Maranhão deve perder R$ 147 milhões com tarifaço dos EUA

MARANHÃO, 30 de julho de 2025 – O Maranhão poderá perder R$ 147 milhões com o aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base na participação do estado nas exportações destinadas ao mercado norte-americano. Em 2024, 13,4% das exportações do Maranhão tiveram como destino os Estados Unidos. Segundo a CNI, a presença norte-americana na pauta comercial do estado reforça a dependência de mercados estratégicos, como o norte-americano, para o comércio exterior regional. As novas tarifas entram em vigor no dia 1º de agosto, por determinação do presidente Donald Trump. A CNI projeta uma perda nacional de mais de R$ 19 bilhões, atingindo diretamente setores estratégicos da economia brasileira.
EUA punem ministro Moraes com lei usada contra ditadores

MUNDO, 30 de julho de 2025 – O governo dos Estados Unidos incluiu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky. A medida, anunciada nesta terça (30), bloqueia bens e contas bancárias do magistrado no país, além de cancelar seu visto e proibir sua entrada em território americano. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou Moraes de liderar uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiras e norte-americanas. De acordo com Bessent, o ministro promoveu censura, detenções arbitrárias e processos politizados, incluindo ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Lei Magnitsky é aplicada contra indivíduos e entidades envolvidos em crimes financeiros ou violações de direitos humanos.
Retaliação de Lula aos EUA pode cortar 5 milhões de empregos

MUNDO, 26 de julho de 2025 – Uma escalada nas retaliações na guerra comercial entre o Brasil e os Estados Unidos pode custar até 6% do PIB brasileiro – pelo menos R$ 667 bilhões – e uma perda de 5 milhões de empregos em um período entre cinco e dez anos. O projeto é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O Brasil enfrenta seu maior dilema comercial em décadas. A tarifa anunciada por Donald Trump, para entrar em vigor em 1.º de agosto, representa muito mais que um entrave comercial. Segundo analistas, a situação pode representar um grande obstáculo ao futuro da economia do país, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) opte pelo caminho da retaliação. No momento, os esforços do governo são direcionados para uma negociação pela via diplomática. “O Ministério das Relações Exteriores precisará ser muito hábil para negociar e, quem sabe, suspender essa tarifa antes de 1.° de agosto”, diz o jurista Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito da Universidade Mackenzie. A decisão americana surpreende não apenas pela magnitude, mas também pelo timing e justificativa. Washington classifica o tarifaço como sendo algo “recíproco” e alega buscar “corrigir barreiras impostas pelo Brasil”. No entanto, os analistas enxergam motivações que vão além do comércio. Eles defendem um componente político na decisão, com divergências sobre o tratamento dispensado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro e debates atualizados sobre a regulação das redes sociais no Brasil como pano de fundo para a instrumentalização do comércio bilateral. O custo da retaliação: por que responder seria pior? A entidade empresarial mineira aponta que na eventualidade de o Brasil responder com uma tarifa de 50% sobre os produtos americanos, como Lula cogitou na semana passada, os efeitos seriam substanciais. O PIB nacional sofreria uma contração de 2,21%, equivalente a R$ 259 bilhões em valores atuais. A retração significaria a eliminação de 1,9 milhão de postos de trabalho, entre empregos formais e informais, com uma redução de R$ 36,2 bilhões no total dos rendimentos dos brasileiros.
Brasil fica isolado em negociações comerciais com os EUA

BRASIL, 21 de julho de 2025 – O Brasil permanece sem avanços nas negociações comerciais com os Estados Unidos, diferentemente de outros países, inclusive membros do Brics. A Indonésia, Índia, Vietnã e até a China conseguiram progressos recentes com o governo norte-americano, liderado por Donald Trump. O Brasil, porém, ainda aguarda resposta a uma proposta oficial enviada em 16 de maio. O presidente Lula afirmou à CNN Internacional que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o chanceler Mauro Vieira participaram de mais de dez reuniões com representantes dos EUA. No entanto, até o momento, o governo norte-americano não respondeu formalmente à proposta brasileira. A Indonésia, na última terça (15), firmou acordo com os Estados Unidos que reduziu tarifas de 32% para 19% sobre seus produtos. O país asiático também se comprometeu a comprar US$ 15 bilhões em energia, US$ 4,5 bilhões em produtos agrícolas e 50 aviões da Boeing, além de eliminar tarifas sobre exportações americanas. Outros países do Sudeste Asiático conseguiram negociações semelhantes, embora com tarifas ainda elevadas: Vietnã (20%), Filipinas (21%), Malásia (25%), Tailândia e Camboja (36%). A Indonésia foi a que obteve a menor taxa tarifária entre os acordos firmados. A Índia também avançou nas tratativas com os EUA. O país já realizou cinco rodadas de negociações presenciais em Washington e discute um acordo provisório com redução tarifária mútua. O presidente Trump mencionou publicamente o progresso dessas negociações. A China, mesmo em clima de tensão estratégica com os EUA, conseguiu um acordo preliminar em 12 de maio. As sobretaxas norte-americanas caíram de 145% para 30% e as chinesas, de 125% para 10%. A disputa, que envolvia exportações de minérios e chips, começou em abril e teve resolução parcial no mês seguinte.
SSP troca carabinas por fuzis de fabricante dos EUA

