Brasil bate recorde de medidas protetivas para mulheres

BRASIL, 31 de maio de 2026 — O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou dados inéditos sobre medidas protetivas no Brasil. A Justiça concedeu 255.123 medidas no primeiro trimestre de 2026. Esse é o maior número já registrado para o período desde o início do monitoramento, em 2020. Em maio de 2026, foram concedidas 93.782 medidas protetivas. Esse volume representa o maior mês da série histórica. O número superou em 13,4% o recorde anterior. O recorde anterior havia sido registrado em setembro de 2025. O Ministério da Justiça e Segurança Pública registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026. Esse é o maior número para o período desde 2015. As medidas protetivas servem para afastar agressores. Elas também reduzem os riscos enfrentados por mulheres em situação de violência. Especialistas destacaram que a eficácia depende da fiscalização. Ela também depende do acompanhamento dos casos. Desde abril de 2026, uma nova legislação passou a permitir que delegados determinem imediatamente o uso de tornozeleira eletrônica por agressores. A norma também prevê dispositivos de alerta para as vítimas em caso de aproximação indevida. Estudos apontaram que a maioria das vítimas de feminicídio nunca chegou a registrar ocorrência. Elas também não solicitaram proteção judicial antes do crime.
Pesquisa Veritá omite Duarte Jr e caso pode chegar à Justiça

BRASÍLIA, 31 de maio de 2026 — A exclusão de Duarte Júnior do questionário da pesquisa do instituto Veritá para o Senado tem provocado questionamentos no cenário político maranhense. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral e com divulgação prevista para os próximos dias, apresenta aos entrevistados nomes de pré-candidatos ao Senado, mas deixa de fora o deputado federal, cuja pré-candidatura já foi anunciada publicamente e debatida no estado. A situação ocorre no Maranhão e pode resultar em contestações na esfera eleitoral. Entre os nomes incluídos no levantamento estão André Fufuca, Eliziane Gama, Weverton Rocha, Roberto Rocha, Roseana Sarney, Pedro Lucas Fernandes, Hilton Gonçalo, César Pires e Simplício Araújo. No entanto, Duarte Júnior não aparece entre as opções apresentadas aos entrevistados, mesmo após figurar em posições de destaque em pesquisas recentes sobre a disputa ao Senado. Na pesquisa AtlasIntel divulgada em maio, Duarte Júnior apareceu empatado na liderança da corrida ao Senado com a senadora Eliziane Gama. Ambos registraram 14,7% das intenções de voto. Por isso, a ausência do parlamentar no levantamento do Veritá passou a ser observada por políticos e por especialistas que acompanham o processo eleitoral. Especialistas em direito eleitoral apontam que pesquisas registradas devem refletir de forma razoável o cenário político existente durante sua realização. Além disso, destacam que, embora a legislação não exija a inclusão de todos os possíveis candidatos, omissões que possam influenciar a percepção do eleitorado costumam motivar contestações na Justiça Eleitoral. A situação também ocorre em um momento de maior atenção sobre pesquisas eleitorais no estado.
Governo Lula cria rombo de quase R$ 1 trilhão na conta de luz

BRASÍLIA, 31 de maio de 2026 — O terceiro mandato do presidente Lula e a atual legislatura do Congresso Nacional deixaram uma herança de R$ 985 bilhões em despesas extras para os consumidores de energia elétrica. A Frente Nacional dos Consumidores de Energia apresentou o cálculo nesta semana. O valor projeta os custos embutidos nas faturas até o ano de 2050. O montante bilionário ignora os reajustes anuais normais. Ele também desconsidera as correções da inflação. O valor funciona como uma taxa política permanente na tarifa. O rombo equivale a seis vezes o orçamento anual do programa Bolsa Família. Além disso, ele representa cinco vezes as verbas do Minha Casa, Minha Vida. Os gastos novos começaram a entrar na conta por causa do Tratado de Itaipu. Houve também a prorrogação de incentivos fiscais para projetos de fontes renováveis. O setor elétrico ainda sofre com o custo de contratação de usinas térmicas. Essas usinas servem para suprir a falta de luz nos horários de pico.
Allan Garcês comemora medidas contra facções criminosas

