Senador aponta parcialidade de Dino no STF e cita crime

Senador Dino

BRASÍLIA, 20 de abril de 2026 — O senador Rogério Marinho criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, durante participação no programa “Oeste sem filtro”, exibido no YouTube, ao questionar decisões recentes e apontar suposta falta de imparcialidade. Ele afirmou que há processos conduzidos com rapidez incomum e sugeriu que situações envolvendo o Maranhão devem ser apuradas. Segundo o parlamentar, algumas decisões indicam interferência e fogem ao padrão esperado da Corte. Ele declarou que, caso seja caracterizado crime de responsabilidade, a situação precisa de investigação. O senador citou exemplos para sustentar suas críticas. Entre eles, mencionou o envio de um caso de homicídio, originalmente de primeira instância, diretamente ao Supremo. Para ele, essa medida não segue a normalidade do trâmite judicial. Além disso, Marinho também apontou a suspensão de uma indicação feita pelo governador para o Tribunal de Contas do Estado, e, ainda no mesmo contexto, o parlamentar criticou a realização de busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo.

Juiz fixa fiança para vereador preso com arma e carro clonado

juiz vereador

FORMOSA DA SERRA NEGRA, 20 de abril de 2026 — A Justiça determinou fiança para vereador preso de Formosa da Serra Negra, Itaércio Arruda (PL), após análise da prisão em flagrante realizada na quarta (15). O parlamentar foi detido por suspeita de envolvimento na compra de veículo com sinais de clonagem e também por posse ilegal de arma de fogo. O juiz Haniel Sóstenis Rodrigues da Silva, da 1ª Vara da Comarca de Balsas, fixou o valor da fiança para vereador preso em R$ 50 mil. O magistrado considerou, na definição da fiança para vereador preso, a condição financeira do investigado. Embora ele seja qualificado como lavrador, o juiz destacou que o parlamentar foi encontrado com um veículo de alto valor de mercado, modelo SW4. Dessa forma, o entendimento judicial indicou que o vereador possui capacidade econômica para arcar com a garantia patrimonial estabelecida.

Banco Master recebeu R$ 39 mi do Exército, aponta Coaf

master exército

BRASIL, 20 de abril de 2026 — O Banco Master recebeu R$ 39 milhões do Exército entre agosto de 2024 e outubro de 2025. O valor corresponde ao repasse de parcelas de empréstimos consignados contratados por militares. A instituição financeira era controlada por Daniel Vorcaro. A movimentação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo. A informação foi confirmada pelo Metrópoles. Os dados constam em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento foi enviado à CPI do Crime Organizado. Segundo o relatório, os repasses foram feitos a uma conta do Master no Banco Itaú. Ao longo dos 14 meses analisados, os valores permaneceram por pouco tempo nessa conta. Em seguida, foram transferidos para outras contas no próprio Banco Master.

Justiça Federal determina a remessa da ação de Rodrigo Lago

Justiça Lago

SÃO LUÍS, 20 de abril de 2026 — A Justiça Federal determinou a remessa da ação sobre escola no bairro Angelim, em São Luís, para a Justiça do Maranhão. A decisão foi proferida pelo desembargador Alexandre Laranjeiras, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao analisar o processo movido pelo deputado Rodrigo Lago. O magistrado concluiu que a ação sobre escola não deve tramitar na esfera federal, pois não há envolvimento de entes federais no caso. Dessa forma, ele determinou o envio do processo à Justiça estadual para continuidade da análise. Além disso, a decisão rejeitou o argumento apresentado pelo autor da ação sobre escola, que alegava uso irregular de recursos do Fundef. O desembargador apontou que não houve comprovação dessa irregularidade no contrato questionado. O desembargador destacou que os contratos relacionados à ação sobre escola foram firmados exclusivamente pelo Governo do Maranhão com empresas privadas. Segundo ele, não houve participação direta de órgãos federais na execução ou financiamento da obra. Com isso, o entendimento da Justiça afastou a competência federal para julgar o caso. A decisão também reforçou que não houve comprovação de uso indevido de verbas vinculadas ao Fundef, ponto central da ação apresentada. Dessa forma, a análise do processo seguirá na Justiça estadual, que passa a ser responsável por avaliar os questionamentos apresentados na ação sobre escola.

