Trump considera operação na Colômbia após ação na Venezuela

AMÉRICA, 05 de janeiro de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma operação militar contra a Colômbia “soa bem”. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One na noite de domingo (4). Ele justificou a possível ação ao dizer que o país vizinho estaria “muito doente” e governado por um “homem doente”, em referência ao presidente Gustavo Petro. Trump acusou o líder colombiano de gostar de “fazer cocaína e vendê-la aos EUA”, acrescentando que essa situação não duraria muito tempo. A declaração ocorre um dia após uma operação militar norte-americana capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro. O venezuelano foi enviado para Nova York para responder por tráfico de drogas.
EUA retiram Moraes e esposa da lista de sanções Magnitsky

MUNDO, 12 de dezembro de 2025 – Os Estados Unidos removeram nesta sexta (12) o ministro Alexandre de Moraes da Lei Global Magnitsky, após confirmação de fontes diplomáticas e governamentais. A medida também excluiu Viviane Barci de Moraes e a empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos, encerrando proibições de transações em dólar e restrições de entrada no país. Além disso, as sanções haviam sido impostas pelo governo Donald Trump sob acusações de violações de direitos humanos, associadas à atuação de Moraes como relator da ação que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. As decisões relacionadas à retirada de conteúdos hospedados em plataformas americanas também integraram o conjunto de alegações apresentadas sob a Magnitsky.
Suprema Corte dos EUA mantém sexo biológico em passaportes

ESTADOS UNIDOS, 07 de novembro de 2025 – A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta quinta (6), manter a regra do governo Trump que exibe apenas o sexo biológico de nascimento nos passaportes. Os seis juízes da maioria entenderam que a medida, aprovada por 6 votos a 3, é legal e constitucional. Eles rejeitaram o pedido de grupos transgêneros para incluir a identidade de gênero autodeclarada no documento. A corte reverteu, dessa forma, duas decisões anteriores de instâncias inferiores que tentaram anular a norma. Os magistrados afirmaram que atestar o sexo biológico no documento não viola princípios constitucionais de igualdade. A prática equivaleria a informar o país de nascimento, consistindo na declaração de um fato histórico. O governo, portanto, não estaria submetendo os cidadãos a um tratamento diferenciado. Além disso, a corte considerou que os processos judiciais não comprovaram a tese de que a intenção da regra era prejudicar um grupo politicamente impopular. A disputa ocorre após o Departamento de Estado interromper, em janeiro, a emissão de passaportes com a marcação “X” para pessoas não binárias. Um decreto de Trump oficializou o reconhecimento de apenas dois gêneros, masculino e feminino, com o objetivo declarado de restaurar a “verdade biológica”. Anteriormente, o órgão permitia três opções: “M”, “F” ou “X”, sem a necessidade de correspondência com o sexo biológico do solicitante.
Venezuela bancou campanhas no Brasil, diz ex-servidor dos EUA

ESTADOS UNIDOS, 23 de outubro de 2025 – O ex-secretário assistente para o Financiamento do Terrorismo do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Marshall Billingslea, declarou que o regime de Nicolás Maduro utilizou recursos ilícitos para financiar campanhas de líderes de esquerda na América Latina, incluindo o Brasil. A afirmação foi feita na segunda (21) durante audiência pública do Comitê do Senado americano sobre Controle Internacional de Narcóticos. Billingslea, que atuou no governo do ex-presidente Donald Trump, afirmou que a Venezuela se tornou um centro de articulação regional do socialismo por meio de práticas ilícitas. “O regime que espalhou o socialismo na América Latina é o venezuelano. É o dinheiro sujo e corrupto da Venezuela que financiou a campanha de [Gustavo] Petro [presidente da Colômbia]. Eles canalizaram dinheiro para o México e o Brasil. Com a democracia na Venezuela, acaba o dinheiro para campanhas socialistas na região, receitas de petróleo para Cuba e apoio à Nicarágua”, disse. O ex-funcionário também acusou Caracas de atuar como plataforma operacional para grupos extremistas.
Mais de 400 produtos entram na nova tarifa dos EUA de 50%