BRASIL, 30 de maio de 2026 — O deputado federal Allan Garcês (PP) foi o primeiro integrante da bancada maranhense a comentar a decisão do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. O parlamentar se manifestou por meio de vídeo publicado nas redes sociais. Ao comentar a medida, Garcês afirmou que as facções devem ser tratadas de acordo com a gravidade de suas ações. Segundo ele, o crime organizado ultrapassou a esfera da segurança pública e representa uma ameaça ao Estado, às famílias e à liberdade dos cidadãos. No vídeo, o deputado declarou que o PCC e o Comando Vermelho representam riscos que extrapolam as fronteiras brasileiras. “O Crime organizado deixou de ser apenas um problema de segurança pública. Virou ameaça ao Estado, às famílias e a liberdade do cidadão. O PCC e o CV precisam ser tratados com a gravidade que representam, não apenas no Brasil, mas em todo o cenário internacional. Organização terrorista é inimiga da paz, da liberdade, do povo brasileiro e do Estado”, afirmou. Na oportunidade, Allan Garcês afirmou que a medida deve ser comemorada pelas “famílias de bem”. “Parabéns Presidente Trump pela postura e que sirva de exemplo ao Lula, que nos faz passar vergonha internacional”, declarou o parlamentar. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Allan Garcês | Deputado Federal Conservador no Maranhão (@allan.garces)
Quebradeira de empresas assombra campanha de Lula

BRASIL, 29 de maio de 2026 — O terceiro mandato do presidente Lula (PT) chega à reta final carregando uma marca trágica para o setor produtivo. Em meio ao caos fiscal, juros elevados, crédito dificultado e famílias endividadas, o Brasil alcançou em 2025 o maior número de recuperações judiciais de sua história. A onda de balanços negativos e a séria deterioração financeira de empresas símbolos nacionais do varejo e da indústria transformaram-se em um problema para a campanha de Lula à reeleição. Elas contradizem o discurso governista de ótimo momento para a economia brasileira. Levantamentos de consultorias como RGF & Associados e Serasa Experian mostram que 5,3 mil empresas encerraram 2025 sob proteção judicial para renegociar dívidas, salto de 24% em relação ao ano anterior. Só no último trimestre, 510 pedidos foram registrados, com R$ 40 bilhões em dívidas. O cenário atingiu em cheio setores dependentes de crédito e consumo das famílias, como varejo, vestuário, móveis e brinquedos. Marcas associadas à estabilidade empresarial passaram a simbolizar a fragilidade financeira do ambiente econômico brasileiro e a crise existencial no setor produtivo. OPOSIÇÃO DESTACA QUEBRADEIRA DE EMPRESAS ACIMA DA PANDEMIA E DILMA Parlamentares da oposição afirmam que o governo criou as condições para o ambiente hostil ao setor produtivo, marcado por insegurança regulatória, aumento da carga tributária, expansão de gastos públicos, juros persistentemente elevados e baixa confiança de investidores. Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, rebateu nas redes sociais o discurso otimista do governo sobre a economia, lembrando que o setor produtivo amarga o “elevado custo do dinheiro” e a irresponsabilidade fiscal. “A inadimplência e as recuperações judiciais batem recordes”, diz. Para o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), dados de mercado mostram explosão de pedidos de recuperação judicial a partir de 2025, superando largamente as crises econômicas de 2016 e da Covid-19. “É mais fácil uma empresa sobreviver à pandemia do que a um governo petista”, protestou.
Protesto por abastecimento de água bloqueia avenida no Ipase

SÃO LUÍS, 29 de maio de 2026 — Moradores realizaram um protesto na manhã deste sábado (30), em frente à sede da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), na Avenida Daniel de La Touche, no bairro Ipase, em São Luís. A manifestação teve como objetivo cobrar melhorias no abastecimento de água e na estrutura de uma quadra esportiva da comunidade. Durante o ato, os manifestantes bloquearam os dois sentidos da via com galhos, pneus e outros materiais em chamas. Cartazes exibidos durante o protesto apresentavam reivindicações relacionadas à regularização do fornecimento de água e à recuperação da quadra esportiva. Equipes da SMTT, do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) e da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) acompanharam a manifestação. A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) enviou representantes ao local para negociar com os manifestantes. As pistas foram liberadas por volta das 8h40.
Nunes Marques nomeia mulher de Toffoli para diretoria do TSE

