EUA investiga frigoríficos brasileiros por suspeita de cartel

ESTADOS UNIDOS, 05 de maio de 2026 — O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação contra grandes frigoríficos. A apuração visa possíveis violações às regras de concorrência na indústria de processamento de carne. O anúncio ocorreu nesta segunda (4) pelo procurador-geral interino, Todd Blanche. As empresas envolvidas são JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef. A National Beef é controlada pela MBRF, uma união entre Marfrig e BRF. A investigação acontece em meio à escalada dos preços da carne bovina nos EUA. Além disso, há uma redução do rebanho no país. Dados do Federal Reserve Economic Data mostram que o quilo da carne moída chegou a US$ 6,759 (R$ 35,10) em janeiro. Esse valor representa alta de 18% em relação ao ano anterior. “Há muito trabalho que já foi feito e muito ainda a fazer. Estamos avançando o mais rápido possível”, afirmou Blanche. Segundo ele, o departamento já analisou cerca de 3 milhões de documentos. Os investigadores também ouviram pecuaristas e produtores. O Departamento deve anunciar, até o fim da semana, um acordo com potencial impacto sobre os preços de frango, carne suína e peru. Durante a coletiva, o conselheiro de comércio da Casa Branca, Peter Navarro, ressaltou o peso de empresas brasileiras no setor. Segundo ele, metade das quatro maiores companhias da indústria tem origem no Brasil. Navarro afirmou que, depois da imposição de tarifas ao país no ano passado, o “lobby da carne” teria pressionado o governo dos EUA. Esse movimento contribuiu para o redirecionamento de parte da produção a mercados externos, como a China. A investigação retoma questionamentos feitos desde 2024. Naquela ocasião, a Casa Branca solicitou análise das práticas das frigoríficas. O então presidente Donald Trump acusou as empresas de inflarem artificialmente os preços. Ele também as acusou de ameaçar o abastecimento interno. Um comunicado oficial citou nominalmente JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef como alvos.
Câmara dos EUA acusa governo Lula por tráfico de médicos

ESTADOS UNIDOS, 30 de abril de 2026 — Parlamentares norte-americanos afirmam estar “profundamente preocupados” com o envolvimento do organismo no que classificam como “tráfico de médicos cubanos” no programa Mais Médicos. A comissão recomenda que não sejam destinados recursos à OPAS no próximo ano fiscal. “O Comitê permanece profundamente preocupado com o envolvimento anterior da OPAS no tráfico de médicos e pessoal médico cubano no antigo programa Mais Médicos no Brasil e espera que a OPAS preste contas integralmente sobre seu papel nesse programa antes de receber dólares dos impostos americanos”, diz o documento. O texto afirma que a organização só deveria voltar a receber verba dos EUA após prestar contas sobre sua atuação no programa brasileiro. “A OPAS deve publicar todos os registros financeiros e contratos relevantes, incluindo uma avaliação sobre se tais contratos cumpriram as normas trabalhistas locais e internacionais.” Os congressistas também afirmam que a entidade deve pagar eventuais indenizações fixadas pela Justiça norte-americana em processos baseados na legislação dos EUA de combate ao tráfico humano. Criado no governo Dilma Rousseff em 2013 e continuado pelo presidente Lula, o Mais Médicos levou profissionais estrangeiros, sobretudo de Cuba, para regiões carentes do Brasil. O programa contou com intermediação da OPAS.
EUA revela que já gastou US$ 25 bilhões na guerra contra o Irã

ESTADOS UNIDOS, 29 de abril de 2026 — Os Estados Unidos já gastaram US$ 25 bilhões na guerra contra o Irã. O valor representa a primeira estimativa oficial dos custos do país no conflito. A informação foi revelada pelo controlador interino do Pentágono, Jules Hurst, nesta quarta (29). Ele falou durante audiência no Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes, em Washington. Segundo Hurst, a maior parte dos recursos foi destinada a munição. Além disso, há despesas relevantes com manutenção e substituição de equipamentos. O controlador respondeu a perguntas de parlamentares americanos na sessão. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, também participou das perguntas. O general do Exército Dan Caine igualmente respondeu a questionamentos. Quando questionado sobre custos e estratégias da guerra, Hegseth fez uma afirmação. Ele disse que “o maior adversário neste momento são as palavras imprudentes, ineficazes e derrotistas dos democratas no Congresso e de alguns republicanos”. A declaração ocorreu na mesma audiência em Washington. INÍCIO DO CONFLITO EM FEVEREIRO A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro. O conflito teve início após ataques estadunidenses e israelenses. Esses ataques atingiram o país persa. Eles também mataram o então líder supremo islâmico do Irã, Ali Khamenei. Nesta quarta, o presidente americano Donald Trump voltou a ameaçar o Irã. Ele prepara uma extensão do bloqueio naval americano. A medida atinge navios ligados a portos iranianos. A área de atuação é o Estreito de Ormuz.
Relatório dos EUA aponta PCC como principal ameaça ao Brasil

