Daniel Vorcaro passa 6 horas por dia com advogados na prisão

Vorcaro prisão

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — O ex-banqueiro Daniel Vorcaro passa cerca de seis horas por dia com sua equipe jurídica. Ele está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em uma cela individual que já abrigou Jair Bolsonaro. O jornal Folha de S.Paulo informou que ele credenciou 23 advogados para atendimento na Papudinha. Além disso, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a redução da pena por meio de trabalhos de jardinagem na unidade militar. Por isso, a rotina de consultas com a defesa mudou recentemente. A mãe, Aline Vorcaro, e os filhos fazem visitas. Já o pai, Henrique Vorcaro, e o cunhado, Fabiano Zettel, continuam presos. A influenciadora Martha Graeff rompeu o noivado com o empresário logo após a primeira prisão. Vorcaro divide o banho de sol com cinco coronéis da Polícia Militar presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele demonstra otimismo aos companheiros de pátio. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa também cumpre prisão no mesmo batalhão, mas não tem contato com o investigado.

Tribunal investiga contratos milionários em Presidente Sarney

Presidente Sarney

PRESIDENTE SARNEY, 14 de setembro de 2026 — O Tribunal de Contas do Maranhão investiga sete contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde com a Auto Posto Ubiratan Ltda., por meio de dispensas emergenciais. Os acordos, assinados em 2025 pela Prefeitura de Presidente Sarney, somam mais de R$ 1,5 milhão e envolvem o fornecimento de gasolina comum, diesel comum e diesel S10. Os acordos, feitos por dispensas emergenciais com a Auto Posto Ubiratan Ltda., somam mais de R$ 1,5 milhão. O processo nº 4668/2025 tem relatoria do conselheiro Marcelo Tavares Silva e foi apresentado por um cidadão contra Amanda Santos Chagas, então responsável pela Saúde. A denúncia aponta possíveis irregularidades na compra de gasolina comum, diesel comum e diesel S10 para atender a secretaria. Após a análise inicial, o TCE-MA citou Amanda Santos Chagas para apresentar defesa em 30 dias. Ela recebeu a citação em 19 de agosto de 2026 e pediu mais prazo no dia 31. Então, o relator aceitou a solicitação e concedeu outros 30 dias, contados após o fim do prazo original. A decisão sobre a prorrogação deverá ser publicada no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Contas. Até agora, porém, o TCE-MA não tomou decisão definitiva sobre o caso. Portanto, as irregularidades citadas na denúncia ainda não foram reconhecidas pelo tribunal.

Grupo de Vorcaro lamentou saída de Toffoli do caso Master

Toffoli Master

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — A Polícia Federal investiga “A Turma”, grupo suspeito de trabalhar para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Conversas interceptadas mostram que os integrantes viram a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no STF como uma piora. Além disso, a PF diz que o grupo recebia R$ 400 mil por mês. O dinheiro servia para intimidar pessoas, comprar servidores públicos e invadir sistemas oficiais. Entre os apontados estava Felipe Mourão, o Sicário, que se matou após ser preso. Outro nome é Bruno Correa Lopes. Ele cuidava da compra de imóveis e de negócios da família Vorcaro. Em uma conversa de WhatsApp de 27 de fevereiro, Bruno falou com Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, também investigado. Bruno disse que a família vendia patrimônio rápido. “Venderam uma casa aqui por 20 milhões, uma casa de 40 [milhões], vão vender por 20 [milhões]”, afirmou. Depois, comentou a mudança no STF: “Está piorando muito rápido agora que saiu do Toffoli”. Toffoli deixou a relatoria em 12 de fevereiro. Isso ocorreu após a revelação de vínculos de familiares dele com o resort Tayayá, que também tinha relações com Vorcaro. Daniel Vorcaro foi preso de novo em 4 de março. As mensagens também mostram que “A Turma” tinha férias no fim do ano. Marilson Roseno da Silva, apontado como líder, cobrou decisões antes das férias. A PF diz que o grupo tinha seis integrantes.

