Lahesio Bonfim se manifesta sobre prisão de Jair Bolsonaro

MARANHÃO, 24 de novembro de 2025 – Lahesio Bonfim criticou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em vídeo divulgado no domingo (23), quando afirmou que a detenção ocorreu por perseguição política e mencionou decisões do ministro Alexandre de Moraes. . O pré-candidato ao governo do Maranhão disse que Bolsonaro não foi preso por desvio de recursos. Segundo Lahesio, Moraes age de forma direcionada contra Bolsonaro, além disso citou ações que, segundo ele, teriam impacto psicológico sobre eleitores alinhados à direita. O embaixador do Novo mencionou o número 22 e destacou decisões anteriores do ministro, como multas aplicadas ao PL, para reforçar sua acusação de perseguição. “Dia 22 de novembro […] Vai e volta o senhor Moraes sempre tenta nos bater. Sempre tenta nos humilhar. Sempre usando o número 22 como se fosse um psicopata. Quem tá falando é alguém que passou boa parte da sua vida estudando medicina. Lembram quando ele impôs uma multa ao PL de 22 milhões de reais? É sempre assim. Parece uma psicopatia”, afirmou.
Bolsonaro é preso por eleitores organizarem vigília

BRASÍLIA, 22 de novembro de 2025 – A PF prendeu preventivamente o ex-presidente Bolsonaro na manhã deste sábado (22), em sua casa, em Brasília. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a investigação, a motivação foi o chamamento para vigílias religiosas organizadas por apoiadores do ex-presidente. Agentes chegaram cedo ao endereço e cumpriram o mandado sem uso de algemas, por determinação do Supremo. A PF conduziu o ex-presidente à Superintendência no Setor Policial Sul. A medida é cautelar e busca preservar a apuração em curso. Em virtude do teor da decisão, Bolsonaro não foi exposto na operação. O despacho de Alexandre de Moraes cita garantia da ordem pública e risco ao próprio preso. Investigadores apontam a convocação de vigília feita por Flávio Bolsonaro, com mensagens que pediam mobilização contínua. Dessa forma, a possibilidade de concentração diante da residência elevou o nível de alerta das autoridades. DECISÃO E PROCEDIMENTOS A prisão preventiva não tem prazo definido e fica sujeita à decisão judicial responsável. Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão que considerou risco de fuga no processo que apura a trama golpista. Assim sendo, a nova medida substitui o regime domiciliar e mantém a custódia sob supervisão. Após a detenção, o ex-presidente passou por exames de criminalística e foi apresentado à unidade da PF. O local é cercado e possui controle de acesso, o que reduz a chance de aglomeração. Com efeito, a Polícia Federal reforçou protocolos de segurança para garantir a execução da ordem e a integridade de todos. A defesa pode apresentar questionamentos ao Supremo dentro do prazo processual informado. O calendário admite novos embargos e petições da parte interessada. Nesse ínterim, Bolsonaro permanece sob custódia preventiva, enquanto a PF dá sequência às diligências previstas no inquérito que embasa a decisão. Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente e outros réus por tentativa de golpe e delitos correlatos. A pena total fixada para o ex-presidente foi superior a vinte anos, com embargos pendentes. Em síntese, o caso segue com atos processuais e medidas cautelares definidas conforme o andamento dos autos. Palavra-chave: Bolsonaro Legenda:PF prende preventivamente o ex-presidente em Brasília por risco de aglomeração ligado a vigília; ordem é do ministro Alexandre de Moraes.
Julgamento do recurso de Bolsonaro termina nesta sexta (14)

BRASÍLIA, 14 de novembro de 2025 – O plenário virtual da Primeira Turma do STF encerra nesta sexta (14) o julgamento dos recursos de Jair Bolsonaro e outros seis réus condenados na ação penal do 8 de janeiro. Os quatro ministros já votaram pela rejeição dos embargos de declaração, mantendo as condenações originais. A proclamação do resultado deve ocorrer na segunda (17), com a publicação do acórdão nos dias seguintes. Após a publicação do acórdão, abrem-se prazos para novos recursos jurídicos por parte das defesas. Os advogados poderão protocolar embargos de declaração dentro de cinco dias úteis, instrumento que busca esclarecer supostas omissões ou contradições na decisão. Alternativamente, poderão apresentar embargos infringentes em até dez dias, porém esse recurso possui requisitos específicos para prosperar no Supremo Tribunal Federal. Além disso, as defesas avaliam os prazos para eventuais determinações de prisão dos condenados. Especialistas jurídicos consideram que a execução das penas pode ocorrer após a conclusão dos trâmites recursais imediatos. O ministro relator Alexandre de Moraes manterá competência para decidir sobre os mandados de prisão, podendo expedi-los assim que considerar esgotados os recursos protelatórios.
Pesquisa Quaest revela rejeição a Lula e Bolsonaro em 2026

