Ministro afastado por assédio mantém salário de R$ 100 mil

ministro STJ

BRASÍLIA, 23 de abril de 2026 — O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segue recebendo cerca de R$ 100 mil líquidos por mês. Ele está afastado do cargo há dois meses. O afastamento ocorreu após a abertura de sindicância por denúncias de assédio sexual. O Ministério Público pediu a suspensão do salário. O pagamento contraria decisão de 2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão vedou o repasse de verbas indenizatórias a magistrados afastados em processos disciplinares. Buzzi deixou as funções em 10 de fevereiro. O STJ instaurou um Processo Administrativo Disciplinar. O ministro Nunes Marques, do STF, determinou a abertura de inquérito. Os contracheques indicam manutenção dos valores. Em valores brutos, o ministro recebeu R$ 132 mil em fevereiro. Em março, recebeu quase R$ 127 mil. Após descontos, os valores líquidos foram de R$ 106 mil e R$ 100 mil. A remuneração inclui subsídio de R$ 44 mil. Além disso, soma verbas classificadas como “indenizações” e “vantagens pessoais”. Só em março, foram R$ 66 mil em indenizações. O CNJ afirmou que não há justificativa para indenizar despesas de magistrados afastados. O órgão sustenta que apenas o subsídio integral deve ser mantido. O STJ informou que vai suspender os valores excedentes nos próximos contracheques. O tribunal afirmou que o ministro receberá apenas a parcela remuneratória dos vencimentos. Ele já está impedido de usar o local de trabalho e veículo oficial. O STJ, porém, não detalhou quais verbas foram pagas. Os contracheques também não especificam a natureza das quantias.

Justiça suspende mineração em área quilombola no Maranhão

Justiça brejo

BREJO, 23 de abril de 2026 — A Justiça Federal suspendeu a mineração de calcário em área reivindicada pela Comunidade Quilombola Alto Bonito, em Brejo (MA), após ação do Ministério Público Federal (MPF). A decisão anulou a licença ambiental concedida pela Secretaria de Meio Ambiente do estado, devido à ausência de consulta prévia, livre e informada à população afetada. A sentença confirmou a liminar que já havia interrompido a atividade anteriormente. A medida considerou o risco de danos ambientais e sociais decorrentes da exploração, mantendo a paralisação da mineração na área. Os responsáveis pela mineração foram condenados a recuperar a área degradada. Além disso, a decisão determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos, valor que será destinado prioritariamente à comunidade atingida.

Master pagou R$ 109 milhões a empresas de advogado preso

Master esquema

BRASÍLIA, 23 de abril de 2026 — O Banco Master declarou à Receita Federal R$ 109 milhões em pagamentos a empresas ligadas ao advogado Daniel Monteiro. Os repasses ocorreram entre 2022 e 2025. Monteiro foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de atuar na administração de fundos. A investigação aponta que ele teria participado de esquema para desviar recursos da instituição e viabilizar o pagamento de propinas. O escritório Monteiro, Rusu, Cameirão e Bercht recebeu R$ 79 milhões no período analisado. A Mytra Consultoria, por sua vez, recebeu R$ 30 milhões. Desse total, R$ 7 milhões foram declarados em 2024 e R$ 22 milhões em 2025. A Mytra tem capital social de R$ 263 mil e sede em Barueri (SP). A empresa compartilha telefone e e-mail com o escritório de Monteiro. Além disso, não possui presença digital identificável. ESQUEMA E INVESTIGAÇÃO A Polícia Federal identificou que Monteiro operava por meio de companhias intermediárias. O objetivo, segundo os investigadores, era dificultar o rastreamento do dinheiro. O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a quarta fase da Operação Compliance Zero. Ele afirmou que as empresas eram originalmente “de prateleira”. Elas passaram por alterações rápidas de estrutura. Em seguida, tornaram-se veículos para recebimento de recursos de fundos conectados à Reag. IMÓVEIS E DEFESA Seis empresas foram usadas para intermediar pagamentos relacionados a seis imóveis. Os imóveis, avaliados em R$ 146 milhões, foram prometidos por Daniel Vorcaro ao ex-presidente do BRB. Todas as companhias tinham endereço vinculado ao escritório de Monteiro. A defesa do advogado afirmou que “repudia veementemente” a tese de que ele atuava como operador financeiro. Ela sustenta que todos os serviços prestados foram lícitos e devidamente declarados. A defesa de Vorcaro não se manifestou.

