Suplente de Davi Alcolumbre é indiciado pela Polícia Federal

Suplente alcolumbre

AMAPÁ, 22 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) indiciou o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sob a acusação de envolvimento em um esquema de fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos federais. O caso, decorrente das investigações da Operação Route 156, aponta irregularidades em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) voltados para a manutenção da BR-156, a principal rodovia federal do estado do Amapá. De acordo com o relatório final da corporação, encaminhado à 4ª Vara Federal do Amapá, o empresário foi indiciado pelos crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Os investigadores apontam que o esquema promoveu o direcionamento ilegal de quatro contratos de infraestrutura rodoviária que totalizam mais de R$ 60 milhões, beneficiando empresas ligadas ao suplente e a outros parceiros comerciais. O monitoramento da PF identificou que, após a liberação dos pagamentos governamentais entre os anos de 2024 e 2025 (período em que as empreiteiras receberam cerca de R$32 milhões da União), foram realizados saques fracionados em dinheiro vivo que somaram pelo menos R$3 milhões. Em um dos episódios documentados, Breno Chaves Pinto foi flagrado por agentes federais deixando uma agência bancária em Macapá portando R$350 mil em espécie. Ao sair do banco, o empresário embarcou em um veículo de propriedade de familiares de Alcolumbre. As quebras de sigilo e a análise de mensagens obtidas pela PF revelaram uma articulação direta entre o suplente e o superintendente regional do Dnit no Amapá, Marcello Linhares, que também foi indiciado por associação criminosa, fraude à licitação e violação de sigilo funcional. Os diálogos indicam que o chefe da autarquia utilizava o trânsito político do empresário para tentar acelerar a liberação de verbas orçamentárias. Em uma das comunicações interceptadas, Linhares solicita expressamente a Breno que intervenha junto ao senador para pressionar o governo federal a liberar empenhos financeiros travados.

PF deflagra operação contra envio de dinheiro falso no MA

PF ação

SENADOR LA ROCQUE, 21 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta (21) a Operação Hermes 2 para investigar um esquema de envio de dinheiro falso por meio do sistema de transporte postal com destino ao município de Senador La Rocque. Segundo a PF, a apuração busca desarticular a circulação de cédulas falsificadas oriundas de outros estados, introduzidas no Maranhão por meio de serviços legais de entrega de correspondências. A investigação apura ainda como os envolvidos utilizavam os serviços postais para dar aparência de legalidade ao transporte de notas falsas, configurando fraude contra o sistema financeiro nacional. Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de Imperatriz, após representação da própria Polícia Federal. O material apreendido será analisado para identificação de outros possíveis envolvidos e para reforço das provas do esquema investigado. A Operação Hermes 2 dá continuidade a investigações sobre circulação de moeda falsa e uso de serviços de transporte regular para práticas criminosas. As investigações seguem em andamento para identificar a origem das cédulas e os responsáveis pelo envio e distribuição do dinheiro falso na região.

Polícia Federal cumpre mandados na casa de Rubens Pereira

Polícia Federal

MAIOBÃO, 21 de maio de 2026 — A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta (21), mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal na residência do ex-deputado estadual Rubens Pereira, em São Luís. A ação também atingiu a casa de um assessor do ex-parlamentar, no Maiobão. Segundo a Polícia Federal, as investigações que motivaram a operação identificaram um esquema com empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias, com desvio de recursos para campanhas eleitorais. “O grupo também operava mediante contas bancárias de terceiros e realizava outras práticas típicas de lavagem de dinheiro”, dizem os federais. De acordo com a corporação, nos 15 dias que antecederam o pleito de 2024 foram movimentados mais de R$ 1,9 milhão, com distribuição superior a R$ 1,2 milhão a candidatos e intermediários. A PF aponta ainda indícios de que recursos de contratos públicos tenham sido desviados para fins eleitorais. “Há indícios de que parte significativa desses recursos tenha origem em contratos públicos, desviados para fins eleitorais. Até o momento, foram identificados vários candidatos beneficiados pelo esquema, em diversos municípios do estado”, completa a nota. Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, afastamento de quatro servidores públicos e indisponibilidade de bens no valor de R$ 2 milhões. As diligências ocorreram em São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina (PI). Os investigados poderão responder por caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a Administração Pública e desvio de recursos públicos. O ex-secretário de Estado da Articulação Política, Rubens Pereira, afirmou em nota que ainda não teve acesso aos detalhes da operação e declarou confiança na apuração. “Em mais de 40 anos de atividade pública, nunca tinha sido alvo de operações como essa”, afirmou, acrescentando que nem ele nem familiares foram candidatos nas eleições de 2024. Ele também informou que está à disposição das autoridades e que deve se manifestar novamente após ter acesso às informações do caso.