Encontro entre Moraes do STF e banqueiro completou um ano

Moraes Vorcaro

SÃO PAULO, 20 de abril de 2026 — Há exatamente um ano, no dia 19 de abril de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encontrou-se com o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master. O encontro ocorreu em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, interior de São Paulo. O registro da reunião apareceu em mensagens enviadas por Vorcaro à sua então noiva, a influenciadora digital Martha Graeff. As mensagens integram o material obtido pela Polícia Federal (PF) por meio da quebra de sigilo telemático do empresário. A corporação encaminhou os dados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na conversa, Vorcaro escreveu: “Tô indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”. A informação foi lembrada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Martha então perguntou se o magistrado estava na cidade ou se teria viajado para vê-lo. Vorcaro respondeu: “Ele tá passando feriado”. PANORAMA UM ANO DEPOIS Passado um ano do encontro mencionado nas mensagens, Daniel Vorcaro está preso há cerca de um mês e meio. Além disso, sua instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central. O noivado do banqueiro com a influenciadora chegou ao fim. Já Alexandre de Moraes foi alvo de um pedido de indiciamento no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O colegiado, no entanto, rejeitou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). RELATÓRIO REJEITADO No documento, o parlamentar pedia o indiciamento de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de outros dois ministros do STF: Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O relatório apontava supostos abusos de poder. Dessa forma, foi derrubado por articulação no âmbito da CPI. Vieram a público também informações sobre conexões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher de Moraes. Segundo os dados citados, havia um contrato que previa pagamento de R$ 129 milhões à banca. No meio do caminho, entretanto, o Banco Central liquidou a instituição financeira de Vorcaro. Até agora, Moraes acumula cerca de 50 pedidos de impeachment.

Justiça mantém prisão de pastor investigado por abuso sexual

pastor preso

SÃO LUÍS, 20 de abril de 2026 — A Justiça manteve a prisão preventiva do pastor David Gonçalves Silva, investigado por abusos, após audiência de custódia realizada no sábado (18), em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A Polícia Civil apura denúncias de violência física, psicológica e crimes sexuais cometidos contra fiéis dentro de uma igreja. O pastor investigado por abusos foi preso na sexta (17), durante a operação “Falso Profeta”, conduzida pela Polícia Civil do Maranhão. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, ele será encaminhado a uma unidade prisional e permanecerá à disposição da Justiça durante o andamento do caso. A Polícia Civil informou que o caso do pastor investigado por abusos está sob responsabilidade da Delegacia Especial de Paço do Lumiar. A investigação segue na fase de coleta de depoimentos de vítimas e testemunhas, enquanto a corporação evita divulgar detalhes para não comprometer o processo. DENÚNCIAS E CRIMES APURADOS O pastor investigado por abusos é suspeito de utilizar a igreja Shekinah House Church para aplicar punições físicas e psicológicas contra fiéis. Ele responde a investigações por estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa. De acordo com o delegado Sidney Oliveira, responsável pelo caso, a apuração teve duração aproximada de dois anos e começou após denúncias feitas por ex-fiéis. Até o momento, as autoridades identificaram entre cinco e seis vítimas relacionadas ao pastor investigado por abusos. A partir do depoimento de uma vítima, a polícia localizou outras pessoas que também relataram situações semelhantes. Além disso, testemunhas foram ouvidas em outros estados, como Pará e Ceará, ampliando o alcance das investigações. Segundo depoimentos, a igreja mantinha um sistema organizado de punições físicas e psicológicas. Uma das vítimas afirmou que chegou ao local aos 13 anos, em situação de vulnerabilidade, buscando ajuda, mas relatou ter sido submetida a abusos durante anos. Outro relato indica que punições eram usadas como forma de controle. De acordo com a vítima, fiéis eram isolados, privados de alimentação e agredidos fisicamente quando não seguiam as determinações impostas pelo líder religioso. Os depoimentos apontam que o pastor investigado por abusos utilizava essas práticas para impor obediência e manter domínio sobre os frequentadores da igreja, muitos deles em condições de vulnerabilidade social.

