MPMA investiga licitação de tapa-buracos em Joselândia

Joselândia MPMA

JOSELÂNDIA, 24 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades em uma licitação realizada pela Prefeitura de Joselândia em 2021. A apuração envolve a gestão do então prefeito Raimundo dos Santos, a empresa vencedora e um contrato de R$ 295.452,90 para serviços de recuperação asfáltica e tapa-buracos. Segundo o MP, a análise técnica encontrou indícios de falhas no processo licitatório e na execução do contrato. Entre os pontos investigados estão a autorização da licitação e a assinatura do contrato pelo então secretário de Obras, sem comprovação de delegação legal. Além disso, o órgão apura a falta de prova de recursos orçamentários e possíveis falhas na documentação contábil. A investigação também verifica a ausência de comprovação da publicação do extrato do contrato nos meios oficiais, exigência prevista em lei para garantir transparência. Para o MP, essas irregularidades podem configurar atos de improbidade administrativa por possível prejuízo ao erário e violação dos princípios da administração pública. Por isso, o procedimento foi transformado em Inquérito Civil para ampliar a apuração. O MP pediu à Prefeitura de Joselândia os processos de pagamento do contrato, solicitou informações ao Tribunal de Contas do Estado e determinou que a empresa apresente documentos que comprovem a execução dos serviços. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis poderão responder judicial e administrativamente.

Lula gastará R$ 50 milhões para Escola Nacional de Hip-Hop

Hip-Hop

BRASIL, 24 de julho de 2026 — O governo federal vai gastar R$ 50 milhões entre 2026 e 2027 para implementar a Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), programa do Ministério da Educação (MEC) lançado em março. O anúncio ocorre em meio a um cenário de déficit nas contas públicas, com resultado primário negativo e crescimento da dívida do governo. De acordo com o MEC, o programa levará elementos da cultura hip-hop, como rap, grafite e breaking, para dentro das escolas públicas como ferramenta pedagógica a fim de promover “inovação curricular, engajamento dos estudantes e redução de desigualdades educacionais”. Segundo a pasta, o programa está alinhado às leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na educação básica. Na proposta, artistas e agentes culturais atuarão como educadores, “integrando saberes populares e acadêmicos”. A adesão das redes de ensino será voluntária, mediante assinatura de termo específico. O governo estima alcançar até 45 milhões de estudantes, com formação de professores e gestores para incorporar a metodologia ao currículo. ESPECIALISTAS QUESTIONAM PRIORIDADE DO GASTO E IMPACTO EDUCACIONAL DO PROGRAMA Embora o valor destinado seja reduzido em relação ao orçamento do MEC – de R$ 268,2 bilhões previstos para 2026 –, o anúncio tem sido criticado por especialistas pelo potencial limitado de retorno aos estudantes, em um momento em que o governo enfrenta dificuldades para fechar as contas. Apesar do aumento da arrecadação, as contas públicas seguem pressionadas, com a resistência do governo em reduzir gastos e o avanço de despesas obrigatórias que comprimem o espaço para investimentos. O resultado primário permanece negativo, com déficit em torno de 0,4% a 0,5% do PIB no acumulado recente, segundo dados do Tesouro e do Banco Central, e a dívida bruta do governo geral soma 79,2% do PIB, com projeções de atingir cerca de 84% do PIB ainda este ano. “Mesmo que o valor investido seja pequeno, ele poderia ser usado de forma melhor. Isso é gastar dinheiro para deseducar”, afirma a diretora executiva do Instituto Livre pra Escolher, Anamaria Camargo.