PF realiza operação contra abuso infantil em Timbiras

pf TIMBIRAS

TIMBIRAS, 19 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça (19), a Operação Conteúdo Proibido 20 para investigar crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados pela internet. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, sendo um em Timbiras, na área da delegacia da Polícia Federal de Caxias, e três em zonas rurais de Minas Gerais. Além disso, agentes apreenderam equipamentos de informática e mídias de armazenamento durante as buscas. Segundo a Polícia Federal, os materiais recolhidos passarão por perícia criminal federal para extração e análise de dados. O objetivo é identificar possíveis vítimas e envolvidos nos crimes investigados. A Polícia Federal (PF) também alertou pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes. Segundo a corporação, a orientação e o monitoramento no ambiente virtual ajudam a prevenir situações de risco envolvendo menores. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por produção, venda, armazenamento e compartilhamento de material com cenas de abuso sexual infantil. Os crimes estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Somadas, as penas máximas podem ultrapassar 24 anos de reclusão.

Escândalo do Banco Master completa 6 meses nesta segunda (18)

Banco Master

BRASÍLIA, 18 de maio de 2026 — A Polícia Federal completou seis meses da Operação Compliance Zero nesta segunda (18). A investigação apura uma suposta fraude bilionária envolvendo o Banco Master. As autoridades já bloquearam R$ 27,7 bilhões em bens dos investigados. A apuração aponta para um esquema de fabricação de carteiras de crédito. Essas carteiras não teriam lastro financeiro. O sistema financeiro nacional teria sofrido prejuízos bilionários com o esquema. O principal alvo da investigação é o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele é dono do Banco Master. A operação teve início em novembro de 2025. Desde então, já foram realizadas seis fases da investigação. Empresários, políticos e ex-dirigentes do Banco Central estão entre os alvos. Policiais federais e integrantes do sistema financeiro também foram investigados. INFLUÊNCIA POLÍTICA A Polícia Federal revelou uma estrutura de influência política ligada ao Banco Master. Parlamentares, agentes públicos e pessoas próximas a Daniel Vorcaro aparecem entre os investigados. As suspeitas incluem lavagem de dinheiro e corrupção. Há ainda suspeitas de uso de informações sigilosas e coação contra desafetos. A compra de influência política também é apurada. A Justiça autorizou 21 prisões temporárias e preventivas ao longo das seis fases. Além disso, foram cumpridos 116 mandados de busca e apreensão. Na primeira fase, em novembro de 2025, Daniel Vorcaro foi preso preventivamente. Outros executivos do Banco Master também foram detidos. A Polícia Federal passou a apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Banco Central. O Banco de Brasília (BRB) também entrou no alvo das investigações. Em abril deste ano, ocorreu a quarta fase da operação. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso preventivamente. A Polícia Federal suspeita que ele tenha negociado o recebimento de R$ 146,5 milhões. Esses valores seriam vantagens indevidas ligadas ao esquema investigado. A quinta fase da operação atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ele é suspeito de atuar politicamente em favor do Banco Master. NOVOS DESDOBRAMENTOS O parlamentar teria recebido vantagens financeiras do grupo investigado. A operação apura ainda uma proposta de emenda relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os investigadores apontam que a emenda seria favorável aos interesses do banco. A sexta fase investigou uma suposta milícia privada ligada a Daniel Vorcaro. O pai do empresário, Henrique Vorcaro, foi preso nessa fase. Policiais federais suspeitos de vazamento de informações sigilosas também foram detidos. O vazamento de áudios pelo site The Intercept Brasil ampliou a repercussão do caso. O senador Flávio Bolsonaro aparece nas gravações pedindo recursos a Daniel Vorcaro. Os recursos seriam destinados ao filme “Dark Horse”. A produção é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador confirmou a autenticidade das conversas. Ele negou qualquer irregularidade na solicitação. Segundo Flávio Bolsonaro, os recursos eram privados. O dinheiro seria usado exclusivamente para a produção audiovisual. A Polícia Federal ainda analisa parte dos recursos destinados ao filme. Essa análise faz parte da investigação da Operação Compliance Zero. As apurações seguem em andamento.

