Lula quer ex-aliado de Flávio Dino fora da disputa ao governo

DISTRITO FEDERAL, 11 de agosto de 2026 — O presidente Lula (PT) pediu ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) que tentasse resolver a divisão entre partidos de esquerda na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Segundo a CNN Brasil, Alckmin conversou com Ricardo Cappelli a pedido de Lula. Cappelli é do PSB e foi auxiliar de Flávio Dino no Governo do Maranhão. Também atuou como secretário-executivo de Dino quando ele comandou o Ministério da Justiça. Agora, o socialista mantém sua candidatura ao Palácio do Buriti. O PT lançou Leandro Grass ao governo em uma chapa com o PSOL. Para o Senado, a composição reúne Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT). Com a aliança definida, o PSB decidiu lançar Cappelli em convenção realizada em 3 de agosto. Antes disso, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, já havia procurado Cappelli para tentar convencê-lo a desistir da candidatura. Segundo a apuração da CNN, a conversa ocorreu no sábado anterior à convenção, mas o pedido foi rejeitado. Cappelli disse a interlocutores que Lula nunca havia falado diretamente com ele sobre a retirada da candidatura. Durante a convenção do PSB, porém, Lula manifestou interesse em conversar com o candidato, mas o encontro não aconteceu. Depois, Cappelli enviou uma mensagem ao presidente defendendo sua candidatura. Ele argumentou que uma unidade da esquerda deveria reunir todos os partidos do campo governista e que o candidato ao governo deveria ser escolhido pelo potencial de ampliar os votos do grupo.
AGU pede a Dino para auditar emendas do orçamento secreto

BRASÍLIA, 10 de agosto de 2026 — O governo federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para fiscalizar apenas as emendas Pix acima de R$ 120 mil. O pedido foi feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao ministro Flávio Dino, relator do caso. A ideia é usar esse valor como filtro para acelerar as auditorias nos ministérios. Com esse critério, a AGU vai analisar diretamente 29.527 prestações de contas de estados e municípios. Esse número representa 85,92% de todos os registros na plataforma de transferências do governo. O valor de R$ 120 mil é o mesmo que o Tribunal de Contas da União já usa para abrir apurações formais sobre prejuízos ao dinheiro público. Os repasses abaixo desse valor não serão ignorados. Eles continuarão sendo verificados se houver denúncias da população, apontamentos de órgãos de controle ou indícios de irregularidades em investigações. Ou seja, o filtro não elimina a fiscalização, mas concentra os esforços nos valores mais altos. Se o STF aprovar a medida, os auditores vão usar um painel eletrônico do Ministério da Gestão. Esse sistema organiza os relatórios por ordem de risco e por área de atuação. Assim, fica mais fácil priorizar os casos mais urgentes. A AGU já planeja o primeiro ciclo de fiscalizações. Ele vai começar com 5.410 prestações de contas que estão prontas para exame. O trabalho deve ir até julho de 2027. Durante esse período, o governo vai apresentar três balanços ao Supremo: um no fim de dezembro de 2026, outro em março de 2027 e o último em junho de 2027.
Dino manda PF investigar emendas de políticos do Maranhão

BRASÍLIA, 08 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue 100 emendas Pix após uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O tribunal apontou possíveis irregularidades e prejuízo de R$ 49 milhões. Entre os recursos analisados estão emendas indicadas por deputados e ex-deputados do Maranhão. Aparecem na relação os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, Josivaldo JP e Márcio Honaiser, além dos ex-deputados Silvio Antonio, Zé Carlos e João Marcelo Souza. A apuração também envolve recursos indicados por outros congressistas, como Alfredo Gaspar e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Parlamentares que se manifestaram sobre o caso negaram irregularidades. Os políticos citados ainda não são formalmente investigados. Segundo a decisão, porém, eles poderão ser incluídos nas apurações conforme o avanço dos trabalhos. Dino citou a “persistência de um estado de inconstitucionalidade” nesse tipo de transferência. O TCU analisou 100 emendas destinadas a 74 estados e municípios entre 2020 e 2024. Os recursos somaram R$ 198,11 milhões. A auditoria encontrou falta de transparência, possíveis superfaturamentos e obras que não foram executadas. O prejuízo estimado corresponde a cerca de 25% do total fiscalizado. Por isso, Dino determinou prioridade aos casos com danos concretos, como obras superfaturadas e serviços ou entregas que não ocorreram. As demais emendas com indícios de irregularidades também serão apuradas. A relação reúne recursos indicados por 24 políticos, entre deputados, senadores, ex-deputados e ex-senadores. A citação não significa, por si só, responsabilização.
Brandão critica atuação de Flávio Dino em ações no STF

