
MARANHÃO, 13 de agosto de 2026 — O caso envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo, o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino ganhou repercussão nacional. A discussão envolve uma investigação da Polícia Federal e os limites do STF.
A PF avançou sobre Raimundo Cutrim, apontado como fonte de Luís Pablo em reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares de Dino. A investigação sustenta que Cutrim acessou dados restritos e os repassou ao jornalista.
O caso chegou a veículos como Folha de S.Paulo, UOL e SBT News. Especialistas ouvidos pelos jornais discutiram a proteção constitucional do sigilo da fonte e os limites de medidas judiciais contra jornalistas.
Luís Pablo negou ter monitorado Dino ou seus familiares e também afirmou não ter recebido dinheiro pelas reportagens. Ele disse ainda que a investigação prejudica seu trabalho e a imprensa de forma geral.
Entidades como Abraji, ANJ, Abert, Aner e Sociedade Interamericana de Imprensa também manifestaram preocupação. Elas apontaram que o sigilo da fonte tem proteção constitucional e alertaram para possíveis impactos sobre a liberdade de imprensa.
A assessoria de Flávio Dino afirma que o ministro e seus familiares foram alvo de monitoramento ilegal. Portanto, a investigação também envolve a apuração de possíveis crimes relacionados ao acesso e uso de informações restritas.
A controvérsia envolve dois pontos: a investigação de possíveis crimes e a proteção do sigilo profissional. Além disso, Dino aparece relacionado aos fatos, enquanto Moraes autorizou medidas dentro da investigação.
O caso segue sob sigilo. As suspeitas investigadas ainda não representam uma conclusão definitiva sobre eventual crime cometido pelo jornalista ou por sua fonte.