PF mantém perguntas sobre Lulinha em inquérito do INSS

PF Lulinha

BRASÍLIA, 18 de maio de 2026 — Antes da mudança do delegado que coordenava as investigações de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social, a Polícia Federal (PF) avançava na apuração de informações relacionadas aos negócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. Para isso, a equipe de investigadores marcou para o próximo dia 20 o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, investigada sob suspeita de intermediar pagamentos a Lulinha. Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que já se colocou à disposição para prestar esclarecimentos e disse que ele não tem relação com os desvios do INSS. “Acho que interessa ao Fábio e a nós todos que esses esclarecimentos sejam feitos o quanto antes, sabemos que isso tem uma dimensão eleitoral e não queremos permitir que isso seja usado porque o comportamento do Fábio é muito diferentemente dos filhos do Bolsonaro. Essa mudança de delegado seguramente não tem relação com esses fatos, o sigilo dele foi vazado e ninguém conseguiu achar nada, pelo simples motivo que não tem nada”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho. A defesa de Roberta não se manifestou. A determinação para o depoimento de Roberta e de outros investigados foi feita em abril, quando o inquérito ainda tramitava sob o comando do delegado-chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários. No início deste mês, a PF tomou uma medida que substituiu o coordenador do caso: tirou o inquérito dessa divisão e o enviou para a estrutura da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro, onde tramitará sob o comando de outro coordenador. O delegado substituído tinha o conhecimento completo do caso, assinava peças da investigação, participava de depoimentos e também da negociação de acordos de colaboração. Por isso, sua troca gerou desconfiança no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e em políticos da oposição, que pediram esclarecimentos à PF. Mas a equipe de delegados e agentes responsáveis pelo caso foi mantida e manteve a colheita de depoimentos já agendada, seguindo as linhas de investigação já definidas anteriormente.

Banco Master captou R$ 1,8 bilhão ano antes de ser liquidado

Banco Master

SÃO PAULO, 14 de maio de 2026 — A Polícia Federal descobriu que o Banco Master arrecadou R$ 1,87 bilhão por meio de letras financeiras até dezembro de 2024. A informação consta de documentos da PF e foi divulgada pela CNN Brasil. A captação ocorreu um ano antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição. O inquérito policial detalhou o caminho desse dinheiro. A instituição financeira reuniu um volume imenso de recursos públicos. O montante saiu diretamente de diversos fundos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Esse sistema atende exclusivamente os servidores concursados. Prefeituras, Estados e o governo federal utilizam esse modelo. Além disso, o RPPS garante o pagamento de aposentadorias e pensões de forma independente. A polícia cumpriu seis mandados de busca e apreensão na cidade de Cajamar, na Grande São Paulo, na última quarta (13). A ação teve como alvo os gestores do instituto de previdência municipal. A autarquia paulista direcionou R$ 112 milhões para investimentos na instituição investigada e no Banco Daycoval. Os repasses suspeitos aconteceram entre os anos de 2023 e 2024. A autoridade policial solicitou o afastamento imediato dos membros da diretoria do instituto. Os investigadores também pediram o bloqueio do patrimônio de todos os alvos. Por isso, a medida busca evitar a destruição de provas. O objetivo é também impedir a combinação de versões entre os suspeitos. O rombo mínimo estimado nos cofres públicos atinge R$ 107 milhões. O prefeito de Cajamar durante os investimentos suspeitos era Danilo Joan. Ele exerce atualmente a vice-presidência do Partido Progressistas (PP) em São Paulo. O ex-prefeito é aliado próximo do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Contudo, a operação policial atual não inclui Joan na lista de investigados formais. O senador piauiense foi alvo de buscas da PF na semana passada. As autoridades apuram a relação do congressista com a cúpula do grupo financeiro. A polícia suspeita que o parlamentar recebia pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. O político nega o cometimento de crimes. Ele acusa os órgãos de controle de perseguição em ano eleitoral.

PF apreende R$ 500 mil em espécie em agência da Caixa em SLZ

PF caixa

SÃO LUÍS, 13 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) apreendeu aproximadamente R$ 500 mil em espécie na tarde desta terça (12), em uma agência da Caixa Econômica Federal, localizada no bairro São Francisco, em São Luís. Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, o valor foi sacado da conta de um cliente identificado como “Francisco”. A ação ocorreu durante investigação conduzida pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). O inquérito apura contratos administrativos firmados entre empresa com aparente ausência de capacidade operacional e entes públicos ligados ao setor educacional no Maranhão. os contratos investigados foram assinados entre 2022 e 2026. Segundo a investigação, os contratos sob análise somam aproximadamente R$ 34 milhões. No momento da abordagem, os responsáveis pelo transporte do dinheiro estavam acompanhados por seguranças particulares. Em seguida, eles foram levados à unidade da Polícia Federal para prestar esclarecimentos e depois foram liberados. As investigações continuam para identificar a origem e a destinação do numerário. A Polícia Federal (PF) apura eventual ligação do dinheiro com práticas ilícitas e possíveis irregularidades relacionadas aos contratos investigados.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.