Afilhado político diz que Dino será presidente da República

Dino Camarão

MARANHÃO, 17 de agosto de 2026 — Candidato do PT ao governo do Maranhão, Felipe Camarão disse, em entrevista ao Bambaê Podcast em julho, que sonha em ver Flávio Dino na Presidência da República. O petista se declara afilhado político do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Foi juiz federal, deputado federal, presidente da Embratur, governador por duas vezes, senador, ministro da Justiça, ministro do Supremo e será presidente da República, se Deus quiser”, afirmou Camarão. Ele também chamou Dino de “uma das mentes mais brilhantes e geniais” do país. Camarão atribuiu sua trajetória política a Dino e disse que deve a ele tudo o que sabe e é na política. Em maio de 2025, durante evento da UNDB, em São Luís, Dino tratou Camarão como possível candidato ao governo e sugeriu Teresa Helena Barros para vice. Indicado por Lula ao STF em 2023, Dino enfrentou críticas de opositores, que diziam que ele poderia usar a Corte como caminho para disputar a Presidência. Na época, porém, Dino negou intenção de voltar à política e afirmou ao jornal O Globo que “jamais” retornaria. As falas surgem durante o rompimento entre o grupo de Dino e o governador Carlos Brandão. Camarão alega que seria o candidato do grupo em 2026, mas Brandão lançou o sobrinho Orleans Brandão. Lideranças do PT temem que a divisão beneficie Eduardo Braide. O programa de Camarão cita Dino 16 vezes.

Marcelo Tavares reassume comando do Tribunal de Contas do MA

Marcelo Tavares

MARANHÃO, 17 de agosto de 2026 — O conselheiro Marcelo Tavares reassume a presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) a partir desta segunda (17) de agosto de 2026. A definição ocorreu após uma reunião do órgão. A mudança acontece por causa de uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele determinou o afastamento de Daniel Itapary Brandão do comando da Corte por 180 dias. Marcelo Tavares já ocupou a presidência do TCE-MA anteriormente. Portanto, ele ficará à frente do órgão durante todo o período determinado pela decisão judicial. O afastamento de Daniel Brandão está relacionado a uma ação que tramita no STF. Além disso, o caso envolve as investigações sobre a Tech Office, uma empresa que presta serviços de tecnologia. A decisão de Flávio Dino ocorre em um momento de tensão entre o ministro e o governador do Maranhão, Carlos Brandão. O chefe do Executivo estadual já tinha feito críticas públicas à atuação do magistrado. Ele questionou a motivação política em decisões que envolvem integrantes do seu grupo político. Por isso, o afastamento de Daniel Brandão, que é parente do governador, aumenta ainda mais a polêmica entre os dois poderes.

Plano de governo de Camarão cita Flávio Dino mais de 10 vezes

Camarão Dino

MARANHÃO, 17 de agosto de 2026 — O candidato do PT ao governo do Maranhão, Felipe Camarão, cita 16 vezes o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em seu plano de governo de 70 páginas, registrado na Justiça Eleitoral. O documento usa as gestões de Dino como referência para propostas e para a retomada de programas. Atual vice-governador, Camarão rompeu politicamente com o governador Carlos Brandão (MDB) e disputa a sucessão estadual. Ele se apresenta como aliado e herdeiro político de Dino, que governou o Maranhão entre 2015 e 2022 e foi uma das principais lideranças do grupo ao qual Camarão pertence. Durante os dois mandatos de Dino, o Maranhão continuou entre os estados com piores indicadores sociais e de infraestrutura citados no texto, como pobreza, competitividade e saneamento. Dino havia sido eleito com a promessa de retirar municípios maranhenses do grupo dos 100 piores índices de desenvolvimento humano. Depois de deixar o governo estadual, Dino assumiu o Ministério da Justiça no governo Lula e, posteriormente, uma cadeira no STF. Camarão se declara afilhado político do atual ministro e afirma, no plano, que programas da antiga gestão foram descontinuados, defendendo a retomada dessas iniciativas se for eleito. A disputa também coloca Camarão contra o grupo de Carlos Brandão. Os dois integraram a mesma chapa antes do rompimento. Brandão, que foi vice-governador de Dino, apoia agora o sobrinho Orleans Brandão, candidato do MDB. Camarão, então, busca associar sua candidatura ao legado político dos governos de Dino.