PF descarta interferência em morte de ‘Sicário’ de Vorcaro

PF Sicário

BELO HORIZONTE, 20 de abril de 2026 — A Polícia Federal concluiu que não houve interferência externa na morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ocorrida na Superintendência Regional da PF em Belo Horizonte. O detento morreu por enforcamento dentro da cela. Todo o ato foi registrado por câmeras de segurança do local, que não apresentavam pontos cegos. Mourão foi preso preventivamente em 4 de março. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Essa operação investiga fraudes envolvendo o Banco Master. Ele era apontado como coordenador operacional de um esquema criminoso. O grupo teria acessado sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol. Além disso, os investigados teriam corrompido servidores do Banco Central. Após a prisão, Mourão atentou contra a própria vida na cela da superintendência. A PF prestou socorro imediato ao detento. Os agentes também acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A corporação abriu procedimento apuratório interno para investigar o caso. As câmeras filmaram sem interrupções tanto o enforcamento quanto o atendimento dos policiais do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). Os registros em vídeo foram entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça é o relator do caso na corte. A operação resultou na prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também foram presos o cunhado dele, Fabiano Zettel, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. O bloqueio judicial de bens dos investigados chega a R$ 22 bilhões.

Obras UFMA seguem sem conclusão após anos e investimentos

Obras UFMA

SÃO LUÍS, 20 de abril de 2026 — As obras UFMA da Biblioteca Central e do Palácio das Lágrimas seguem sem conclusão em São Luís, após anos de atraso e investimentos milionários. A biblioteca acumula cerca de 16 anos de intervenções, enquanto o palácio permanece em reforma, sem previsão atual de entrega, mesmo com contratos renovados e prazos ampliados. A Biblioteca Central da UFMA iniciou o projeto em 2010, com contrato próximo de R$ 11 milhões, mas a construtora abandonou a execução. Além disso, entre 2014 e 2015, a Controladoria-Geral da União apontou falhas graves, como irregularidades administrativas e extravio de documentos, o que comprometeu o andamento. Em 2020, a universidade firmou novo contrato com outra empresa para dar continuidade às obras UFMA, porém o serviço não foi concluído. Em 2023, o prédio foi entregue de forma incompleta, e, posteriormente, um termo aditivo estendeu o prazo para abril de 2024, com nova prorrogação de 60 dias, ainda sem finalização. No início deste ano, o acervo de mais de 180 mil livros permanecia distribuído entre o prédio antigo e outras bibliotecas da instituição. Enquanto isso, o novo edifício segue fechado, mesmo após a última previsão de entrega ter sido fixada para maio do ano anterior. Ao longo do processo, três empresas já assumiram a execução das obras UFMA da biblioteca. O Palácio das Lágrimas, situado no centro histórico de São Luís, também permanece em reforma. O imóvel, construído no início do século XX, abrigou cursos da UFMA até 1990, quando foi desativado, iniciando um longo período sem uso. A primeira tentativa de recuperação ocorreu em 2014, com investimento superior a R$ 2 milhões. Contudo, as obras foram interrompidas entre 2017 e 2018, o que resultou na continuidade da deterioração da estrutura ao longo dos anos seguintes. Em julho de 2022, a Justiça Federal determinou que a universidade realizasse a restauração em até 180 dias. No entanto, o serviço não foi retomado nesse período, e o prédio seguiu sem intervenções efetivas.

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