BRASÍLIA, 30 de maio de 2026 — O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para dirigir a nova Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. A nomeação foi publicada na quarta (27), após a criação da estrutura administrativa responsável por representar o tribunal em atividades internacionais. A magistrada já atuou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também foi assessora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Antes de assumir a nova função no TSE, Renata Gil ocupava o cargo de assessora do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Além disso, ela integrou o Conselho Nacional de Justiça até 2025. A magistrada também mantém relacionamento com o ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) e titular do Tribunal Superior Eleitoral. NOVA ESTRUTURA A Diretoria de Assuntos Internacionais surgiu após resolução publicada na terça (26). A medida extinguiu a Assessoria de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência e instituiu a nova unidade administrativa. Dessa forma, a estrutura passou a concentrar as atividades internacionais da Corte Eleitoral. Segundo as atribuições previstas, Renata Gil representará o TSE em missões oficiais no exterior. Além disso, ela participará de fóruns e organismos internacionais. A diretora também atuará na divulgação do sistema eletrônico de votação brasileiro e acompanhará o trabalho de observadores durante os processos eleitorais. Nas redes sociais, a magistrada informou que recebeu o convite com “honra e responsabilidade”. Ela afirmou ainda que a Justiça Eleitoral funciona como um “instrumento de soft power do Brasil perante as grandes democracias do mundo”. Além disso, destacou a importância da participação feminina em espaços de decisão. TRAJETÓRIA NA MAGISTRATURA Renata Gil ingressou na magistratura em 1998. Posteriormente, foi indicada pelo Supremo Tribunal Federal para compor o Conselho Nacional de Justiça. No órgão, exerceu as funções de ouvidora nacional da mulher e supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário. Além das atividades no CNJ, a magistrada presidiu o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário. Em 2019, ela venceu a eleição para a presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Renata Gil fundou o Instituto Nós por Elas. A organização visa desenvolver ações voltadas ao combate à violência e à desigualdade de gênero.
Anvisa libera parte dos produtos Ypê

BRASIL, 30 de maio de 2026 — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a autorizar a comercialização, distribuição e uso de parte dos produtos da Ypê. Esses itens haviam sido alvo de restrições sanitárias nas últimas semanas. A decisão encerrou um dia de idas e vindas da agência. Nesta sexta (29), a Anvisa anunciou a liberação dos produtos com final de lote 1 fabricados a partir de 1º de abril de 2026. Cerca de uma hora depois, a agência divulgou uma nova nota. A nota informava que a proibição permanecia em vigor para todos os itens da Resolução 1.834/2026. Agora, a agência voltou a autorizar os produtos fabricados a partir de abril. A autorização alcança lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes. Esses produtos devem ter final de lote 1 e ter sido produzidos depois de 31 de março. Já os produtos fabricados até essa data continuam sob proibição de comercialização, distribuição ou uso. Segundo a Anvisa, esses itens devem permanecer armazenados em local seguro. A liberação deles dependerá da apresentação de laudos emitidos por laboratórios autorizados. FISCALIZAÇÃO A decisão ocorreu depois de uma reinspeção realizada pela Anvisa. O órgão atuou em conjunto com vigilâncias sanitárias de São Paulo, Campinas e Amparo. A fiscalização identificou avanços nas medidas corretivas adotadas pela Química Amparo, fabricante da marca Ypê. Essas medidas ocorreram depois da suspensão de duas linhas de produção da fábrica em Amparo, no interior paulista. O caso começou em maio. Na ocasião, a Anvisa determinou a interrupção das atividades de duas linhas da empresa. A agência também publicou a Resolução 1.834/2026, que restringiu a comercialização de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com final de lote 1. Dias depois, a agência determinou o recolhimento desses produtos do mercado. PLANO DE AÇÃO A Química Amparo apresentou um plano de ação para atender 76 exigências sanitárias. Essas exigências foram apontadas durante inspeção realizada em abril. Segundo a Anvisa, a empresa implementou correções consideradas suficientes para a retomada das operações da fábrica. Apesar da nova autorização, parte dos produtos permanece sob restrição. A liberação definitiva dos itens fabricados até 31 de março dependerá da apresentação de laudos técnicos exigidos pela agência.