PF prende PMs em ação contra tráfico por rota marítima no MA

SÃO LUÍS, 11 de fevereiro de 2026 – A Polícia Federal (PF) deflagrou, entre terça (10) e quarta (11), mais uma fase da Operação Rota Marítima no Maranhão. Foram cumpridos, em São Luís, quatro mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. A ação visa aprofundar a coleta de provas e interromper as atividades de organização criminosa investigada por tráfico internacional de entorpecentes. Entre os presos estão dois policiais militares do Estado do Maranhão. Segundo as investigações, os agentes se valiam da função pública para favorecer as atividades ilícitas do grupo criminoso.
PF prende foragida com 3kg de cocaína na Rodoviária de SLZ

SÃO LUÍS, 06 de fevereiro de 2026 – A Polícia Federal (PF) prendeu uma foragida na Rodoviária de São Luís na noite de quinta (5), após encontrar três quilos de pasta base de cocaína escondidos dentro de um eletrodoméstico em sua bagagem. A ação cumpriu dois mandados de prisão em aberto contra a mulher: um da 3ª Vara de Rondonópolis (MT), por tráfico de drogas, e outro da 2ª Vara Criminal de Maracaju (MS), por favorecimento à exploração sexual infantil. Diante da descoberta da droga, os policiais também lavraram um auto de prisão em flagrante por tráfico. A foragida foi encaminhada à Central de Custódia da capital maranhense, onde aguardará os procedimentos judiciais. A abordagem de rotina na rodoviária resultou, portanto, na captura da procurada e na apreensão da cocaína.
PF prende três por fraudes bancárias no Piauí e Maranhão

MARANHÃO, 05 de fevereiro de 2026 – A Polícia Federal (PF) prendeu três pessoas e cumpriu 17 mandados judiciais em uma operação contra fraudes bancárias nesta quinta (5). A ação, batizada de Hydra, ocorreu nas cidades de Teresina, no Piauí, e São Luís, no Maranhão. As ordens, expedidas pela Justiça Federal, incluíam cinco prisões preventivas e 12 buscas e apreensões. O grupo é investigado por aplicar golpes contra instituições financeiras, com foco especial em fraudes na Caixa Econômica Federal. A investigação começou após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal na BR-316, em Teresina. Durante a ação, foram encontrados indícios de uso de identidade falsa, cartões bancários de terceiros e materiais para falsificação de documentos. Com o avanço das apurações, os policiais identificaram uma organização criminosa com funções divididas entre seus integrantes.
Influência do STF paralisa investigações contra ministros

BRASÍLIA, 03 de fevereiro de 2026 – Desde o fim do ano passado, o caso do Banco Master deixou de ser apenas um escândalo financeiro para se transformar em uma crise inédita de credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, as ligações suspeitas de ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro reacenderam o debate sobre a possibilidade e a viabilidade de eles serem investigados criminalmente. Há, no entanto, um problema: caberia ao próprio STF autorizar e supervisionar a investigação – o que, para observadores, é um obstáculo que, hoje, praticamente impede a apuração e eventual responsabilização por crimes que possam ter cometido. O corporativismo interno e a influência que os ministros acumularam nos últimos anos sobre órgãos centrais para a investigação – Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República – torna um inquérito praticamente impossível, hoje, na visão de analistas. Assim como parlamentares federais e ministros de governo, os integrantes do STF gozam de foro privilegiado. Significa que somente o próprio tribunal pode abrir inquérito, processar e julgar os ministros por crimes comuns (como corrupção, tráfico de influência e prevaricação). Em suma, o caso começa e termina na Corte. Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo afirmam que, embora haja a previsão legal de investigações e processos contra ministros, na prática, ocorre um bloqueio institucional que impede a Polícia Federal, por exemplo, de investigar ministros do STF. À medida que as investigações em torno do caso do Banco Master avançaram e reportagens revelaram detalhes sobre contratos, decisões judiciais, manifestações públicas e vínculos indiretos com personagens centrais do escândalo, ao menos três ministros da Corte passaram a ter seus nomes associados ao caso: Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
PF investiga transações do Master com empresa ligada ao PCC

BRASÍLIA, 02 de fevereiro de 2026 – A Polícia Federal investiga operações de câmbio no valor de R$ 2,8 bilhões realizadas pelo Banco Master com a empresa One World Services (OWS). As transações, enviadas entre dezembro de 2018 e abril de 2021, tinham como justificativa o aumento de capital de uma offshore da OWS em Miami. Naquele período, o Banco Master ainda operava sob o nome Banco Máxima. A OWS é investigada por lavagem de dinheiro para facções criminosas como o PCC e o grupo Hezbollah. Conforme a PF, a OWS adquiriu bitcoins para condenados por lavagem de dinheiro usando contas no Banco Master. Para isso, a empresa não apresentou toda a documentação exigida pelo Banco Central na época. Apenas 15 atas societárias foram entregues, embora os agentes tenham registrado 331 operações. Dessa forma, as normas de controle e tributação foram descumpridas. O relatório policial aponta que as instituições investigadas, incluindo o Banco Master, “de forma deliberada fecharam os olhos para a realidade de seus clientes”. As atas apresentadas à PF mostraram indícios de fraude, com documentos gerados no mesmo dia ou com poucos minutos de diferença. Além disso, a finalidade declarada permitia o pagamento de um IOF reduzido, de 0,38%, inferior à alíquota de 1,1% aplicável à compra de ativos no exterior. As investigações, que têm desdobramentos desde a Operação Colossus, em 2022, monitoram movimentações totais de R$ 60 bilhões. Desse total, R$ 8 bilhões correspondem apenas a operações de câmbio. O Banco Central abriu uma apuração própria após receber informações da PF sobre as transações suspeitas. O Banco Master informou que firmou um acordo com o BC, que encerrou o caso no âmbito administrativo sem reconhecer irregularidades.
PF apreende 12 kg de cocaína no aeroporto de São Luís