ESTADOS UNIDOS, 21 de agosto de 2025 – O governo dos EUA, liderado pelo presidente Donald Trump, estendeu o alcance de suas tarifas de 50% sobre o aço e o alumínio com a inclusão de mais de 400 categorias de produtos adicionais que incluem bombeiros, máquinas agrícolas, materiais de construção, vagões de trem e turbinas eólicas. A nova medida amplia consideravelmente o impacto das taxas, que entrou em vigor em junho, e afeta um total de 407 artigos com conteúdo de aço e alumínio importado. A barreira vem para “fortalecer a indústria americana”, afirmou o Departamento de Comércio em comunicado nesta quarta (20). Essa inclusão “abrange turbinas eólicas e suas peças e componentes, guindastes móveis, escavadeiras e outros equipamentos pesados, vagões de trem, móveis, compressores e bombas, e centenas de outros produtos”, disse a entidade. Com a aplicação dessa extensão, a Administração Trump “amplia o alcance das tarifas sobre o aço e o alumínio e bloqueia vias para a evasão, apoiando a revitalização contínua das indústrias americanas”, indicou o subsecretário de Comércio para a Indústria e Segurança, Jeffrey Kessler.
Tarifas dos EUA atingem US$ 68 mi em exportações do Maranhão

MARANHÃO, 11 de agosto de 2025 – As novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros impactam US$ 68 milhões das exportações do Maranhão, segundo estimativa baseada em dados de 2024 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O decreto assinado pelo presidente Donald Trump entrou em vigor na quarta (6) e elevou em 40% a tarifa sobre itens importados do Brasil, aumentando em 50% o valor total das sobretaxas dos EUA aplicadas ao país. Mesmo com 694 isenções, oito estados brasileiros terão entre 95% e 100% de suas vendas aos americanos taxadas. O impacto supera 95% em Tocantins, Alagoas, Acre, Amapá, Ceará, Rondônia, Paraíba e Paraná. Já Mato Grosso do Sul (49,6%), Pará (44%), Rio de Janeiro (32%), Sergipe (24%) e Maranhão (9%) registram percentuais menores.
Trump responde ameaça russa com força de 480 ogivas nucleares

EUA, 1 de agosto de 2025 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em suas redes sociais nesta sexta-feira (1°) o posicionamento de dois submarinos nucleares da classe Ohio “em regiões apropriadas”, em retaliação às ameaças do vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev. O ex-presidente russo havia afirmado que a Rússia dispõe de capacidade para lançar um ataque nuclear “de último recurso” contra os EUA, elevando o tom de um já delicado “jogo de ultimatos”. “No caso dessas declarações tolas e inflamatórias serem mais do que apenas isso, ordenei o posicionamento dos submarinos nucleares”, escreveu Trump, ressaltando que palavras podem “levar a consequências indesejadas”. DISPAROS EM MASSA Cada um dos submarinos da classe Ohio transporta 20 mísseis Trident II D5, com capacidade de até 12 ogivas independentes por míssil. Na prática, as duas embarcações podem lançar até 480 ogivas nucleares — cada uma com rendimento entre 90 e 475 quilotons — contra alvos distintos na Rússia. O Trident II D5, míssil de três estágios com alcance superior a 12.000 km, integra a tríade nuclear americana ao lado de bombardeiros estratégicos e silos terrestres. Sua furtividade e a precisão dos MIRV (Múltiplos Veículos de Reentrada Independentemente Direcionáveis) garantem capacidade de segunda retaliação, elemento-chave da dissuasão nuclear. ESCALADA DE TENSÃO Na quinta-feira (31), Medvedev criticou o “jogo de ultimatos” de Trump e advertiu que isso aproxima as duas potências de um confronto direto. Seu alerta motivou o presidente americano a reforçar o dispositivo nuclear como demonstração de força. Os especialistas alertam que a presença dos SSBNs (submarinos de mísseis balísticos) em alto mar cria um risco elevado de escalada — uma vez localizados, eles não podem ser interceptados facilmente, mas também podem ser alvo prioritário em caso de conflito aberto.
STF rejeita carta em apoio a Moraes após sanções dos EUA

BRASÍLIA, 1º de agosto de 2025 – A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recusou-se a assinar uma carta de apoio a Alexandre de Moraes após sanções impostas pelos Estados Unidos. A proposta, articulada pelo próprio ministro, buscava uma manifestação institucional da Corte contra as medidas norte-americanas, mas foi rejeitada por falta de consenso. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, divulgou apenas uma nota pessoal em tom moderado. A decisão ocorreu após consulta individual aos ministros na quarta (30), um dia após o anúncio das sanções pela Lei Magnitsky. A maioria considerou inapropriado que o STF se posicionasse formalmente sobre decisão soberana de outro país.