Guarda municipal é morto a tiros em Luís Domingues, no MA

BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 — O guarda municipal Lucas Soares Alves morreu após ser atingido por quatro tiros em Luís Domingues, no litoral norte do Maranhão, próximo à divisa com o Pará. O crime ocorreu enquanto a vítima estava de folga. Segundo informações preliminares, o suspeito efetuou os disparos e fugiu logo depois da ação. A polícia investiga o caso e apura a motivação do assassinato. Testemunhas relataram que Lucas Soares Alves estava armado no momento do ataque, porém não conseguiu reagir. Após os disparos, moradores socorreram a vítima e a levaram ao Hospital Municipal de Luís Domingues. No entanto, ele já chegou sem vida à unidade de saúde. Até o momento, a polícia não confirmou a identidade do autor do crime. De acordo com as investigações iniciais, Lucas Soares Alves havia registrado um boletim de ocorrência denunciando ameaças feitas por integrantes de uma facção criminosa. A Polícia Civil apura se o homicídio possui relação direta com essas ameaças registradas anteriormente pela vítima. Segundo a linha investigativa, criminosos suspeitavam que o guarda municipal teria repassado informações à polícia sobre um cativeiro utilizado pela organização criminosa. A denúncia teria contribuído para a prisão de vários integrantes do grupo. Por isso, os investigadores trabalham com a hipótese de vingança. Além disso, a Polícia Civil busca identificar possíveis envolvidos no assassinato. Equipes realizam diligências na região e analisam informações coletadas durante os primeiros levantamentos feitos após o crime. O caso segue sob investigação. Durante os trabalhos no local do crime, investigadores encontraram uma cápsula de munição calibre .38. O material foi recolhido e encaminhado para perícia. A expectativa é que a análise técnica ajude a identificar a arma utilizada no assassinato. Por fim, a Polícia Civil informou que continua reunindo depoimentos e outros elementos para esclarecer o homicídio. Até agora, ninguém foi preso. O caso permanece sendo investigado.
Investigação mira descontos de empréstimos em Alto Alegre

ALTO ALEGRE DO MARANHÃO, 29 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou Procedimento Administrativo para investigar possíveis irregularidades nos descontos de empréstimos consignados realizados na folha de pagamento de servidores públicos de Alto Alegre do Maranhão. A medida foi oficializada pela 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão. A Portaria de Instauração nº 12/2026 foi assinada pelo promotor de Justiça Thiago Lima Aguiar. Segundo o Ministério Público, a investigação começou após representação apresentada pelo SINDSAAMA, sindicato dos servidores municipais, que denunciou supostas falhas no repasse dos valores descontados ao Banco Bradesco. De acordo com a denúncia, os descontos dos empréstimos consignados eram realizados diretamente nos contracheques dos servidores municipais. No entanto, os valores não teriam sido devidamente transferidos à instituição financeira conveniada. Segundo o Ministério Público, a situação pode ter causado prejuízos aos trabalhadores, incluindo cobranças bancárias indevidas, incidência de juros, restrições de crédito, negativação do nome e dificuldades financeiras aos servidores afetados. A Promotoria destacou que os empréstimos consignados possuem desconto automático para garantir segurança financeira nas operações bancárias. Além disso, o órgão ressaltou que cabe ao ente público realizar corretamente os repasses às instituições financeiras. Como primeiras providências, o Ministério Público determinou a instauração formal do Procedimento Administrativo, o registro do caso no sistema SIMP e a designação de servidoras para auxiliar nos trabalhos investigatórios. A Promotoria também enviou ofício à prefeita de Alto Alegre do Maranhão para que apresente comprovantes de quitação dos repasses em atraso. Inclusive, o Banco Bradesco deverá encaminhar uma lista atualizada dos servidores com pendências relacionadas à ausência de repasses realizados pelo município. O objetivo da investigação é apurar a extensão das irregularidades, identificar possíveis responsabilidades administrativas e garantir a proteção dos direitos dos servidores públicos municipais afetados.
TCU vê erros em aval para empréstimo bilionário dos Correios

BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas na análise realizada pelo governo federal para autorizar a garantia da União em um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pelos Correios no fim do ano passado. Segundo relatório técnico, o aval do Tesouro Nacional ocorreu sem avaliações consideradas suficientes, independentes e tempestivas sobre a situação financeira da estatal. Os Correios enfrentam crise financeira e registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. Além disso, a estatal acumula 14 trimestres consecutivos de resultados negativos. O valor superou em mais de três vezes o déficit registrado em 2024, quando as perdas chegaram a R$ 2,6 bilhões. Os auditores afirmam que o governo não realizou análises robustas sobre fluxo de caixa, projeções financeiras e capacidade de pagamento da empresa. Segundo o TCU, a ausência dessas avaliações ampliou o risco assumido pela União ao conceder a garantia do empréstimo. O relatório também aponta que os sinais de deterioração financeira dos Correios já eram públicos e exigiam resposta mais rápida da administração federal. De acordo com os técnicos, a demora reduziu alternativas de recuperação e aumentou a necessidade de medidas emergenciais. A auditoria sustenta ainda que a condução do caso contrariou princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal relacionados à prevenção de riscos fiscais e à transparência da gestão pública. O TCU também identificou fragilidades no plano de reestruturação apresentado pelos Correios. Segundo os auditores, o Ministério das Comunicações realizou análise considerada insuficiente sobre a viabilidade econômica das medidas propostas pela estatal. O relatório afirma que não houve validação independente das projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa dos Correios. Entre os exemplos citados está um empréstimo de R$ 1,8 bilhão contratado em junho de 2025 junto a bancos privados. A taxa de juros da operação subiu de 21,99% para 25,67% ao ano após o descumprimento de cláusulas financeiras previstas em contrato. Para os técnicos do TCU, a ausência de medidas rápidas agravou a crise financeira da estatal e ampliou a exposição do Tesouro ao risco fiscal.
Dino cobra fortalecimento da CVM após nova fase da operação

BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a nova fase da Operação Carbono Oculto reforça a urgência de ampliar a fiscalização do mercado financeiro. A operação foi deflagrada na manhã desta quinta (28). O ministro proferiu o despacho na tarde do mesmo dia. Dino citou suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Ele cobrou o fortalecimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Banco Central (BC) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A União apresentou um plano emergencial para reestruturar a fiscalização da CVM. O ministro determinou que as partes do processo se manifestem sobre a proposta do governo federal. O prazo é de até cinco dias úteis. Dino deliberará sobre o tema somente após a apresentação dos pareceres. Ele realizou audiências públicas sobre o caso ao longo deste mês. Dino afirmou que a situação da CVM pode ter favorecido a facilidade das fraudes investigadas no Caso Master. A CVM encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta com 22 medidas para um plano emergencial de reestruturação. O pacote inclui ações para ampliar a capacidade operacional da autarquia. Entre as medidas estão a criação de forças-tarefa para reduzir o estoque de processos. O plano prevê reforço no quadro de pessoal e contratação temporária de servidores. A proposta também prevê medidas para modernizar a infraestrutura tecnológica. Os investimentos incluem computação em nuvem, plataformas de dados e ferramentas de inteligência artificial. Essas ferramentas serão voltadas à supervisão e ao julgamento de processos. A autarquia sugere ampliar o alcance da fiscalização sobre o mercado. O foco está na indústria de fundos de investimento e no combate a irregularidades.
EUA classificam PCC e CV como terroristas globais

