PF investiga líder do governo Lula por favorecer Master

BRASÍLIA, 18 de junho de 2026 — A Polícia Federal (PF) deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero nesta quinta (18). O senador Jaques Wagner (PT-BA) é um dos principais alvos. A PF investiga suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e esquemas criminosos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os investigadores encontraram indícios depois de analisar mensagens no celular do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e também investigado. A PF apura se o parlamentar defendeu interesses do banco no Congresso Nacional. A análise foca projetos de ampliação do crédito consignado e na chamada “Emenda Master”. A polícia suspeita que Wagner recebeu vantagens indevidas por essa atuação. A PF investiga o recebimento de R$ 3,5 milhões, além do uso de apartamentos, aviões particulares e ingressos para shows. Os investigadores suspeitam que uma empresa de parentes do senador ocultou a origem do dinheiro. PF APURA SUPOSTAS VANTAGENS INDEVIDAS A WAGNER E FAMILIARES Em março, o portal Metrópoles revelou que a empresa de Bonnie de Bonilha, nora de Wagner, recebia valores do Banco Master. Bonnie prospectava operações de crédito consignado para a instituição. Ela é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Wagner. A BK Financeira firmou o contrato com o Master. Bonnie divide a sociedade da empresa com o advogado Moisés Dantas. Este, no entanto, nega irregularidades. “Somos sócios desde 2022, e o serviço prestado não foi de consultoria, mas de prospecção e indicação, em caráter de exclusividade, de operações e convênios de crédito consignado, modalidade existente em todo o Brasil”, alegou Dantas. “Todos os valores recebidos foram formalizados por meio de nota fiscal, e balanços e extratos estão à disposição das autoridades”. Já Wagner, por sua vez, afirmou que “jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”. O senador disse que cabe à empresa esclarecer suas atividades.
PF investiga fraude em laudos médicos no Maranhão

MARANHÃO, 18 de junho de 2026 — A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quinta (18), a Operação Dolus no Maranhão. A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra um investigado. Segundo a PF, ele teria incluído informações falsas em laudos médicos para garantir, de forma irregular, a isenção do IPI na compra de veículos por pessoas sem deficiência. As investigações começaram após denúncias sobre possíveis fraudes em processos administrativos ligados ao benefício fiscal. De acordo com a apuração, os laudos atestavam, sem fundamento, que pessoas sem deficiência física ou mental eram pessoas com deficiência (PCD). Por isso, elas conseguiam solicitar a isenção do imposto. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos com o investigado. Agora, o material passará por perícia. Além disso, a análise deve ajudar a identificar outros possíveis envolvidos e pessoas que possam ter sido beneficiadas pelo esquema. Segundo a Polícia Federal, os fatos apurados até o momento podem caracterizar, em tese, o crime de falsidade ideológica
TRE adia julgamento de prefeito acusado de compra de votos

NOVA OLINDA DO MARANHÃO, 18 de junho de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) retirou da pauta o julgamento dos Embargos de Declaração do processo nº 0600476-18.2024.6.10.0080, originário de Nova Olinda do Maranhão. O despacho foi assinado na noite de terça (17) pelo relator do caso, juiz Marcelo Elias Matos e Oka. O processo estava previsto para julgamento na sessão do dia 22 de junho, no auditório do TRE-MA. No entanto, o relator determinou a retirada da pauta para reexaminar os autos e analisar novamente as questões apresentadas no processo. Nenhuma das partes havia solicitado o adiamento. Com a decisão, o Tribunal intimou as partes e a Procuradoria Regional Eleitoral. No entanto, o despacho não definiu uma nova data para o julgamento. O relator informou apenas que o processo será reincluído na pauta em momento oportuno.
Ministro André Mendonça desabafa e fala sobre medo da morte

