” por expressões como abuso sexual de crianças e adolescentes. Segundo eles, essa mudança reforça a gravidade da exploração sexual infantil e amplia a compreensão sobre o impacto das violações.

PF descarta interferência em morte de ‘Sicário’ de Vorcaro

PF Sicário

BELO HORIZONTE, 20 de abril de 2026 — A Polícia Federal concluiu que não houve interferência externa na morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ocorrida na Superintendência Regional da PF em Belo Horizonte. O detento morreu por enforcamento dentro da cela. Todo o ato foi registrado por câmeras de segurança do local, que não apresentavam pontos cegos. Mourão foi preso preventivamente em 4 de março. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Essa operação investiga fraudes envolvendo o Banco Master. Ele era apontado como coordenador operacional de um esquema criminoso. O grupo teria acessado sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol. Além disso, os investigados teriam corrompido servidores do Banco Central. Após a prisão, Mourão atentou contra a própria vida na cela da superintendência. A PF prestou socorro imediato ao detento. Os agentes também acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A corporação abriu procedimento apuratório interno para investigar o caso. As câmeras filmaram sem interrupções tanto o enforcamento quanto o atendimento dos policiais do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). Os registros em vídeo foram entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça é o relator do caso na corte. A operação resultou na prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também foram presos o cunhado dele, Fabiano Zettel, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. O bloqueio judicial de bens dos investigados chega a R$ 22 bilhões.

Ação federal atinge Maranhão para reprimir conteúdos digitais

ação Justiça

MARANHÃO, 17 de abril de 2026 — O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coordenou, na quinta (16), a Operação Bulwark para reprimir conteúdos digitais de violência extrema e discurso de ódio. A ação integrada envolveu as polícias civis de 18 estados, incluindo o Maranhão. Até o momento, a operação afetou mais de 5,5 mil usuários e moderou 180 contas em redes sociais. As autoridades cumpriram 33 mandados de busca e apreensão, realizaram 20 intervenções cautelares e efetuaram oito prisões, sendo seis em flagrante. A iniciativa visa desarticular ecossistemas digitais que disseminam discurso de ódio e incentivam a violência. O foco principal recai sobre processos de radicalização, especialmente entre jovens. Além disso, a operação reprimiu crimes relacionados a atos extremistas e à exploração sexual de crianças e adolescentes. As ações coordenadas incluíram moderação de conteúdo para remoção de materiais ilícitos. As autoridades também desativaram perfis e grupos criminosos em redes sociais e aplicativos de mensageria. SEGUNDA OPERAÇÃO EM UMA SEMANA O Maranhão tornou-se alvo da Operação Bulwark, a segunda deflagrada contra esse tipo de crime em menos de uma semana. No último dia 10, a Polícia Federal já havia cumprido um mandado de busca e apreensão no estado. A suspeita era contra uma pessoa envolvida na divulgação de conteúdo extremista violento. As polícias civis estaduais e o Ministério Público conduziram as investigações de forma colaborativa. As equipes utilizaram informações compartilhadas no âmbito do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab). O Ciberlab produziu e difundiu Relatórios Técnicos de Inteligência com base no monitoramento de ambientes digitais de risco.

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