
BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026 — O candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) questionou, nesta quinta (20), a imparcialidade do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. O ex-procurador citou investigações ligadas ao caso Tech Office e relacionou o episódio à atual disputa política no Maranhão.
Dallagnol afirmou que cerca de R$ 800 mil ligados ao desentendimento entre João Bosco e Gilbson Cutrim foram liberados no governo Dino. Na época, segundo ele, Felipe Camarão,comandava a Secretaria de Estado da Educação. O candidato também citou decisões tomadas posteriormente por Dino.
Segundo Dallagnol, Dino encerrou um inquérito que poderia reabrir o caso, não ouviu a esposa de Bosco, vítima de assassinato, e determinou a progressão de Gilbson ao regime semiaberto. Além disso, o candidato relacionou o caso ao rompimento político entre Dino e o governador Carlos Brandão.
Dallagnol também citou o afastamento de Daniel Brandão do Tribunal de Contas do Estado e o retorno de Marcelo Tavares à Corte. Então, reproduziu um áudio no qual Rubens Pereira Júnior propõe a Brandão um acordo de pacificação em nome de Dino.
Ao final, questionou se o ministro seria imparcial para atuar nesses processos.