BRASÍLIA, 18 de junho de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, protagonizou na última terça (16) um intenso embate com o ministro Gilmar Mendes durante um julgamento na Segunda Turma. Atuando como relator das investigações do escândalo do Banco Master, Mendonça subiu o tom para fazer um contundente desabafo sobre as pressões que vem sofrendo, revelando bastidores envolvendo a defesa de investigados e reafirmando sua independência na condução do processo. A sessão foi marcada por declarações fortes, onde o relator do caso Master deixou claro que não cederá a intimidações ou manobras jurídicas. O principal estopim do desabafo de Mendonça foi a revelação de uma abordagem feita pelos advogados de Daniel Vorcaro, figura central nas investigações do Banco Master. O ministro expôs que a defesa propôs um acordo que ele rechaçou veementemente. “Me chega uma proposta por um advogado… Perderam o pudor, ministro Gilmar”, relatou Mendonça. “‘Queremos fazer uma delação seletiva’. Falaram isso na minha cara. Eu disse: ‘Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva comigo não’.” Mendonça explicou que sequer quis acessar os termos da proposta para não dar margem a nulidades no processo. “Até porque parece haver setores atuando para criar um vício. (…) Há um sistema articulado para isso. Eu não sou cego. Estou acompanhando os movimentos”, alertou o magistrado. Em um momento de confronto direto com Gilmar Mendes, que havia sugerido anteriormente que é preciso “ter coragem” para ser ministro da Suprema Corte, o relator do Master fez questão de frisar sua postura diante de ameaças e pressões institucionais. “Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro de um tribunal. Não tenho medo de combater o crime aplicando a lei. Não tenho medo de absolver quem é inocente”, disparou Mendonça. Ele reconheceu ser o “polo mais frágil” atualmente para tentar barrar a investigação, mas garantiu que a coragem não lhe faltará. O ministro também aproveitou para se distanciar da imagem de “juiz celebridade”, afirmando que sua atuação é estritamente técnica. “Não ajo por pressão da mídia, nem busco a mídia. Não busco ser estrela. Sou um servidor público.” Outro ponto de destaque da fala de Mendonça foi sua crítica velada ao uso de prisões preventivas como mecanismo para forçar confissões, uma prática amplamente criticada por Gilmar Mendes em outros contextos. “Não se prende para delação. Não dormiria tranquilo se fizesse isso. Seria abjeto”, afirmou o relator, ressaltando que só decreta prisões para impedir obstrução de Justiça ou ocultação de provas, lembrando que levou quatro anos para expedir seu primeiro mandado de prisão. No entanto, Mendonça avisou que as investigações do caso Master ainda prometem novos desdobramentos. O ministro revelou ter determinado, nesta mesma semana, a quebra dos dados do iCloud de um indivíduo conhecido como “Sicário”, ligado a Daniel Vorcaro, que cometeu suicídio enquanto estava preso. “Vamos ver o que virá de lá, o que deixou armado o Sicário. Eu não sei”, pontuou o ministro, deixando o aviso no ar. Encerrando seu duro pronunciamento, André Mendonça garantiu que, no que depender dele, a investigação seguirá seu curso normal, rejeitando qualquer tentativa de desacreditar a atuação do STF ou dos investigadores da Polícia Federal. “Faço questão de publicar minhas decisões. É uma forma de a sociedade criticá-las”, concluiu. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Gazeta do Povo (@gazetadopovo)
Justiça manda parar obra sem licença em praça de São Luís

MARANHÃO, 18 de junho de 2026 — A Justiça determinou a paralisação de uma obra de revitalização realizada sem licença ambiental em uma praça entre as ruas 7 e 8, no bairro Planalto Vinhais II, em São Luís. A decisão também proibiu o corte de árvores, raízes e a retirada de vegetação sem autorização dos órgãos competentes. O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, assinou a sentença. Além de suspender a obra, a Justiça condenou o Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), e a empresa GPA Construções e Empreendimentos ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais coletivos. O valor será destinado ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos. Segundo a decisão, qualquer nova intervenção na praça dependerá de licença ambiental válida e da apresentação de um projeto paisagístico detalhado. O plano deverá priorizar a preservação ambiental, prever medidas compensatórias e passar pela análise dos órgãos de fiscalização, além da validação da Justiça. O magistrado entendeu que a execução da obra sem licenciamento ambiental configurou uma intervenção irregular em área pública e representou risco ao patrimônio ambiental. Por isso, também determinou a recuperação da área degradada pelos responsáveis. O Estado e a construtora deverão apresentar um Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), elaborado por profissional habilitado, em até 90 dias após o trânsito em julgado da ação. O plano deverá incluir o replantio de árvores nativas ameaçadas, a recuperação da vegetação afetada, a recomposição ambiental da praça e o monitoramento da área. A decisão teve origem em uma ação popular proposta por Ricardo Luiz dos Santos Castro. Ele apontou que a obra ocorria sem licença ambiental e sem placa informativa. A sentença ainda pode ser alvo de recurso pelas partes envolvidas. NÚMERO DO PROCESSO: 0820978-69.2024.8.10.0001
Justiça separa ação da Operação Tântalo em quatro partes

