
BRASIL, 20 de agosto de 2026 — As Eleições 2026 terão o maior número de candidatos indígenas da história. Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou 191 registros. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu esses pedidos até segunda (17). Apesar do recorde, esse número representa menos de 1% do total de 20.506 candidaturas no país.
A Apib explica que esse é o maior índice desde 2014. Foi nesse ano que a Justiça Eleitoral passou a exigir a informação de cor e raça. Em comparação com 2022, o crescimento foi de quase 3%. Na época, eram 186 candidatos indígenas. Já em relação a 2014, o salto é ainda maior: cerca de 125%, pois haviam apenas 85 registros.
A maioria dos candidatos disputa vagas nas Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados. São 99 postulantes a deputado estadual e 75 a deputado federal. Além disso, há 4 candidatos a senador, 3 a governador e 3 a deputado distrital.
Os demais concorrem a suplências e vice-governos. O cargo de deputado federal foi o que mais cresceu: saiu de 59, em 2022, para 75 neste ano.
Os candidatos estão espalhados por 26 dos 27 estados brasileiros. Eles representam 64 etnias diferentes. A Amazônia Legal concentra 42% do total, com 80 candidaturas.
O Sudeste vem em seguida, com 36 registros. Nordeste tem 34, Centro-Oeste tem 27 e Sul tem 14. Os povos com mais representantes são os Macuxi (13), Guarani Kaiowá (12) e Guarani (8).
Mulheres indígenas também marcam presença. São 84 candidatas, o que representa 44% das vagas indígenas. Esse percentual é maior que a média geral de mulheres na política, que é de 35%. Desde 2014, o número de indígenas femininas cresceu cerca de 190%. Elas passaram de 29 para 84 candidaturas.