MARANHÃO, 03 de junho de 2025 – A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão promoveu uma alteração qualitativa no contrato firmado com a empresa norte-americana Sig Sauer, sediada em New Hampshire, para aquisição de armamentos. O aditivo contratual, datado de 12 de maio, substitui as carabinas calibre 7,62x51mm por fuzis semiautomáticos de precisão calibre .308. A mudança ocorre no âmbito do contrato assinado em 23 de agosto de 2024, e indica um redirecionamento estratégico da SSP, atualmente sob o comando do delegado Maurício Martins. O novo armamento visa aprimorar a atuação das forças policiais no combate à criminalidade em todo o estado.
Governo Biden ignorou 7 mil alertas sobre tráfico infantil

ESTADOS UNIDOS, 03 de junho de 2025 – O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Joe Biden, deixou de apurar mais de 7,3 mil denúncias de tráfico humano envolvendo crianças migrantes, conforme informações divulgadas pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) na quinta (28). Além disso, outras 46,3 mil reclamações relacionadas a abusos e exploração permanecem sem solução. Os casos, acumulados desde o governo anterior, estão sendo revisados por uma força-tarefa interagências criada em fevereiro. Até o momento, as investigações resultaram em 528 pistas relevantes, 36 processos federais, 25 mandados de prisão, 11 detenções, sete denúncias formais e três condenações. No entanto, cerca de 28% dos casos resolvidos foram tratados ainda durante a administração Trump. O HHS classificou a situação como uma “falha sistêmica” em comunicado de 22 de abril, destacando o risco iminente à vida das crianças envolvidas. SENADOR COBRA RESPOSTAS SOBRE CRIANÇAS DESAPARECIDAS O senador republicano Chuck Grassley, do Iowa, divulgou os dados em uma carta enviada ao secretário Robert F. Kennedy Jr. na terça (27), exigindo atualizações urgentes sobre as ações do governo para localizar menores em perigo. Segundo Grassley, a administração Biden-Harris teria colocado crianças sob custódia de patrocinadores perigosos e dificultado investigações policiais e legislativas. Ele também elogiou a agilidade do governo Trump no enfrentamento do problema. Relatórios do Departamento de Segurança Interna (DHS) indicam que, até maio de 2024, pelo menos 291 mil crianças migrantes estavam sob responsabilidade de receptores nos EUA, enquanto 32 mil foram consideradas desaparecidas após não comparecerem a audiências de imigração. Documentos internos revelam que o Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR) ignorou sinais de risco e priorizou a liberação rápida dos menores, comparada a uma “linha de montagem” pelo ex-secretário do HHS, Xavier Becerra.
Nvidia anuncia interesse em levar toda produção de chips para os EUA

EUA, 16 de abril de 2025 – A Nvidia anunciou a produção de chips de inteligência artificial (IA) em Phoenix, Arizona, e anunciou a construção de supercomputadores em Houston e Dallas, Texas. A empresa, que pretende transferir todas as suas operações para os Estados Unidos, busca driblar as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, antes focadas em fábricas de Taiwan. A produção dos chips Blackwell já ocorre na planta da TSMC em Arizona.
Embaixada dos EUA define Erika Hilton como homem e enfurece travesti

BRASIL, 16 de abril de 2025 – A deputada federal travesti Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou hoje (16) que foi registrado como homem em um novo visto dos Estados Unidos, em São Paulo. A situação a levou a cancelar sua participação na Brazil Conference, marcada para 12 de abril em Harvard e MIT. Hilton planeja acionar a ONU e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos por conta da situação. O governo de Donald Trump, responsável pelo visto, implementou uma política que reconhece apenas os gêneros masculino e feminino. Em 20 de janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva determinando que formulários oficiais limitem as opções de sexo a essas categorias, sem considerar identidade de gênero, o que gerou a alteração no documento de Hilton.