Dino autoriza operação contra produtora de filme sobre Bolsonaro

Dino PF

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a operação da Polícia Federal realizada nesta quinta (10) contra pessoas ligadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas de desvio de emendas e tem Mario Frias e Karina Gama entre os alvos. A Operação Make Up cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal, com apoio da CGU. Segundo a PF, recursos destinados a uma organização social teriam ido para empresas subcontratadas sem comprovação dos serviços. A polícia aponta indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. Além disso, análises financeiras identificaram movimentações de centenas de milhões de reais. A apuração inclui suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e crimes em licitações. O financiamento do filme é investigado em dois inquéritos no STF. Um está com André Mendonça. O outro, relatado por Dino, apura possível direcionamento de emendas. Em março, Dino pediu explicações a Frias sobre R$ 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora. Frias, produtor do longa e ex-secretário especial da Cultura, negou irregularidades em maio e afirmou que a verba teve finalidade social. A Go Up Entertainment já havia sido alvo da Polícia Civil de São Paulo em junho. Por ordem de Dino, o material daquela investigação foi enviado ao STF.

Mendonça mantém suspensa cassação do Podemos em São Luís

Podemos SLZ

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, manteve suspenso o julgamento dos embargos sobre a cassação da chapa do Podemos nas eleições de 2024, em São Luís. Ele tomou a decisão ao analisar um mandado de segurança e entendeu que o caso deve ser julgado pelo TRE-MA. Mendonça determinou, então, o envio do processo ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Por isso, considerou prejudicado o pedido de liminar apresentado ao TSE. O ministro também avaliou como juridicamente possível a decisão do TRE-MA de esperar uma manifestação do Supremo Tribunal Federal. O STF deverá analisar a validade de atos de investigação e das provas usadas no processo. Segundo Mendonça, em uma avaliação inicial, a decisão da Justiça Eleitoral maranhense não parece claramente absurda nem sem fundamentação. Portanto, a suspensão do julgamento permanece neste momento. Com isso, a cassação não será executada imediatamente contra os integrantes da chapa do Podemos. O julgamento dos embargos seguirá suspenso até novos desdobramentos no STF. Além disso, o processo volta ao TRE-MA, que ficará responsável por analisar o mandado de segurança.

PF intima Galípolo e Campos Neto para depor no caso Master

PF Galípolo

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — A Polícia Federal intimou o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto para serem ouvidos como testemunhas no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Também prestarão depoimento o dono do BTG Pactual, André Esteves, e o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. Eles darão explicações à PF na condição de testemunhas – por isso, são obrigados a falar a verdade. Os quatro tiveram os nomes citados durante o depoimento do ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Souza. Ele é investigado por receber propina do banqueiro Daniel Vorcaro para favorecer o banco Master. Souza nega as irregularidades. O ex-dirigente é um dos principais alvos do inquérito que apura se ex-servidores do BC prestaram uma espécie de consultoria informal a Vorcaro em troca de vantagens financeiras. Como esse inquérito está prestes a ser concluído, é praxe que a PF ouça todos os alvos e citados antes de elaborar a lista final de indiciados. Vorcaro, por exemplo, prestou depoimento no dia 28 de agosto. Na ocasião, o banqueiro afirmou que o ex-servidor não favoreceu o Master nos processos do BC, mas admitiu ter feito a ele um “agrado” ao prestar apoio em uma viagem da família dele à Disney, no Estados Unidos. Procurados, o BC e o BTG ainda não se posicionaram sobre a intimação. A defesa de Campos Neto afirmou que não notificada pela PF.

Rildo Amaral tenta recuperar aumento salarial e perde na Justiça

Rildo Amaral

IMPERATRIZ, 10 de setembro de 2026 — A juíza Ana Lucrécia Bezerra Sodré manteve, em nova decisão, o salário do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, em R$ 22 mil. A medida mantém suspenso o reajuste aprovado em dezembro de 2024, após as eleições, que havia elevado a remuneração do prefeito para cerca de R$ 31 mil. As leis aprovadas pela Câmara Municipal também aumentaram os salários da vice-prefeita, secretários e vereadores. A Justiça suspendeu os reajustes em março deste ano. Desde então, a Prefeitura, a Câmara e o próprio Rildo Amaral tentaram derrubar a decisão, mas não conseguiram no Tribunal de Justiça do Maranhão. Na nova tentativa, a gestão alegou que a redução poderia afetar servidores com remuneração ligada ao salário do prefeito. Citou cerca de 30 médicos, que poderiam ter perdas e até deixar os cargos. A defesa também pediu a entrada de 151 servidores no processo, mas a juíza rejeitou o pedido. Segundo a magistrada, esses servidores não participaram da aprovação das leis nem receberam diretamente os aumentos questionados. Por isso, incluí-los poderia dificultar a ação popular. A juíza também negou pedidos para adiar a decisão, manter os reajustes no mandato e corrigir os salários antigos pela inflação. A situação dos servidores será analisada caso a caso. O Município terá 30 dias para apresentar um plano e até 120 dias para concluir as análises. Nesse período, os pagamentos serão mantidos e não haverá descontos retroativos. A validade das leis e uma possível devolução de valores ainda serão julgadas.