ESTADOS UNIDOS, 22 de abril de 2026 — O governo dos Estados Unidos classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) como a “principal ameaça” à segurança nacional do Brasil. A informação consta em um relatório do Departamento de Estado dos EUA. O documento aponta que a organização criminosa opera em 22 dos 27 estados brasileiros. Além disso, o PCC está ativo em pelo menos 16 outros países, incluindo os Estados Unidos. O relatório destaca a posição geográfica do Brasil como fator crítico para o tráfico. O país faz fronteira com os três maiores produtores mundiais de cocaína. Dessa forma, o território brasileiro serve tanto como destino quanto como ponto de trânsito para os narcóticos traficados ilegalmente. As autoridades brasileiras, por sua vez, já interceptaram carregamentos aéreos e marítimos da droga com destino aos EUA, à África e à Europa. O documento também revela dados expressivos sobre o consumo de cocaína. Com quase 215 milhões de habitantes, o Brasil ocupa o segundo lugar no consumo bruto da droga. Apenas os Estados Unidos consomem mais cocaína do que o Brasil. O relatório ainda cita informações da Polícia Federal (PF) para reforçar a capilaridade do PCC. Segundo a PF, a facção opera em 22 estados brasileiros e em pelo menos 16 países ao redor do mundo.
Justiça dos EUA muda data e antecipa soltura de Puffy Diddy

ESTADOS UNIDOS, 04 de março de 2026 – A data de libertação do rapper e empresário Sean “Diddy” Combs, 56, foi antecipada ela Justiça. O artista foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão após um julgamento que determinou sua condenação por promover viagens interestaduais para fins de prostituição, uma infração prevista na legislação federal norte-americana. Inicialmente, sua saída da prisão estava prevista para 4 de junho de 2028. Entretanto, segundo informações disponíveis no site do Departamento Penitenciário Nacional dos Estados Unidos, o cantor deverá deixar a unidade prisional de segurança mínima de Fort Dix em 25 de abril de 2028. A princípio, a libertação havia sido marcada para 8 de maio de 2028, data que posteriormente foi adiada para junho do mesmo ano. Agora, a previsão foi novamente alterada, antecipando o término do cumprimento da pena.
EUA e Israel bombardeiam o Irã em operação conjunta

MUNDO, 27 de fevereiro de 2026 – Os Estados Unidos e Israel realizaram, na manhã deste sábado (28), um ataque ao Irã por meio de uma operação militar conjunta, direcionada a lideranças estratégicas e instalações militares, após ameaças do governo iraniano e declarações prévias sobre a necessidade de uma ofensiva de grande escala. A ação ocorreu em várias regiões e buscou reduzir potenciais ameaças diretas a aliados e forças estrangeiras. Segundo a imprensa iraniana, todo o território nacional ficou sob ofensiva durante o ataque ao Irã, com pelo menos três grandes explosões registradas no centro de Teerã, próximas a uma residência do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei. Imagens mostraram colunas de fumaça sobre a capital, enquanto ambulâncias foram mobilizadas e hospitais permaneceram em alerta sem balanço oficial de feridos. Autoridades israelenses informaram que dezenas de alvos militares foram atingidos durante o ataque ao Irã, incluindo instalações de comando, centros de comunicação e depósitos de armas. Além disso, fontes de segurança relataram que a primeira onda buscou atingir o maior número possível de líderes militares e estratégicos, em ação coordenada com forças dos Estados Unidos.
Brasil pode ser sobretaxado pelos EUA por relação com Irã

MUNDO, 14 de janeiro de 2026 – Na segunda (12), Donald Trump afirmou que aplicará uma tarifa de 25% “em toda e qualquer transação comercial realizada com os Estados Unidos” a “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”. “Esta ordem é final e irrecorrível”, escreveu Trump na rede Truth Social. A declaração foi feita em resposta à repressão que o regime teocrático iraniano promove contra manifestantes locais desde a última semana de dezembro. Nesta terça (13), o governo americano orientou seus cidadãos a deixar o país persa. “Caso seja de fato aplicada uma tarifa de 25% sobre todos os países que têm relacionamento com o Irã, o Brasil seria um dos impactados”, afirma Sara Paixão, analista de macroeconomia do InvestSmartXP. Ela explica, no entanto, que é difícil estimar os impactos pela incerteza sobre possíveis exceções à sobretaxa por produto ou setor, por exemplo. “Nas últimas tarifas aplicadas sobre o Brasil, uma ampla gama de produtos foi retirada ao longo do tempo [da sobretaxa]”, ressalta. “Temos uma tarifa de 10% mais uma adicional de 40%, mas, integralmente, os 50% são aplicados a poucos produtos.” Caso a ameaça de Trump se concretize de forma linear, sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, os setores mais expostos seriam de petróleo, ferro e aço, carne, café e suco de laranja. “Commodities têm facilidade maior de realocação para outros mercados, diferente dos produtos industriais”, comenta a analista. “O setor aeroespacial, por exemplo, seria potencialmente mais impactado porque realocar esse tipo de produto é mais difícil.”
Terras raras acendem alerta de Pedro Lucas após ação dos EUA

BRASIL, 05 de janeiro de 2026 – O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, líder do União Brasil na Câmara, manifestou preocupação com a exploração de terras raras no Brasil após a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, ocorrida recentemente, no contexto de disputas geopolíticas e interesse em recursos minerais estratégicos. Segundo o parlamentar, o episódio aponta riscos à soberania mineral brasileira e exige resposta legislativa imediata. De acordo com Pedro Lucas, o interesse norte-americano ultrapassa o campo político e envolve diretamente riquezas minerais da América Latina. “O que aconteceu na Venezuela não foi só política, foi geopolítica e recursos. Terras raras colocam o Brasil no radar. O Congresso precisa legislar agora e estabelecer um marco legal claro e soberano”, afirmou Pedro Lucas.