
MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de três decisões sobre uma investigação de corrupção no Maranhão. O caso apura suspeitas de obstrução de Justiça, fraudes em licitações, desvios em contratos e emendas parlamentares, além do assassinato de um empresário em 2022.
Uma das decisões alega que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teria tentado dificultar a investigação do homicídio no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Polícia Federal identificou diálogos entre o parlamentar e o ministro Humberto Martins, que relatava o caso.
A família do empresário apresentou uma queixa contra Martins no STF. Além disso, a investigação identificou contatos entre um agente da Polícia Federal e pessoas ligadas ao grupo investigado. O policial Edvar Rodrigues dos Santos foi afastado por determinação da Corte.
Segundo a PF, o agente manteve contatos não autorizados com o pai de um dos investigados presos pelo homicídio. Ele também teria visitado o autor do crime e familiares. Para os investigadores, essa atuação pode ter favorecido o grupo investigado.
As decisões também citam empresários e políticos maranhenses. A PF apura fraudes em licitações, contratos públicos e emendas parlamentares que teriam beneficiado um grupo ligado ao governador do estado. Em um dos casos, os valores ultrapassariam R$ 14 milhões.
Segundo a investigação, o homicídio estaria ligado a uma disputa por pagamentos de contratos públicos e propinas. O caso também envolve suspeitas de compra de vagas e nomeações no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.







