
BRASIL, 22 de junho de 2026 — O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi lançado em agosto de 2023. O governo Lula o apresentou como a principal aposta em infraestrutura do terceiro mandato. Mas o programa enfrenta um aumento expressivo no número de obras paralisadas.
Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que os empreendimentos interrompidos saltaram de 2.760 no fim de 2022 para 4.234 em 2025. Esse crescimento foi de 53,4% no período.
Além das paralisações, o Novo PAC reapresenta projetos que já existem há décadas. Entre eles estão a Transposição do Rio São Francisco, a Ferrovia Norte–Sul, a usina de Belo Monte e o antigo Comperj. Essas obras atravessaram diferentes governos e ainda não foram concluídas.
O histórico de financiamentos do BNDES para outros países também aparece na análise. O banco concedeu recursos para obras em Venezuela, Cuba, Equador, Panamá, Peru e Moçambique.
Quase 20 anos se passaram desde o lançamento do PAC original. Mesmo assim, a discussão sobre infraestrutura no Brasil continua marcada por atrasos e revisões de cronograma. Muitos projetos ainda aguardam conclusão.
O governo, porém, não detalhou novas metas ou prazos para resolver as paralisações.
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