Contrato de honorários em Coelho Neto vira alvo de apuração

Coelho Neto

COELHO NETO, 24 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão ampliou a investigação sobre a contratação do escritório João Azêdo Sociedade de Advogados pela Prefeitura de Coelho Neto. A decisão foi assinada pela promotora Elisete Pereira dos Santos para aprofundar a apuração sobre um contrato que pode chegar a R$ 18,5 milhões em honorários relacionados aos créditos judiciais do antigo FUNDEF. A investigação começou após uma representação do Sindicato dos Professores Municipais de Coelho Neto (SINDPROM/CN). A entidade questiona a legalidade da contratação por inexigibilidade de licitação. Além disso, afirma que o município já possui estrutura jurídica própria e já era representado por advogados em uma ação que tramita na Justiça Federal desde 2017. O contrato prevê a execução de créditos judiciais estimados em R$ 92,5 milhões. Como pagamento, o escritório receberia 20% do valor recuperado, o equivalente a cerca de R$ 18,5 milhões. O sindicato também aponta que a remuneração pode contrariar entendimento do STF sobre a destinação dos recursos dos precatórios do FUNDEF e questiona a possível utilização de verbas do FUNDEB para custear o contrato. O escritório defendeu a legalidade da contratação e afirmou que os serviços são especializados. Já a Procuradoria do Município informou que não encontrou contratos antigos relacionados aos advogados do processo. Porém, consulta ao sistema da Justiça Federal mostrou que o município ainda é representado pelos advogados cadastrados desde 2017. Agora, o MP aguarda parecer técnico contábil e jurídico para decidir os próximos passos da investigação.

Servidor usa colega para bater seu ponto até aposentadoria

Servidor ponto

TUPÃ, 24 de julho de 2026 — Um servidor da Câmara Municipal de Tupã (SP) foi condenado por falsidade ideológica. Ele fraudou o sistema de ponto eletrônico por cerca de seis meses. A fraude só parou quando ele se aposentou. O homem deixava o cartão funcional no órgão. Uma colega, responsável pelo controle de ponto, registrava a presença dele no sistema. A Justiça manteve a condenação. A 14ª Câmara de Direito Criminal do TJSP negou o recurso do servidor. A decisão original veio da 2ª Vara Criminal de Tupã. A pena foi de um ano, 11 meses e 10 dias de reclusão em regime aberto. Porém, o juiz substituiu a prisão. O servidor terá que prestar serviços à comunidade e pagar uma quantia em dinheiro. O desembargador Amaro Thomé foi o relator do caso. Ele disse que o homem agiu de forma consciente. O servidor sabia o que estava fazendo e tinha a intenção de enganar o sistema. O desembargador rejeitou a defesa do servidor. A defesa alegava que a prática servia para compensar trabalhos feitos fora da Câmara. O desembargador explicou que tarefas externas não autorizam a fraude. O sistema de ponto é um documento público. Ele deve mostrar a realidade da presença do servidor. Não pode ser usado para compensações informais. Logo, a condenação foi mantida.

Justiça Federal condena ex-secretário de Saúde de Mata Roma

Mata Roma

MATA ROMA, 24 de julho de 2026 — A Justiça Federal condenou o ex-secretário de Saúde de Mata Roma por improbidade administrativa após identificar fraude em registros do SIA/SUS. O caso ocorreu em 2022, no Maranhão, e gerou repasses federais indevidos para reabilitação de pacientes com sequelas da covid-19. A decisão atendeu a um pedido do MPF. A investigação começou com auditorias do Ministério da Saúde e da CGU. Os órgãos encontraram indícios de manipulação nos registros de atendimentos. Além disso, verificaram que municípios maranhenses receberam cerca de R$ 19,7 milhões dos R$ 21 milhões enviados pelo governo federal para ações de reabilitação pós-covid. O MPF apontou que Mata Roma registrou 695 pacientes entre janeiro e abril de 2022, número maior que o total de moradores infectados pela doença no período. Em março, o município informou 16.020 procedimentos. Segundo a CGU, cada fisioterapeuta teria que atender cerca de 267 pacientes por dia para alcançar esse volume. A fiscalização encontrou apenas 117 fichas com 465 procedimentos, enquanto o sistema registrava 34.280 atendimentos no ano. Pacientes disseram que não trataram sequelas da covid ou fizeram fisioterapia para outros problemas. Inclusive, um paciente continuou listado após morrer. A Justiça também destacou que o então secretário enviava os arquivos usados no sistema, por isso considerou comprovada sua participação nas irregularidades.