MARANHÃO, 07 de agosto de 2026 — O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), criticou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, em entrevista ao programa VEJA em Foco. Na conversa, Brandão afirmou que Dino deveria se declarar impedido de julgar processos envolvendo adversários políticos do Maranhão. Segundo ele, o estado vive um cenário de judicialização da política. Brandão disse que Dino não participa diretamente das articulações políticas, mas mantém influência por meio de aliados. Além disso, afirmou que vários deputados maranhenses respondem a processos no STF e que muitos desses casos estão sob a relatoria do ministro. Por isso, defendeu que o Supremo adote critérios de prudência em ações que envolvam antigos aliados ou adversários de seus integrantes. Durante a entrevista, o governador comparou a situação com a postura do ministro Kassio Nunes Marques. Segundo Brandão, o magistrado evita julgar processos relacionados ao Piauí por reconhecer vínculos políticos e pessoais. Inclusive, afirmou que aliados de Dino exercem pressão constante sobre seu governo e sobre integrantes de seu grupo político. Como exemplo, brandao veja em fococitou o caso do ex-deputado estadual e então secretário extraordinário de Assuntos Legislativos Raimundo Cutrim. Ele lembrou que Cutrim foi afastado do cargo e colocado em prisão domiciliar por decisão de Flávio Dino, em investigação sob segredo de Justiça. O governador afirmou que desconhece os fundamentos da decisão e voltou a defender que Dino não deveria conduzir processos envolvendo adversários políticos do Maranhão. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Portal Rose Castro RC (@portalrosecastro)
Flávio Dino autoriza 3º inquérito para investigar Lulinha

BRASÍLIA, 04 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça (4) a abertura de um terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A Polícia Federal pediu a investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal. Parte do procedimento corre sob sigilo. A PF quer esclarecer se Lulinha atuou para beneficiar empresas privadas interessadas em decisões de órgãos federais. Além disso, os investigadores apuram a possível participação da empresária Roberta Luchsinger na intermediação dos interesses de uma empresa junto ao poder público. Até o momento, a empresa e o órgão envolvidos não foram divulgados. Na mesma decisão, Flávio Dino também autorizou um quarto inquérito para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas ao caso. Antes disso, o ministro André Mendonça já havia autorizado outras duas investigações envolvendo Lulinha. Elas analisam suspeitas relacionadas ao Ministério da Saúde, à comercialização de produtos à base de cannabis medicinal e a contratos da Dataprev. As investigações começaram após a Polícia Federal reunir informações durante a apuração de fraudes no INSS. Por isso, Lulinha passou a ser citado por causa de sua relação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A abertura dos inquéritos permite novas diligências, mas não representa denúncia nem reconhecimento de culpa. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade.
Dino assume análise de novo pedido contra filho de Lula

BRASÍLIA, 04 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado para analisar o pedido da Polícia Federal (PF) de abertura de um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação apura suspeitas de tráfico de influência em favor de empresas ligadas ao governo federal. Segundo a PF, esse pedido é diferente dos dois inquéritos autorizados na semana passada pelo ministro André Mendonça. Os dois procedimentos investigam possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção relacionados à atuação de Lulinha em órgãos da administração federal. Portanto, a nova solicitação amplia o alcance das apurações. O primeiro inquérito investiga uma suposta intermediação de interesses privados no Ministério da Saúde durante negociações sobre produtos de cannabis medicinal. Já o segundo apura a possível atuação em favor de uma empresa interessada em contratos com a Dataprev. Além disso, o terceiro pedido cita indícios de articulação entre um empresário do setor de tecnologia, Lulinha, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a empresária Roberta Luchsinger para viabilizar contratos com o governo federal. Agora, Flávio Dino decidirá se autoriza ou não a abertura do novo inquérito. Se o pedido for aceito, a Polícia Federal dará continuidade às investigações para verificar possíveis irregularidades e a responsabilidade dos envolvidos.
Decisões do STF favorecem aliados de Dino, destaca CNN