Maranhão lidera alertas de desmatamento no Cerrado

Maranhão desmatamento

MARANHÃO, 14 de setembro de 2026 — O Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do Inpe, apontou que o Maranhão concentrou 36,5% da área sob alerta de desmatamento no Cerrado entre junho e agosto de 2026. O sistema usa monitoramento por satélite para indicar áreas de supressão da vegetação e orientar ações de fiscalização. Em agosto, o Cerrado registrou 238 km² sob alerta, queda de 18,9% frente aos 294 km² de agosto de 2025. Foi o segundo menor resultado para o mês desde 2018. No trimestre, os alertas somaram 1.150 km², redução de 9,2% na comparação com 2025. Depois do Maranhão, Mato Grosso respondeu por 15,5% da área sob alerta no período, seguido por Tocantins, com 14,9%, Minas Gerais, com 8,3%, e Piauí, com 8,2%. Os dados foram apresentados na sexta-feira (11), durante evento pelo Dia do Cerrado, em São Paulo. Na Amazônia, os alertas chegaram a 358 km² em agosto, alta de 12,1% em um ano, mas o resultado foi o terceiro menor para o mês desde 2016. O Pará concentrou o aumento, ao passar de 74 km² para 155 km². No trimestre, porém, a área sob alerta caiu 20,4%. Segundo o governo, a retirada do apoio da Polícia Militar do Pará afetou operações planejadas pelo ICMBio no leste do estado. Por isso, os ministérios do Meio Ambiente e da Justiça criaram uma força-tarefa com ICMBio, Ibama, PF, PRF e Força Nacional para reforçar a fiscalização. O governo ressalta que o Deter gera alertas diários e não substitui a taxa anual de desmatamento calculada pelo Prodes.

Decisões monocráticas representam 80% dos julgamentos do STF

STF Decisão

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou 66,5 mil decisões monocráticas em 2026. Cerca de 80% das 82,5 mil decisões da Corte foram tomadas por um único ministro. O jornal O Globo fez o levantamento. Além disso, o plenário do STF proferiu 4,5 mil decisões. A 1ª Turma registrou 5,2 mil, e a 2ª Turma contabilizou 6,1 mil. Então, as decisões individuais dominaram a atuação do tribunal. O presidente Edson Fachin concentrou o maior volume. Ele proferiu cerca de 28 mil decisões monocráticas. Isso acontece porque o presidente também analisa a admissibilidade de recursos que chegam à Corte. Entre os outros nove ministros, Alexandre de Moraes aparece com o maior número. Ele proferiu 6.016 decisões individuais em 2026. Na sequência, vêm Flávio Dino, com 4.554, e Nunes Marques, com 4.410. Cristiano Zanin registrou 4.107 decisões. Dias Toffoli aparece logo depois, com 4.097. André Mendonça contabilizou 3.849. Gilmar Mendes teve 3.848. Cármen Lúcia registrou 3.836. Luiz Fux fechou o grupo, com 3.690. Ou seja, quatro de cada cinco decisões do STF ocorreram fora das sessões plenárias ou das turmas. Nesse formato, um único ministro decide sem que o colegiado analise primeiro. Depois, o caso pode ser levado ao plenário ou às turmas.

Dino libera ação contra deputado por elo entre Mendonça e Vorcaro

Dino Mendonça

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — A Polícia Federal deflagrou nesta segunda (14), no Distrito Federal e em São Paulo, a terceira fase da Operação Transparência. A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, apura suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro ligadas a uma investigação sobre emendas parlamentares. Segundo informações, o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) está entre os alvos. A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo. A investigação começou em dezembro de 2025 para apurar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. A reportagem procurou o deputado, mas não obteve resposta. Os investigadores apontam que integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores elevados. Segundo a apuração, esses pagamentos dependeriam do resultado de processos em andamento e teriam como justificativa uma suposta influência sobre decisões judiciais. A investigação não encontrou elementos que indiquem participação de integrantes do Judiciário. Cezinha de Madureira é próximo do ministro André Mendonça, do STF. Além disso, foi o parlamentar que atuou como ponte para viabilizar um encontro entre Mendonça e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O deputado também é um dos nomes mais antigos da articulação política da Assembleia de Deus no Congresso. Ligado à cúpula do Ministério de Madureira, Cezinha já presidiu a Frente Parlamentar Evangélica. Ele também foi vice-líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara. Portanto, a nova fase amplia a apuração sobre suspeitas de influência em processos e irregularidades envolvendo emendas.