BRASIL, 14 de novembro de 2025 – Uma pesquisa Genial/Quaest revela que a maioria dos eleitores brasileiros rejeita a candidatura de Lula e Jair Bolsonaro à Presidência em 2026. O estudo, realizado entre 6 e 9 de novembro, ouviu 2.004 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Segundo os dados, 59% dos entrevistados afirmaram que Lula não deveria concorrer, enquanto 67% manifestaram a mesma opinião sobre Bolsonaro. A rejeição ao presidente petista apresentou crescimento de três pontos percentuais em comparação com o levantamento anterior realizado pelo mesmo instituto. No caso do ex-presidente, embora o percentual tenha registrado queda em relação a outubro, a maioria absoluta ainda se manifesta contra sua candidatura.
Dino relata HC pelo fim da prisão domiciliar de Bolsonaro

BRASÍLIA, 11 de novembro de 2025 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino foi designado relator do habeas corpus que pede o fim da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido, protocolado em 6 de novembro, solicita a revogação das medidas cautelares impostas no âmbito do Inquérito 4.995, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. O processo investiga suposta tentativa de obstrução das apurações relacionadas à trama golpista e levou à condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. A solicitação foi feita pelo advogado Guilherme Horácio Colombo, que declarou não possuir ligação com Bolsonaro. Ele afirmou ter protocolado o habeas corpus por iniciativa própria, argumentando que o ex-presidente estaria sendo alvo de constrangimento ilegal. Colombo ressaltou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apresentou denúncia contra Bolsonaro, ao contrário do que ocorreu com outros investigados no mesmo inquérito, como Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
STF inicia julgamento de recursos de Bolsonaro e aliados

BRASÍLIA, 07 de novembro de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta (7) o julgamento dos recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e por outros seis condenados no caso da suposta tentativa de golpe de Estado. A análise ocorre no plenário virtual da 1ª Turma, sem debates presenciais, e os votos dos ministros serão depositados até 14 de novembro. A defesa de Bolsonaro solicita a revisão do acórdão que definiu sua pena, alegando que há erros e contradições capazes de comprometer a integridade da decisão. Os advogados afirmam que, se o texto não for corrigido, haverá injustiça processual. ARGUMENTOS DA DEFESA Nos embargos de declaração protocolados em 27 de outubro, a defesa do ex-presidente sustenta que ele não incentivou qualquer ruptura institucional. Segundo os advogados, Bolsonaro teria, inclusive, desestimulado ações nesse sentido. O recurso argumenta que, se quisesse agir, ele poderia ter decretado estado de defesa ou de sítio, mas optou por não fazê-lo. O tipo de recurso apresentado busca esclarecer eventuais pontos obscuros ou contraditórios na decisão do Supremo. Os ministros analisam agora se as contestações apresentadas merecem acolhimento. Entre os oito integrantes do núcleo identificado como “trama do golpe”, apenas o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, não recorreu. Condenado a dois anos em regime aberto, ele já iniciou o cumprimento da pena e firmou acordo de delação premiada.
Dino determina abertura de inquérito da PF contra Bolsonaro

BRASÍLIA, 18 de setembro de 2025 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar indícios de irregularidades apontados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. O documento cita o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos principais investigados e estabelece prazo inicial de 60 dias para as apurações. Dino destacou em sua decisão que os requisitos legais estavam atendidos para a instauração do inquérito. Segundo o ministro, a medida busca garantir que fatos descritos nos autos tenham a devida apuração. A CPI, que funcionou de abril a outubro de 2021, atribuiu responsabilidade direta a Bolsonaro pela condução da pandemia, quando o Brasil registrou 700 mil mortes em decorrência da doença. RELATÓRIO DA CPI DA PANDEMIA O relatório final solicitou o indiciamento do ex-presidente por nove crimes, incluindo charlatanismo, prevaricação, infração a medidas sanitárias e epidemia com resultado morte. Também foram apontadas acusações de crimes de responsabilidade previstos na Lei de Impeachment e de crimes contra a humanidade, como perseguição e extermínio, com base no Estatuto de Roma. Ao todo, 77 pessoas físicas e duas jurídicas foram indiciadas. Entre os nomes estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), que comandou o Ministério da Saúde durante parte da pandemia. O documento detalhou supostos contratos fraudulentos e superfaturados, além da utilização de empresas de fachada em negociações.
Bolsonaro é condenado a pagar R$ 1 milhão e retirar vídeos

BRASÍLIA, 16 de setembro de 2025 – A Terceira Turma do TRF-4 determinou que Jair Bolsonaro pague R$ 1 milhão, retire vídeos e se retrate por declarações discriminatórias feitas em 2021, quando exercia a Presidência da República. O julgamento ocorreu nesta terça (16) e foi unânime entre os desembargadores. A decisão obriga Bolsonaro e a União a removerem das redes sociais conteúdos considerados ofensivos. O valor da indenização será destinado a fundos públicos, já que o tribunal reconheceu o dano coletivo das falas. As falas de Bolsonaro ocorreram em maio e julho de 2021, em transmissões ao vivo. Em uma delas, ele comparou o cabelo de uma pessoa negra a um “criatório de baratas”. Em outro momento, dirigiu ofensas a apoiadores de cabelo crespo e fez comentários depreciativos sobre a jornalista Maju Coutinho. A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal e pela Defensoria Pública da União em 2021.