MARANHÃO, 29 de julho de 2026 — Decisões recentes dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganharam destaque em análise da CNN Brasil. O debate apontou que algumas medidas, embora baseadas em questões jurídicas, produziram efeitos políticos favoráveis a antigos aliados de Dino, especialmente no Maranhão e em Roraima. Durante o programa, comentaristas questionaram a atuação do STF em temas eleitorais e administrativos. Um dos casos citados foi a eleição suplementar para o Governo de Roraima. Flávio Dino concedeu uma decisão liminar que mudou as regras de desincompatibilização dos candidatos. Então, passou a valer um prazo maior para o afastamento de cargos públicos, diferente do entendimento anterior do TRE-RR. A mudança atingiu candidatos que já haviam registrado suas candidaturas conforme as regras anteriores. Além disso, a decisão beneficiou o governador interino de Roraima, Soldado Sampaio, do Republicanos, maranhense e ex-integrante do PCdoB. Por isso, partidos e parlamentares criticaram a alteração das regras durante o processo eleitoral e levantaram dúvidas sobre a atuação do STF sem análise prévia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise também citou decisões envolvendo o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, a Assembleia Legislativa e a Federação Maranhense de Futebol. Segundo os comentaristas, essas medidas reforçaram o debate sobre os efeitos políticos de decisões judiciais, embora isso não signifique, necessariamente, que esse tenha sido o objetivo declarado dos ministros.
Jornalista Linhares é condenado por críticas a Dino na pandemia

SÃO LUÍS, 27 de julho de 2026 — A Justiça condenou o titular do blog, jornalista José Fernandes Linhares Júnior, a dois anos e 15 dias de detenção por injúria e difamação contra o então governador do Maranhão, Flávio Dino. A decisão saiu no dia 21 de julho de 2026, na 6ª Vara Criminal de São Luís. A pena será cumprida inicialmente em regime aberto. Além disso, a prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade. O jornalista poderá recorrer em liberdade. O processo começou por causa de uma publicação feita em 13 de junho de 2021, durante a campanha de vacinação contra a Covid-19. Na mensagem, publicada no twitter blogdolinhares, Linhares chamou Flávio Dino de “governador vagabundo”. Além disso, afirmou que o então governador estaria assumindo o mérito pela vacinação na capital, embora, segundo a postagem, as vacinas tivessem sido compradas pelo governo Bolsonaro e aplicadas pela prefeitura de São Luís. A ação foi proposta pelo Ministério Público do Maranhão. Para a acusação, a expressão usada configurou injúria por atingir a honra pessoal de Flávio Dino. A publicação também caracterizou difamação ao atribuir ao então governador uma conduta que, segundo o entendimento da acusação, prejudicaria sua reputação. O Ministério Público ainda pediu aumento da pena por envolver um agente público e divulgação em rede social. A defesa afirmou que a publicação fazia parte do debate político e representava uma crítica à atuação do governo durante a pandemia. Também sustentou que não existiu intenção de ofender a honra de Flávio Dino, mas de questionar a narrativa sobre a campanha de vacinação. O texto questionava o contraste entre a imagem de protagonismo na vacinação divulgada pelo então governador e a avaliação feita por seus críticos sobre sua gestão da crise sanitária. Flávio Dino ficou conhecido pelo rígido lockdown adotado no Maranhão e ao episódio dos respiradores fantasmas. É fato que houve a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste e os equipamentos da empresa Hemp Care não foram entregues. Para a defesa, esses fatos integravam um debate público de grande interesse coletivo e justificavam críticas duras à condução do governo estadual. Pediu, inclusive, a absolvição e alegou nulidade pela ausência de proposta de Acordo de Não Persecução Penal. O juiz rejeitou os argumentos da defesa. Segundo a sentença, a publicação ultrapassou os limites da crítica política e atingiu a honra do então governador. A decisão também registra que a condenação ainda não é definitiva e poderá ser analisada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.