Deltan questiona imparcialidade de Dino no caso Tech Office

BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026 — O candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) questionou, nesta quinta (20), a imparcialidade do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. O ex-procurador citou investigações ligadas ao caso Tech Office e relacionou o episódio à atual disputa política no Maranhão. Dallagnol afirmou que cerca de R$ 800 mil ligados ao desentendimento entre João Bosco e Gilbson Cutrim foram liberados no governo Dino. Na época, segundo ele, Felipe Camarão,comandava a Secretaria de Estado da Educação. O candidato também citou decisões tomadas posteriormente por Dino. Segundo Dallagnol, Dino encerrou um inquérito que poderia reabrir o caso, não ouviu a esposa de Bosco, vítima de assassinato, e determinou a progressão de Gilbson ao regime semiaberto. Além disso, o candidato relacionou o caso ao rompimento político entre Dino e o governador Carlos Brandão. Dallagnol também citou o afastamento de Daniel Brandão do Tribunal de Contas do Estado e o retorno de Marcelo Tavares à Corte. Então, reproduziu um áudio no qual Rubens Pereira Júnior propõe a Brandão um acordo de pacificação em nome de Dino. Ao final, questionou se o ministro seria imparcial para atuar nesses processos. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Deltan Dallagnol (@deltandallagnol)
Dino flerta com ideia da ditadura após ação contra jornalista

BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — O ministro do STF Flávio Dino defendeu nesta quinta (20) a discussão sobre a exigência de diploma para jornalistas. A manifestação ocorreu nas redes sociais, em meio à repercussão de uma decisão judicial que envolveu busca e apreensão ligada a uma fonte de jornalista no Maranhão. Dino afirmou que considera difícil conciliar as garantias constitucionais da profissão com a ideia de que qualquer pessoa possa atuar como jornalista e ter as mesmas prerrogativas profissionais. Segundo ele, a regulamentação também pode fortalecer a proteção jurídica dos trabalhadores da categoria. O tema voltou ao debate no STF após manifestações de Dino e Alexandre de Moraes durante o julgamento de uma ação envolvendo a Rede Globo e uma clínica médica. A obrigatoriedade do diploma para jornalistas deixou de valer em 2009, após decisão do próprio Supremo. A discussão ganhou força após críticas à atuação do STF em um caso envolvendo um jornalista maranhense. Críticos dos ministros afirmam que a retomada da exigência poderia limitar a liberdade de imprensa. Já Dino defende que o debate sobre regras profissionais é legítimo diante das mudanças provocadas pela internet e pelas redes sociais. A obrigatoriedade do diploma foi criada durante a ditadura militar, após o AI-5, e seus críticos afirmam que a medida ajudou a restringir o acesso às redações e a controlar a imprensa.
Toffoli deve analisar pedido contra decisões de Dino no MA

BRASÍLIA, 19 de agosto de 2026 — O ministro Dias Toffoli, do STF, foi sorteado nesta quarta (19) para relatar uma ação da defesa do governador Carlos Brandão (MDB). Os advogados querem tirar do Supremo e devolver ao STJ a investigação sobre o suposto envolvimento do governador em crimes apurados pela Polícia Federal. A defesa apresentou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, a ADPF. Se o STF aceitar o pedido, Flávio Dino deixará de relatar os inquéritos envolvendo Brandão. Os advogados afirmam que Dino não teria a imparcialidade necessária para conduzir investigações contra antigos aliados que hoje estão em um grupo político adversário. Além disso, a defesa argumenta que a Constituição dá ao STJ a função de supervisionar investigações e julgar governadores por crimes comuns. Por isso, os advogados dizem que manter o caso no Supremo retira uma atribuição que seria do STJ. Eles afirmam que Brandão não busca impedir as apurações. A defesa também sustenta que as acusações terem surgido em outro processo no STF não muda o foro previsto na Constituição. Brandão já disse que seus advogados ainda não tiveram acesso completo aos procedimentos e às acusações. O governador também negou ligação com Gilbson Cutrim Júnior e chamou de falsas as declarações dadas por ele às autoridades.
Roberto Rocha acusa Dino de usar STF contra adversários

