DEDO NA CENA

Dino autoriza PF a usar provas sobre produtora de Dark Horse

Andre Reis
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Dark Horse
Dino libera PF a acessar provas obtidas pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação que envolve a Go Up Entertainment, A empresa produziu o Dark Horse.

BRASÍLIA, 24 de agosto de 2026  O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a acessar provas obtidas pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação que envolve a Go Up Entertainment.

A empresa produziu o Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão, tomada na sexta-feira 21, permite que os elementos recolhidos pelos investigadores paulistas sejam usados no inquérito que apura a destinação de emendas parlamentares à produtora. Dino é o relator do caso no STF.

Em junho, a Polícia Civil cumpriu medidas em endereços ligados à Go Up e em uma secretaria da Prefeitura de São Paulo.

A operação investiga possíveis irregularidades em um contrato de R$ 100 milhões firmado entre a gestão do prefeito Ricardo Nunes e o Instituto Conhecer Brasil (ICB).

O acordo previa a oferta gratuita de internet a comunidades carentes.

Os investigadores apuram, contudo, se houve desvio de recursos e se parte do dinheiro chegou à equipe responsável por Dark Horse. O ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora.

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EMENDAS PARLAMENTARES E O DARK HORSE

A PF pediu autorização para utilizar, na investigação conduzida no STF, todas as informações relacionadas às provas recolhidas pela Polícia Civil.

Entre os congressistas que apresentaram emendas investigadas estão os deputados federais Mario Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), que negam a destinação dos recursos à produção cinematográfica.

Frias afirmou que as verbas financiaram projetos sociais supervisionados por órgãos federais e sustentou que o filme não recebeu dinheiro do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master.

PEDIDO A VORCARO

A produção de Dark Horse também aparece em outro inquérito, sob a relatoria do ministro André Mendonça, do STF.

A investigação apura repasses de Vorcaro ao projeto e as negociações mantidas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Áudios revelaram que Flávio pediu R$ 60 milhões a Vorcaro para concluir o longa-metragem.

Na semana passada, Flávio afirmou que o episódio representa uma “página virada” de sua campanha à Presidência da República. Segundo o senador, a prestação de contas da produção estaria regular.

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