Flávio Dino afasta Daniel Brandão da presidência do TCE-MA

Dino STF

BRASÍLIA, 17 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afastou Daniel Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA) por 180 dias. A medida cautelar foi tomada durante investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de desvios de recursos, contratos e outras irregularidades no estado. Além do afastamento, Daniel Brandão não poderá acessar sistemas ou dependências do TCE-MA. Também fica proibido de usar bens e serviços do Tribunal, como veículos, funcionários, celulares e passagens aéreas. A decisão ainda restringe contatos com pessoas ligadas às investigações. Segundo a decisão, o próprio TCE-MA deverá adotar as medidas para substituir Daniel Brandão durante o período de afastamento, conforme o regimento interno. As restrições têm caráter cautelar e, portanto, buscam preservar o andamento das apurações conduzidas pelas autoridades. A investigação da Polícia Federal apura uma suposta organização criminosa e possíveis desvios de recursos públicos no Maranhão. Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, aparece entre os nomes relacionados ao caso, que também envolve a apuração do assassinato do empresário João Bosco Sobrinho. Os investigadores analisam, inclusive, possíveis tentativas de obstrução e a eventual atuação de agentes públicos ligados ao episódio. O afastamento vale enquanto as apurações continuam, e eventuais responsabilidades serão definidas pelas autoridades após a análise das provas e o cumprimento das etapas legais.

Brandão diz ter recusado propostas e sofrer perseguição

Brandão Dino

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O governador Carlos Brandão (MDB) afirmou nesta sexta (14), nas redes sociais, que sofre perseguição política e é alvo de acusações falsas. Ele disse confiar que os fatos serão esclarecidos. Segundo Brandão, os ataques começaram em 2024, quando recusou propostas que classificou como “indecorosas”. Além disso, ele questionou a participação de pessoas tratadas como adversárias no julgamento de casos relacionados a opositores. Na publicação, o governador afirmou que vê uma repetição de acusações relacionadas a um assassinato e outras informações que considera falsas. Por isso, reforçou que não teria culpa nas acusações feitas contra ele. Brandão também declarou que seus perseguidores não teriam impedimentos para divulgar o que chamou de “absurdos”. Então, defendeu que pessoas consideradas adversárias não deveriam participar de julgamentos envolvendo seus opositores. A declaração ocorre durante um período de tensão política no Maranhão e em meio à repercussão de investigações envolvendo aliados e adversários. Brandão não citou nomes diretamente e voltou a afirmar que é inocente.

Dino retira sigilo de decisões sobre investigação no Maranhão

Dino STF

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de três decisões sobre uma investigação de corrupção no Maranhão. O caso apura suspeitas de obstrução de Justiça, fraudes em licitações, desvios em contratos e emendas parlamentares, além do assassinato de um empresário em 2022. Uma das decisões alega que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teria tentado dificultar a investigação do homicídio no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Polícia Federal identificou diálogos entre o parlamentar e o ministro Humberto Martins, que relatava o caso. A família do empresário apresentou uma queixa contra Martins no STF. Além disso, a investigação identificou contatos entre um agente da Polícia Federal e pessoas ligadas ao grupo investigado. O policial Edvar Rodrigues dos Santos foi afastado por determinação da Corte. Segundo a PF, o agente manteve contatos não autorizados com o pai de um dos investigados presos pelo homicídio. Ele também teria visitado o autor do crime e familiares. Para os investigadores, essa atuação pode ter favorecido o grupo investigado. As decisões também citam empresários e políticos maranhenses. A PF apura fraudes em licitações, contratos públicos e emendas parlamentares que teriam beneficiado um grupo ligado ao governador do estado. Em um dos casos, os valores ultrapassariam R$ 14 milhões. Segundo a investigação, o homicídio estaria ligado a uma disputa por pagamentos de contratos públicos e propinas. O caso também envolve suspeitas de compra de vagas e nomeações no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Imprensa nacional considera ampla investigação política no MA

