
MARANHÃO, 17 de agosto de 2026 — O candidato do PT ao governo do Maranhão, Felipe Camarão, cita 16 vezes o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em seu plano de governo de 70 páginas, registrado na Justiça Eleitoral. O documento usa as gestões de Dino como referência para propostas e para a retomada de programas.
Atual vice-governador, Camarão rompeu politicamente com o governador Carlos Brandão (MDB) e disputa a sucessão estadual. Ele se apresenta como aliado e herdeiro político de Dino, que governou o Maranhão entre 2015 e 2022 e foi uma das principais lideranças do grupo ao qual Camarão pertence.
Durante os dois mandatos de Dino, o Maranhão continuou entre os estados com piores indicadores sociais e de infraestrutura citados no texto, como pobreza, competitividade e saneamento. Dino havia sido eleito com a promessa de retirar municípios maranhenses do grupo dos 100 piores índices de desenvolvimento humano.
Depois de deixar o governo estadual, Dino assumiu o Ministério da Justiça no governo Lula e, posteriormente, uma cadeira no STF. Camarão se declara afilhado político do atual ministro e afirma, no plano, que programas da antiga gestão foram descontinuados, defendendo a retomada dessas iniciativas se for eleito.
A disputa também coloca Camarão contra o grupo de Carlos Brandão. Os dois integraram a mesma chapa antes do rompimento. Brandão, que foi vice-governador de Dino, apoia agora o sobrinho Orleans Brandão, candidato do MDB.
Camarão, então, busca associar sua candidatura ao legado político dos governos de Dino.