Prefeitura de São Luís é alvo de investigação sobre cargo ilegal

Prefeitura

SÃO LUÍS, 14 de setembro de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu procedimento para apurar a suposta criação irregular do cargo de secretário adjunto de Meio Ambiente na Prefeitura de São Luís. A investigação busca saber se o posto foi criado por decreto municipal, sem autorização prevista em lei. A apuração foi instaurada pela promotora Ilana Franco Morais, da 41ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, que responde pela 39ª Promotoria. Segundo a denúncia, a medida teria violado o princípio da legalidade. A promotora deu 15 dias úteis a Paulo Victor, presidente da Câmara de São Luís, para responder ao MP. Ele deverá informar se houve debate legislativo, projeto de lei ou autorização específica para criar o cargo na SEMMAM, como exige o artigo 45, inciso IX, da Lei Orgânica. Além disso, a Câmara deverá enviar cópias integrais das Leis Municipais nº 5.215/2009 e nº 6.880/2021, com as exposições de motivos. A Procuradoria da Casa também deverá se manifestar sobre os limites do poder do Executivo para transformar cargos e sobre a separação entre os poderes. O Ministério Público estabeleceu prazo de 90 dias para concluir o procedimento. Nesse período, a Promotoria deverá analisar as informações e os documentos solicitados à Câmara para verificar se houve irregularidade na criação do cargo.

PF diz que Jaques Wagner tratou em código valor de imóvel

Jaques Master

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — O advogado Daniel Monteiro, do Banco Master, utilizou código para se referir ao valor de um apartamento negociado com Guilherme Sodré, homem de confiança do senador Jaques Wagner (PT-BA). Segundo relatório da PF (Polícia Federal), o parlamentar e seu operador também receberam vinhos de luxo patrocinados pelo banqueiro Daniel Vorcaro e seu ex-sócio, Augusto Lima. Segundo documentos da PF tornados públicos por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), foram encontradas no celular de Monteiro conversas sobre a aquisição de um apartamento no residencial de luxo Poème Horto, em Salvador (BA). É o imóvel que Wagner pediu para Augusto Lima comprar, para presenteá-lo à filha do senador. Numa conversa do dia 18 de dezembro de 2025, cerca de um mês após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, Daniel afirma para Sodré, pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, que “a altura do vão é 2,45m”. Segundo a PF, isso sugere “utilização de linguagem cifrada” para “dificultar a compreensão do efetivo conteúdo”. Os agentes apontam que, no dia 26 de novembro de 2024, Jaques Wagner encaminhou para Augusto Lima o contato de um gerente da construtora Moura Dubeux, responsável pelo empreendimento. Junto, foram encaminhadas informações relativas ao imóvel avaliado em R$ 2,45 milhões. Em junho deste ano, Wagner admitiu a tratativa. “Eu tinha interesse em dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses. Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’ Porque o apartamento está em construção. E eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”, disse. Ainda na Bahia, Augusto Lima, conhecido como “Guga Lima”, enviou vinhos de R$ 2,5 mil a R$ 5,3 mil a Wagner e Guilherme Sodré, também conhecido como “Guiga”. Há também uma conversa de Daniel Vorcaro com o diretor comercial do Banco Master, Fernando Mascarenhas. O banqueiro diz para o funcionário mandar algo para Lula e base aliada, e Fernando responde: “Voumandar então pra tio Guiga e Jaques”. Em dezembro de 2024, Augusto Lima fala com sua secretária, que mandou uma lista de pessoas para envio de “lembranças de final de ano”. Nela, constam o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), Jaques Wagner, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). O material obtido pela PF faz parte das investigações sobre o Banco Master, cujo caso foi tornado público na quinta-feira (10) por ordem do presidente do STF, Edson Fachin . A demanda foi atendida pelo relator do caso, o ministro André Mendonça. O fim do sigilo sobre a investigação também havia sido defendido, anteriormente, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta sexta (11), após parte dos documentos ser revelada, Flávio Bolsonaro pediu o fim da confidencialidade sobre o material envolvendo o “Dark Horse”. Jaques Wagner foi líder do governo Lula e deixou o cargo em junho, após ser alvo de operação da PF por suspeita de ter recebido pagamentos ligados ao Master.

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