SÃO LUÍS, 19 de janeiro de 2026 – A Polícia Federal prendeu um homem transportando mais de 12 quilos de cocaína no Aeroporto Internacional Cunha Machado, em São Luís, no domingo (18 de janeiro). Os agentes flagraram o passageiro utilizando um documento de identidade falso durante a abordagem, após o pouso de um voo originário de Cuiabá (MT). A droga estava presa ao corpo do indivíduo e oculta sob suas roupas, segundo constatou a busca pessoal realizada no local. A ação policial ocorreu após uma denúncia sobre um viajante que usaria documentação falsa no voo com destino à capital maranhense. Diante dos fatos, os policiais encaminharam o suspeito para a Superintendência da PF no Maranhão. O objetivo era a lavratura do auto de flagrante e a adoção das demais providências legais necessárias para o caso.
Toffoli afasta PF e nomeia peritos por conta própria

BRASÍLIA, 16 de janeiro de 2026 – O ministro Dias Toffoli, do STF, nomeou quatro peritos da PF para extrair dados da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, ao definir sozinho os agentes e determinar a atuação deles com acesso total ao material apreendido. A medida ocorreu após a decisão de lacrar os bens recolhidos e direcioná-los ao STF, sob justificativa de centralizar o procedimento. Além disso, Toffoli escolheu Luís Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti sem consultar a direção da PF, o que contrariou práticas internas e surpreendeu a corporação. O despacho também estabeleceu apoio direto da PGR aos trabalhos dos profissionais selecionados. Integrantes da PF apontaram que a iniciativa de Toffoli retirou da corporação atribuições técnicas e motivou possíveis recursos por parte do diretor-geral Andrei Rodrigues e do advogado-geral da União, Jorge Messias. Por isso, a escolha unilateral gerou questionamentos sobre o procedimento adotado. No entanto, antes da definição dos peritos, o ministro já havia provocado reação interna ao ordenar que celulares e computadores apreendidos permanecessem lacrados e sob guarda do STF. Dessa forma, investigadores externaram preocupação com riscos ao armazenamento adequado das provas.
STF afasta PF de provas e espanta investigadores do Master

BRASÍLIA, 15 de janeiro de 2026 – A deflagração, nesta quarta (14), da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes bilionárias do Banco Master, evidenciou o mal-estar instalado entre a Polícia Federal, que executa a investigação, e o ministro Dias Toffoli, relator e supervisor do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Alvo de desconfiança desde que avocou o caso para si, no ano passado, após viajar ao Peru num jatinho privado com o advogado de um dos diretores do banco, o ministro decretou sigilo máximo e condicionou qualquer diligência na investigação à sua prévia autorização. A Gazeta do Povo apurou junto a investigadores que mesmo a PF está tendo acesso limitado e dificuldade para analisar as provas coletadas. Nesta quarta, quando a PF cumpriu ordens de busca contra os empresários Fabiano Zettel e Nelson Tanure, sócios de Daniel Vorcaro, dono do banco, o ministro inicialmente determinou que celulares, computadores e documentos apreendidos fossem “lacrados” e “acautelados” no STF, sob sua guarda. A decisão surpreendeu a PF, que recorreu queixando-se do risco de “frustração da operação caso não fosse realizada a imediata submissão dos dispositivos apreendidos à exploração técnica-pericial”. Em geral, equipamentos e papéis apreendidos ficam em poder da PF para uma perícia imediata dos arquivos que podem servir de prova. Os documentos são copiados e os dados extraídos para serem armazenados de forma segura e integral, sem adulteração ou risco de exclusão. Durante a tarde, Toffoli passou a sofrer críticas na imprensa e no meio político, reverberando o estranhamento da decisão. Inicialmente, divulgou nota afirmando que “o acautelamento imediato tem por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”. Depois, numa segunda nota, informou que os materiais apreendidos ainda não haviam chegado ao STF, e que os aparelhos recolhidos deveriam ser guardados pela PF “eletricamente carregados e em modo desacoplado das redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada”. O risco, apontado por investigadores, era de que arquivos guardados em celulares e computadores poderiam ser deletados à distância, em serviços de nuvem, caso os equipamentos permanecessem ligados e conectados à internet. À noite, em nova decisão polêmica, o ministro determinou o “encaminhamento direto” do material apreendido da PF para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se manifestado pela manutenção das provas na PF.