BRASÍLIA, 19 de agosto de 2026 — O ex-senador Roberto Rocha (PRTB), candidato ao governo do Maranhão, acusou Flávio Dino de usar o STF para perseguir adversários políticos. A declaração foi feita em vídeo nas redes sociais, ao comentar o cenário envolvendo Carlos Brandão e o vice-governador Felipe Camarão. Segundo Rocha, Dino estaria tentando criar condições para que Camarão assuma o governo estadual. Depois, na versão apresentada pelo ex-senador, o movimento poderia favorecer uma candidatura ligada ao PDT em 2026. Rocha afirmou que Dino tenta, assim, voltar a comandar politicamente o Maranhão. O candidato também chamou Camarão de “testa de ferro” de Dino. Além disso, afirmou que o ministro estaria usando o cargo no Supremo para atingir Brandão e pessoas próximas ao governador. “Ele está fazendo de tudo para voltar a ser governador do Maranhão. O que estamos acompanhando é mais uma demonstração de como Flávio Dino usa o Supremo Tribunal Federal para perseguir seus adversários. O alvo dessa vez é o governador Carlos Brandão e todo o seu entorno, em um processo que tem um único objetivo: fazer com que Felipe Camarão assuma o governo e consiga tomar a eleição para o PDT de novo. Essa seria a primeira vez que alguém acumula os cargos de ministro do Supremo e governador do Estado por procuração. Porque qualquer maranhense sabe que Camarão não passa de um testa de ferro.” Na oportunidade, relembrou a antiga aliança política com Dino. Segundo ele, o rompimento ocorreu após divergências sobre a condução do então governador. O ex-senador fez críticas pessoais e classificou Dino como “frio” e “inescrupuloso”. Por fim, Roberto Rocha afirmou que Dino usaria uma imagem de defensor da democracia para esconder uma postura autoritária. Ele disse ter sido um dos primeiros aliados a romper com o ex-governador e acusou o ministro de utilizar o Judiciário para ampliar seu poder político. “Ninguém no Maranhão entende mais do que eu o que é quem Flávio Dino como um inimigo. Ele é um homem frio, inescrupuloso, que não tem nenhum pudor em usar a toga da justiça para tentar ser dono do estado, que tem a população mais pobre do Brasil, justamente quando ele foi governador. Eu já estive ao lado de Dino, fui enganado como vários outros maranhenses […] Fui um dos primeiros a descobrir que por trás da máscara de democrata e republicano se esconde apenas mais um ditador que usa o judiciário para saciar sua incontrolável fome de poder”, concluiu.
Oposição no Senado critica Dino por intervenção no TCE-MA

BRASÍLIA, 19 de agosto de 2026 — O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta terça (18) a atuação de Flávio Dino no STF. A reação ocorreu após Dino afastar por 180 dias Daniel Itapary Brandão da presidência do TCE-MA, em investigação envolvendo suspeitas de desvio de recursos. Em nota, Marinho disse que não questiona a investigação nem eventual punição dos responsáveis. Porém, afirmou que o caso levanta dúvidas sobre os limites do STF. Além disso, questionou a imparcialidade de Dino por ele ter governado o Maranhão durante dois mandatos. Segundo informações divulgadas sobre o caso, a apuração também envolve possíveis tentativas de interferência nas investigações do assassinato do empresário João Bosco Pereira, ocorrido em São Luís, em 2022. Daniel Brandão nega as acusações. A defesa de Carlos Brandão questiona a competência do STF. Marinho também criticou Alexandre de Moraes pela atuação em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e pelo inquérito aberto em 2019. O senador ainda citou o processo contra Jair Bolsonaro e afirmou que a defesa recebeu mais de 200 milhões de mensagens e áudios pouco antes do julgamento. Por isso, Marinho defendeu uma reforma do Judiciário. Carlos Brandão já pediu ao STF a suspensão das decisões de Dino e do inquérito da Polícia Federal. Seus advogados alegam “usurpação de competência constitucional”. O governador afirma que soube das decisões pela imprensa e não teve acesso às investigações sigilosas.
PF não vê crime de Pablo nem prova de pagamento no caso Dino

BRASÍLIA, 19 de agosto de 2026 — Desde novembro de 2025, o jornalista Luís Pablo publicou reportagens sobre o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares. A investigação começou a pedido de Dino, que nega irregularidade. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, a Polícia Federal não encontrou indícios de que Luís Pablo tenha violado sigilo funcional. Além disso, o relatório afirma que não é possível confirmar com máxima certeza que ele recebeu dinheiro para publicar as matérias sobre o ministro. Mesmo assim, Alexandre de Moraes autorizou buscas ao citar indícios do crime de perseguição e uma manifestação favorável da PGR. Em março de 2026, a operação apreendeu dois celulares, um notebook e um pen drive do jornalista. A análise dos aparelhos apontou o ex-secretário Raimundo Cutrim como fonte. Segundo a PF, ele enviou imagens e documentos por WhatsApp e se encontrou com Luís Pablo. O relatório, porém, não atribui ao jornalista atos de perseguição. O delegado Alberto Knoll disse ao STF que Luís Pablo está, em tese, protegido pela liberdade de imprensa. Já Cutrim pode ser investigado por possível violação de sigilo funcional. Por isso, a PF pediu nova busca contra o ex-secretário. O caso caiu primeiro com Cristiano Zanin. Depois, Edson Fachin mandou redistribuir o processo por relação com os inquéritos das fake news e das milícias digitais, então ambos sob relatoria de Alexandre de Moraes.
Dino é acusado de usar Judiciário para interesses políticos