Fachin marca julgamento sobre relatório de Moraes e Vorcaro

Fachin vorcaro

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para o dia 15 de setembro, às 10h, o julgamento que analisará o relatório da PF que detalhou a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Os ministros devem decidir se abrirão ou não uma investigação contra Moraes. Fachin convocou uma sessão extraordinária para analisar o caso. No fim de semana, o relator, André Mendonça, havia liberado o processo para julgamento.

PF descarta irmãos de Bacabal entre crianças achadas nos EUA

Irmãos PF

ESTADOS UNIDOS, 10 de setembro de 2026 — A Polícia Federal informou que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, não estão entre as crianças localizadas recentemente nos Estados Unidos. Os irmãos desapareceram há oito meses em Bacabal, no Maranhão. A checagem ocorreu após informações associarem o caso à Operação Statewide Shield. As informações sobre uma possível ligação começaram a circular após a operação realizada nos Estados Unidos. Então, a Polícia Civil do Maranhão procurou a Polícia Federal para confirmar se o caso dos irmãos tinha alguma relação com as pessoas encontradas durante a ação norte-americana. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, a consulta confirmou que não existe pedido de cooperação internacional envolvendo crianças maranhenses desaparecidas e localizadas em operações nos Estados Unidos. Por isso, não há registro oficial que relacione o caso à operação. Além disso, a Polícia Federal informou que recebeu dados das autoridades norte-americanas sobre a Operação Statewide Shield. De acordo com essas informações, nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas durante a operação realizada nos Estados Unidos.

Fachin retira Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Fachin Moraes

BRASÍLIA, 10 de setembro de 2026 — O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quarta (9) retirar do ministro Alexandre de Moraes a condução do chamado Inquérito das Fake News. Aberta em 2019, a investigação passa a ficar sob responsabilidade da Presidência da Corte, em uma das principais medidas adotadas por Fachin em meio à crise interna do tribunal. A ordem de Fachin estabelece que as ações penais já instauradas a partir das investigações continuarão sob a relatoria de Moraes. Os atos praticados durante os anos em que o ministro esteve à frente do inquérito também foram preservados. A mudança alcança os procedimentos investigatórios que ainda não resultaram em ações penais e tem validade daqui para frente. Fachin determinou ainda que inquéritos, petições e outros procedimentos distribuídos a Moraes em razão do Inquérito das Fake News sejam devolvidos à Presidência do STF.Depois de analisados, esses casos deverão ser encaminhados à Polícia Federal e, posteriormente, à Procuradoria-Geral da República (PGR), que poderá avaliar a apresentação de denúncia ou o arquivamento. Criado em 2019, o Inquérito 4.781 foi instaurado para investigar a existência de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outros ataques contra integrantes do Supremo e seus familiares. Desde o início, a investigação provocou diversas controvérsias jurídicas e muitas críticas de especialistas quanto à sua origem, amplitude e duração. Na mesma decisão, Fachin suspendeu “todo e qualquer procedimento” de investigação contra integrantes do STF. A medida alcança também a apuração conduzida pela PGR sobre possíveis irregularidades na produção de um relatório da PF que apontou a existência de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes. A PGR havia informado ao Supremo que pretendia investigar possíveis interferências na elaboração do documento.

Viúva de PM morto por prefeito em vaquejada pede avanço de caso

Prefeito vaquejada

IGARAPÉ GRANDE, 10 de setembro de 2026 — Joyce Brasil, viúva do policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos, pediu à Justiça o avanço do processo contra o prefeito de Igarapé Grande, João Vítor Xavier. Ela fez o pedido nos autos após a sentença de pronúncia, para preparar a segunda fase do caso e a sessão do Tribunal do Júri. João Vítor Xavier é réu confesso pela morte do policial, ocorrida na saída de uma vaquejada em Trizidela do Vale. A sentença de pronúncia determinou que ele seja levado a julgamento pelo júri e também rejeitou as questões preliminares apresentadas pela defesa. Por meio do advogado Khalleb Silva Rodrigues, Joyce pediu que a Justiça certifique o fim do prazo de intimação das partes ou informe se houve recurso contra a pronúncia. Se a decisão ficar preclusa, ou seja, sem possibilidade de contestação nessa etapa, o processo poderá avançar. Depois disso, Ministério Público, assistente de acusação e defesa deverão ser intimados para indicar testemunhas, pedir diligências e juntar documentos, conforme o artigo 422 do Código de Processo Penal. Além disso, o Tribunal do Júri seguirá para a fase de julgamento do caso. O rito do júri tem duas fases. Na primeira, a Justiça verifica se há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria. Na segunda, os jurados julgam o caso e podem condenar, absolver ou reconhecer a prática de crime diferente daquele inicialmente atribuído ao acusado.

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