TURILÂNDIA, 17 de junho de 2026 — A Justiça do Maranhão decidiu, na terça (16), dividir em quatro processos a ação penal da Operação Tântalo, que investiga uma suposta organização criminosa na Prefeitura de Turilândia. O Ministério Público denunciou 45 pessoas. A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do caso no Tribunal de Justiça do Maranhão, tomou a decisão para agilizar a tramitação e facilitar a produção de provas. Segundo a magistrada, o grande número de denunciados, a diversidade das acusações e a existência de quatro denúncias independentes justificam a separação. Portanto, o Núcleo Político e Familiar, com 10 denunciados, permanecerá no processo original. Os outros grupos seguirão em ações próprias: Núcleo Empresarial e de Interpostos, com 17 pessoas, Núcleo Administrativo e Operacional, com cinco, e Núcleo Legislativo, com 13 investigados. A relatora também informou que o processo reúne provas obtidas por quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico, além de documentos e relatórios ligados aos diferentes grupos investigados. Ela destacou que a divisão tem caráter apenas processual e administrativo. Por isso, a investigação continua unificada sob responsabilidade do Ministério Público, e ela seguirá responsável pelo julgamento das quatro ações. As denúncias envolvem supostos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e infrações previstas no Decreto-Lei nº 201/67 e no Código Penal. A Operação Tântalo, deflagrada no fim de 2025, apura um esquema que, segundo o Ministério Público, pode ter causado prejuízo superior a R$ 56 milhões aos cofres públicos.Até o momento, não houve julgamento do mérito das acusações.
Presidente da CBF se afasta da Seleção após denúncias

BRASÍLIA, 17 de junho de 2026 — O presidente da CBF, Samir Xaud, deixou a concentração da Seleção Brasileira nos Estados Unidos após denúncias sobre supostos gastos indevidos com viagens e hospedagens. O dirigente saiu de Nova Jersey e seguiu para Orlando. Enquanto isso, o vice-presidente Gustavo Dias Henrique assumiu a representação da entidade junto à delegação. Até então, Xaud acompanhava de perto os treinamentos, deslocamentos e atividades da equipe comandada por Carlo Ancelotti. Pessoas próximas afirmaram que a viagem para Orlando já estava prevista para encontrar presidentes de federações. No entanto, a mudança ocorreu durante a repercussão das denúncias. O caso ganhou força após a divulgação de uma reserva em um hotel de luxo de Nova York feita em nome da CBF para uma amiga pessoal do presidente. Segundo as informações divulgadas, Samir Xaud pagou a hospedagem com recursos próprios. Outro episódio envolve uma viagem ao Qatar, cujo valor teria sido reembolsado à confederação após questionamentos internos. Em nota, a CBF informou que alguns dirigentes utilizam a estrutura de logística da entidade para reservas particulares e, depois, ressarcem os custos. Além disso, a confederação afirmou que não pagou a hospedagem da acompanhante em Nova York. Nos bastidores, Samir Xaud busca apoio de presidentes de federações estaduais para reduzir o desgaste político. Por isso, a orientação interna é que ele permaneça afastado da rotina da Seleção durante a Copa do Mundo e participe apenas de compromissos institucionais e partidas oficiais.
Tecnologia ajuda a prender foragidos em arraiais de SLZ

SÃO LUÍS, 17 de junho de 2026 — O reconhecimento facial prendeu cinco pessoas procuradas pela Justiça em festas juninas de São Luís. Os sistemas de videomonitoramento inteligente do Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) ajudaram a localizar os foragidos. As prisões aconteceram no Arraial do Ipem e na área externa do Castelão, durante o Bumba Meu São João. No dia 6 de junho, no Ipem, o sistema identificou Gabriel Carvalho Souza. Ele tinha mandado de prisão por roubo qualificado, expedido pela 2ª Vara das Execuções Penais de São Luís. A Polícia Militar fez a abordagem e confirmou a identidade dele. Cinco dias depois, no dia 11 de junho, também no Ipem, foi a vez de Salomão Ageu de Araújo Sousa. Ele era procurado pela 1ª Vara das Execuções Penais por condenação por roubo. Equipes da PM o prenderam após acionamento do Centro de Comando e Controle do arraial. Durante o Bumba Meu São João, no dia 13 de junho, o Sistema Medusa detectou Diego Luso Cardoso. Contra ele havia mandado de prisão civil por pensão alimentícia, expedido pela 3ª Vara de Família. Os policiais o abordaram e o conduziram para cumprir a ordem judicial. No dia 14 de junho, ainda no Bumba Meu São João, o sistema apontou Carlos Diogo dos Santos Luz. Ele era procurado por ameaça no contexto da Lei Maria da Penha. Após a confirmação da identidade, os agentes o prenderam e o levaram à autoridade policial. Na mesma data, no Arraial do Ipem, o sistema identificou Thiago Veloso Oliveira, condenado por roubo majorado. Durante a abordagem, ele deu um nome falso — o do próprio irmão. A equipe da Senarc/Seic usou o Sistema Hydra para confirmar a identidade verdadeira. Com isso, foi possível cumprir o mandado de prisão.