
BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026 — O ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta sexta (21) que a Polícia Federal volte a investigar vazamentos no inquérito sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A apuração deve buscar quem tinha obrigação de guardar o material sigiloso e o divulgou, não jornalistas.
Mendonça afirmou que os investigados “não são profissionais jornalistas, com ou sem diploma”. Além disso, determinou “irrestrita observância” ao sigilo da fonte. A posição ocorre na mesma semana em que Alexandre de Moraes e Flávio Dino defenderam novo debate sobre a exigência de diploma para jornalistas.
No dia 11, Moraes mandou realizar busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim. Ele foi apontado como fonte do jornalista Luís Pablo, que publicou informações sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino. A defesa de Cutrim afirmou que a medida ameaça o sigilo da fonte.
Abert, ANJ e Aner também criticaram decisões que identificam fontes jornalísticas e disseram que elas ameaçam a liberdade de imprensa. Inclusive, o Iasp manifestou preocupação.
Dino e Moraes, por sua vez, defenderam discutir regras para o exercício do jornalismo diante da atuação de blogueiros e das redes sociais.