Brasil bate recorde de feminicídios pelo quarto ano seguido

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BRASIL, 24 de julho de 2026 — O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta(23). O total representa um aumento de 4% em relação a 2024 e corresponde a uma taxa de 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres, consolidando a tendência de crescimento desse tipo de crime no país e confirmando o quarto recorde consecutivo do indicador. O crescimento dos feminicídios contrasta com a redução dos demais indicadores de violência letal. Em 2025, o Brasil registrou 40.775 Mortes Violentas Intencionais, queda de 8,2% em relação ao ano anterior e a menor taxa da série histórica: 19,1 mortes por 100 mil habitantes. O país também antecipou em dois anos a meta nacional de redução dos homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027. Ainda assim, os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial foram as únicas modalidades de mortes violentas que cresceram no período. Os dados mostram que o número de mulheres assassinadas por razões de gênero vem crescendo de forma contínua. Em 2025, 44,4% de todas as mulheres assassinadas no Brasil morreram por razões de gênero, o maior percentual desde 2015, quando o feminicídio passou a integrar o Código Penal brasileiro. O ano também foi o primeiro de vigência integral da Lei nº 14.994/2024, que retirou o feminicídio da condição de qualificadora do homicídio doloso e o transformou em um crime autônomo. Para preservar a comparabilidade da série histórica, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública manteve os registros de feminicídio somados aos homicídios no cálculo das Mortes Violentas Intencionais. Outro dado que chama atenção é o avanço das tentativas de feminicídio. Em 2025, 4.189 mulheres sobreviveram a tentativas de assassinato, um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior. O Anuário destaca que, para cada feminicídio consumado registrado no país, houve 2,7 tentativas, indicando que milhares de mulheres escaparam da morte por circunstâncias alheias à vontade do agressor e permanecem em situação de risco.

Ministério Público investiga contratos milionários em Arari

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ARARI, 24 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades em contratos de manutenção e reforma de escolas da rede municipal de Arari. A apuração envolve cerca de R$ 3,9 milhões pagos entre abril e novembro de 2025. O objetivo é verificar se os serviços contratados pela Secretaria Municipal de Educação foram realmente realizados. A investigação começou após uma denúncia dos vereadores Marcelo Santana, Lucinha Brito e Aurinete Freitas. Eles questionaram a execução dos serviços pagos pela Prefeitura. Os recursos foram destinados às empresas VM Construções e Serviços LTDA e Tesla Engenharia e Construções LTDA, responsáveis pelos contratos. Durante a apuração inicial, o Ministério Público pediu à prefeita Simplesmente Maria cópias dos contratos, medições das obras e documentos dos pagamentos. No entanto, segundo o órgão, o município não apresentou as informações solicitadas. Por isso, a investigação avançou para uma nova etapa. Agora, o MP vai analisar toda a documentação disponível para comparar os serviços executados com os valores pagos pela administração municipal. Caso encontre irregularidades, o órgão poderá adotar medidas para responsabilizar os envolvidos e buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos.

Maranhenses são resgatados de trabalho escravo no Ceará

maranhenses Ceará

CEARÁ, 24 de julho de 2026 — Quinze trabalhadores maranhenses da construção civil foram resgatados em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, na última terça (21). O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil da região fez a ação após receber uma denúncia. O grupo estava sem salários havia cerca de 20 dias e vivia em uma casa sem água, alimentação adequada e estrutura básica. Os trabalhadores saíram do Maranhão depois de receber uma oferta de emprego com promessa de salário e moradia. No entanto, encontraram uma situação diferente. Segundo o sindicato, a residência não tinha água encanada, móveis nem fogão. Além disso, eles dormiam em redes, tinham pouco contato com as famílias e compartilhavam poucos celulares. O presidente do sindicato, Nestor Bezerra, afirmou que nove trabalhadores relataram ameaças feitas pelo encarregado da obra. Segundo ele, o grupo também enfrentou fome. As vítimas disseram que o empreiteiro condicionava a alimentação ao comparecimento ao trabalho. Na última terça (21) , eles passaram o dia sem receber comida. Após o resgate, o grupo registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Maranguape. A Polícia Civil investiga o caso. Os trabalhadores permanecem em local seguro e aguardam o pagamento das verbas rescisórias e o retorno ao Maranhão. Este é o segundo caso semelhante em menos de uma semana envolvendo maranhenses resgatados em condições degradantes fora do estado.

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