Maranhão é o estado que mais destinou receita a investimentos

Maranhão tesouro

MARANHÃO, 23 de abril de 2026 — O Maranhão liderou o volume de investimentos entre os estados no primeiro bimestre de 2026, ao aplicar 12% de suas receitas totais nessa área. O dado consta no Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco dos Estados e do Distrito Federal, divulgado pelo Tesouro Nacional na quarta (22). O levantamento reúne informações fiscais enviadas pelos próprios entes ao sistema federal. O relatório aponta que, na comparação entre os bimestres, 11 dos 27 estados registraram crescimento das receitas em ritmo superior ao das despesas. Esse movimento indica maior capacidade de organização fiscal. Em seguida, o Piauí aparece na segunda posição entre os estados que mais destinaram receitas a investimentos. Por outro lado, Rondônia, Rio Grande do Sul e Amapá registraram percentuais próximos de zero nesse indicador. Esse cenário está diretamente ligado à formação de poupança corrente, que corresponde à diferença entre receitas correntes e despesas correntes liquidadas. Quando esse indicador é positivo, o estado possui maior autonomia para investir com recursos próprios. Caso contrário, depende de receitas de capital para viabilizar investimentos. O Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco apresenta, a cada dois meses, os principais dados fiscais das 27 unidades da federação. O documento reúne informações dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público e da Defensoria Pública. Além disso, o material é elaborado com base em dados enviados pelos próprios estados ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Esse sistema é administrado pelo Tesouro Nacional e serve como base para consolidar a execução orçamentária em nível nacional.

Operação Fio Cortado bloqueia R$ 610 mil no Maranhão

Operação polícia

MARANHÃO, 23 de abril de 2026 — A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã de quinta (23), a Operação Fio Cortado para combater uma organização criminosa com atuação nacional. A ação ocorreu em São Luís e Chapadinha, com foco na desarticulação de uma célula envolvida com tráfico de drogas. As investigações identificaram integrantes do grupo na capital e no interior, responsáveis por decisões estratégicas e movimentações financeiras ligadas a atividades ilícitas. Segundo a polícia, a organização operava com altos valores por meio de transações bancárias. Um dos alvos da operação é um advogado apontado como intermediário na comunicação de ordens de um líder da facção. Ele já estava custodiado no sistema prisional no momento da ação policial. Durante o cumprimento das medidas judiciais, as equipes executaram cinco mandados de prisão temporária, incluindo o do advogado investigado. Além disso, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 610 mil em contas vinculadas aos investigados. Ainda durante a operação, os agentes apreenderam veículos e objetos adquiridos com recursos considerados ilícitos. A operação contou com apoio de unidades especializadas, como o Departamento de Combate ao Roubo de Cargas, o Grupo de Resposta Tática e o setor de combate a crimes contra instituições financeiras. As diligências fazem parte de uma ação articulada em nível nacional. A Operação Fio Cortado integra o cronograma da Rede Nacional de Unidades Especializadas no Enfrentamento das Organizações Criminosas. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência

