
MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — Em julho de 2026, 87,34% das negativações no Maranhão atingiram consumidores que já tinham aparecido nos cadastros de inadimplentes nos 12 meses anteriores. Segundo o SPC Brasil, o resultado mostra que a maior parte das restrições no estado envolveu devedores reincidentes.
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o número de reincidentes cresceu 9,49%. Do total de negativações de julho, 69,82% eram de pessoas que ainda não tinham quitado dívidas antigas. Outros 17,52% haviam limpado o nome, mas voltaram a ficar negativados.
Os demais 12,66% não tinham registrado restrição no CPF nos 12 meses anteriores. Entre os reincidentes, o intervalo médio entre o vencimento de uma dívida e das demais foi de 70,5 dias. Além disso, cada inadimplente no Maranhão acumulava, em média, 2,163 dívidas.
O número de consumidores inadimplentes cresceu 3,20% em relação a julho de 2025, abaixo do Nordeste, com 4,88%, e do Brasil, com 7,80%. Na comparação com junho, porém, houve queda de 0,06%. O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 4.379,74.
As dívidas tinham atraso médio de 30,6 meses. Cerca de 43,84% dos negativados deviam até R$ 1 mil. A faixa de 30 a 39 anos liderou, com 24,77%. As mulheres eram 53,75% dos devedores, enquanto os homens representavam 46,25%.