ESTADOS UNIDOS, 29 de maio de 2026 — O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta (28), a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, fez o anúncio oficial. A medida passa a valer a partir de 5 de junho. O Departamento de Estado divulgou um texto sobre a decisão. A publicação afirma que PCC e CV são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”. O documento atribui aos grupos ataques contra forças de segurança, autoridades e civis. “Juntos, eles comandam milhares de integrantes e orquestraram ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis”, diz o comunicado. O governo dos EUA declarou que a atuação dos grupos ultrapassa o território nacional. “Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil”, afirmou o texto. As atividades criminosas alcançam toda a região das Américas. Os EUA também relataram a presença das facções dentro do próprio país norte-americano. O anúncio associou a decisão à política de segurança do governo do presidente Donald Trump. Rubio afirmou que a administração norte-americana continuará utilizando instrumentos legais e administrativos. Essas ferramentas visam combater grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas. “O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação”, afirmou o secretário de Estado. A decisão reforça o compromisso do governo dos EUA no enfrentamento de organizações criminosas na região. “A ação de hoje demonstra ainda mais o compromisso inabalável do governo Trump de desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região”, prosseguiu o texto assinado por Rubio. O objetivo declarado é “garantir a segurança do povo norte-americano” e manter drogas ilícitas fora das ruas do país. O anúncio ocorreu depois de uma série de encontros do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com integrantes do governo norte-americano em Washington. O parlamentar é pré-candidato à Presidência. Na terça (26), ele pediu diretamente a Trump que os EUA classificassem o PCC e o CV como terroristas. No dia seguinte, o senador também se reuniu com Rubio e com o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance.
CPI requisita dados do COAF sobre Felipe Camarão

SÃO LUÍS, 29 de maio de 2026 — A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Maranhão solicitou ao Banco Central acesso a informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) sobre movimentações financeiras atribuídas ao vice-governador Felipe Camarão (PT). O pedido foi feito no âmbito da investigação aberta para apurar denúncias envolvendo o petista, familiares e servidores estaduais ligados à Segurança Pública. A confirmação do requerimento ocorreu nesta quinta (28), durante entrevista do deputado estadual Ricardo Arruda (MDB) ao programa “Diário da Manhã”, da Rádio Assembleia. Segundo o parlamentar, a Comissão também aprovou pedidos de informações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) e ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). INVESTIGAÇÃO APONTA MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS A investigação teve início após relatórios do COAF identificarem movimentações consideradas incomuns envolvendo Felipe Camarão, familiares e servidores públicos estaduais. O procedimento é conduzido pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). De acordo com o Ministério Público, foram encontrados mais de R$ 4,6 milhões em créditos além dos rendimentos salariais declarados. Além disso, o procedimento aponta centenas de depósitos em dinheiro sem identificação de origem e operações financeiras fracionadas, prática usada para dificultar o rastreamento dos recursos. Ainda segundo os documentos investigativos, existe a suspeita de uma rede de movimentações financeiras envolvendo terceiros. O material cita policiais militares ligados ao gabinete institucional, que teriam recebido valores, dividido quantias e realizado transferências em benefício do vice-governador. DOCUMENTOS CITAM DESPESAS E IMÓVEIS Outro ponto destacado na apuração envolve o pagamento de despesas pessoais por terceiros. Entre os gastos mencionados estão hospedagens, tributos e outras obrigações financeiras. Inclusive, os investigadores apontam transferências diretas e indiretas envolvendo pessoas próximas ao núcleo familiar do vice-governador. O procedimento também identifica indícios relacionados à aquisição de imóveis de alto valor. Segundo os documentos, os bens somariam cerca de R$ 4,7 milhões e seriam incompatíveis com os rendimentos formais apresentados, além de não possuírem correspondência integral nas declarações fiscais analisadas. Felipe Camarão nega as acusações investigadas pela CPI e pelos órgãos responsáveis pela apuração do caso.
MPMA abre três investigações em São Pedro da Água Branca

