
BRASÍLIA, 04 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) trabalha na elaboração de um novo pedido de prorrogação para o inquérito do Caso Master. Os investigadores avaliam que o prazo atual, que vigora até o meio deste mês, é insuficiente para concluir a apuração.
O volume de documentos e celulares apreendidos motivou a solicitação. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator do caso. A expectativa dos investigadores é que o novo pedido seja acolhido pelo magistrado.
A PF já havia obtido uma prorrogação inicial em janeiro deste ano. Naquela ocasião, o antigo relator, ministro Dias Toffoli, ainda estava à frente do processo. Nos últimos dias, as equipes avançaram na análise de nove aparelhos celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Parte desses telefones contém arquivos digitais, e não aplicativos de mensagens. As investigações são conduzidas por equipes da PF em Brasília e em São Paulo.
O inquérito do Master também apura relações com a Reag. A coluna mostrou que a empresa recebeu recursos públicos de previdências municipais ao longo dos últimos anos.
Esses recursos foram aplicados em fundos geridos pela corretora. Em uma estimativa otimista, os investigadores acreditam que as apurações devem se prolongar por todo o segundo semestre deste ano.
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, pediu transferência da Papuda para a Superintendência da PF. O objetivo é negociar uma delação premiada.
O pedido ainda não foi analisado por André Mendonça. Paulo Henrique manifestou interesse em colaborar com as investigações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele trocou de advogados recentemente. O ex-dirigente do banco quer firmar acordo antes de Daniel Vorcaro.
Ele espera obter mais benefícios na colaboração.