Hospital ganha nível 3 da Organização Nacional de Acreditação

Hospital Maranhão

O Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM) recebeu a certificação Nível 3 da Organização Nacional de Acreditação (ONA). A unidade integra a rede de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde. Com isso, tornou-se o primeiro hospital público do estado a atingir o mais alto grau de reconhecimento da ONA. O processo de acreditação ocorreu de forma gradual. Em 2023, o hospital recebeu o Nível 1 ao cumprir requisitos básicos de qualidade e segurança. Em 2024, avançou para o Nível 2 com práticas de gestão integrada. Para chegar ao Nível 3, a unidade comprovou excelência em mais de 90% dos padrões exigidos. Foram analisados gestão de riscos, segurança do paciente e humanização do atendimento. A secretária de Estado da Saúde destacou o fortalecimento da gestão pública. A direção do hospital afirmou que o reconhecimento é resultado do trabalho das equipes multiprofissionais. A unidade já possui outras certificações, como centro transplantador e selo de segurança do paciente.

Gilmar quer Inquérito das Fake News pelo menos até eleições

Gilmar inquérito

BRASÍLIA, 23 de abril de 2026 — O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a continuidade do Inquérito das Fake News pelo menos até o período eleitoral. A declaração ocorreu nesta quarta (22), em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo. O magistrado afirmou que a investigação cumpre papel relevante diante de “ataques” à Corte. “Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário”, declarou. Ele também disse que o STF “tem sido vilipendiado”. INVESTIGAÇÃO ABERTA HÁ SETE ANOS O inquérito foi aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli. A iniciativa partiu da própria Corte, sem pedido da Procuradoria-Geral da República. O ministro Alexandre de Moraes é o relator e conduz as investigações. O objetivo é apurar a suposta disseminação de notícias falsas e ameaças contra integrantes do STF. Juristas e analistas políticos criticam o procedimento. Eles apontam ilegalidades, como a abertura de ofício. CASO ROMEU ZEMA Na semana passada, Gilmar Mendes enviou uma notícia-crime a Alexandre de Moraes. O documento pedia a inclusão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, na investigação. O motivo foi um vídeo de sátira publicado pelo político mineiro nas redes sociais. Moraes remeteu o pedido à Procuradoria-Geral da República. Na entrevista, Gilmar citou episódios recentes para justificar a manutenção do inquérito. Ele mencionou a atuação do relator da CPI do Crime Organizado. “Veja, por exemplo, a coragem, eu diria a covardia, do relator da CPI”, afirmou. O ministro questionou se ataques à Corte poderiam ser deixados sem resposta. Gilmar também concedeu entrevista à TV Record na mesma data. Gilmar Mendes avaliou que a abertura do inquérito foi um momento importante para o STF. “Acho que foi um momento importante do Supremo ter aberto o inquérito”, disse. Ele defendeu a manutenção da investigação pelo menos até as eleições. “Acho que é relevante”, concluiu. O ministro Alexandre de Moraes já sinalizou que pretende manter o inquérito até 2027.

Frota de carros elétricos cresce 184% no Maranhão em 2 anos

Maranhão elétrico

MARANHÃO, 23 de abril de 2026 — A frota de veículos eletrificados no Maranhão cresceu 184,2% entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2026, segundo a Secretaria Nacional de Trânsito. O estado alcançou 7.670 unidades. O avanço da frota elétrica superou o crescimento da frota total em cerca de 15 vezes no período analisado. Apesar disso, os veículos eletrificados ainda representam apenas 0,32% do total em circulação no Maranhão, considerando modelos elétricos e híbridos. A maior parte da frota elétrica está em São Luís, que reúne 4.779 veículos, o equivalente a 62,3% do total estadual. Além disso, entre os veículos incorporados nos últimos dois anos, um a cada dezesseis possui propulsão elétrica ou híbrida. CRÉDITO IMPULSIONA MERCADO Dados do Sicredi indicam que a carteira de financiamento de veículos no Maranhão cresceu 83% entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026. O aumento revela maior procura por crédito, incluindo para veículos eletrificados. Os veículos eletrificados apresentam menor custo de manutenção e consumo de energia em comparação aos modelos movidos a combustíveis fósseis. Por isso, o interesse do consumidor tende a crescer.

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