SÃO PEDRO DA ÁGUA BRANCA, 28 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou três procedimentos em São Pedro da Água Branca para apurar denúncias de funcionários fantasmas, pagamentos irregulares, suspeitas de fraudes em contratos e problemas de sinalização no entorno de escola infantil do município. As apurações foram abertas a partir de denúncias formalizadas e documentação reunida pelo órgão ministerial. As medidas foram oficializadas por meio de portarias publicadas no Diário Eletrônico do Ministério Público e assinadas pelo promotor de Justiça Thiago Cândido Ribeiro, com registros que envolvem São Pedro da Água Branca e diferentes frentes de investigação na administração pública municipal. FUNCIONÁRIOS FANTASMAS Uma das investigações apura possíveis atos de improbidade administrativa na gestão da ex-prefeita Marília Gonçalves de Oliveira e da ex-secretária de Educação Miriam da Silva Pereira em São Pedro da Água Branca, segundo informações do Ministério Público. O procedimento reúne análises sobre folha de pagamento e atos administrativos. Segundo a denúncia apresentada pelo vereador Bryan Caldas Siqueira Freire, há suspeitas de pagamento indevido de salários, existência de funcionários fantasmas e possível favorecimento político-eleitoral na administração municipal de São Pedro da Água Branca, conforme apontado nos documentos iniciais do caso. Também são investigadas possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 012/2022, com indícios de falhas documentais. O Ministério Público informou que a Notícia de Fato foi convertida em Inquérito Civil em São Pedro da Água Branca, com prazo inicial de um ano, podendo ser prorrogado. CONTRATO DE MÁQUINAS e SEGURANÇA ESCOLAR Outra apuração envolve o Pregão Eletrônico nº 007/2025 e o Contrato nº 20250410PE0072025-2, firmado pela Prefeitura de São Pedro da Água Branca com a empresa REFRIMAR Comércio e Serviços LTDA, destinado à locação de máquinas pesadas com operador para a Secretaria de Obras. O contrato, segundo os autos, ultrapassa R$ 1 milhão. A denúncia foi apresentada pelo vereador Magno Nunes da Silva, que levantou suspeitas sobre a capacidade operacional da empresa contratada em São Pedro da Água Branca e possíveis irregularidades na execução do serviço público. Segundo o Ministério Público, a empresa investigada teria sede em imóvel residencial, o que motivou análise sobre eventual empresa de fachada. O órgão informou que será examinada a documentação do processo licitatório e a estrutura operacional da empresa responsável pelo contrato. O Ministério Público também instaurou procedimento administrativo para acompanhar a falta de sinalização viária no entorno da EMEI Sonho de Criança em São Pedro da Água Branca, após denúncias sobre riscos a crianças de 2 a 5 anos, professores e famílias na região escolar. A Promotoria requisitou ofício à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura para informar providências ou cronograma em até 15 dias sobre a implantação de sinalização no entorno da unidade escolar.
Michelle aciona Janones no STF por associação ao caso Master

MINAS GERAIS, 28 de maio de 2026 — A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) entrou com queixa-crime no Supremo Tribunal Federal contra o deputado federal André Janones (Rede-MG). A ação acusa o parlamentar de calúnia, difamação e injúria, além de pedir R$ 20 mil de ressarcimento por danos morais. O motivo da ação é um vídeo publicado no X em 16 de maio. No conteúdo, Janones afirma que Michelle Bolsonaro figurará como beneficiária de dinheiro roubado pela família Bolsonaro junto a Vorcaro. A declaração ocorreu após a revelação da relação entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A defesa de Michelle alega que o vídeo alcançou expressiva repercussão, com aproximadamente 93 mil visualizações. O conteúdo também registrou 2 mil compartilhamentos, 8 mil curtidas e mil comentários. Além disso, a ex-primeira-dama sustenta que Janones fez a declaração sem apresentar qualquer prova. O pedido de queixa-crime afirma que o conteúdo extrapola os limites da crítica política e da liberdade de expressão. A atribuição à Michelle inclui o beneficiamento de suposto produto de crime e sua atuação na obtenção de valores tidos como roubados. Dessa forma, a publicação teria atingido sua honra objetiva e subjetiva perante a sociedade. A assessoria da ex-primeira-dama afirmou que André Janones é conhecido por falta de educação e baixeza moral. O deputado também ataca a honra de mulheres, conforme a nota. “Não é a primeira vez que ele o faz”, disse a assessoria sobre Michelle. Já existe uma denúncia contra Janones no Conselho de Ética da Câmara por conduta semelhante. “Dona Michelle não se rebaixará ao nível dele”, ressaltou a assessoria. Por isso, ela decidiu acionar a Justiça Criminal para resolver a questão no campo adequado.