Imprensa política

MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — Mario Sabino, colunista do Metrópoles, afirmou nesta quinta (13) que a decisão do ministro Alexandre de Moraes envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo aumentou o interesse nacional pelo cenário político do Maranhão. A manifestação ocorreu na rede social X. Sabino disse que, se ainda fosse editor, enviaria uma grande equipe de reportagem ao estado para aprofundar as apurações. Segundo ele, informações recebidas sobre o caso são preocupantes e justificariam uma investigação jornalística ampla. A manifestação ocorreu após a operação autorizada por Moraes atingir pessoas apontadas como fontes e articuladores de reportagens sobre o suposto uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. O caso teve repercussão entre jornalistas e veículos nacionais. Nos últimos dias, jornalistas, entidades de imprensa, parlamentares e veículos nacionais passaram a discutir a decisão. Entre os pontos debatidos estão os limites das investigações, a proteção ao sigilo da fonte e os impactos do caso sobre o exercício do jornalismo. Em sua coluna, Sabino também criticou a atuação de Moraes e afirmou que o jornalista Luís Pablo e sua fonte passaram a ser alvo de medidas relacionadas às reportagens sobre Flávio Dino e sua família. O texto relaciona o caso à disputa política no Maranhão. O colunista ainda afirmou que a investigação teria efeitos sobre a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte jornalística. Sabino citou sua própria experiência no inquérito das fake news e disse ter enfrentado medidas como censura, intimidação e depoimento na Polícia Federal. Ao comentar o cenário atual, Sabino afirmou que existem ações públicas e outras iniciativas que, segundo ele, ocorreriam nos bastidores. Para o colunista, esse ambiente pode levar jornalistas a evitar determinados assuntos por receio de consequências. Sabino também criticou colegas que, segundo ele, tratam o caso como algo distante ou restrito ao Maranhão. Na avaliação apresentada na coluna, a situação envolve questões relacionadas à liberdade de imprensa e ao funcionamento das instituições no país. No fim do texto, o colunista retomou sua experiência no inquérito das fake news e afirmou que Luís Pablo passou a dividir com ele esse contexto. A coluna terminou com novas críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal. Veja a coluna na íntegra

Caso Luís Pablo vira debate nacional sobre os limites do STF

pablo stf

MARANHÃO, 13 de agosto de 2026 — O caso envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo, o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino ganhou repercussão nacional. A discussão envolve uma investigação da Polícia Federal e os limites do STF. A PF avançou sobre Raimundo Cutrim, apontado como fonte de Luís Pablo em reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares de Dino. A investigação sustenta que Cutrim acessou dados restritos e os repassou ao jornalista. O caso chegou a veículos como Folha de S.Paulo, UOL e SBT News. Especialistas ouvidos pelos jornais discutiram a proteção constitucional do sigilo da fonte e os limites de medidas judiciais contra jornalistas. Luís Pablo negou ter monitorado Dino ou seus familiares e também afirmou não ter recebido dinheiro pelas reportagens. Ele disse ainda que a investigação prejudica seu trabalho e a imprensa de forma geral. Entidades como Abraji, ANJ, Abert, Aner e Sociedade Interamericana de Imprensa também manifestaram preocupação. Elas apontaram que o sigilo da fonte tem proteção constitucional e alertaram para possíveis impactos sobre a liberdade de imprensa. A assessoria de Flávio Dino afirma que o ministro e seus familiares foram alvo de monitoramento ilegal. Portanto, a investigação também envolve a apuração de possíveis crimes relacionados ao acesso e uso de informações restritas. A controvérsia envolve dois pontos: a investigação de possíveis crimes e a proteção do sigilo profissional. Além disso, Dino aparece relacionado aos fatos, enquanto Moraes autorizou medidas dentro da investigação. O caso segue sob sigilo. As suspeitas investigadas ainda não representam uma conclusão definitiva sobre eventual crime cometido pelo jornalista ou por sua fonte.

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