MARANHÃO, 18 de agosto de 2026 — Durante discurso no plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta terça (18), o deputado Dr. Yglésio acusou Flávio Dino de usar decisões judiciais para interesses políticos e pessoais. Segundo ele, a atuação do ministro do STF no caso envolvendo Daniel Brandão teria ocorrido em meio ao calendário eleitoral. Yglésio afirmou que reuniu durante anos documentos sobre a gestão de Flávio Dino no Governo do Maranhão, entre 2015 e 2022. Ele chamou o material de “dossiê Flávio Dino” e disse que o conjunto inclui processos, denúncias e registros administrativos relacionados a diferentes órgãos estaduais. O deputado lembrou o perído que Dino foi governador. Citou o Programa Mais IDH, operações da Polícia Federal na Secretaria de Saúde e denúncias sobre aeronaves, contratos, obras de pontes, reformas de escolas e licitações. As declarações foram apresentadas por Yglésio como parte do material reunido por seu gabinete. Além disso, Yglésio mencionou processos ligados à Segov e denúncias envolvendo os setores portuário, agrícola e educacional. O parlamentar afirmou que pretende disponibilizar os documentos às autoridades caso seja chamado e disse ter revisado o conteúdo ao longo dos anos para sustentar suas acusações. Parte central do discurso tratou do homicídio ocorrido no Tech Office, episódio que, segundo Yglésio, deu origem a investigações posteriores. Ele citou João Bosco, Gilbson Cutrim, o vereador Beto Castro e menções à possível presença de Daniel Brandão, ressaltando que a identificação deste último não seria conclusiva nas imagens. Yglésio afirmou que o homicídio resultou em condenação de 13 anos de prisão e depois passou a integrar uma investigação mais ampla. Ele também mencionou uma personagem chamada Clara Alcântara Machado e sustentou que uma rede de denúncias teria levado o caso à relatoria de Flávio Dino no Supremo. Na avaliação apresentada pelo deputado, a competência do STF para conduzir o caso é questionável. Ele disse que a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado contra o foro no Supremo e criticou a adoção de medidas sem nova manifestação prévia da PGR, citando o artigo 230-B do Regimento Interno da Corte. O parlamentar questionou ainda o uso de depoimentos do condenado pelo homicídio, da esposa e do pai dele. Segundo Yglésio, essas declarações foram utilizadas para fundamentar medidas contra Daniel Brandão. Ele também contestou a narrativa sobre uma suposta tentativa de envenenamento do preso e sua transferência para um presídio federal. QUESTIONAMENTOS JURÍDICOS Outro ponto levantado foi a ausência de contraditório antes das medidas cautelares. Yglésio afirmou que Flávio Dino teria acumulado, na prática, funções de relator, investigador e julgador. Ele também criticou o peso dado a uma única fonte testemunhal e apontou contradições nos relatos sobre pagamentos e silêncio. O deputado disse que os pagamentos mencionados nos autos teriam sido atribuídos a Marcus Brandão, irmão do governador, e não diretamente a Daniel Brandão. Também citou referências a Rodrigo Almeida e Orleans Brandão, mas afirmou que, na sua leitura, faltariam provas que confirmassem a narrativa apresentada na investigação. Yglésio também rejeitou a tese de que a nomeação de Daniel Brandão para o Tribunal de Contas do Estado teria finalidade de proteção política. Além disso, criticou o afastamento por 180 dias e a proibição de contato com familiares, medidas que classificou como desproporcionais diante das provas citadas no processo.
Dino e Moraes defendem novo debate sobre diploma de jornalista

BRASÍLIA, 18 de agosto de 2026 — Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF, defenderam nesta terça (18) uma nova discussão sobre a exigência de diploma para jornalistas. O tema surgiu durante julgamento na 1ª Turma, em Brasília, sobre direito de resposta envolvendo reportagens da TV Globo. A análise foi interrompida após pedido de vista da ministra Cármen Lúcia. Durante a sessão, Dino afirmou que o fim da exigência do diploma dificulta definir quem pode usar garantias da atividade jornalística, como o sigilo da fonte. O STF derrubou essa obrigação em 2009. Dino disse que a proteção não deve alcançar automaticamente qualquer pessoa com blog ou perfil em rede social. Além disso, citou a possibilidade de integrantes de organizações criminosas se apresentarem como jornalistas para tentar obter essas garantias. Segundo o ministro, o sigilo da fonte existe para garantir acesso à informação, mas não pode proteger ameaças ou crimes. Moraes concordou e afirmou que as redes sociais tornaram a questão mais complexa. Para ele, acusações e ofensas não tornam alguém parte da imprensa profissional. Moraes também defendeu uma eventual regra de transição para profissionais sem formação específica. As declarações ocorreram após repercussão de decisão dele envolvendo a fonte do jornalista Luis Pablo Almeida, autor de reportagens sobre suposto uso irregular de veículos do TJMA por Dino e familiares.